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	<title>Teatro - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Teatro - Rota Cult</title>
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		<title>&#8220;O Processo&#8221;, de Kafka, mapeia a cultura da burocracia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2026 14:09:58 +0000</pubDate>
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<p class="has-text-align-center">Dez anos depois de &#8220;A Metamorfose&#8221; (1915), livro no qual o impasse de um homem tornava-o um inseto, veio &#8220;O Processo&#8221; (1925), que abre sua prosa com ponderação de culpa: &#8220;Alguém certamente havia caluniado Josef K., pois, numa manhã, ele foi detido sem ter feito mal algum&#8221;. A narrativa nasce de um manuscrito de 161 páginas (arrancadas de cadernos) que Franz Kafka (1883-1924) escreveu ao largo da I Guerra. A badalada tradução para o português de Modesto Carone (1937-2019), é eivada de claustrofobia. Agora, sua nova versão recente para os palcos vai em igual toada. É, certamente, sufocante, mas gera bem-vindas reflexões. </p>



<p class="has-text-align-center">Rubens Bonfim adaptou o romance para os palcos, consolidando-o como espetáculo sob a direção de Cecília Terrana, que aproveita com inteligência a exasperação da argamassa literária kafkiana. Em seus aforismos, o pensador de Praga escreveu: &#8220;O verdadeiro caminho passa por uma corda que não está esticada no alto, mas logo acima do chão. Parece mais destinada a fazer tropeçar do que a ser percorrida&#8221;. Esse é o caminho de Joseph K. &nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center"> Kafka foi considerado por Jean Paul Sartre como o pai da literatura moderna</h2>



<p class="has-text-align-center">Além disso, há uma outra lição, deixada pelo escritor, que fala de seu personagem (vivido pelo próprio Bonfim): &#8220;De um certo ponto adiante não há mais retorno. Esse é o ponto que deve ser alcançado&#8221;. Bancário, K. tem uma vida modesta que é interrompida por uma calúnia. Cruzar o portal da lei é sua meta, para alcançar justiça e se expiar. Esta é representada por uma moldura de caixonete, como porta padrão, cujo acesso é negado recorrentemente ao protagonista por personagens vividos por Victor Nalin e Claudio Basttos. </p>



<p class="has-text-align-center">O interdito deles, numa ciranda de ações (e reações) em busca da verdade, gera, na encenação de Cecília, uma metáfora viva da burocracia que cerca não só o sistema judicial, mas diversos âmbitos da vida social, seja a religião ou o mundo laboral – de fábricas a repartições. Encolhe-se uma subjetividade a cada carimbada de uma sociedade de formulários e de algoritmos. &nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A iluminação de Vanessa Miranda desenha, surpreendentemente, esse &#8220;encolhimento&#8221; da vontade, nas opressões que se impõem à virtude, a partir de uma operação de luz de destreza singular, que acossa Kafka e sua plateia, enquanto a trilha sonora de Afonso Henrique Soares eleva o tônus fervente de uma panela de pressão em acalorada ebulição. </p>



<p class="has-text-align-center">A mirada quase clownesca da máscara adotada por Bonfim desenha-se numa margem trágica de desesperança diante da condição moderna da percepção das hecatombes silenciosas que os tribunais arbitram, sem empatia. As máscaras de Nalin e de Basttos garimpam o tragicômico, de modo a expor o circo de um sistema desumanizado.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A permanência de &#8220;O Processo&#8221; no palco do Teatro Abu coincide com a chegada ao Rio do filmaço &#8220;Franz&#8221;, da polonesa Agnieszka Holland, que investiga a persona de Kafka e os signos que sua obra fabricou. Peça e longa-metragem se articulam para decifrar uma esfinge da literatura. &nbsp;</p>



<p><a href="https://rotacult.com.br/2026/06/o-processo-de-franz-kafka-ganha-adaptacao-no-espaco-abu/">Saiba mais sobre a peça!</a></p>
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		<title>&#8220;Apocalip-se&#8221; celebra a vida e as propriedades analgésicas do rock</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 13:45:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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<p class="has-text-align-center">Tem um momento de &#8220;Tootsie&#8221; (1982), que ecoava vespertino na &#8220;Sessão da Tarde&#8221; da Globo, com Newton DaMatta a dublar Dustin Hoffman, em que se ouvia: &#8220;Eu não acredito no Diabo, eu acredito em desemprego&#8221;. O protagonista desse sucesso de bilheteria tinha um cabelinho meio desgrenhado pelo seu jeitão elétrico de falar e usava umas roupas informais de moletom que forravam a casca que criou para si a fim de se proteger do mundo. Jorge Caetano aparece igualzinho em &#8220;Apocalip-se&#8221;, tragicomédia musical crepuscular que se desfolha até desabrochar como afirmação da vida. É a peça mais celebrativa a zanzar pelos palcos do Rio desde janeiro.&nbsp;</p>



<p><a href="https://rotacult.com.br/2026/06/apocalip-se-de-julia-spadaccini-e-marcia-brasil-no-teatro-poeira/">Saiba mais sobre a peça!</a></p>



