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	<title>Janda Montenegro, Autor em Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Janda Montenegro, Autor em Rota Cult</title>
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		<title>Campeões é filme inclusivo para se emocionar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Janda Montenegro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 May 2023 17:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muito se tem falado sobre os projetos e propostas de inclusão nos cinemas – inclusão de narrativas não hegemônicas, de perspectivas diferentes, raças, gênero e também de pessoas portadoras de deficiência intelectual ou física nas histórias. Felizmente as produtoras estão assumindo um compromisso de pensar tramas que tragam personagens com essas características ou temas que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Muito se tem falado sobre os projetos e propostas de inclusão nos cinemas – inclusão de narrativas não hegemônicas, de perspectivas diferentes, raças, gênero e também de pessoas portadoras de deficiência intelectual ou física nas histórias. Felizmente as produtoras estão assumindo um compromisso de pensar tramas que tragam personagens com essas características ou temas que abordem estes universos, tornando o cinema um território tão plural quanto a sociedade mundial o drama cômico esportivo, <em>Campeões</em>, segue essa premissa.</p>
<figure id="attachment_162360" aria-describedby="caption-attachment-162360" style="width: 364px" class="wp-caption alignright"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-162360" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/05/rsz_campoes_still.jpg" alt="Campeões" width="364" height="243" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/05/rsz_campoes_still.jpg 800w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/05/rsz_campoes_still-300x200.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/05/rsz_campoes_still-768x513.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/05/rsz_campoes_still-696x465.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/05/rsz_campoes_still-629x420.jpg 629w" sizes="(max-width: 364px) 100vw, 364px" /><figcaption id="caption-attachment-162360" class="wp-caption-text">Credit : Shauna Townley/Focus Features</figcaption></figure>
<p style="text-align: center;">Em <em>Campeões</em>, Marcus (Woody Harrelson) sabe que tem potencial para ser um grande técnico da NBA nos Estados Unidos, porém, sente-se frustrado por ver seu talento ser desperdiçado. Após sofrer um acidente de carro, ele é punido por seu comportamento. Agora, ele deve cumprir noventa dias como serviço comunitário, trabalhando voluntariamente como técnico de um time de basquete composto por jovens com Síndrome de Down.  Entre o preconceito e o medo de ir para a prisão, Marcus acaba aceitando o cargo, sem imaginar que isso iria para sempre mudar sua vida.</p>
<p style="text-align: center;">Pela sinopse acima dá para imaginar que <em>Campeões</em> é um filme conforto com uma estrutura que não deixa espaço para muita criatividade, o que significa que o espectador pode adivinhar o que vai acontecer. E o filme entrega exatamente isso, sem frustrar a nossa expectativa. Se por um lado isso parece uma fórmula cansativa de repetição de sucesso, por outro, ao contrário de tantos outros filmes centrados em técnicos frustrados que vão dar aula para um time de perdedores e os transforma em campeões, aqui o grande diferencial é trazer luz ao universo paralímpico de atletas, profissionais ou amadores, com deficiência intelectual, tal universo que não entra na grade comercial dos cinemas.</p>
<p style="text-align: center;">O roteiro de Mark Rizzo (inspirado no filme espanhol <em>Campeones</em>, escrito por Javier Fesser e David Marqués) traz a história particular de cada um dos atletas do time, mesmo sem aprofundá-las dramaticamente. Ao fazê-lo, Rizzo dá uma dimensão talvez desconhecida pelo grande público, demonstrando que pessoas com Síndrome de Down são perfeitamente capazes de viver uma vida comum como qualquer outra, incluindo morar sozinho, trabalhar, ter relações sexuais ou praticar esportes.</p>
<p style="text-align: center;">Com Woody Harrelson encabeçando o elenco, o destaque fica mesmo para os atores com Down especialmente o jovem Johnny (Kevin Ianucci), muito carismático e expressivo, demonstrando as emoções bem evidentes para o espectador, aproximando-nos de seu universo. Isso demonstra o bom trabalho do diretor Bobby Farrelly (produtor de <em>O Amor é Cego</em>) em construir uma unidade com esse elenco especial.</p>
<p style="text-align: center;">A Universal Pictures está de parabéns em apostar neste filme como um lançamento nos cinemas brasileiros, mostrando a importância de trazer esses temas também para as telonas. Certamente, esperamos por mais mais produções do gênero. <em>Campeões</em> é um filme simpático, levemente emocionante e para toda a família.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="ZAVaxJdlSjw"><iframe title="Campeões | Trailer 1 Oficial" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/ZAVaxJdlSjw?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>&#8220;Rainha Cleópatra&#8221; é bem intencionada, mas não alcança grandiosidade da rainha egípcia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Janda Montenegro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 May 2023 14:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#DicaNetFlix]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já ouviu falar de Cleópatra? Certamente, todo mundo já ouviu falar dela. Cleópatra é uma dessas personalidades da História cujos feitos são ensinados nas escolas do mundo inteiro, afinal, seu legado transcende a sua vida. Entretanto, alguns pontos divergem em sua biografia, especialmente no que se refere à sua aparência física. Apoiando-se em estudos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class=" wp-image-162267 alignright" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Rainha-Cleopatra.jpg" alt="&quot;Rainha Cleópatra&quot;" width="286" height="400" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Rainha-Cleopatra.jpg 450w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Rainha-Cleopatra-214x300.jpg 214w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Rainha-Cleopatra-300x420.jpg 300w" sizes="(max-width: 286px) 100vw, 286px" />Você já ouviu falar de Cleópatra? Certamente, todo mundo já ouviu falar dela. Cleópatra é uma dessas personalidades da História cujos feitos são ensinados nas escolas do mundo inteiro, afinal, seu legado transcende a sua vida. Entretanto, alguns pontos divergem em sua biografia, especialmente no que se refere à sua aparência física. Apoiando-se em estudos recentes que confirmaram a ancestralidade negra de Cleópatra, a Netflix, junto com a atriz Jada Pinkett Smith (que é produtora e narradora desta produção), apresentam a minissérie &#8220;Rainha Cleópatra&#8221;, que está dando o que falar!</p>
