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	<title>Vitoria Pratini, Autor em Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Vitoria Pratini, Autor em Rota Cult</title>
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		<title>Rio Gastronomia 2026 no Jockey: Pratos premiados, shows e análise do Festival</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vitoria Pratini]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 16:17:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Jockey Club Brasileiro voltou a se transformar na capital da culinária carioca com a abertura da 16ª edição do Rio Gastronomia. Entre o aroma de defumados, massas artesanais e petiscos de boteco, o maior festival gastronômico do país reúne pratos consagrados, grandes shows da música brasileira e experiências imersivas. Só que, para além dos [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">O Jockey Club Brasileiro voltou a se transformar na capital da culinária carioca com a abertura da 16ª edição do Rio Gastronomia. Entre o aroma de defumados, massas artesanais e petiscos de boteco, o maior festival gastronômico do país reúne pratos consagrados, grandes shows da música brasileira e experiências imersivas. Só que, para além dos brindes e dos cliques instagramáveis, a maratona de sabores também levanta debates necessários sobre custos, curadoria geográfica e acessibilidade.</p>



<p class="has-text-align-center">A <a href="https://rotacult.com.br/2026/08/rio-gastronomia-2026-celebra-grandes-encontros/">programação segue movimentando os finais de semana da cidade até o dia 4 de outubro</a>, unindo o melhor da mesa e dos palcos cariocas, com passagens marcantes de nomes como Samuel Rosa, Marcelo D2 e Ferrugem. Confira abaixo a nossa análise completa sobre o que rolou até agora.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Os vencedores do Prêmio Rio Show de Gastronomia 2026</h2>



<p class="has-text-align-center">A abertura oficial desta edição foi marcada pela cerimônia do Prêmio Rio Show de Gastronomia, realizada na última sexta-feira (18). A premiação coroa os endereços e profissionais que mantêm o Rio de Janeiro na rota dos grandes destinos gastronômicos globais.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="709" height="473" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Premio-Rio-Show-de-Gastronomia-anuncia-vencedores-da-edicao-de-2026.jpeg" alt="" class="wp-image-204106" style="width:397px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Premio-Rio-Show-de-Gastronomia-anuncia-vencedores-da-edicao-de-2026.jpeg 709w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Premio-Rio-Show-de-Gastronomia-anuncia-vencedores-da-edicao-de-2026-300x200.jpeg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Premio-Rio-Show-de-Gastronomia-anuncia-vencedores-da-edicao-de-2026-630x420.jpeg 630w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Premio-Rio-Show-de-Gastronomia-anuncia-vencedores-da-edicao-de-2026-150x100.jpeg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Premio-Rio-Show-de-Gastronomia-anuncia-vencedores-da-edicao-de-2026-696x464.jpeg 696w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Crédito: Fábio Cordeiro</figcaption></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">Eleitos por um conselho de 17 jurados especializados — entre jornalistas e personalidades que frequentam a cena —, os vencedores espalham a diversidade de estilos pelas 18 categorias da premiação. Entre os destaques da noite, Jessica Trindade (Madame Olympe) levou o prêmio de <em>Chef do Ano</em>, enquanto Juliana Magioli (Alloro al Miramar) conquistou o título de <em>Chef Revelação</em>.</p>



<p class="has-text-align-center">O roteiro dos premiados ainda passa por nomes de peso como o <em>Lasai</em> (Melhor Menu Degustação), o clássico <em>Grado</em> (Melhor Italiano), a tradicional <em>Adega Pérola</em> (eleita o melhor pé-sujo) e o <em>Kurt</em> levando o troféu de melhor opção de doces. A lista completa com mais de 250 indicações integra o novo Guia Rio Show de Gastronomia, que já está nas bancas. <a href="https://rotacult.com.br/2026/09/premio-rio-show-de-gastronomia-anuncia-vencedores-da-edicao-de-2026/">Confira todos os vencedores aqui no Rota Cult</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">A rota dos sabores: O que experimentamos (e o que destaca no cardápio)</h2>



<p class="has-text-align-center">Caminhar pelas ilhas de atendimento do festival exige estratégia diante de tantas opções. A curadoria deste ano acertou ao misturar estreantes de peso com operações veteranas e queridas pelo público carioca. Em nossa maratona gastronômica pelas barracas, o cardápio incluiu desde a saborosa pizza do <strong>Ferro e Farinha</strong> e as criações do <strong>Bar do Momo</strong>, até o tempero afetivo do <strong>Dois de Fevereiro</strong>, as massas do <strong>Bento Pizzeria</strong>, as propostas contemporâneas da <strong>Heaven Cucina</strong> e do <strong>Eleninha</strong>, além dos cortes precisos do <strong>Katz-SU</strong>, das delícias assinadas por <strong>Sofia por Kátia Barbosa</strong>. Tudo isso com direito a uma pausa estratégica na adega de vinhos para harmonizar a tarde.</p>



<p class="has-text-align-center">Fora do circuito salgado, o festival reservou surpresas curiosas para o paladar, como a degustação dos sorvetes da Granado, que transportaram notas olfativas de perfumes clássicos da marca diretamente para versões geladas e inusitadas.</p>



<p class="has-text-align-center">Das entradas às sobremesas assinadas por confeitarias renomadas, o cardápio atende a diferentes preferências alimentares, provando que o evento se esforça para equilibrar alta gastronomia e conforto descomplicado.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Leia também: <a href="https://rotacult.com.br/2026/09/semana-de-arte-do-rio-2026-ocupa-o-centro-com-mais-de-70-festivais-e-atracoes-gratuitas/">Semana de Arte do Rio 2026 ocupa o Centro com mais de 70 festivais e atrações gratuitas</a></li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Entre pratos e palcos: a experiência completa no Jockey</h2>



<p class="has-text-align-center">Mais do que um polo de alimentação, o Rio Gastronomia funciona como um festival de múltiplos formatos. Chefe de cozinha e embaixador do evento há cerca de seis edições, Pedro Benoliel resume bem o espírito da festa: um espaço pensado para receber o público sem distinções.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;A expectativa é a gente receber bem as pessoas, que elas comam, se divirtam, que possam de alguma maneira aproveitar em família, com o namorado, com a mãe, com o tio. Aqui é um lugar que tem para todos e para todos os gostos também&#8221;, destaca o embaixador, convidando o público a aproveitar a programação no Jockey Club.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center">Rio Gastronomia também conta com atividades para além da comida</h3>