<p class="has-text-align-center">Jorge Caetano é um zé-pereira da arte. Canta, compõe, atua (bem pacas), faz artes plásticas&#8230; joga nas onze e marca gol em todas. A alquimia que construiu ao longo de quase 15 anos com a autora Julia Spadaccini (&#8220;A Porta da Frente&#8221;) pavimentou uma trilha de descobertas de seu patrimônio cênico através do corpo, da voz e o seu carisma tamanho GG) além das abordagens dramatúrgicas de um bicho carnívoro chamado Solidão.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="906" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/22Apocalip-se22-1024x906.jpeg" alt="&quot;Apocalip-se&quot;" class="wp-image-201098" style="aspect-ratio:1.1302495953658744;width:388px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/22Apocalip-se22-1024x906.jpeg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/22Apocalip-se22-300x265.jpeg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/22Apocalip-se22-768x679.jpeg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/22Apocalip-se22-1536x1358.jpeg 1536w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/22Apocalip-se22-475x420.jpeg 475w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/22Apocalip-se22-150x133.jpeg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/22Apocalip-se22-696x615.jpeg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/22Apocalip-se22-1068x944.jpeg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/22Apocalip-se22-1920x1698.jpeg 1920w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/22Apocalip-se22.jpeg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">Aliás, Jorge é um ator de escuta: ouve o mundo, em seus lamentos e em suas demandas. Retribui o que escuta com uma pantomima de acolhimento. É o homem alquebrado que se fortalece na abertura para as hipóteses que o mundo lhe oferece. Em geral, em suas escolhas, esse estado do ser aparece. Percebe-se isso mesmo nas horas em que seu personagem em &#8220;Apocalip-se&#8221; só resmunga e zanga. Há gerúndio em seus verbos. Há perseverança&#8230; ainda que preguiçosa. </p>



<p class="has-text-align-center">Esculpido por Spadaccini em parceria com Márcia Brasil numa reação aos saldos (e soldos) da pandemia, &#8220;Apocalip-se&#8221; flagra o momento em que um sujeito louco por música, um tal Jorge (mesmo nome do ator), ensaia sua primeira saída de casa depois da pandemia. É um ensaio que se retarda por meses de muito iFood ruim e de muitos ecos de um vazio existencial. Esse ecoar se materializa, em cena, de uma maneira extra diegética com a execução de músicas que cantam seu modo de estar e seu devir. </p>



<p class="has-text-align-center">A angústia desse Jorge é modulada pela relação com uma IA com ares de valquíria (ou seja, de guerreira mítica) por Nina da Costa Reis, numa atuação de lavar a alma. A confluência de forças entre esses dois atores é notável nessa ópera-rock que o próprio J. Caetano dirigiu, em duo com Alexandre Mello (um expert em encenar feridas d&#8217;alma). <br><br>Além disso, as seis canções originais são compostas por Jorge em parceria com Felipe Storino e poderiam tocar no rádio (ou no Spotfy) de tão azeitadas que estão. Como dizia o cineasta Wim Wenders: &#8221; O Rock &#8216;n&#8217; Roll salvou minha vida&#8221;. O roquenrol da Alexia malandra de Nina da Costa é, certamente, analgésico, antibiótico, ansiolítico, complexo vitamínico. De fato, seu fator de cura, de fazer inveja ao do Wolverine, contagia a plateia numa atuação em estado de graça, que leva o vulcão Jorge à erupção. </p>



<p class="has-text-align-center">Cabe também dizer que Spadaccini nunca esteve tão existencialista, construindo com Márcia uma escrita que não fetichiza o viver solitário, nem sua gêmea, a solitude. O texto é mais uma crônica de um instante (do mundo) em que o isolamento foi uma solução possível. Um instante que, às vezes, pode ser largo, mas passa. O que fica são as atuações lépidas em cena.    </p>
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		<title>Cia. Ópera da Lapa se apresenta na Sala Cecília Meireles</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 11:25:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Concertos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sala Cecília Meireles recebe a Cia. Ópera da Lapa, que apresenta o espetáculo &#8220;A Magia dos Musicai&#8221;s, dentro da série Sala em Movimento. Com acompanhamento do pianista Cláudio Ávila, o concerto reúne as vozes de Maria Gerk (soprano), Carla Rizzi(mezzo-soprano), Fernando Portari (tenor) e Marcelo Coutinho (barítono) em um programa dedicado aos grandes sucessos do teatro musical. O espetáculo percorre diferentes momentos da história dos [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">A Sala Cecília Meireles recebe a Cia. Ópera da Lapa, que apresenta o espetáculo &#8220;A Magia dos Musicai&#8221;s, dentro da série Sala em Movimento.  </p>



<p class="has-text-align-center">Com acompanhamento do pianista Cláudio Ávila, o concerto reúne as vozes de Maria Gerk (soprano), Carla Rizzi(mezzo-soprano), Fernando Portari (tenor) e Marcelo Coutinho (barítono) em um programa dedicado aos grandes sucessos do teatro musical.</p>