<p style="text-align: center;">Dividida em quatro episódios com pouco mais de 40 minutos cada, o projeto segue o formato padrão de outras produções semelhantes da gigante do streaming. Pega-se uma pessoa famosa que é o centro da biografia, elenca-se uma turma de especialistas no assunto para dar depoimentos sobre o tema, e, intercala com um conteúdo histórico, junto a ficção criada sobre episódios marcantes na vida do biografado. Neste quesito, não traz nada de novo.</p>
<p style="text-align: center;">&#8220;Rainha Cleópatra&#8221; faz parte de um projeto maior intitulado Rainhas Africanas, cuja intenção é jogar luz sobre poderosas mulheres de África que demonstraram resistência, liderança e resiliência ao longo de séculos, mas cujas biografias não são amplamente conhecidas devido ao racismo que incide sobre as culturas africanas graças à hegemonia ocidental que só aceita suas próprias histórias como centro de mundo.</p>
<p style="text-align: center;">Ao contrário da série anterior desse mesmo projeto, intitulada &#8220;Rainha Njinga&#8221;, &#8220;Rainha Cleópatra&#8221; conta com um elenco de especialistas que se repete em seus comentários, construindo uma ideia de que Cleópatra foi uma grande estrategista, ainda que isso incluísse envolver-se com Júlio César com uma finalidade política quase insistente para garantir seu próprio poderio, como se, sem ele, ela não tivesse ou pudesse reconquistar o próprio trono.</p>
<p style="text-align: center;">Além disso, o elenco de atores que recriam a vida de Cleópatra ficcionalmente são bem fracos, não conferindo o poder hipnótico da rainha (interpretado pela fraquinha Adele James) nem dos outros personagens importantes da trama (como John Partridge, que faz um Júlio César com cara de britânico-alemão), já em &#8220;Rainha Njinga&#8221; ambos esses quesitos foram melhor trabalhados, ao ponto de de fato cumprir seu papel sobre trazer a história de uma mulher africana que deveria ser mais conhecida mundo afora.</p>
<p style="text-align: center;">Independentemente do questionamento se Cleópatra era negra ou não,  &#8220;Rainha Cleópatra&#8221; fica aquém da vida da biografada. Para quem não conhece a história da rainha-deusa, vale como uma introdução ao tema, porém, há livros que contam melhor essa história do que esta série documental da Netflix.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="IktHcPyNlv4"><iframe loading="lazy" title="Queen Cleopatra | Official Trailer | Netflix" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/IktHcPyNlv4?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Renfield – Dando o Sangue Pelo Chefe: Nicolas Cage brilha em filme do universo Dark Universe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Janda Montenegro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Apr 2023 14:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Talvez vocês não se lembrem, mas, uns anos atrás, a Universal Pictures anunciou um projeto ao qual deu o nome de Dark Universe, no qual ela criaria diversos filmes a partir de personagens clássicos do gênero do terror, tais como A Múmia, O Homem Invisível, Drácula e por aí vai. O universo começou de maneira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Talvez vocês não se lembrem, mas, uns anos atrás, a Universal Pictures anunciou um projeto ao qual deu o nome de Dark Universe, no qual ela criaria diversos filmes a partir de personagens clássicos do gênero do terror, tais como A Múmia, O Homem Invisível, Drácula e por aí vai. O universo começou de maneira bem capenga, com uma versão esquecível de <em>A Múmia</em>, estrelada por Tom Cruise; anos depois, <em>O Homem Invisível</em> ganhou um formato de suspense bem imersivo, sendo aplaudido por público e críticos. Dando sequência ao projeto, a comédia de terror R<em>enfield – Dando o Sangue Pelo Chefe</em> faz uma leitura bem hilária da vida de Drácula.</p>
<p style="text-align: center;">Renfield (Nicholas Hoult) não tem certeza ainda, mas desconfia de que vive um relacionamento abusivo. Ele frequenta reuniões de grupos de apoio em Nova Orleans, onde está morando nesse momento, e nesses encontros começa a perceber que seu chefe abusa moral, física e emocionalmente dele, manipulando-o sempre para fazer as coisas que ele quer. Porém, não mais! Desde que conheceu a policial Rebecca (Awkwafina) Renfield começa a ver a si mesmo como um herói, e, por isso, decide trabalhar sua autoestima para dar um basta no autoritarismo de seu chefe. Tudo isso seria ótimo, não fosse o fato de seu chefe ser ninguém menos do que o Conde Drácula!</p>
<p style="text-align: center;">Surpreendentemente, <em>Renfield – Dando o Sangue Pelo Chefe</em> é uma ótima comédia, um terrir desses que faz a gente chorar de rir. Esse é um dos melhores acertos do roteiro de Ryan Ridley e Robert Kirkman: trazer uma versão de Drácula sem o peso maçante do gótico, mas sim colocando-o em contraste com os tempos modernos e, indiretamente, tocando num ponto importante para o público jovem, ainda em formação de caráter, que é a importância de se defender e saber identificar qualquer tipo de relação abusiva, especialmente na área do trabalho.</p>
<p style="text-align: center;">Nicholas Hoult entrega uma de suas melhores performances dos últimos anos como um assistente inseguro, tímido e totalmente fora de contexto dentro de um universo sombrio e perigoso. Aliás, o abismo entre os dois protagonistas é o que origina as melhores e mais hilárias cenas do filme – que, adianto: se você é desses que tem estômago fraco, se prepare, pois não são poucas as cenas de tripa voando, corpos explodindo, sangue jorrando e por aí vai. Apesar de deixar bastante evidente o que está acontecendo, o filme do diretor Chris McKay faz tudo isso com muito muito humor ácido.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Renfield – Dando o Sangue Pelo Chefe</em> é, certamente, um ótimo filme para ver com a galera. Despretensioso e puro entretenimento, longa foi feito para rir, se divertir e até mesmo se constranger com os personagens, afinal, todos eles são tão contraditórios e tão absurdos, que a suspensão da descrença passa longe nesse roteiro divertido.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="GiCTHQSqRHw"><iframe loading="lazy" title="RENFIELD: Dando Sangue Pelo Chefe | Trailer Final" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/GiCTHQSqRHw?