<p class="has-text-align-center">Enquanto a tradicional roda-gigante garante uma vista panorâmica disputada da Lagoa e do Cristo Redentor, a feira de produtores fluminenses expõe queijos artesanais, cachaças e embutidos de pequenas produções do estado. Nos estandes dos patrocinadores, a tecnologia e a interatividade dão o tom: na Claro, o público interage com o &#8220;Desafio Multi&#8221; em troca de vouchers de desconto para os restaurantes do evento; no Mate Leão, a pedida é provar a nova versão com guaraná e registrar o momento na cabine de fotos; a Globo aposta em um mini-jogo inspirado no programa Chef de Alto Nível com brindes para a cozinha; e a Odd movimenta os visitantes com um jogo da memória que distribui mimos, incluindo o novo detergente da marca.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center">Evento tem aulas de chefs renomados e muitos shows de música brasileira</h3>



<p class="has-text-align-center">Por fim, para completar, as aulas-show gratuitas com chefs renomados oferecem ao público a chance de aprender técnicas profissionais de perto. Até o dia 04 de outubro, será possível acompanhar masterclasses de nomes como Kaywa Hilton, Monique Gabiatti (Polvo Bar e Polvo Marisqueria), Gerônimo Athuel (Ocyá), Jerome Dardillac e Jenifer Ortega (ambos do Fairmont Rio). A Frescatto ainda trará as participações de João Paulo Frankenfeld (Casa 201 e Balcão 201) e Gabriela Kapim.</p>



<p class="has-text-align-center">À noite, a curadoria musical passa por nomes como Pretinho da Serrinha, Marcelo D2, Blitz, Samba Que Elas Querem, Ferrugem e Bento Gil e Flor Gil cantam Gilberto Gil. Isso garante que a experiência estique até o último acorde.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pode te interessar: <a href="https://rotacult.com.br/2026/05/casacor-rio-de-janeiro-celebra-35-anos-da-mostra-em-novo-endereco/">CASACOR Rio de Janeiro celebra 35 anos da mostra em novo endereç</a>o</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Os contrapontos do Rio Gastronomia: O que precisa de atenção?</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Preços salgados, mas justificados pela programação?</h3>



<p>Consumir no Rio Gastronomia exige fôlego financeiro. Os preços cobrados nas barracas e nos bares são substancialmente mais altos do que a média dos estabelecimentos fora do evento. Contudo, a balança do custo-benefício se equilibra quando o frequentador considera o formato: o ingresso dá acesso direto a cozinhas renomadas concentradas em um único espaço seguro, além de incluir grandes shows na programação musical. É um programa para ser encarado como um evento de entretenimento completo, e não como uma refeição cotidiana.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O eixo Zona Sul-Tijuca e a falta de diversidade regional</h3>



<p class="has-text-align-center">Apesar da proposta de celebrar a culinária do estado, a curadoria de restaurantes ainda derrapa na representatividade geográfica. A esmagadora maioria dos estabelecimentos participantes concentra-se nos bairros tradicionais da Zona Sul e da Tijuca. Fica evidente a lacuna de representantes da Zona Norte, da Baixada Fluminense e da Zona Oeste, regiões que fervem com cozinhas potentes e autorais que mereciam os holofotes de um festival deste porte. Apesar disso, os restaurantes incluem gastronomias mais diversas, como internacionais e de outras regiões do Brasil, como Amapé, Coreia do Sul e Japão.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Acessibilidade e mobilidade: desafios no espaço</h3>



<p class="has-text-align-center">Embora a organização disponibilize rampas e estruturas básicas de circulação, a experiência para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida ainda esbarra em barreiras físicas reais. O fluxo intenso de visitantes, os trechos de pedrisco solto com piso irregular, a sinalização visual limitada em pontos estratégicos e a ausência de um intérprete de Libras durante a cerimônia de premiação indicam que o festival ainda precisa avançar em termos de inclusão e acessibilidade plena para garantir conforto e autonomia a todos os frequentadores.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Até quando vai o evento no Jockey Club?</h3>



<p class="has-text-align-center">O festival acontece de quinta a domingo, nos finais de semana entre 17 de setembro e 4 de outubro de 2026, no Jockey Club Brasileiro.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center">Como conseguir descontos nos ingressos?</h3>



<p class="has-text-align-center">Clientes de marcas parceiras, como a Claro (resgatando o código no app Minha Claro) e assinantes de veículos de mídia selecionados, contam com condições promocionais e descontos exclusivos na compra de ingressos.</p>



<p class="has-text-align-center">Serviço: Quinta a domingo (17 a 20/09, 24 a 27/09 e 01 a 04/10) / Local: Jockey Club Brasileiro (Gávea, Rio de Janeiro) / Ingressos: Vendas pela Ticketmaster e canais parceiros.</p>
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		<title>Semana de Arte do Rio 2026 ocupa o Centro com mais de 70 festivais e atrações gratuitas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vitoria Pratini]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 11:27:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Exposições]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Semana de Arte do Rio 2026 vai transformar as ruas, praças e centros culturais da cidade em um polo de celebração e encontros entre 16 e 27 de setembro. A iniciativa, apresentada em coletiva de imprensa no Museu do Amanhã na última quinta-feira, 3 de setembro, reúne mais de 70 festivais em um calendário [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center"> A Semana de Arte do Rio 2026 vai transformar as ruas, praças e centros culturais da cidade em um polo de celebração e encontros entre 16 e 27 de setembro. A iniciativa, apresentada em coletiva de imprensa no Museu do Amanhã na última quinta-feira, 3 de setembro, reúne mais de 70 festivais em um calendário unificado de 12 dias com foco na gratuidade e no acesso livre do público.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Leia também: <a href="https://rotacult.com.br/2026/09/mostra-de-cinemas-africanos-recebe-cineasta-burkinabe-chloe-aicha-boro/">Mostra de Cinemas Africanos recebe cineasta burkinabé Chloé Aïcha Boro</a></li>
</ul>



<p class="has-text-align-center">O anúncio oficial reuniu organizadores, curadores e representantes da prefeitura para detalhar as novidades da programação. Em vez de concentrar o público em palcos isolados de megaeventos, a proposta aposta na circulação contínua de pessoas por museus, galerias de arte, teatros históricos e ateliês abertos, conectando a Praça Mauá à Lapa e ao bairro da Gamboa.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Uma semana carioca de 12 dias: o que é a Semana de Arte do Rio</h2>



<p class="has-text-align-center">A Semana de Arte do Rio foi desenhada para criar conexões duradouras entre as artes e a rotina da cidade. A programação passa por quase 50 locais públicos e mais de 200 endereços privados, além de levar ações especiais para bairros da Zona Norte e da Zona Oeste, como Méier, Sepetiba, Santa Cruz e Campo Grande.</p>



<p class="has-text-align-center">Para viabilizar a estrutura, o evento reúne espaços administrados pelas esferas municipal, estadual e federal, promovendo atividades conjuntas entre a Cinelândia e a Praça Tiradentes, com ações no Teatro Carlos Gomes, no Teatro João Caetano e no Museu Nacional de Belas Artes.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center">&#8220;Futuro sem memória é improviso&#8221;: a visão da Secretaria Municipal de Cultura</h3>



