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	<title>Tarsso Sa Freire, Autor em Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Tarsso Sa Freire, Autor em Rota Cult</title>
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		<title>Tuesday: O Último Abraço aborda a relação com a morte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tarsso Sa Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jul 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Existem duas coisas de que não se pode fugir, dos impostos e da morte. Tuesday &#8211; O Último Abraço aborda a morte diante de fatos a vida. No longa, Julia Louis-Dreyfus precisa enfrentar o fato inegável de que sua filha Tuesday, interpretada por Lola Petticrew, vai morrer. Zora, personagem de Julia, não está pronta para [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Existem duas coisas de que não se pode fugir, dos impostos e da morte. <em>Tuesday &#8211; O Último Abraço</em> aborda a morte diante de fatos a vida. No longa, Julia Louis-Dreyfus precisa enfrentar o fato inegável de que sua filha Tuesday, interpretada por Lola Petticrew, vai morrer. Zora, personagem de Julia, não está pronta para isso e não está disposta a entregar sua filha, dessa forma, ambas entram numa jornada para descobrir a importância da morte.</p>



<p class="has-text-align-center">Existem vários filmes que colocam uma personificação da morte na trama, podemos lembrar do clássico <em>O Sétimo Selo</em>, de 1957, onde Max Von Sydow joga xadrez com a Morte. Até mesmo a animação <em>Gato de Botas 2: O Último Pedido</em> traz a morte personificada na figura do Grande Lobo Mau, na voz de Wagner Moura. Ou seja, existem diversas versões da morte no cinema, e <em>Tuesday </em>consegue trazer uma nova versão, ainda que inusitada, carregada de símbolos. A direção e roteiro, assinados por Daina Oniunas-Pusic, conseguem de fato trazer inúmeros signos sobre  o assunto até na fotografia e no figurino.</p>



<p class="has-text-align-center">Aqui a morte é personificada por um pássaro tropical, com o bico que lembra uma foice, interpretada pelo ator Arinzé Kene. Toda a jornada da mãe, Zora, tem ligação clara com as cinco fases do luto, e em paralelo também trata da relação entre mãe e filha no sentido mais inicial de maternidade, de cuidado e conforto. A interpretação de Julia Louis-Dreyfus contribui muito para o filme, pois a atriz consegue oscilar magistralmente entre o drama e a comédia. O figurino da protagonista e a fotografia usam a cor amarela, que também é uma cor relacionada à morte, pois no Livro do Apocalipse o Cavaleiro da Morte cavalga um cavalo amarelo.</p>



<p class="has-text-align-center">A obra vem muito no estilo de <em>Sete Minutos Depois da Meia-Noite</em> do diretor J.A. Bayona, onde se usa um recurso fantástico para tratar um tema real, neste caso uma mãe aceitando a morte da filha. A direção é muito delicada ao tratar de temas muito profundos e densos. Ela não romantiza a morte, ela mostra a fúria, o desespero, a dor, envolvidos no processo, ao passo que tenta não prender-se a essa maniqueísmo de bom e mal. Com ritmo lento, muito parecido com cinema europeu, é necessário calma quando se aprofunda em assuntos que são facilmente conectados ao espectador. Todo ser humano, seja jovem ou velho, precisa passar pelo rito de passagem da morte, e é um assunto que deve ser tratado com seriedade e leveza. E nisso <em>Tuesday </em>acerta muito bem.</p>



<p class="has-text-align-center">  A mensagem que o filme mais prega é que a aceitação da morte é também um meio de celebrar a vida, e o eterno reside no legado que os mortos deixam nos vivos. Ainda assim é um filme que pega o público pelo coração, é um filme feito para afetá-los de alguma forma. <em>Tuesday </em> é uma linda obra e com uma mensagem relevante.</p>



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		<title>O Sequestro do Papa aborda a dicotomia entre as doutrinas religiosas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tarsso Sa Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[O Sequestro do Papa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alguns eventos históricos são tão absurdos que quando lemos sobre eles ou ouvimos falar é até difícil acreditar que realmente aconteceu, este é o caso de O Sequestro do Papa, filme de Marco Bellocchio baseado em fatos reais. Em 1858, um menino judeu de 6 anos foi levado de sua família pela Igreja Católica, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">Alguns eventos históricos são tão absurdos que quando lemos sobre eles ou ouvimos falar é até difícil acreditar que realmente aconteceu, este é o caso de <em>O Sequestro do Papa,</em> filme de Marco Bellocchio baseado em fatos reais. Em 1858, um menino judeu de 6 anos foi levado de sua família pela Igreja Católica, o argumento é que menino teria sido batizado em segredo e sem o conhecimento de seus pais, portanto uma criança não poderia ser criada por pessoas que não seguem a fé católica. A ordem veio do Papa Pio IX, interpretado por Paolo Pierobon, que foi uma figura central em um momento político italiano muito conturbado.</p>