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Beau Tem Medo, de Ari Aster, é um dos melhores filmes de 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Janda Montenegro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 16:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ari Aster é, certamente, o cara da vez! Realizador de novos cults que estão entrando no gosto da garotada, como os filmes de terror Midsommar e Hereditário, Ari tem uma assinatura muito particular em seus filmes, tornando a vida de nós, críticos de cinema, bastante difícil, uma vez que suas histórias não se fecham em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Ari Aster é, certamente, o cara da vez! Realizador de novos cults que estão entrando no gosto da garotada, como os filmes de terror <em>Midsommar e Hereditário</em>, Ari tem uma assinatura muito particular em seus filmes, tornando a vida de nós, críticos de cinema, bastante difícil, uma vez que suas histórias não se fecham em um único formato, nem em um único gênero, e não se desenvolvem linearmente. A partir desta semana o público brasileiro poderá conferir nas salas de cinema o mais novo lançamento desse curioso cineasta, o filme <em>Beau Tem Medo</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-160975 alignright" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/BEAU-TEM-MEDO.jpg" alt=" Ari Aster" width="481" height="303" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/BEAU-TEM-MEDO.jpg 1600w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/BEAU-TEM-MEDO-300x189.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/BEAU-TEM-MEDO-1024x644.jpg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/BEAU-TEM-MEDO-768x483.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/BEAU-TEM-MEDO-1536x966.jpg 1536w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/BEAU-TEM-MEDO-696x438.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/BEAU-TEM-MEDO-1068x672.jpg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/BEAU-TEM-MEDO-668x420.jpg 668w" sizes="auto, (max-width: 481px) 100vw, 481px" />Beau (Joaquim Phoenix) é um homem que vive sozinho e tem medo de tudo. Ele compartilha suas impressões de mundo com seu terapeuta (Stephen McKinley Henderson), mas a real é que até mesmo sair e voltar para casa se torna um grande desafio para ele, uma vez que o local onde mora é barra pesada, cheio de ameaças em todas as esquinas. Diante de uma iminente viagem à casa de sua mãe (Patti LuPone) no dia seguinte, Beau começa a se sentir ansioso e troca sua medicação. Nesta mesma noite ele não consegue dormir por causa de barulho dos vizinhos, e, no dia seguinte, ao tentar sair de casa, suas chaves e sua mala são roubadas. Diante do inesperado da situação. Beau liga para avisar sua mãe do imprevisto, porém esse episódio trará inúmeras mudanças na vida de Beau, o que exigirá dele uma enorme capacidade de superação.</p>
<p style="text-align: center;">Em <em>Beau Tem Medo</em>, Ari Aster retoma seu antigo projeto que já foi curta-metragem em 2011 e também peça de teatro; entretanto, nesta adaptação cinematográfica a sensação é de que o realizador pegou os três projetos e os transformou em um único, sem basicamente cortar ou repensar nada, uma vez de que o filme tem 3 horas de duração – mas a bem da verdade, nem precisava de tudo isso.</p>
<p style="text-align: center;">Aliás, chega a ser difícil analisar profundamente <em>Beau Tem Medo </em>tendo visto o filme apenas uma única vez, o longa é desses que cada vez que você assiste você tem novas leituras daquilo que está vendo. Um pequeno detalhe pode mudar tudo! Além disso, é o tipo de filme que te faz refletir horas depois de sair da sala de cinema.</p>
<p style="text-align: center;">Fica evidente que somente o próprio Ari poderia dirigir esta produção. Escrito e dirigido pelo próprio Ari Aster, filme traz um Joaquim Phoenix excelente em cena, ao ponto de nos fazer pensar que somente ele conseguiria dar vida a esse personagem tão complexo na sua ausência de emoções e de reações, ainda mais vindo depois do grande sucesso como Coringa, fato é, ambos os personagens fazem um paralelo com a profundidade de seus traumas. Ambos os personagens são atravessados por questões psicológicas em seus âmagos.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Beau Tem Medo</em> é um surto de filme. Com cenas surreais, personagens secundários grotescos, atitudes ilógicas e uma história que fará a festa de qualquer analista, <em>Beau Tem Medo</em> é um filme tão bom, que nos faz duvidar da nossa capacidade de compreendê-lo. Vai dividir opiniões, mas certamente será um dos mais originais da safra 2023.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="oL3Zu0oV7UQ"><iframe loading="lazy" title="BEAU TEM MEDO | Trailer Oficial" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/oL3Zu0oV7UQ?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>10 Livros de Literatura Indígena para ler no mês dos Povos Indígenas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Janda Montenegro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 11:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O dia 19 de abril costumava ser chamado, erroneamente, de &#8220;Dia do Índio&#8221;, usando uma nomenclatura e uma intenção que estereotipava os povos originários. Nos últimos anos, a luta dos povos indígenas conseguiu, entre outras vitórias, ressignificar o dia 19 de abril como Dia dos Povos Indígenas, e fazer com que todo o mês de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">O dia 19 de abril costumava ser chamado, erroneamente, de &#8220;Dia do Índio&#8221;, usando uma nomenclatura e uma intenção que estereotipava os povos originários. Nos últimos anos, a luta dos povos indígenas conseguiu, entre outras vitórias, ressignificar o dia 19 de abril como Dia dos Povos Indígenas, e fazer com que todo o mês de abril fosse voltado para as temáticas dos povos da terra. A luta é parte da popularização da consciência sobre a diversidade das culturas dos povos indígenas que, só no Brasil, são mais de 305 etnias. Aliás, nessa frente, a literatura tem sido de fundamental importância, abaixo você encontra dez  dicas de livros de autoria de escritores indígenas brasileiros. Todos podem ser adquiridos através da Lumivraria Maracá.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-160980 size-full" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Tucuma-–-Lucia-Tucuju.jpg" alt="Literatura Indígena" width="225" height="225" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Tucuma-–-Lucia-Tucuju.jpg 225w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Tucuma-–-Lucia-Tucuju-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" />10 – &#8216;Tucumã&#8217; – Lúcia Tucuju &#8211; Este livro voltado para o público infantil e belamente ilustrado pode ser adquirido pessoalmente com a escritora, que frequenta a maioria dos eventos indígenas no Rio de Janeiro. Partindo da história da semente do Tucumã, o leitor faz uma viagem ao Amazonas, na companhia de peixes aves e outros animais.</p>