<p class="has-text-align-center">Durante a apresentação no Museu do Amanhã, o Secretário Municipal de Cultura, Lucas Padilha, explicou que a prefeitura não interferiu na escolha dos temas ou das atrações, focando no apoio financeiro e na montagem da estrutura para que os festivais trabalhem juntos.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;A prefeitura não fez a curadoria da Semana de Arte enquanto um projeto [de governo]. Essa é uma escolha muito intencional, porque a gente não podia criar uma comissão, um comitê para dizer o que é arte no Rio de Janeiro. [&#8230;] Futuro sem memória é improviso, e memória sem futuro é nostalgia. A gente precisa conectar memória e futuro&#8221;, pondera Lucas Padilha, Secretário Municipal de Cultura do Rio de Janeiro</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pode te interessar: <a href="https://rotacult.com.br/2026/09/museu-de-arte-do-rio-recebe-encontro-gratuito-de-jogos-de-tabuleiro/">Museu de Arte do Rio recebe encontro gratuito de jogos de tabuleiro</a></li>
</ul>



<p class="has-text-align-center">Segundo o gerente de festivais da Secretaria de Cultura, Luiz Fernando Pinto, o intuito é transformar a semana em uma tradição do calendário carioca, com previsão de atrair atenções nacionais em 2027 e internacionais em 2028. Ele conta, &#8220;A Semana de Artes não termina em 27 de setembro. [Pelo contrário, a gente desdobra muito, e 2027 e 2028 estão aí] pra gente consolidar cada vez mais o que o Rio de Janeiro tem de melhor, que é a produção de arte, a produção de cultura, e essa relação com o espaço público. [&#8230;] Essa primeira experiência já nasce robusta, grande [&#8230;] com mais de mil horas de programação, e mais de setenta festivais&#8221;.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center">Como circular pela Semana de Arte do Rio 2026</h3>



<p class="has-text-align-center">A dinâmica do evento foi planejada para que as pessoas possam passear a pé, com facilidade e tranquilidade pelo Centro. Dá para sair da estação Central do Brasil e caminhar entre os polos culturais, usar as linhas do VLT Carioca ou alugar bicicletas pelas ciclovias que cruzam a Região Portuária, conforme apontou Luiz Fernando Pinto.</p>



<p class="has-text-align-center">Para orientar os visitantes, as próprias obras de arte vão funcionar como pontos de referência pelas ruas. É o caso das esculturas iluminadas da Festa da Luz de Belo Horizonte e das instalações de arte pública espalhadas pelo caminho, como as peças do artista Gustavo Caboco na Lapa, inspiradas nas tradições indígenas de Roraima.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Confira também: <a href="https://rotacult.com.br/2026/08/premio-grande-otelo-2026-confira-os-vencedores-e-a-analise-da-25a-edicao/">Prêmio Grande Otelo 2026: Confira os vencedores e a análise da 25ª edição</a></li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Festivais confirmados e grandes mostras: os destaques da programação</h2>



<p class="has-text-align-center">A programação da Semana de Arte do Rio 2026 reúne estreias nos palcos, mostras de cinema, tributos a grandes nomes da música brasileira e exibições inéditas de artes visuais por diversos pontos do Rio.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Saiba mais: <a href="https://2026.semanadeartedorio.com.br/">Acesse toda a programação da Semana de Arte do Rio aqui</a>.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center">MIMO Festival 2026 traz celebração global no Circo Voador e cinema em Santa Teresa</h3>



<p class="has-text-align-center">O MIMO Festival comemora sua 9ª edição carioca nos dias 19 e 20 de setembro. A programação musical toma conta do Circo Voador com oito apresentações e sets de DJs, enquanto o Cine Santa Teresa recebe 15 exibições dedicadas a documentários e filmes sobre música.</p>



<p class="has-text-align-center">A escalação traz nomes como o grupo tuaregue Tinariwen, vindo diretamente do Mali, o cantor de reggae marfinense Tiken Jah Fakoly e o show comemorativo de 30 anos do disco <em>Da Lata</em>, de Fernanda Abreu. O festival ainda promove o reencontro no palco entre a rapper portuguesa Capicua e o rapper Emicida. <a href="https://mimofestival.com/2026/rio-de-janeiro/">Veja a programação completa no site oficial do MIMO Festival</a>.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;O MIMO é um festival que tem por natureza e premissa circular. Estar dentro de uma semana que propõe essa diversidade é especial pra gente. [&#8230;] Teremos uma programação super especial com atrações internacionais da África, de Portugal e aqui do Brasil, logicamente&#8221;, comenta <strong>Carla Yared</strong>, coordenadora de Produção do MIMO Festival</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center">Festival TOCA: &#8220;O Brasil africano&#8221; e homenagem a Moacir Santos sob os Arcos da Lapa</h3>



<p class="has-text-align-center">Nos dias 25 e 26 de setembro, a Praça Cardeal Câmara, em frente aos Arcos da Lapa, vira palco para a sexta edição do Festival TOCA. Guiado pelo tema &#8220;O Brasil africano&#8221;, o festival homenageia o centenário do mestre Moacir Santos (1926-2006) com espetáculos gratuitos ao ar livre.</p>



<p class="has-text-align-center">O momento central é o concerto da Orquestra Petrobras Sinfônica (OPES), sob regência do maestro Felipe Prazeres e com arranjos criados para a data, recebendo os cantores Fabiana Cozza e Marcos Sacramento como solistas convidados. O público também confere a estreia no Rio de <em>Desmonte</em>, novo álbum de Larissa Luz, além de shows abertos do Hamilton de Holanda Trio apresentando o repertório de <em>NOVA</em> e do trio vocal Soul de Brasileiro com as canções do disco <em>SOU</em>.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Veja também: <a href="https://rotacult.com.br/2026/09/festival-rio-cello-promove-concertos-gratuitos-na-programacao-da-semana-de-artes-do-rio/">Festival Rio Cello promove concertos gratuitos na programação da Semana de Artes do Rio</a></li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">ARUA Summit: arte pública, murais e debates na Região Portuária</h3>



<p class="has-text-align-center">Voltado para as intervenções urbanas, o ARUA Summit acontece entre 17 e 26 de setembro pela orla do Porto e arredores da Praça Tiradentes. O projeto entrega murais de grande formato no Cais do Valongo, promove atividades no Morro da Providência e organiza debates sobre sustentabilidade e novas mídias no Museu de Arte do Rio (MAR).</p>