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<figure class="alignright size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="909" height="605" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/07/O-sequestro-do-papa.jpg" alt="O Sequestro do Papa" class="wp-image-179727" style="width:516px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/07/O-sequestro-do-papa.jpg 909w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/07/O-sequestro-do-papa-300x200.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/07/O-sequestro-do-papa-768x511.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/07/O-sequestro-do-papa-150x100.jpg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/07/O-sequestro-do-papa-696x463.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/07/O-sequestro-do-papa-631x420.jpg 631w" sizes="(max-width: 909px) 100vw, 909px" /></figure>
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<p class="has-text-align-center">Na época em que o filme se passa, a Itália estava passando por um processo de unificação, onde as cidades-estados da Península Itálica estavam sendo unidas em um único estado pelo rei Vítor Emanuel II. Antes da Itália ser constituída, o Papa reinava no trono de Roma, ou seja, era o Chefe de Estado da região da cidade Roma. Isso mostra que o Papa naquele período tinha muito mais poder do que comparado a hoje. Este é o plano de fundo do filme, aliás, é importante falar que está relacionado com o fato de os judeus começarem a ter seus direitos, que até então, lhes eram negados. É necessário lembrar que por séculos era crime ser judeu na Europa.</p>



<p class="has-text-align-center">A fé judaica representada na família de Edgardo Mortara, o menino sequestrado, é dirigida com muita simplicidade e verdade. Existe por parte da direção e do roteiro uma forte dicotomia entre as doutrinas religiosas que o filme trata. É criado um forte antagonismo no catolicismo, através das figuras de martírio cristão, das missas intermináveis em uma língua desconhecida. Existe a criação da figura dos padres como abusadores, que é de certo mau gosto e exagero do diretor. Enquanto a família judia tem seus ritos muito focados na família mesmo, tem a bela cena da oração do Sabbath, onde o pai reza pela proteção dos seus filhos, evocando a dinastia de Abraão que gerou Isaque.</p>



<p class="has-text-align-center">O filme trata desde o momento em que Edgardo é levado pela Igreja com 6 anos até sua vida adulta. Além disso, o ponto alto do filme é a transformação da fé em torno de sua personalidade. O roteiro tenta criar uma comédia através do ridículo, mas ele falha muito nesse sentido. A qualidade reside no drama de Edgardo, tento que aprender a ser cristão, e em sua família que precisa adaptar-se com a perda de uma criança que foi levada deles.</p>



<p class="has-text-align-center"><em>O Sequestro do Papa</em> trabalha fatos históricos que parecem inventados, e através disso aborda os temas de conflito religioso e antissemitismo. <em>O Sequestro do Papa</em> é faz uma bela defesa a religião e valorização da cultura judaica.</p>



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		<title>Grande Sertão &#8211; Guel Arraes transforma clássico mineiro para a realidade urbana das favelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tarsso Sa Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos grandes autores nacionais, Guimarães Rosa, usou o sertão da fronteira de Minas Gerais e Bahia como plano de fundo para criar uma narrativa equivalente a uma tragédia grega. “Grande Sertão: Veredas” é um dos maiores clássicos da literatura brasileira e que já foi adaptado várias vezes, tanto para cinema quanto televisão. Aqui o [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center"> Um dos grandes autores nacionais, Guimarães Rosa, usou o sertão da fronteira de Minas Gerais e Bahia como plano de fundo para criar uma narrativa equivalente a uma tragédia grega. “Grande Sertão: Veredas” é um dos maiores clássicos da literatura brasileira e que já foi adaptado várias vezes, tanto para cinema quanto televisão. Aqui o diretor Guel Arraes, em conjunto de Jorge Furtado, adaptaram o sertão mineiro para uma favela chamada Grande Sertão. No filme, o protagonista Riobaldo (Caio Blat) conta sobre a saga sangrenta e violenta que foi a guerra entre Joca Ramiro (Rodrigo Lombardi) e Zé Bebelo (Luis Miranda) pelo controle do sertão, em paralelo com sua paixão por Diadorim (Luisa Arraes).</p>