<p style="text-align: center;">9 – &#8216;A Boca da Noite&#8217; – Cristino Wapichana &#8211; Esse é um livro bastante premiado e conta uma lenda do povo Wapichana a partir de um protagonista menino que, muito curioso, quer entender como funcionam as coisas no mundo e, ao mesmo tempo que tem medo, busca tentar entender o fenômeno da boca da noite: o que acontece quando o sol some no horizonte?</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-160981 size-full" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/oracao-na-aldeia-pes-no-mundo-–-Auritha-Tabajara.jpg" alt="Literatura Indígena" width="300" height="168" />8 – &#8216;Coração na aldeia, pés no mundo&#8217; – Auritha Tabajara &#8211; Este é o primeiro livro de uma cordelista indígena de que se tem registro. Através da literatura de cordel a escritora conta a história de uma personagem que sai da aldeia Tabajara e passa a sentir na própria pele os contrastes com o estilo de vida das cidades grandes, mas sem perder sua cultura originária.</p>
<p style="text-align: center;">7 – &#8216;Contos Kariri-Xocó Vol 1&#8217; – Denízia Cruz &#8211; Como se pode ver pelo título, este livro é uma reunião de histórias do povo Kariri-Xocó, cujas histórias, em sua maioria, são protagonizadas por crianças. Já são 3 volumes de contos reunidos, todos realizados pelo Sesc SP, e vêm sendo amplamente adotados em escolas Brasil afora.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-160982" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Tybyra-–-Juao-Nyn.jpg" alt="Literatura Indígena" width="310" height="388" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Tybyra-–-Juao-Nyn.jpg 960w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Tybyra-–-Juao-Nyn-240x300.jpg 240w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Tybyra-–-Juao-Nyn-819x1024.jpg 819w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Tybyra-–-Juao-Nyn-768x960.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Tybyra-–-Juao-Nyn-696x870.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Tybyra-–-Juao-Nyn-336x420.jpg 336w" sizes="auto, (max-width: 310px) 100vw, 310px" />6 – &#8216;Tybyra&#8217; – Juão Nyn &#8211; Através da dramaturgia teatral o autor de origem Potiguara busca recontar a história do indígena Tybyra, primeiro indígena homossexual de que se tem registro (nos livros escritos pelos portugueses do século XVI). Inspirado em eventos reais, o autor reconstrói os últimos momentos de vida deste personagem, cujo único pecado foi não conseguir entender a lógica de pecado dos invasores europeus.</p>
<p style="text-align: center;">5 – &#8216;Mundurukando 2&#8217; – Daniel Munduruku &#8211; Segundo o volume da duologia de livros com o mesmo nome, na qual o autor, que já publicou mais de 50 livros, analisa e conta episódios de choque cultural, racismo, preconceito e outras experiências vividas por ele como um homem indígena circulando nas cidades cosmopolitas. Os episódios e as análises são abordados de maneira bastante didáticas, convidando o leitor a pensar junto com o autor as problemáticas apontadas por ele, bem como as soluções.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-160983 size-full" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Eu-sou-Macuxi-e-outras-historias-–-Julie-Dorrico.jpg" alt="Literatura Indígena" width="225" height="225" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Eu-sou-Macuxi-e-outras-historias-–-Julie-Dorrico.jpg 225w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Eu-sou-Macuxi-e-outras-historias-–-Julie-Dorrico-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" />4 – &#8216;Eu sou Macuxi, e outras histórias&#8217; – Julie Dorrico &#8211; Primeiro livro escrito pela doutora em literatura indígena, Julie Trudruá Dorrico, do povo Macuxi, em Roraima. Através da poesia, a autora partilha experiências pessoais de sua autoafirmação enquanto pessoa indígena, a afirmação de sua identidade Macuxi, a valorização da experiência ancestral de sua avó e a partilha da história do Deus Makunaîma, criador do povo Macuxi.</p>
<p style="text-align: center;">3 – &#8216;Metade cara, metade máscara&#8217; – Eliane Potiguara &#8211; Primeiro livro de autoria indígena em língua portuguesa, realizado na década de 1970, e atualizado muitas vezes desde então. A autora – nascida no Rio de Janeiro, mas de família Potiguara – compartilha, neste totem da literatura, suas experiências e vivências enquanto mulher consciente de sua origem ancestral em uma sociedade que ainda não entendia a coexistência dos povos indígenas em tempos contemporâneos. O livro mistura poesia, relatos pessoais, crônicas, notícias de jornal e outras estilo narrativos.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-160984" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/O-Espirito-da-Floresta-–-Davi-Kopenawa-Yanomami.jpg" alt="Literatura Indígena" width="247" height="370" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/O-Espirito-da-Floresta-–-Davi-Kopenawa-Yanomami.jpg 333w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/O-Espirito-da-Floresta-–-Davi-Kopenawa-Yanomami-200x300.jpg 200w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/O-Espirito-da-Floresta-–-Davi-Kopenawa-Yanomami-280x420.jpg 280w" sizes="auto, (max-width: 247px) 100vw, 247px" />2 – &#8216;O Espírito da Floresta&#8217; – Davi Kopenawa Yanomami &#8211; Livro recém-lançado pelo líder Yanomami Davi Kopenawa, cujo valor arrecadado foi todo direcionado pela editora Companhia das Letras em auxílio ao povo Yanomami durante sua pré-venda. Novamente em parceria com o autor Bruce Albert, o livro traz novas reflexões de mundo a partir da cosmovisão Yanomami, oferecendo outras possibilidades de modelos de convivência menos destrutivos ao planeta.</p>
<p style="text-align: center;">1 – &#8216;Futuro Ancestral&#8217; – Ailton Krenak &#8211; Mais novo lançamento do pensador Krenak Ailton Krenak, oriundo de suas reflexões durante as inúmeras lives realizadas pelo líder indígena durante a pandemia do coronavírus. Neste livro, o autor reflete sobre os temas de futuro e ancestralidade, os quais, a partir da cosmovisão indígena Krenak, participam de um tempo circular, portanto, não linear, em que o presente é uma continuação do passado, e o futuro é uma projeção criada com o intuito de nos deixar permanentemente frustrados. Vale a leitura como um convite a repensar os hábitos contemporâneos ocidentais.</p>