<p class="has-text-align-center">No Santo Cristo, o Centro Cultural ARUA recebe a mostra <em>Fenômeno Solar</em>, com curadoria de Jean Carlos Azuos, onde 20 artistas visuais criaram obras a partir de painéis solares reaproveitados. O térreo abriga a feira de arte Eclipse. Como parte da reinauguração do Museu Nacional de Belas Artes, o hall de entrada ganha duas novas pinturas: uma assinada pela baiana Isabela Seifarth e outra dedicada a Mário de Andrade, criada pelo coletivo carioca Negro Muro. <a href="https://www.instagram.com/aruasummit/">Acesse o Instagram do ARUA para mais informações</a>.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;A arte urbana foi o nosso ponto de partida, mas, ao longo desses 16 anos [de trajetória], entendemos que ela pode provocar transformações muito maiores do que uma intervenção em uma parede. Pode ativar territórios, preservar memórias, criar pertencimento e ajudar a pensar soluções para a cidade. [&#8230;] É uma curadoria de pessoas interessantes que entendem mais do que eu das áreas que a gente trabalha&#8221;, conclui <strong>André Bretas</strong>, idealizador do ARUA Summit e diretor da Visionartz</p>



<h3 class="wp-block-heading">Festival FIL: infância, vanguarda e patrimônio cultural no CCBB</h3>



<p class="has-text-align-center">O FIL (Festival Internacional de Intercâmbio de Linguagens) ocupa o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) entre 17 e 27 de setembro. O festival reúne teatro, circo, artes digitais, marionetes e performances interativas voltadas para todas as faixas etárias, dos bebês aos idosos.</p>



<p class="has-text-align-center">Reconhecido como patrimônio histórico e imaterial do Rio de Janeiro, o encontro combina propostas contemporâneas com momentos lúdicos pensados para despertar a curiosidade de quem visita as galerias. <a href="https://www.fil.art.br/">Confira a programação completa aqui</a>.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;O FIL é um território de conhecimentos, saberes, que mistura cênicas, visuais, digitais, do bebê ao avô. [&#8230;] A importância [de estar na Semana de Arte] é o reconhecimento desse trabalho tão minucioso, tão primoroso que a gente faz de buscar pérolas raras do oceano e trazer aqui&#8221;, afirma <strong>Karen Acioli</strong>, criadora e diretora artística do FIL</p>



<h3 class="wp-block-heading">Festival Midrash: expansão teatral da Zona Sul para o Centro do Rio</h3>



<p class="has-text-align-center">Completando 12 edições, o Festival Midrash de Teatro dá um passo importante ao levar suas peças da Zona Sul diretamente para o Centro. A montagem deste ano espalha as apresentações por cinco salas teatrais, sendo quatro delas localizadas na região central. <a href="https://www.midrash.org.br/">Veja mais no site oficial</a>.</p>



<p class="has-text-align-center">A decisão busca atrair um público mais amplo e quebrar a barreira de acesso aos teatros tradicionais da cidade.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;O meu sonho desde que entrei na curadoria era tentar fazer o festival circular por outras áreas da cidade, chegar em outros teatros. [&#8230;] A gente vai conseguir fazer em cinco teatros o festival, sendo quatro no Centro do Rio, que era uma grande aspiração nossa, poder chegar a outros públicos que muitas vezes não têm condições de chegar à Zona Sul profunda, como Ipanema, Leblon e Gávea, onde as edições anteriores ficavam concentradas. Estar no Centro quebra esse isolamento e cria uma rede viva para toda a cidade&#8221;, pondera <strong>Patrick Pessoa</strong>, curador do Festival Midrash</p>



<h3 class="wp-block-heading">Circuito dos Ateliês do Centro: bastidores de mais de 150 artistas de portas abertas</h3>



<p class="has-text-align-center">Nos dias 18 e 19 de setembro, mais de 150 artistas convidam as pessoas para entrar em seus locais de criação na estreia do Circuito dos Ateliês do Centro. A iniciativa foi organizada pelos próprios criadores independentes que mantêm estúdios em imóveis históricos do Centro e da região do Castelo.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://circuitodeateliesdocentro.com.br/">Acesse o mapa completo de ateliês no site oficial</a>.</li>
</ul>



<p class="has-text-align-center">O roteiro permite acompanhar de perto o dia a dia de produções em pintura, gravura, escultura, arte têxtil e grafite, conversando diretamente com os artistas sem a formalidade das galerias comerciais.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;A visita aos ateliês é uma experiência diferente de ver uma obra numa galeria ou num museu. As pessoas vão poder ver o processo do artista, conhecer esse universo, encurtando esse caminho entre o artista e o espectador&#8221;, comenta <strong>Fernanda Satamini</strong>, coordenadora do Circuito dos Ateliês do Centro</p>



<h2 class="wp-block-heading">FAQ: Dúvidas frequentes sobre a Semana de Arte do Rio 2026</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Quando começa a Semana de Arte do Rio 2026?</h3>



<p>A primeira edição acontece de 16 a 27 de setembro de 2026, somando 12 dias contínuos de atividades espalhadas pelo Rio.</p>



<h3 class="wp-block-heading">As atrações e mostras são gratuitas?</h3>



<p>A maior parte da programação conta com entrada franca, incluindo as apresentações do MIMO no Circo Voador, os shows do Festival TOCA na Lapa, as palestras do ARUA Summit e os passeios aos ateliês.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Onde ocorrem os principais espetáculos e exposições?</h3>



<p>A concentração principal fica no Centro e na Região Portuária, em endereços como Circo Voador, Arcos da Lapa, Praça Tiradentes, Cais do Valongo, Museu de Arte do Rio (MAR), Museu do Amanhã, CCBB e Centro Cultural ARUA.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Serviço:</strong> <strong>Período:</strong> 16 a 27 de setembro de 2026 / <strong>Local:</strong> Centro do Rio de Janeiro, Região Portuária e polos nos bairros da Zona Norte e Oeste / <strong>Entrada:</strong> Gratuita na maioria dos eventos e exposições / <strong>Programação completa:</strong> Disponível nos canais oficiais e no portal da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.</p>
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		<title>&#8220;O Filho&#8221; aborda saúde mental na adolescência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vitoria Pratini]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2026 13:08:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A montagem brasileira de &#8220;O Filho&#8221; (Le Fils), com texto premiado do dramaturgo francês Florian Zeller e direção de Léo Stefanini, enfim estreou, no Rio de Janeiro. A produção traz para o palco temas delicados e urgentes, como a depressão na adolescência, o isolamento social, o impacto das telas e o desgaste das relações familiares. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">A montagem brasileira de &#8220;O Filho&#8221; (<em>Le Fils</em>), com texto premiado do dramaturgo francês Florian Zeller e direção de Léo Stefanini, enfim estreou, no Rio de Janeiro. A produção traz para o palco temas delicados e urgentes, como a depressão na adolescência, o isolamento social, o impacto das telas e o desgaste das relações familiares. Porém, a força dramática do texto sofre em cena com um início engessado e atuações que demoram a encontrar fluidez. </p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">O que esperar de &#8220;O Filho&#8221; com direção de Léo Stefanini?</h2>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center">Do sucesso de <em>Meu Pai</em> a filme estrelado por Hugh Jackman. </h3>