<p class="has-text-align-center">O grande desafio da direção de Arraes era trazer esse tom de tragédia grega para o ambiente da favela, pois o grande marco de Guimarães é fazer uma guerra de terra soar como a Guerra de Tróia. Felizmente, o roteiro de Arraes e Furtado faz adaptações impecáveis para o ambiente urbano sem perder os conceitos base de guerra e honra, glória e hombridade. Até mesmo o romance entre dois homens é adaptado maravilhosamente, tema que também é recorrente em tragédias gregas, basta lembrar que Aquiles entrou em guerra contra Tróia para vingar a morte de Pátroclo, seu amante. A concepção de arte de Grande Sertão parece uma mistura bem equilibrada de Tropa de Elite com Mad Max, pinturas de guerra com motos decoradas ao lado de tropas militares negras e um líder incorruptível.</p>



<p class="has-text-align-center">A direção fotográfica também lembra filmes mais urbanos de favela, bem ao estilo Cidade de Deus. Ao passo que o texto é impecável e belíssimo, que também é marca dos grande filmes de Guel Arraes, como <em>Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro</em>. Em vários momentos o texto é literal com o material original de Guimarães Rosa. Essa limpeza das falas inclusive acaba acarretando algumas questões acerca da edição de som de <em>Grande Sertão</em>. Acontece que parece muito que as falas foram gravadas em estúdio e não no momento da gravação da cena mesmo, ainda que preserve a limpeza e a clareza do texto, acaba por desconectar um pouco a atuação daquela realidade suja onde os personagens se encontram.</p>



<p class="has-text-align-center"> Guel Arraes lida bem em dirigir atores em personagens prolixos, caricatos ou que gesticulam muito, todos estão presentes no filme. Os personagens são explicados calmamente à medida que surgem na trama e são fáceis de se entender. Ainda que o texto seja muito erudito, ele não soa estranho na boca daqueles personagens graças a atuação do elenco.</p>



<p class="has-text-align-center"><em>Grande Sertão</em> não chega a ser um <em>Auto da Compadecida,</em> pois a sua proposta nem é essa. Ele cumpre a função original da obra de Guimarães Rosa que é tratar o sertão, a luta entre ordem e caos, existem dentro dos homens. E ter colocado esse épico dentro da realidade periférica brasileira traz a grande citação do livro: viver é muito perigoso.</p>



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		<title>Imaculada abre mão do sobrenatural e abraça o horror humano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tarsso Sa Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cristianismo sempre foi fonte para criação de filmes de terror, mas recentemente ao invés de demônios e outras culturas radicalizadas, o próprio cristianismo se tornou o criador do terror. Imaculada é um filme dirigido por Michael Mohan e escrito por Andrew Lobel, ambos começando sua carreira no cinema. A trama gira em torno de [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">O cristianismo sempre foi fonte para criação de filmes de terror, mas recentemente ao invés de demônios e outras culturas radicalizadas, o próprio cristianismo se tornou o criador do terror. <em>Imaculada</em> é um filme dirigido por Michael Mohan e escrito por Andrew Lobel, ambos começando sua carreira no cinema. A trama gira em torno de Irmã Cecília (Sydney Sweeney) que fará seus votos para entrar num convento no interior da Itália. Este convento cuida de freiras já no final de sua vida, com casos de doenças terminais ou demência. Ainda que seja um lugar mórbido, a jovem freira consegue achar paz e amizade no lugar. Então acontece um milagre com Cecília, ou um horror maquiado como um milagre de Deus.</p>



<p class="has-text-align-center">A primeiro momento, <em>Imaculada </em>se assemelha muito com<em> <a href="https://rotacult.com.br/2024/04/a-primeira-profecia-prequel-resgata-a-essencia-do-original-e-acrescenta-ainda-mais-horror/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A Primeira Profecia (2024),</a> </em>o primeiro ato é quase que idêntico. Um convento misterioso, uma noviça dos EUA que fará seus votos longe de sua terra de origem. Conforme o filme de desenvolve fica evidente que a direção de Mohan se inspira muito na saga de <em>A Profecia. </em>Aliás, a trilha sonora criada por Will Bates faz uso, quase que total, do coral de freiras para ambientar as cenas, assim transmutando o sagrado em profano enquanto a fotografia é simétrica, concentrando-se em criar grandes cenas abertas que lembram pinturas sacras. </p>