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		<title>Ninguém é de Ninguém uma emocionante história sobre ciúmes e destinos traçados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Janda Montenegro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Apr 2023 15:51:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há um mistério sobre como ou porque determinadas coisas acontecem conosco nessa vida. Alguns acreditam que acontecimentos podem ter raízes em vidas passadas, que justifiquem, de alguma maneira, ou que ajudem a explicar, as coisas que determinadas pessoas fazem nesta vida. Através da colaboração de espíritos que decidiram compartilhar suas histórias conosco, a escritora Zíbia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Há um mistério sobre como ou porque determinadas coisas acontecem conosco nessa vida. Alguns acreditam que acontecimentos podem ter raízes em vidas passadas, que justifiquem, de alguma maneira, ou que ajudem a explicar, as coisas que determinadas pessoas fazem nesta vida. Através da colaboração de espíritos que decidiram compartilhar suas histórias conosco, a escritora Zíbia Gasparetto conseguiu construir um verdadeiro universo de narrativas de vidas passadas, e vendeu, com isso, milhares de livros no Brasil e no mundo. Dentre todos, um dos seus maiores best-sellers chega a partir dessa semana aos cinemas brasileiros sobre o título <em>Ninguém é de Ninguém </em>trazendo para as telonas uma emocionante história sobre ciúmes e destinos traçados.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-158622 alignright" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Danton-Mello-e-Carol-Castro-em-Ninguem-e-de-Ninguem.jpg" alt="Ninguém é de Ninguém" width="398" height="156" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Danton-Mello-e-Carol-Castro-em-Ninguem-e-de-Ninguem.jpg 1600w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Danton-Mello-e-Carol-Castro-em-Ninguem-e-de-Ninguem-300x118.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Danton-Mello-e-Carol-Castro-em-Ninguem-e-de-Ninguem-1024x401.jpg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Danton-Mello-e-Carol-Castro-em-Ninguem-e-de-Ninguem-768x301.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Danton-Mello-e-Carol-Castro-em-Ninguem-e-de-Ninguem-1536x602.jpg 1536w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Danton-Mello-e-Carol-Castro-em-Ninguem-e-de-Ninguem-696x273.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Danton-Mello-e-Carol-Castro-em-Ninguem-e-de-Ninguem-1068x419.jpg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Danton-Mello-e-Carol-Castro-em-Ninguem-e-de-Ninguem-1072x420.jpg 1072w" sizes="auto, (max-width: 398px) 100vw, 398px" />Gabriela (Carol Castro) é uma advogada bem-sucedida, casada com Roberto (Danton Mello) e mãe de duas crianças – ou seja, tem uma família perfeita e feliz. Certo dia, porém, Roberto recebe a notícia de que seu sócio roubara todo o dinheiro de sua empresa, deixando-o na falência. A partir daí, aos poucos Roberto muda seu comportamento, o que passa a ameaçar a convivência do casal. Tudo isso ocorre no mesmo momento em que Gabriela recebe uma promoção na sua empresa para se tornar sócia do escritório. Louco de ciúme, Roberto começa a querer controlar Gabriela a todo custo, vendo coisas onde não existem e determinado a mantê-la em casa para que, assim, ele mesmo possa ser feliz. Acontece que Gabriela é uma mulher bem resolvida e buscará ajuda até mesmo no plano espiritual para manter sua segurança e a de seus filhos.</p>
<p style="text-align: center;">Com cerca de duas horas de duração, <em>Ninguém é de Ninguém</em> vai aos poucos transformando a história da família perfeita em um drama pesado com cenas fortes de violência doméstica. Wagner de Assis se dedica em adaptar as mais de 500 páginas do livro em um filme que coubesse no tempo de exibição da sala de cinema, tendo que fazer escolhas sobre quais núcleos desenvolver mais, dando espaço para a trama, e ao mesmo tempo guardando o devido tempo para apresentar as percepções espíritas dessa história. Entretanto, o filme acaba tentando abranger assuntos demais, e algumas escolhas – por exemplo, o elemento do amigo que rouba a empresa – acabam consumindo um tempo precioso do enredo, que poderia ter sido deslocado para o melhor desenvolvimento de outras cenas mais relevantes a história, como a resolução do casal protagonista, que ocorre de maneira acelerada no tempo narrativo.</p>
<p style="text-align: center;">O filme, certamente, faz interessantes adaptações do livro de Zíbia, sem que com isso a história perca sua essência. Mas fica claro também que a produção se destina aos leitores da escritora espírita, que já conheçam os personagens e estejam acostumados com esse estilo narrativo, cuja explicação de vidas passadas ocorre apenas no fim, dando sentido ao todo. Estes leitores, ao verem o filme, farão conexões mais rápidas com o que está acontecendo na telona do que o espectador comum que quiser desfrutar do filme sem prévio conhecimento da trama.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Ninguém é de Ninguém</em> é uma importante adaptação que confere mérito no audiovisual, ainda que tardio, a uma das maiores escritoras brasileiras e a um dos livros mais vendidos do país. Além disso, ainda demonstra todo o potencial de Carol Castro em passear entre gêneros entregando competência em tudo que faz.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="EjCpHt25j2E"><iframe loading="lazy" title="Ninguém É de Ninguém | Trailer Oficial | 20 de abril nos cinemas" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/EjCpHt25j2E?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>O Exorcista do Papa: Terror baseado em fatos reais deixa o espectador com a pulga atrás da orelha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Janda Montenegro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Apr 2023 13:22:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quanto mais Hollywood lança seus filmes, mais vamos descobrindo as histórias escondidas nos armários do Vaticano. E quanto mais histórias vão surgindo, mais inacreditável fica para nós, espectadores, pensar em como isso tudo pode estar acontecendo enquanto nós seguimos com as nossas vidinhas normais aqui no mundo da realidade. Uma dessas histórias inacreditáveis chega a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Quanto mais Hollywood lança seus filmes, mais vamos descobrindo as histórias escondidas nos armários do Vaticano. E quanto mais histórias vão surgindo, mais inacreditável fica para nós, espectadores, pensar em como isso tudo pode estar acontecendo enquanto nós seguimos com as nossas vidinhas normais aqui no mundo da realidade. Uma dessas histórias inacreditáveis chega a partir dessa quinta-feira nos cinemas brasileiros, intitulado <em>O Exorcista do Papa</em>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-160309" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/O-Exorcista-do-Papa.jpg" alt="O Exorcista do Papa" width="368" height="245" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/O-Exorcista-do-Papa.jpg 1600w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/O-Exorcista-do-Papa-300x200.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/O-Exorcista-do-Papa-1024x682.jpg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/O-Exorcista-do-Papa-768x512.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/O-Exorcista-do-Papa-1536x1023.jpg 1536w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/O-Exorcista-do-Papa-696x464.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/O-Exorcista-do-Papa-1068x712.jpg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/04/O-Exorcista-do-Papa-630x420.jpg 630w" sizes="auto, (max-width: 368px) 100vw, 368px" /></p>