<p class="has-text-align-center">Para entender o peso da produção, vale lembrar que Florian Zeller é um dos nomes mais celebrados do teatro e do cinema contemporâneos. O autor francês é o criador da aclamada trilogia familiar formada pelas peças <em>O Pai</em>, <em>A Mãe</em> e <em>O Filho</em>. O primeiro texto ganhou repercussão mundial nas telonas em <em>Meu Pai</em> (<em>The Father</em>), filme que rendeu o Oscar de Melhor Ator a Anthony Hopkins e o de Melhor Roteiro Adaptado ao próprio Zeller.</p>



<p class="has-text-align-center">No Brasil, o diretor Léo Stefanini já havia comandado uma adaptação teatral de sucesso de <em>O Pai</em>, protagonizada por seu pai, Fúlvio Stefanini. Em <em>O Filho</em>, obra que também ganhou versão cinematográfica estrelada por Hugh Jackman e Laura Dern, Stefanini assume o desafio de transpor para o palco um drama denso sobre a impotência dos pais diante do sofrimento dos filhos.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://rotacult.com.br/2023/03/um-filho-prequel-de-o-pai-aborda-depressao-e-automutilacao/">Crítica de Um Filho: prequel de Meu Pai aborda depressão e automutilação</a></li>
</ul>



<p class="has-text-align-center">A história acompanha Nicolas, um jovem de 17 anos em sofrimento psíquico profundo após o divórcio dos pais. O rapaz passa a faltar à escola, isola-se no quarto e se apoia no uso excessivo de telas. A convivência com a mãe logo se torna insustentável, embora esse atrito não apareça em cena. Nicolas decide, então, morar com o pai, que já tem uma nova companheira e um bebê recém-nascido.</p>



<p class="has-text-align-center">O texto levanta debates indispensáveis sobre a depressão na adolescência, a dificuldade de comunicação geracional e o sentimento de culpa de pais que tentam lidar com um problema complexo por meio de soluções práticas do dia a dia. Eles buscam, sem sucesso, consertar uma dor que não compreendem, mas falham na escuta.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Análise das atuações: Por que o ritmo demora a engrenar no palco?</h2>



<p class="has-text-align-center">Apesar da relevância incontestável da narrativa, a encenação enfrenta dificuldades na sua primeira metade. O texto soa excessivamente duro na boca dos atores, passando a impressão de réplicas travadas e pouco espontâneas.</p>



<p class="has-text-align-center">Chama a atenção o descompasso cênico nos primeiros blocos, especialmente porque o elenco já vem apresentando essa mesma montagem por palcos de diversas cidades brasileiras ao longo de vários meses. Mesmo com a bagagem acumulada durante a turnê, a maior parte das cenas parece uma leitura protocolar. Falta maleabilidade nas trocas para que o público se conecte de imediato com a fragilidade daquela família.</p>



<p class="has-text-align-center">Gabriel Braga Nunes interpreta o pai, Pedro, um homem pragmático. O personagem tenta solucionar a crise do filho usando autoridade e lógica, sem realmente entender a dor do garoto. Maria Flor vive Sofia, a mãe exausta que se vê de mãos atadas diante do fechamento do filho (papel que conta com Maria Ribeiro em sessões alternadas aos domingos). O jovem Andreas Trotta interpreta Nicolas, o protagonista em crise.</p>



<p class="has-text-align-center">Completando o núcleo central, Bruna Miglioranza interpreta a madrasta, Sofia, que tenta equilibrar os cuidados com o bebê e a rotina da nova casa enquanto lida com a presença silenciosa e perturbadora do enteado. A dinâmica entre o casal e o jovem ilustra o desconforto da convivência, mas as primeiras interações cotidianas soam sem o calor e a naturalidade necessários.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center">O clímax emocional resgata peso dramático no segundo ato</h3>



<p class="has-text-align-center">O ritmo da peça ganha consistência a partir da segunda metade, quando as tentativas de diplomacia dão lugar ao confronto direto. Quando as tensões explodem, o elenco finalmente encontra o tom e a densidade que a dramaturgia pede.</p>



<p class="has-text-align-center">Os embates entre pai e filho, somados às conversas dolorosas sobre internação hospitalar e os limites do suporte familiar, ganham crueza e peso dramático, apesar de ainda soarem pouco naturais. Nesses momentos de choque, a montagem se esforça para alcançar o impacto dramático característico da obra de Zeller.</p>



<p class="has-text-align-center">Se a atuação oscila, a estrutura técnica da peça merece reconhecimento. A cenografia aposta em linhas funcionais e elegantes, permitindo que as transformações de espaço aconteçam sem interromper o andamento do espetáculo.</p>



<p class="has-text-align-center">A iluminação desenha com precisão atmosferas frias e intimistas, traduzindo visualmente o isolamento e o peso da angústia presente na rotina dos personagens. O recurso dos letreiros luminosos para indicar a passagem do tempo e as trocas de locação também funciona com agilidade, organizando a narrativa com clareza para a plateia.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;O Filho&#8221; se sustenta pela coragem de encarar a saúde mental na juventude de frente, sem apelar para lições fáceis ou sentimentalismo raso. Embora a montagem tropece na fluidez dos diálogos, a força dos embates na reta final e a precisão dos elementos técnicos garantem uma experiência teatral profunda. É um espetáculo que convida o público a refletir sobre escuta, empatia e os desafios da convivência familiar.</p>



<p><a href="https://rotacult.com.br/2026/08/gabriel-braga-nunes-e-maria-flor-estrelam-o-filho-no-copacabana-palace/">Saiba mais sobre a peça!</a></p>
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		<title>Prêmio Grande Otelo 2026: Confira os vencedores e a análise da 25ª edição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vitoria Pratini]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 15:31:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio Grande Otelo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A 25ª edição do Prêmio Grande Otelo, realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, celebrou as bodas de prata da maior premiação do audiovisual brasileiro em uma noite de fortes emoções e escolhas marcantes. Com mais de 200 profissionais indicados em mais de 30 produções de cinema na disputa, incluindo o representante oficial do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">A 25ª edição do Prêmio Grande Otelo, realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, celebrou as bodas de prata da maior premiação do audiovisual brasileiro em uma noite de fortes emoções e escolhas marcantes. Com mais de 200 profissionais indicados em mais de 30 produções de cinema na disputa, incluindo o <a href="https://rotacult.com.br/2026/01/o-agente-secreto-e-indicado-ao-oscar-em-4-categorias/">representante oficial do Brasil na corrida pelo Oscar, <em>O Agente Secreto</em></a>. O resultado final refletiu a maturidade do nosso cinema: dividiu holofotes entre produções aclamadas e consagrou a diversidade das histórias contadas no país.</p>