<p class="has-text-align-center">A grande qualidade da obra começa no segundo ato, pois fica claro que não existe nada de sobrenatural neste filme. O que existe são apenas pessoas, pessoas fanáticas que levam seus absurdos até a última instância. O roteiro de Andrew Lobel escolhe as pessoas como causadoras de todo o terror, indo no polo oposto ao escolhido pelo diretor. Se um se baseia em terrores sobrenaturais, o outro usou como base os filmes slasher, pois irmã Cecília é uma “final girl”, assim como Laurie Strode em <em>Halloween, </em>Sidney Prescott em <em>Pânico</em> ou Ripley em<em> Alien. </em></p>



<p class="has-text-align-center">A transformação da personagem é construída magistralmente e só fica maior com a atuação de Sydney Sweeney. A atriz ganhou grande destaque na segunda temporada da série &#8220;Euphoria&#8221; por conta da carga dramática que colocaram em sua personagem. Em <em>Imaculada</em>, Sydney entrega uma fúria incontrolável movida pelo desejo de sobreviver e sua fé. A irmã Cecília de Sydney não dá a outra face, ela luta com tudo que tem. O restante do elenco é formado por atores majoritariamente europeus, o mais conhecido sendo Álvaro Morte por sua participação em “La Casa de Papel”.</p>



<p class="has-text-align-center">O filme surpreende muito ao abrir mão do sobrenatural, se sustentando na habilidade da protagonista e no peso das ações. O ato final é pesado e de um violência aterradora, ainda que não seja gráfico. Surpreende, choca e atordoa, com efeitos excelentes para um filme de terror.</p>



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<div class="youtube-embed" data-video_id="BmMxOOArvGY"><iframe loading="lazy" title="IMACULADA | Trailer Oficial Dublado" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/BmMxOOArvGY?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Verissimo: Angelo Defanti observa a quinzena que antecede os 80 anos do escritor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tarsso Sa Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 May 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cronista, humorista, roteirista e romancista, Luís Fernando Veríssimo é um dos autores vivos mais importantes do Brasil. O documentário Verissimo, de Angelo Defanti observa a quinzena que antecede os 80 anos do aclamado escritor, que continua escrevendo e produzindo livros atrás de livros para os mais diversos públicos. Não é a primeira vez que Defanti [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Cronista, humorista, roteirista e romancista, Luís Fernando Veríssimo é um dos autores vivos mais importantes do Brasil. O documentário <em>Verissimo</em>, de Angelo Defanti observa a quinzena que antecede os 80 anos do aclamado escritor, que continua escrevendo e produzindo livros atrás de livros para os mais diversos públicos.</p>



<p class="has-text-align-center">Não é a primeira vez que Defanti tem contato com a obra de Verissimo, de modo que já produziu outros filmes baseados na obra do autor. Aliás, o maior diferencial é que ele se propõe a ser um documentário apenas observador. Seguindo um estilo clássico documental, para manter a realidade o mais pura possível, a obra  é de certa forma repetitiva.</p>



<p class="has-text-align-center">Trazendo a rotina de Luís Fernando as telas, o documentário traz seu dia a dia à cena. Café da manhã, visita médica quase que diariamente, exercícios para locomoção, ida a eventos e escrever, escrever todos os dias. A falta de interação, a falta até de instigação pela direção do longa, acaba deixando a experiência um tanto insossa para parte do público. Todavia existe na direção de Angelo Defanti um protecionismo, um olhar de pura admiração pela figura singela e introspectiva de Luís Fernando, como quando ele está brincando com os netos ou conversando com admiradores na rua, existe um brilho nessas cenas que é sutil, ainda que evidente.</p>



<p class="has-text-align-center">O tom do documentário respeita em sua totalidade a própria personalidade do escritor, introspectiva e calada, e cumpre a proposta de explicitar o dia a dia de escritor profissional em idade avançada, mas que é ainda profundamente criativo e ativo em sua profissão.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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		<title>Rivais traz um triângulo amoroso e vai te deixar sem ar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tarsso Sa Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rivais, o novo longa-metragem de Luca Guadagnino, faz uso do esporte como elo para explorar temáticas relevantes e conflitantes no cinema. Rivais aborda as relações complexas de amizade, romance, sexuais de tres personagens em busca constante de amadurecimento. Estrelado por Zendaya, Mike Faist e Josh O’Connor, o filme trata a amizade da dupla de amigos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Rivais</em>, o novo longa-metragem de Luca Guadagnino, faz uso do esporte como elo para explorar temáticas relevantes e conflitantes no cinema. <em>Rivais</em> aborda as relações complexas de amizade, romance, sexuais de tres personagens em busca constante de amadurecimento.</p>