<p style="text-align: center;">O ano é 1987. O padre Gabriele Amorth (Russell Crowe) é um dos padres mais requisitados para performar um tipo de ritual que nem todo sacerdote é habilitado a fazer: o exorcismo. Acontece que pela experiência dele a maior parte dos episódios que aparentam ser algum tipo de possessão demoníaca no fundo são apenas episódios em que as pessoas estão sofrendo com algum mal psíquico e buscam algum tipo de atenção daqueles que os cerca. Entretanto, quando recebe o chamado para visitar uma família recém mudada dos Estados Unidos para uma cidadezinha no interior da Espanha ele conhece os jovens Amy (Laurel Marsden), Henry (Peter DeSouza-Feighoney) e a recém viúva Julia (Alex Essoe), mãe deles. A contragosto, Gabriele percebe que Henry pode estar realmente com seu espírito aprisionado a um demônio, e tudo leva a crer que dessa vez Gabriele terá que se empenhar para salvar a vida do jovem menino.</p>
<p style="text-align: center;">O que logo de cara impressiona em <em>O Exorcista do Papa</em> é que é um filme baseado em eventos reais, o que sempre acaba deixando a pulga atrás da orelha do espectador, afinal, com o desenrolar do enredo, há coisas que nos fazem duvidar da nossa própria realidade, e, acima de tudo, assusta com relação ao tanto de informação que nos é omitido.</p>
<p style="text-align: center;">O longa de Julius Avery começa de uma maneira meio truncada, inicialmente apresentando o protagonista Gabriele, em seguida contextualizando-o dentro de um espaço da igreja católica em que ele não é muito bem-quisto e, de repente, o roteiro muda o foco para a família estadunidense se mudando para Espanha. Esse corte abrupto na história sem nenhum link aparenta causa estranheza. Embora o espectador consiga desconfiar o que vai acontecer em seguida, a construção não natural para que ambos os núcleos se convirjam vem aos tropeços.</p>
<p style="text-align: center;">Ainda assim <em>O Exorcista do Papa</em> é um filme divertido, que foge do lugar comum de filmes de possessão demoníaca ao construir um protagonista menos sério e não tão cerimonioso com relação ao demônio, o que, para um filme de terror de entretenimento, acaba se tornando uma ótima escolha para entregar um longa que contemple os fãs de terror e ao mesmo tempo segure a atenção do espectador até a última cena. No geral, é um filme que vai agradar a ambos os públicos, uma boa diversão com um Russell Crowe bem carismático de volta à ativa.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="xbu0nLUfxVw"><iframe loading="lazy" title="O Exorcista do Papa | Trailer Oficial Legendado | Em breve nos cinemas" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/xbu0nLUfxVw?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Audiobook “Marielle: Uma Biografia” Busca Honrar Marielle Ecoando Sua Voz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Janda Montenegro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Mar 2023 17:58:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-48836 alignright" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/04/MARIELLE-GIGANTE-NO-CIRCO-VOADOR.jpg" alt="" width="385" height="258" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/04/MARIELLE-GIGANTE-NO-CIRCO-VOADOR.jpg 700w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/04/MARIELLE-GIGANTE-NO-CIRCO-VOADOR-300x201.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/04/MARIELLE-GIGANTE-NO-CIRCO-VOADOR-696x467.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/04/MARIELLE-GIGANTE-NO-CIRCO-VOADOR-626x420.jpg 626w" sizes="auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px" />Neste março de 2023 uma terrível marca foi atingida: fez cinco anos desde o assassinato da vereadora Marielle Franco. Sem respostas nem ninguém cumprindo prisão pelo crime, o homicídio segue em investigação, sem muito avanço. Apesar da tentativa de silenciamento da vereadora, fato é que, após sua morte, seu exemplo de vida tem inspirado muitas lutas. Mas, há também uma ausência de conhecimento sobre como era sua vida antes de tudo acontecer, e, numa tentativa de ajudar a espalhar a voz de Marielle mundo afora a plataforma Storytel lança, no dia 30 de março, o audiobook intitulado “Marielle: Uma Biografia”, inspirado no livro ou homônimo de Audrey Furlaneto. Na tarde desta segunda-feira, 27 de março, as narradoras Dira Paes, Gabriela Loran, Verônica Bonfim, Zélia Duncan conversaram com a imprensa.</p>
<p style="text-align: center;">Uma das experiências compartilhadas pelas quatro narradoras foi a surpresa do convite – e o consequente congelamento diante de tamanha responsabilidade, afinal, não seria fácil dar voz à história de uma voz tão potente. Apesar da paralisia inicial, cada uma, a seu modo, foi entendendo a importância de participar do projeto. “Foi o maior desafio da minha vida”, comentou Gabriela. “Quando criança eu tive trauma de leitura, eu gaguejava. Comecei a me sabotar, achando que eu não deveria aceitar o convite, tinha muito medo de gaguejar na leitura. Eu só tomei minha decisão quando, depois de me mudar, estava olhando assim, parada, sem prestar muita atenção, quando, de repente, foquei minha visão e percebi que estava passando em frente ao local onde Marielle foi morta. Achei que aquilo não era por acaso”, continuou a criadora de conteúdo.</p>
<p style="text-align: center;">Para compor o material que virou o livro, a autora Audrey Furlaneto explicou que a ideia não era falar da morte de Marielle, mas sim da vida, mostrar como foi, para essa mulher negra, crescer na favela da Maré nos anos 90, suas dificuldades como qualquer outra mulher negra, a história de seus pais, que chegam nos anos 50. “Aos poucos eu fui percebendo que, enquanto eu contava a história da família de Marielle, também estava contando um pouco da história do surgimento da favela da Maré”, contou a escritora, que buscou em jornais e publicações da época para poder mostrar como foi o crescimento da região.</p>