<p class="has-text-align-center">Apesar do tom festivo e da celebração de trajetórias consagradas, a noite deixou transparecer pequenos problemas na condução do evento. Com falhas no ritmo, trocas de comando confusas entre as apresentadoras e erros nas imagens do telão, a cerimônia pecou pelo improviso e exigiu jogo de cintura dos convidados. Ainda assim, nada tirou o brilho dos artistas que subiram ao palco para exaltar a cultura e o trabalho contínuo do setor no país.</p>



<p><a href="https://rotacult.com.br/2025/05/manas-marianna-brennand-faz-recorte-sobre-o-combate-sobre-o-combate-ao-abuso-infantil/">Confira a crítica de Manas: Marianna Brennand faz recorte sobre o combate sobre o combate ao abuso infantil</a></p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Quem levou o Grande Otelo de Melhor Filme?</h2>



<p class="has-text-align-center">O momento mais aguardado da noite ficou por conta da categoria de Melhor Longa-Metragem de Ficção. Em um resultado histórico, a Academia Brasileira de Cinema consagrou um empate técnico entre <em>Manas</em>, dirigido por Marianna Brennand, e <em>O Agente Secreto</em>, comandado por Kleber Mendonça Filho.</p>



<p class="has-text-align-center">O prêmio duplo soou como um aceno de conciliação da Academia com a própria comunidade cinematográfica. A escolha de <em>O Agente Secreto</em> como o representante oficial do Brasil na corrida por uma vaga no Oscar havia gerado debates no setor, já que muitos defendiam que <em>Manas</em> era o título ideal para a campanha internacional. Ao premiar as duas produções no Grande Otelo, a instituição justificou e chancelou o favoritismo do longa de Kleber Mendonça Filho sem deixar de fazer justiça a <em>Manas</em>, reconhecido como uma das obras mais impactantes e necessárias do ano.</p>



<p><a href="https://rotacult.com.br/2025/11/o-agente-secreto-traz-a-crocancia-da-brasilidade/">Leia a crítica: O Agente Secreto traz a crocância da brasilidade</a></p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">A consagração do cinema feito por mulheres</h2>



<p class="has-text-align-center">A força de <em>Manas</em> ficou , certamente, ainda mais evidente no prêmio de Melhor Direção. Única mulher indicada na categoria, Marianna Brennand levou a estatueta pela condução de sua primeira ficção. Em seu discurso, a cineasta dedicou a conquista às colegas realizadoras e destacou a urgência de olhar para as violências invisíveis sofridas pelas mulheres no interior do país, celebrando um cinema focado em proteger corpos e honrar memórias.</p>



<p class="has-text-align-center">Aliás, a equipe do filme reforçou que o roteiro, premiado na categoria de Roteiro Original após oito anos de escuta e pesquisa, buscou colocar a denúncia na tela sem expor os corpos nem banalizar a dor das vítimas. A noite também coroou a atuação de Dira Paes, vencedora do troféu de Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho emocionante no longa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os discursos da noite abordaram a luta contra o racismo às políticas públicas</h2>



<p class="has-text-align-center">O engajamento social e a defesa da cultura deram o tom nos agradecimentos dos premiados nas mais diversas categorias. Rodrigo Santoro, vencedor como Melhor Ator Coadjuvante por <em>O Último Azul</em>, relembrou o início de sua carreira no cinema com <em>Bicho de Sete Cabeças</em> e defendeu que o momento atual de reconexão do público com os filmes brasileiros precisa se transformar em fortalecimento estrutural para o setor.</p>



<p class="has-text-align-center">Outro momento de grande comoção ocorreu com a vitória do curta de ficção <em>Amarela</em>, dirigido por André Hayato Saito. O cineasta aproveitou o espaço para denunciar o preconceito e o racismo velado enfrentados pela comunidade nipo-brasileira, que muitas vezes surgem disfarçados em formato de humor no dia a dia.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A importância de políticas públicas contínuas e do investimento em produções voltadas para a infância também marcou a cerimônia. Ao subir ao palco para receber o troféu por <em>O Diário de Pilar na Amazônia</em>, a equipe do longa reforçou a urgência de fortalecer os mitos locais no cinema e na TV, resumindo o sentimento em um apelo marcante por &#8220;menos Homem-Aranha e mais curupira&#8221;. A defesa do audiovisual infantil também ganhou coro na comemoração da animação <em>Tainá e os Guardiões da Amazônia</em>.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center"><em>Homem com H</em>: O domínio técnico e a preferência do público</h2>



<p class="has-text-align-center">Se as categorias principais dividiram atenções, o júri técnico encontrou um vencedor incontestável. A cinebiografia <em>Homem com H, </em>inspirada na vida de Ney Matogrosso, dominou os prêmios visuais e sonoros, garantindo os troféus de Trilha Sonora, Figurino, Maquiagem e Som. A aceitação da obra se confirmou também na votação popular, que deu ao filme a estatueta de Melhor Filme pelo Voto Popular.</p>



<p class="has-text-align-center">Jesuíta Barbosa conquistou o prêmio de Melhor Ator por sua interpretação de Ney Matogrosso. O ator não pôde comparecer à cerimônia e foi representado pelo diretor Esmir Filho, que subiu ao palco emocionado para agradecer o reconhecimento e destacar a generosidade do protagonista.</p>



<p><a href="https://rotacult.com.br/2025/04/homem-com-h-esmir-filho-expoe-biografia-de-ney-matogrosso-com-um-recorte-questionador/">Leia a crítica de HOMEM COM H</a></p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Falhas técnicas e bastidores no Theatro Municipal</h2>



<p class="has-text-align-center">Apesar das homenagens e discursos marcantes, a organização da noite enfrentou momentos delicados. A falta de ensaio da dupla de apresentadoras prejudicou o ritmo da transmissão, gerando silêncios desconfortáveis ao longo da entrega dos troféus.</p>



<p class="has-text-align-center">O contratempo mais evidente ocorreu durante o anúncio da categoria de Melhor Figurino. Indicada duas vezes na mesma categoria (por <em>Homem com H</em> e por <em>O Último Azul</em>), a figurinista Gabriela Marra viveu um momento de incerteza no palco quando um erro no sistema do telão exibiu dados trocados entre os indicados. A falha provocou visível confusão na plateia até que a vitória da profissional pelo trabalho em <em>Homem com H</em> fosse devidamente confirmada e celebrada.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Destaques das séries e animações: &#8220;<em>Máscaras</em>&#8220;, <em>&#8220;Cangaço Novo</em>&#8221; e o espaço da TV</h2>