<p class="has-text-align-center"> Estrelado por Zendaya, Mike Faist e Josh O’Connor, o filme trata a amizade da dupla de amigos Art e Patrick como gancho para suas conquistas e fracassos. Porém, eles almejam tornarem-se grandes tenistas e acabam por se apaixonar pela mesmo garota, a brilhante jogadora Tashi Donaldson (Zendaya), criando uma rivalidade  que marcou a história profissional e pessoal de todos os envolvidos. </p>



<p class="has-text-align-center">Primeiro filme do roteirista Justin Kuritzkes, traz um enredo juvenil e repleto de sexualidade. A primeiro momento essa sexualidade é um mero perfume até se transformar em uma tensão tão densa que se pode cortar no ar. O desenvolvimento dos personagens é narrado em analogia a um jogo de tênis, indo e voltando no tempo, assim como uma bola vem e vai de uma raquete a outra. O início do filme é um pouco complicado de entender, justamente por conta dessas idas e voltas no tempo, todavia não demora para o público se acostumar com isso. Aliás, o que mais sobressai no roteiro é a tensão sexual entre os três personagens, flertando com a bissexualidade e outros modelos de relacionamento, ainda que sem levantar bandeiras.</p>



<p class="has-text-align-center">A direção é de Luca Guadagnino (M<em>e Chame pelo seu Nome, Até os Ossos)</em> consegue levar a sensualidade do roteiro até a última potência, sem  constrangimento. O sexo em questão não é explicito, mas sim, cheio de tato e elegância. Além disso, outro elemento da direção de Guadagnino é a exaltação dos corpos juvenis, especialmente os homens. A câmera procura expor os detalhes dos corpos como se Faist e O’Connor fossem dois Adonis, exemplos da visão grega de juventude e beleza. Até o suor é retratado de forma sensual. Entre os dois homens “mortais” existe Zendaya, que é tratada quase como uma deusa pela direção e pelo roteiro. A personagem de Tashi é hipnótica e poderosa, uma mulher impossível de se ignorar ou de ser atraída por ela. Aliás, o elenco, certamente, embarca totalmente nessa proposta, trazendo uma química explosiva no trio.</p>



<p class="has-text-align-center">Os elementos técnicos, como som, a fotografia e trilha sonora engrandecem o filme como um todo, além da tensão sexual. A trilha sonora faz uso de euforia na sua batida junto com o barulho das raquetadas, quase uma cena de sexo digna de gemidos quase eróticos. A sequencia é tensa e sensual, e a Fotografia e a direção de câmera ainda torna tudo mais sedutor.</p>



<p class="has-text-align-center">A câmera leva os jogadores a uma batalha final, digna das tragedias gregas, deixando claro que o que está em jogo é Tashi, como a bola sendo disputada entre os dois homens.</p>



<p class="has-text-align-center">Diferente de outras produções do diretor, que possuem um peso trágico muito forte, <em>Rivais </em>traz uma deliciosa tensão sexual entre três atores repletos de carisma e beleza. Levando em conta que é o primeiro filme de um jovem roteirista estreante, este é um filme que transborda juventude, e inspira aproveitar essa juventude.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="5bpSCdI7KV4"><iframe loading="lazy" title="RIVAIS | TRAILER OFICIAL" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/5bpSCdI7KV4?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A Primeira Profecia &#8211; Prequel resgata a essência do original e acrescenta ainda mais horror</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tarsso Sa Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2024 18:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É de conhecimento dos fãs de terror, a importância de A Profecia, de 1976, para a cultura, assim como Exorcista e Poltergeist também possuem. A história do jovem Damien moldou o imaginário de milhões sendo a figura do Anticristo, gerando até produções de comédia como Belas Maldições da Prime Video. Em A Primeira Profecia temos [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<p class="has-text-align-center">É de conhecimento dos fãs de terror, a importância de <em>A Profecia</em>, de 1976, para a cultura, assim como <em>Exorcista e Poltergeist </em>também possuem. A história do jovem Damien moldou o imaginário de milhões sendo a figura do Anticristo, gerando até produções de comédia como <em>Belas Maldições </em>da Prime Video. Em <em>A Primeira Profecia</em> temos os processos que culminam no nascimento de Damien.</p>