<p style="text-align: center;">Assim, o audiobook, dividido em 10 episódios, busca mostrar como o símbolo Marielle foi construído a partir do corpo dela, de suas ancestrais pernambucanas ao curso de Ciências Sociais na PUC-RJ. Ela foi símbolo de resistência e de direitos humanos, mas era também filha da Marinete, mãe, esposa.</p>
<p style="text-align: center;">Desdobrando-se em duas Filós (a da novela &#8220;Pantanal&#8221; e também a avó de Marielle), a atriz Dira Paes conta que narrar foi um processo individual, que elas estiveram separadas, mas que conviveram por um ano ao longo desse tema. O resultado final é o encontro das vozes que se reuniram em torno dessa biografia. Dira contou que as dificuldades não estavam apenas nos múltiplos trabalhos que fazia na época, mas principalmente por conta da temática dos capítulos, que, muitas vezes, impunha a necessidade de se fazer uma pausa para respirar e refletir. Por isso, inclusive, tentavam fazer um capítulo por encontro. “No final, os encontros eram mais comigo mesmo, porque cada encontro era um encontro com uma Marielle, sobre o que eram as escolhas que a levavam por aquele caminho”, confessou a atriz.</p>
<p style="text-align: center;">Em um momento emocionante, a atriz Verônica Bonfim comentou ter conhecido rapidamente Marielle, porém não tiveram tempo de colocar seus projetos adiante, mas que ao ler o projeto, se reconheceu na história dela. Zélia Duncan também compartilhou com a imprensa a vez que encontrou com a vereadora, “Uma vez uma amiga politizada me mostrou ela (Marielle) e eu fui procurar saber quem era, e acabei me tornando eleitora dela. Aí um dia eu estava em uma dessas Marcha das Mulheres e eu a vi ali, numa esquina. Ela tinha uma energia diferente, quem a conheceu sabe disso. Aí ela me viu, me abraçou e falou “que bom você aqui”. Eu fiquei com isso na cabeça e pensei eu tenho que estar aqui, onde estão todas as mulheres. Às vezes nos contentamos com o espaço em que estamos, mas tem que ser mais do que a esquina. Marielle é um símbolo contra as violências contra as mulheres”.</p>
<p style="text-align: center;">Para Ana Julia, representante da Storytel e responsável pela produção, uma das vantagens de a plataforma estar presente em 25 países do mundo é que o audiobook estará disponível automaticamente em todos esses territórios. Em resposta ao Rota Cult, Ana contou que a equipe da plataforma irá, a partir do lançamento, medir o interesse do público nesses países para analisar a possibilidade de se fazer tradução. E assim fazer com que o público que não conhece Marielle passe a conhece-la.</p>
<p style="text-align: center;">Além disso, Ana contou ao Rota Cult que a Storytel tem o intuito de investir no Marketing dessa produção, justamente para disseminar as sementes de Marielle através do áudio e de sua história.  Entre histórias de cafezinho com as comadres e bastidores de luta, o audiobook “Marielle: Uma Biografia” quer emocionar os audioleitores do mundo todo a partir do próximo dia 30 de março, apresentando a mulher Marielle e sua história.</p>
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		<title>Thiago Lacerda volta às telonas em Road Movie pelo Sul do Brasil em Além de Nós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Janda Montenegro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Mar 2023 18:21:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dois papéis inesquecíveis ajudaram a solidificar a carreira do ator Thiago Lacerda no imaginário do espectador brasileiro: quando representou o imigrante italiano Mateo, na novela &#8220;Terra Nostra&#8221;, que teve um incrível sucesso de audiência, e quando interpretou o icônico revolucionário Giuseppe Garibaldi na minissérie &#8220;A Casa das Sete Mulheres&#8221;, que foi ao ar há cerca [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Dois papéis inesquecíveis ajudaram a solidificar a carreira do ator Thiago Lacerda no imaginário do espectador brasileiro: quando representou o imigrante italiano Mateo, na novela &#8220;Terra Nostra&#8221;, que teve um incrível sucesso de audiência, e quando interpretou o icônico revolucionário Giuseppe Garibaldi na minissérie &#8220;A Casa das Sete Mulheres&#8221;, que foi ao ar há cerca de 20 anos. Ambas as produções da TV Globo foram exibidas no início dos anos 2000, o que contribuiu para alçar a carreira de Thiago Lacerda, além de ter se tornado um novo galã.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-159482 alignright" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_alem_de_nos_thiago_lacerda_e_miguel_coelho_em_alem_de_nos_credito_atama_filmes__.jpg" alt="Thiago Lacerda " width="441" height="294" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_alem_de_nos_thiago_lacerda_e_miguel_coelho_em_alem_de_nos_credito_atama_filmes__.jpg 800w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_alem_de_nos_thiago_lacerda_e_miguel_coelho_em_alem_de_nos_credito_atama_filmes__-300x200.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_alem_de_nos_thiago_lacerda_e_miguel_coelho_em_alem_de_nos_credito_atama_filmes__-768x512.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_alem_de_nos_thiago_lacerda_e_miguel_coelho_em_alem_de_nos_credito_atama_filmes__-696x464.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_alem_de_nos_thiago_lacerda_e_miguel_coelho_em_alem_de_nos_credito_atama_filmes__-630x420.jpg 630w" sizes="auto, (max-width: 441px) 100vw, 441px" />Os anos se passaram, e por mais que Thiago tenha trabalhado um bocado entre novelas, a ideia de Sul do Brasil que ficou remetida à sua imagem por conta desses dois primeiros papéis tão impactantes passam a impressão de que, ao retornar agora aos cinemas com o longa <em>Além de Nós</em>, o público tenha a sensação de que o ator está de volta à casa.</p>
<p style="text-align: center;">No filme, acompanhamos o jovem Leo (Miguel Coelho), que tem uma relação conturbada com o pai. Entre divergências ideológicas e visões de futuro, os dois convivem quase sempre em tensão. Em um dia ruim, Léo é demitido do emprego e volta para casa frustrado, porém, encontrar o pai e encarar as mesmas divergências diárias só piora tudo. Entretanto, quando acorda na manhã seguinte, seu mundo desaba ao encontrar o pai sem vida dentro de casa. O sentimento de culpa por como poderia ter sido a relação dos dois, a tristeza por perder o pai e um medo com relação a como será a sua vida a partir de agora conduzem Leo a encontrar uma carta e uma foto com o último desejo de seu falecido pai.</p>
<p style="text-align: center;">Assim, ele descobre que o seu pai teve um sonho oculto de ir ao Rio de Janeiro visitar o museu do Catete, pois era onde viveu e morreu o presidente que ele mais admirou: Getúlio Vargas. A mistura de sentimentos em Leo o impulsiona a cair na estrada para realizar o último desejo de seu pai e deixar a fotografia nos pés do museu, e para isso, Leo pedirá ajuda de seu tio Arthur, com quem a convivência também não é das melhores, porém ciente de que o tio tem uma experiência de estrada que ele não possui.</p>