<p class="has-text-align-center">Além disso, as produções feitas para a televisão e o streaming mantiveram sua relevância na 25ª edição do prêmio. A série &#8220;<em>Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente</em>&#8221; saiu da cerimônia como um dos grandes destaques do setor, vencendo como Melhor Série de Ficção e garantindo o prêmio de atuação para Johnny Massaro. Em seus agradecimentos, o ator homenageou profissionais de saúde e comissários de bordo que enfrentaram a crise da AIDS e o preconceito na década de 1980. </p>



<p class="has-text-align-center">A noite também foi de consagração para Alice Carvalho. Indicada em duas frentes na premiação (como Atriz Coadjuvante pelo longa <em>O Agente Secreto</em> e como protagonista em <em>Cangaço Novo</em>), a atriz conquistou o troféu de Melhor Atriz por seu papel na série do Prime Video.</p>



<p class="has-text-align-center">Em seu discurso, Alice lembrou o início de sua trajetória no interior do Rio Grande do Norte e ressaltou o papel essencial das produtoras de elenco para abrir caminhos e descentralizar as oportunidades no audiovisual brasileiro.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Confira a lista Completa dos Vencedores do Prêmio Grande Otelo 2026</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Longas-Metragens (Júri Técnico)</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Melhor Longa-Metragem Ficção:</strong> <em>Manas</em> (de Marianna Brennand) e <em>O Agente Secreto</em> (de Kleber Mendonça Filho) — <strong>Empate</strong></li>



<li><strong>Melhor Direção:</strong> Marianna Brennand (<em>Manas</em>)</li>



<li><strong>Melhor Atriz:</strong> Denise Weinberg (<em>O Último Azul</em>)</li>



<li><strong>Melhor Ator:</strong> Jesuíta Barbosa (<em>Homem com H</em>)</li>



<li><strong>Melhor Atriz Coadjuvante:</strong> Dira Paes (<em>Manas</em>)</li>



<li><strong>Melhor Ator Coadjuvante:</strong> Rodrigo Santoro (<em>O Último Azul</em>)</li>



<li><strong>Melhor Roteiro Original:</strong> Felipe Sholl, Marcelo Grabowsky, Marianna Brennand, Carolina Benevides, Antonia Pellegrino e Camila Agustini (<em>Manas</em>)</li>



<li><strong>Melhor Roteiro Adaptado:</strong> Daniel Rezende (<em>O Filho de Mil Homens</em>)</li>



<li><strong>Melhor Primeira Direção de Longa-Metragem:</strong> Rafaela Camelo (<em>A Natureza das Coisas Invisíveis</em>)</li>



<li><strong>Melhor Longa-Metragem Comédia:</strong> <em>Velhos Bandidos</em> (de Claudio Torres)</li>



<li><strong>Melhor Longa-Metragem Documentário:</strong> <em>Apocalipse nos Trópicos</em> (de Petra Costa)</li>



<li><strong>Melhor Longa-Metragem Animação:</strong> <em>Tainá e os Guardiões da Amazônia – Em Busca da Flecha Azul</em> (de Alê Camargo e Jordan Nugem)</li>



<li><strong>Melhor Longa-Metragem Infantil:</strong> <em>O Diário de Pilar na Amazônia</em> (de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put)</li>



<li><strong>Melhor Longa-Metragem Ibero-Americano:</strong> <em>Belén</em> (Argentina) e <em>O Riso e a Faca</em> (Portugal) — <strong>Empate</strong></li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Categorias Técnicas</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Melhor Direção de Fotografia:</strong> Evgenia Alexandrova (<em>O Agente Secreto</em>)</li>



<li><strong>Melhor Direção de Arte:</strong> Thales Junqueira (<em>O Agente Secreto</em>)</li>



<li><strong>Melhor Montagem de Ficção:</strong> Isabela Monteiro de Castro (<em>Manas</em>)</li>



<li><strong>Melhor Montagem de Documentário:</strong> David Barker, Tina Baz, Nels Bangerter, Jordana Berg, Victor Miaciro e Eduardo Gripa (<em>Apocalipse nos Trópicos</em>)</li>



<li><strong>Melhor Trilha Sonora:</strong> Guilherme Amabis, Mariana Amabis e Rica Amabis (<em>Homem com H</em>)</li>



<li><strong>Melhor Som:</strong> Ana Luiza Penna, Martín Grignaschi e Armando Torres Jr. (<em>Homem com H</em>)</li>



<li><strong>Melhor Figurino:</strong> Gabriella Marra (<em>Homem com H</em>)</li>



<li><strong>Melhor Maquiagem:</strong> Martín Macías Trujillo (<em>Homem com H</em>)</li>



<li><strong>Melhor Efeito Visual:</strong> Alexandre Boiron, Luuk Meijer e David Van Heeswijk (<em>O Agente Secreto</em>)</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Voto Popular</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Melhor Filme pelo Voto Popular:</strong> <em>Homem com H</em> (de Esmir Filho)</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Séries e Televisão</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Melhor Série Ficção (TV Aberta ou Streaming):</strong> <em>Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente</em></li>



<li><strong>Melhor Atriz de Série de Ficção:</strong> Alice Carvalho (<em>Cangaço Novo</em>)</li>



<li><strong>Melhor Ator de Série de Ficção:</strong> Johnny Massaro (<em>Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente</em>)</li>



<li><strong>Melhor Série Documentário:</strong> <em>Caçador de Marajás</em></li>



<li><strong>Melhor Série Animação:</strong> <em>Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma</em></li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Curtas-Metragens</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Melhor Curta-Metragem Ficção:</strong> <em>Amarela</em> (direção: André Hayato Saito)</li>



<li><strong>Melhor Curta-Metragem Documentário:</strong> <em>Sebastiana</em> (direção: Pedro de Alencar)</li>



<li><strong>Melhor Curta-Metragem Animação:</strong> <em>A Tragédia da Lobo Guará</em> (direção: Kimberly Palermo)</li>
</ul>
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		<title>Minions e Monstros resgata clássicos do cinema em sátira inteligente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vitoria Pratini]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Vitoria Pratini &#8211; Os Minions estão de volta, e invadiram a clássica Hollywood! Chegar ao sétimo filme de uma franquia mantendo o frescor, certamente, parece uma missão quase impossível na indústria. Depois de tantas sequências e derivados de Meu Malvado Favorito, era natural esperar um desgaste na fórmula das criaturinhas amarelas da Illumination. No [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center"><strong>Por Vitoria Pratini </strong>&#8211; Os Minions estão de volta, e invadiram a clássica Hollywood! Chegar ao sétimo filme de uma franquia mantendo o frescor, certamente, parece uma missão quase impossível na indústria. Depois de tantas sequências e derivados de <em>Meu Malvado Favorito</em>, era natural esperar um desgaste na fórmula das criaturinhas amarelas da Illumination. No entanto, <em>Minions e Monstros</em> toma um caminho completamente diferente.</p>