<p class="has-text-align-center"> O filme se passa em 1971 e tem como protagonista Margaret (Nell Tiger Free), uma noviça que ainda não fez seus votos para tornar-se freira. Ela vai até Roma para realizar os votos finais, e se depara com um horror que ela não poderia imaginar nem seus piores pesadelos. A Igreja está perdendo fieis, pois o mundo moderno avança a passos largos e as histórias de fogo e enxofre não podem assustar mais. Então a Igreja decide criar o terror para ser a única tábua de salvação da humanidade.</p>



<p class="has-text-align-center">As expectativas para este longa eram baixíssimas, praticamente inexistentes, principalmente por conta da bomba que foi o quarto filme de <em>O Exorcista</em>. O medo real era que este prequel quisesse dar explicações totalmente desnecessárias para os mistérios de <em>A Profecia</em>. O filme começa com uma sequência de referências muito claras ao clássico, e então ele começa a tomar personalidade mesclando diálogos e flashbacks, confundindo o público propositalmente. Contudo não demora para o roteiro voltar aos eixos da narrativa e o público é contemplado com o horror. </p>



<p class="has-text-align-center">A direção do filme é de Arkasha Stevenson, uma diretora que possui pouca experiência, sendo este seu primeiro longa-metragem, e é chocante a qualidade imensa da direção. Arkasha opta por criar pouquíssimos jumpscares, ou seja, sustos rápidos e fáceis, construindo no lugar uma atmosfera sufocante em constante crescimento. A fotografia usa muitos planos fechados para as cenas mais fortes de horror para que você nunca tenha uma visão completa da cena, assim fica a apenas partes dela e o resto é da sua imaginação.</p>



<p class="has-text-align-center">Além da direção, Arkasha assina o roteiro com Tim Smith e Keith Thomas, que é metódico em entregar apenas o suficiente de informação. Por exemplo, em nenhum momento eles dizem a palavra demônio ou diabo, as poucas vezes que é mencionado se usa “A Besta” ou “O Chacal”, que é diretamente conectado com o filme de 1976. </p>



<p class="has-text-align-center">Tanto o roteiro quanto a direção foram capazes de subverter momentos considerados belos como gravidez, parto, feitura de votos sacros, em pura agonia. Até mesmo na produção de arte na construção dos cenários, existe um trabalho bem afinado em trazer o lado mais assustador da arte da Igreja Católica. E novamente, nada é escancarado, o movimento de câmera te conduz magistralmente ao momento correto e a imaginação do público faz o resto. A trilha sonora de Mark Korven é um alavanca de terror imensa, justamente por também subverter a beleza cristã em horror. O nascimento do Anticristo é seguido por um silêncio sepulcral, e ao ser revelado que um menino, o filho do Chacal nasceu, entra poderosa a trilha clássica “Ave Satani” criada por Jerry Goldsmith. É, certamente, de arrepiar todos os pelos do corpo!</p>



<p class="has-text-align-center">O elenco é impressionante, e que também trouxe grandes surpresas. Grandes nomes do cinema inglês, como Charles Dance e Bill Nighy, para surpresa de muitos, Já Sônia Braga participa do filme com um papel incrível de freira. Por fim, a grande surpresa veio da atuação da protagonista, Nell Tiger Free, uma jovem com poucos papeis de muita relevância da carreira que se entregou magistralmente neste filme.  </p>



<p class="has-text-align-center">O roteiro deixa algumas pontas soltas, e fica levemente subentendido que pode haver uma continuação, porém é preciso muito cuidado para não cair no perigo de explicar demais. Dito esses pequenos adendos, é sem dúvida que <em>A Primeira Profecia </em>entre para a lista de melhores filmes de terror de 2024, e um dos poucos casos em que um prequel funcionou muito bem.</p>



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		<title>Uma Prova de Coragem: Um filme de esporte com carisma canino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tarsso Sa Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Corrida de Aventura é um dos esportes mais difíceis e exaustivos do mundo, em Uma prova de coragem, Michael (Mark Wahlberg) é um corredor faminto pela vitória a qualquer custo, e isso o levou a humilhação internacional por nunca ganhar nenhuma corrida. Arriscando tudo, Michael reúne um time para correr na República Dominicana, ao [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">A Corrida de Aventura é um dos esportes mais difíceis e exaustivos do mundo, em<em> Uma prova de coragem, </em>Michael (Mark Wahlberg) é um corredor faminto pela vitória a qualquer custo, e isso o levou a humilhação internacional por nunca ganhar nenhuma corrida. Arriscando tudo, Michael reúne um time para correr na República Dominicana, ao mesmo tempo um cão de rua corre todos os dias pela sua sobrevivência. Agora, esses dois corredores vão ter suas histórias entrelaçadas.</p>