<p style="text-align: center;">O diretor Rogério Rodrigues constrói uma narrativa através do ruído entre relações. Em <em>Além de Nós, </em>parte do sentimento familiar comum é conflitante a muitas pessoas, a partir daí, se tece uma história em que estas mesmas relações se curam quando passam a conviver e se ouvir.</p>
<p style="text-align: center;">O que o espectador pode interpretar de <em>Além de Nós</em> é que quando passamos mais tempo com os familiares com quem historicamente temos divergência, passamos a entender nossas próprias raízes. Dessa forma, ao optar por fazer o filme um road movie, Rogério Rodrigues acerta no formato, demonstrando que não importa o destino nem a motivação, mas sim aquilo que aprendemos ao longo do caminho.</p>
<p style="text-align: center;">É, certamente, muito bom ver novamente Thiago Lacerda nas telonas. <em>Além de Nós </em>traz à tona a nostalgia e a familiaridade que papéis sulistas despertam sobre o ator: é gostoso demais vê-lo novamente nas paisagens do pampa gaúcho.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="7M7Mt2KbX6U"><iframe loading="lazy" title="TRAILER _ ALÉM DE NÓS" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/7M7Mt2KbX6U?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>O Rio do Desejo aborda camadas profundas sobre desejos reprimidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Janda Montenegro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 15:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo estudos da Sociologia, o homem é produto do meio em que vive, isso significaria que tudo que circunda o ser humano (o ambiente, os alimentos, as pessoas, as condições sociais, etc.) influiria no tipo de ser que esse indivíduo se tornaria em vida. Ou seja, na natureza, dependendo de onde a pessoa estivesse inserida, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-159005 alignright" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_o_rio_do_desejo.jpg" alt="O Rio do Desejo" width="445" height="186" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_o_rio_do_desejo.jpg 800w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_o_rio_do_desejo-300x126.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_o_rio_do_desejo-768x322.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_o_rio_do_desejo-696x291.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 445px) 100vw, 445px" />Segundo estudos da Sociologia, o homem é produto do meio em que vive, isso significaria que tudo que circunda o ser humano (o ambiente, os alimentos, as pessoas, as condições sociais, etc.) influiria no tipo de ser que esse indivíduo se tornaria em vida. Ou seja, na natureza, dependendo de onde a pessoa estivesse inserida, ela poderia se comportar de uma maneira X ou Y: por exemplo, pessoas no frio da Sibéria poderiam se tornar indivíduos mais reservados por causa do vento gélido, em oposição aos indivíduos que vivem na linha do Equador, onde a temperatura chega a extremos insalubres de calor. Bom, esse fator é particularmente verdade no longa <em>Rio de Desejo</em>, novo filme brasileiro que chega às salas de cinema a partir do próximo dia 23 de março.</p>
<p style="text-align: center;">Dalberto (Daniel Oliveira) está seguro em seu emprego como capitão da polícia militar numa pequena cidade ribeirinha no Amazonas. Um dia ele atende a um chamado de violência doméstica e conhece a jovem Anaíra (Sophie Charlotte), por quem se apaixona imediatamente. Certo de que conheceu a mulher de sua vida, Dalberto rapidamente decide casar com a jovem, levando-a para morar consigo dentro de sua casa, onde vive com seus irmãos Dalmo (Rômulo Braga) e Armando (Gabriel Leone), e com uma senhora, de nome Dalva, que cuida da casa. Decidido a realizar os sonhos de sua mulher, Dalberto decide largar a corporação e comprar um barco, achando que assim fará muito dinheiro e terá liberdade para levá-la a conhecer novos lugares. Ao receber um serviço para transportar uma valiosa para a cidade de Iquitos, no Peru, causará sua ausência prolongada no seio familiar, assim causando consequências irreversíveis para toda a família.</p>
<p style="text-align: center;">Baseado no conto do premiado escritor amazonense Milton Hatoum, <em>O Rio do Desejo </em> retoma o universo já bastante familiar ao autor &#8211; o círculo familiar em disputa por uma mulher que entra na rotina de irmãos que, então, passam a cobiçá-la e a disputá-la -, temática também apresentada anteriormente ao grande público na minissérie &#8220;Dois Irmãos&#8221;. Mesmo se tratando do mesmo universo, o diferencial aqui é a belíssima direção de Sérgio Machado (que trabalhou em clássicos como <em>Central do Brasil, Abril Despedaçado e Madame Satã</em>), que consegue imprimir texturas e camadas profundas para uma história íntima entre quatro personagens cujos desejos precisam ser reprimidos a suas revelias.</p>
<p style="text-align: center;">O roteiro a oito mãos &#8211; Maria Camargo, Sergio Machado, George Walker Torres e o próprio Milton Hatoum &#8211; adapta o conto inserindo um elemento fundamental, o terceiro irmão, que ajuda a diluir a tensão dramática do triângulo amoroso transformando-o em um quarteto luxurioso, cada um com suas características particulares que torna cada personagem único dentro do enredo.</p>
<p style="text-align: center;">Aliás, o crescente dessa tensão é alimentado pela poética fotografia de Adrian Teijido, que ajuda a iluminar e ao mesmo tempo esconder as emoções desses personagens à medida que elas precisam ser reveladas na trama, mesmo a contragosto dos mesmos. Além disso, soma-se a isso o deslumbrante cenário amazônico de pano de fundo, cujo calor selvático torna-se palpável na tela, evidenciando que a floresta e o rio são elementos fundamentais para germinar o dilema em que os quatro protagonistas se veem envolvidos.</p>
<p style="text-align: center;"><em>O Rio de Desejo</em> preenche a tela com uma história primariamente carnal em choque com amarras éticas que regem os grupos sociais. Palpável, de tirar o fôlego e climatizado nos trópicos vertiginosos, é um filme que explode em cores, sensações e beleza na telona.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="QY42AQ-9Pws"><iframe loading="lazy" title="O Rio do Desejo – Trailer Oficial" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/QY42AQ-9Pws?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2023/03/o-rio-do-desejo-aborda-camadas-profundas-sobre-desejos-reprimidos/">O Rio do Desejo aborda camadas profundas sobre desejos reprimidos</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
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