<p class="has-text-align-center">Ao deixar o vilão Gru de lado, a história transporta a ação para a Los Angeles da década de 1920 e apresenta novos minions à franquia. Na trama de <em>Minions e Monstros</em> (<em>Minions and Monsters</em>, no original), os protagonistas James, Henry e Ed se tornam astros do cinema mudo, mas acabam demitidos com a chegada do cinema falado. Para dar a volta por cima, eles decidem rodar o próprio filme de terror e, usando um livro de feitiços, invocam criaturas reais para o set. O diretor Pierre Coffin entrega uma comédia frenética que diverte as crianças e esconde uma grata surpresa para o público adulto apaixonado por cinema.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Uma grande metalinguagem sobre o próprio império dos Minions</h2>



<p class="has-text-align-center">O aspecto mais fascinante de <em>Minions e Monstros </em>é como ele funciona como uma imensa engrenagem metalinguística. O roteiro ri de si mesmo o tempo todo. Ao colocar os Minions como astros instantâneos do cinema na trama, o longa faz um comentário muito perspicaz sobre o sucesso estrondoso que os próprios personagens conquistaram no mundo real.</p>



<p class="has-text-align-center">Há cenas recheadas de ironia mostrando a enxurrada de <a href="https://rotacult.com.br/2026/07/kopenhagen-lanca-collab-com-minions-monstros/">produtos que os personagens geram</a> dentro da história. Essa autoconsciência dá um sabor especial à produção, transformando o que poderia ser apenas mais um caça-níqueis em uma sátira inteligente sobre a indústria do entretenimento.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Leia também: <a href="https://rotacult.com.br/2026/06/universal-pictures-realiza-acao-inovadora-de-midia-para-minions-monstros-no-tiktok/">Universal Pictures realiza ação inovadora de mídia para Minions &amp; Monstros no TikTok</a></li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Da Era do cinema mudo ao nascimento dos monstros</h2>



<p class="has-text-align-center">A premissa se encaixa perfeitamente na natureza dos personagens. Como a comunicação verbal dos Minions sempre foi baseada em um dialeto caótico e incompreensível (criado pelo diretor e dublador Pierre Coffin), inseri-los no auge do cinema mudo é um acerto técnico e tanto. O humor físico exagerado evoca diretamente o estilo de ícones como Charlie Chaplin e Buster Keaton. Para os cinéfilos de plantão, as referências visuais a obras como <em>Tempos Modernos</em> e <em>Cidadão Kane</em> são um prato cheio.</p>



<p class="has-text-align-center">O conflito , surpreendentemente, ganha força quando eles decidem produzir o próprio longa de terror. Com a ajuda de um livro místico, eles trazem para a cidade o pequeno e carismático monstro Goomi (dublado, no português, por Guilherme Briggs). No entanto, nem tudo funciona perfeitamente nessa transição de gêneros. A mudança brusca do ambiente de bastidores do cinema mudo para o cinema de monstros faz o roteiro perder um pouco do foco e da elegância conquistados na primeira metade.</p>



<p class="has-text-align-center">O resultado é uma narrativa fragmentada no terço final. O diretor Max (Christoph Waltz, no original, Philippe Maia, em português) praticamente desaparece da história e a homenagem refinada aos pioneiros da tela grande dá lugar a uma enxurrada de piadas barulhentas e correrias urbanas. Essa saturação de elementos deixa o clímax um tanto genérico, aproximando a produção das fórmulas caóticas e previsíveis de outros derivados da própria franquia.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Representatividade e pioneirismo na franquia</h2>



<p class="has-text-align-center">Além disso, outro ponto positivo da produção é a estreia de Ed, um Minion surdo que assume papel central no trio de protagonistas. É interessante ver o cuidado da produção com o personagem, que traz a Língua de Sinais para o centro da narrativa de forma pioneira dentro da franquia.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center"> A Língua de Sinais no centro do blockbuster</h3>



<p class="has-text-align-center">O roteiro ganha pontos ao integrar essa comunicação de maneira natural à rotina de trapalhadas de James e Henry. Ed se comunica com os companheiros com total fluidez, participando ativamente de toda a jornada.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center">O impacto de Debbie e a sátira social dos anos 1920</h3>



<p class="has-text-align-center">Essa busca por representatividade ganha o reforço de Debbie, uma jovem sufragista que se manifesta ativamente pelos direitos das mulheres na Los Angeles de 1920. Embora o filme use a presença da ativista como pano de fundo para situações cômicas, a inserção ajuda a dar cor e uma camada extra de crítica social ao universo projetado para o público maduro. É um passo firme de diversidade dentro de um grande blockbuster de estúdio.</p>



<ul class="wp-block-list">
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</ul>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">O show à parte dos monstros da dublagem brasileira</h2>



<p class="has-text-align-center">Se as vozes originais em inglês trazem nomes de peso como Christoph Waltz, Zoey Deutch, Jesse Eisenberg, Jeff Bridges e Allison Janney, a versão brasileira não fica atrás. Assistir a <em>Minions e Monstros</em> dublado é uma experiência essencial.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center">Quem são os dubladores de <em>Minions e Monstros</em> no Brasil?</h3>



<p class="has-text-align-center">O elenco de dublagem nacional reúne profissionais experientes que dão uma aula de adaptação cultural. Grandes nomes como Guilherme Briggs, Manolo Rey, Wendel Bezerra, Alexandre Moreno, Philippe Maia e Carla Pompílio emprestam suas vozes aos personagens humanos e monstros. O ritmo do humor ganha contornos muito familiares para o espectador brasileiro, mantendo a energia lá no alto.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Vale a pena assistir a <em>Minions e Monstros</em> no cinema?</h2>



<p class="has-text-align-center">O saldo final desta nova animação da Illumination é positivo, mesmo com os tropeços de ritmo que afetam a metade final da história. O roteiro deixa de lado aquela obrigação de entregar um desfecho carregado de dramas familiares ou lições de moral, algo frequente em blockbusters voltados para o público infantil. A narrativa prioriza a velocidade e o entretenimento, correndo de forma direta para quem está acostumado com o ritmo frenético das redes sociais.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Leia mais: <a href="https://rotacult.com.br/2026/06/toy-story-5-a-chatice-ficou-no-passado-e-jessie-herda-os-holofotes/">Toy Story 5: A chatice ficou no passado e Jessie herda os holofotes</a></li>
</ul>



<p class="has-text-align-center">Por fim, o resultado é uma experiência leve e equilibrada para diferentes gerações. Enquanto as crianças encontram o habitual festival de tombos, cores vivas e o visual carismático das criaturas, o público adulto ganha um verdadeiro banquete de referências aos bastidores de Hollywood e piadas corporativas. <em>Minions e Monstros</em> vale o ingresso por extrair o melhor desse universo em uma sátira inteligente.</p>
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