<p class="has-text-align-center">O roteiro escrito por Michael Brandt foi baseado nos fatos do livro homônimo de Mikael Lindnord, misturando um filme de esporte com uma parceria canina (cheia de charme). Em suma, é um roteiro que consegue, sim, elaborar uma história que convida o público a se emocionar, a torcer pela equipe e também acaba dando visibilidade a um esporte pouco conhecido. Ainda assim, não existe um gancho de trama muito forte, grande parte por conta da direção de Simon Cellan Jones. A carreira de Simon como diretor de cinema ainda é recente, contudo ele possui muita experiência dirigindo séries de cinema. Aliás, algumas decisões de câmera não foram muito bem escolhidas, poderiam ter sido usadas de forma diferente, além disso, a montagem faz com que também algumas cenas se repetem demais, como se a direção não soubesse bem como incrementar o filme.</p>



<p class="has-text-align-center">O elenco traz Mark Wahlberg de volta em uma história de herói, baseada em fatos reais, em um filme que o roteiro se desenvolve muito rápido. Aliás, o cão ator que faz Arthur se chama Ukai, um vira-lata do Equador, que traz talento e carisma as telas.</p>



<p class="has-text-align-center">O longa é sincero na sua proposta singela, entrega um produto final com uma história de inspiração e vitória. <em>Uma Prova de Coragem</em> é o filme modelo que cai em uma Sessão da Tarde ou no fim de tarde de domingo para comer pipoca com a família.</p>



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		<title>Godzilla e Kong: O Novo Império é sincero na proposta do entretenimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tarsso Sa Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2024 17:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Só pode haver um rei, essa tem sido a lei que rege o mundo, após um grande conflito de Godzilla VS Kong ficou estabelecido que Godzilla é o rei dos monstros da superfície e Kong reina na solidão da Terra Oca. Mas em Godzilla e Kong: O Novo Império ressurge uma ameaça esquecida de milênios [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">Só pode haver um rei, essa tem sido a lei que rege o mundo, após um grande conflito de <em>Godzilla VS Kong </em>ficou estabelecido que Godzilla é o rei dos monstros da superfície e Kong reina na solidão da Terra Oca. Mas em <em>Godzilla e Kong: O Novo Império</em> ressurge uma ameaça esquecida de milênios atrás, e apenas unindo forças, Kong e Godzilla podem se manter como reis de seus reinos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="540" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Godzilla-e-Kong-O-Novo-Imperio-1024x540.jpeg" alt="Godzilla e Kong: O Novo Império" class="wp-image-176297" style="width:452px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Godzilla-e-Kong-O-Novo-Imperio-1024x540.jpeg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Godzilla-e-Kong-O-Novo-Imperio-300x158.jpeg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Godzilla-e-Kong-O-Novo-Imperio-768x405.jpeg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Godzilla-e-Kong-O-Novo-Imperio-150x79.jpeg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Godzilla-e-Kong-O-Novo-Imperio-696x367.jpeg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Godzilla-e-Kong-O-Novo-Imperio-1068x563.jpeg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Godzilla-e-Kong-O-Novo-Imperio-796x420.jpeg 796w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Godzilla-e-Kong-O-Novo-Imperio.jpeg 1147w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">É necessário pontuar que os filmes do universo de monstros da Warner tem ficada cada vez mais focado em apenas a luta livre de kaijus, o que é um ótima decisão. <em>Godzilla e Kong: Novo Império </em>acha, certamente, um ponto essencial do entretenimento: a diversão pela diversão, apenas. Ver o Godzilla dormindo no Coliseu de Roma como se fosse uma cama de pet ou uma luta brutal de monstros que começa em Ipanema e termina na Lapa são exemplos perfeitos do tipo de entretenimento que o filme propõe a ter.</p>



<p class="has-text-align-center"><em>Godzilla e Kong: Novo Império</em> é um ponto positivo para a carreira do diretor Adam Wingard, que até então só tinha filmes abomináveis em sua carreira. O crossover entre o lagarto e o gorila gigante acabam por se tornar o ápice atual da carreiro do diretor, e fica claro na forma como ele consegue dar expressividade, profundidade e senso de épico aos personagens monstruosos. Ao contrário dos personagens humanos que são totalmente e completamente descartáveis, e usados apenas para diálogos explicativos do roteiro. Em momento algum o roteiro promete profundidade, ele é sincero na sua proposta e se mantém na mesma linha.</p>



<p class="has-text-align-center">Ainda assim, é necessário dizer que o filme é bastante confuso, ainda que muito explicativo. Todos as ações dos Titãs tem que ser registrada. As leis da física são muito difíceis de entender, além de não fazerem sentido nenhum. Os atores não tem direção, as vezes, mal há uma atuação porque o foco em Kong é muito maior. Para ser justo, é muito mais um filme do Kong que do Godzilla. A escolha de cores é muito bem feita, as criaturas que aparecem na Terra Oca, assim como os novos titãs continuam com o nível de qualidade criatividade desde o primeiro filme de Godzilla de 2014.</p>



<p class="has-text-align-center">É curioso pensar que o personagem de Godzilla foi criado como metáfora para os efeitos da bomba atômica, e agora ele chega no quinto filme de uma franquia norte-americana, no intuito de ser divertido. Ainda com todos os problemas de roteiro e elenco, o filme é realmente um filme pipoca competente por não querer na de nada além disso.</p>



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		<title>O Homem dos Sonhos aborda a “cultura do cancelamento”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tarsso Sa Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Mar 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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<p class="has-text-align-center">Para o filósofo francês Michel Foucault, ser visto é ser julgado. O século XXI está sendo pautado pelas redes sociais que apresentaram uma nova versão da visibilidade, ainda mais, elas criaram uma hipervisibilidade. Em <em>O Homem dos Sonhos,</em> o professor universitário Paul Matthews (Nicolas Cage) é um homem totalmente medíocre. Bom professor, bom marido e pai, relativamente engraçado, mas sem nada excepcional, até que ele começa a aparecer nos sonhos das pessoas. De um zé-ninguém, Paul se transforma na pessoa mais conhecida do mundo, com as belezas e os horrores em que tudo isso está envolvido.</p>



<p class="has-text-align-center">Classificado como um filme de comédia, o filme se encaixa muito mais na zona da comédia que te faz rir de nervoso. O roteiro escrito pelo diretor Kristoffer Borgli escalona as situações até elas chegarem a um estado de pura angústia. Existe uma camada de horror muito bem inserida em todo o roteiro da obra que acrescenta uma complexidade que prende a atenção. A questão central que o filme aborda é usar os sonhos como uma alegoria para a hipervisibilidade. A direção até muda quando Nicolas Cage está em tela, fazendo com que a visibilidade seja aumentada quando o personagem está em cena.</p>



<p class="has-text-align-center">Mas o único lugar realmente ainda invisível seria o mundo dos sonhos, aonde o personagem de Nicolas Cage tem uma jornada idêntica a qualquer grande influenciador. O momento de glória em que a fama muda a vida dele prometendo riqueza e prestígio, depois do cancelamento e quando Paul reclama que existe muito “mimimi” e retorna a uma visibilidade relativa que permite que ele tenha uma vida minimamente normal. Existe, sim, uma crítica a atual “cultura do cancelamento” quando Paul é crucificado por algo que ele não tem controle nenhum.</p>



<p class="has-text-align-center">O elenco é muito diverso, com vários rostos que são relativamente conhecidos, como Julianne Nicholson, Tim Meadows e Michael Cera. Contudo, ainda que o elenco como um todo seja bom, todo o foco recai sobre Nicolas Cage. É muito difícil imaginar outro ator que consiga interpretar um personagem tão caricato, ao mesmo tempo levando a sério e entregando uma carga dramática fácil de relacionar com casos do dia a dia de qualquer pessoa que acompanha as fofocas da internet. A maquiagem conseguiu transformar Cage em um homem realmente comum, e a atuação traz trejeitos que são signos para dizer que ele é uma figura medíocre.</p>



<p class="has-text-align-center">Aliás, é possível resumir <em>O Homem dos Sonhos</em> em uma palavra: estranho. Mas é um estranho positivo, um estranho que entretém à medida que é desconfortável. Logo que acaba fica no ar dúvidas sobre o que o filme trata que são respondidas no momento em que pegamos o celular e vemos alguém se retratando no Instagram por ter sido cancelado. E assim retornamos ao pensamento de Foucault onde ser visto é ser julgado, e portanto passivo de punição.</p>



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