<p class="has-text-align-center">O espetáculo percorre diferentes momentos da história dos musicais, reunindo canções que atravessaram os palcos da Broadway e conquistaram projeção internacional também por meio do cinema. O repertório inclui clássicos como South Pacific, O Mágico de Oz e A Noviça Rebelde, ao lado de obras que marcaram as últimas décadas, como O Fantasma da Ópera, A Bela e a Fera, O Corcunda de Notre Dame e O Rei Leão.</p>



<p class="has-text-align-center">Mais do que revisitar títulos consagrados, &#8220;A Magia dos Musicais evidencia a força do gênero como espaço de encontro entre música, teatro e narrativa. As interpretações valorizam a expressividade das canções e a diversidade de estilos que caracterizam esse repertório, alternando momentos de lirismo, humor, romantismo e intensidade dramática.</p>



<p class="has-text-align-center">Com artistas de reconhecida trajetória na cena lírica brasileira, a Cia. Ópera da Lapa reafirma sua proposta de aproximar diferentes públicos do universo vocal, desta vez por meio de um repertório que ultrapassa fronteiras entre a ópera, o teatro musical e a música popular, reunindo obras que permanecem vivas no imaginário de sucessivas gerações. </p>



<p class="has-text-align-center">SERVIÇO: <strong><br>Dias</strong>: 3 de julho (sexta-feira), às 19h; e 4 de julho (sábado), às 17h / <strong>Ingressos a venda pelo site: </strong>Eleven Tickets (FUNARJ) <strong>Local:</strong> Sala Cecília Meireles <strong>End:</strong> Rua da Lapa, 47 &#8211; Lapa </p>
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		<title>&#8220;Se Eu Fosse Eu – Clarices” estreia no Centro Cultural da Justiça Federal</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 10:38:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O grupo brasiliense ATA – Agrupação Teatral Amacaca volta ao Rio de Janeiro com “Se Eu Fosse Eu – Clarices”, em temporada de 3 a 26 de julho no teatro do Centro Cultural da Justiça Federal. Inspirado na obra de Clarice Lispector (1920-1977), o espetáculo percorre temas que atravessam o universo feminino — maternidade, descoberta [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">O grupo brasiliense ATA – Agrupação Teatral Amacaca volta ao Rio de Janeiro com “Se Eu Fosse Eu – Clarices”, em temporada de 3 a 26 de julho no teatro do Centro Cultural da Justiça Federal. Inspirado na obra de Clarice Lispector (1920-1977), o espetáculo percorre temas que atravessam o universo feminino — maternidade, descoberta do prazer e espiritualidade. A montagem tem concepção, direção e atuação de Camila Guerra, Juliana Drummond e Rosanna Viegas, integrantes da ATA, um dos grupos mais relevantes do Distrito Federal, fundado por Hugo Rodas (1939-2022) em 2011.</p>



<p class="has-text-align-center">A peça é inspirada em três contos de Clarice Lispector: “O Ovo e a Galinha”, “Miss Algrave” e “Perdoando Deus”. Em cena, a força e a complexidade do universo feminino atravessam a montagem. As três atrizes permanecem em cena durante todo o espetáculo, num palco transformado em cozinha onde, gradualmente, um bolo é preparado. Elas dialogam com as múltiplas Clarices que carregam em si, abordando tabus e contrastes com ironia e sensibilidade.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Clarice Lispector escrevia em casa, criando sozinha os dois filhos, com a máquina no colo. Uma mulher multitarefa, como a maioria. No espetáculo, essa figura feminina está na cozinha — fazendo um bolo, tomando um chá — enquanto os ingredientes são seus questionamentos mais profundos sobre a própria vida.</p>



<p class="has-text-align-center">A ideia da montagem nasceu quando as atrizes Juliana Drummond e Rosanna Viegas dirigiram a atriz Camila Guerra numa cena de “O Ovo e a Galinha”, apresentada num sarau. A partir daí, vieram os textos “Miss Algrave” e “Perdoando Deus”. Os ensaios eram guiados por leituras aleatórias de “Todos os Contos”. “Nós abríamos o livro no início dos ensaios como um oráculo do dia, líamos trechos como guia, como se Clarice estivesse dando um recado para ser trabalhado”, conta Rosanna Viegas.</p>



<p class="has-text-align-center">A dramaturgia também foi construída a partir de experiências fora do palco em oficinas realizadas com mulheres em situação de vulnerabilidade em Ceilândia e São Sebastião, no Distrito Federal, que alimentaram diretamente a dramaturgia.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong><u>SERVIÇO</u></strong> <strong>Temporada:</strong> de 03 a 26 de julho  / <strong>Dias e horários:</strong> sextas, sábados e domingos, às 19h / <strong>Local:</strong> Teatro do Centro Cultural da Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241 – Centro). Estação de metrô da Cinelândia / <strong>Ingressos:</strong>   <a href="https://www.sympla.com.br/evento/se-eu-fosse-eu-clarices/3448980" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sympla</a></p>
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		<title>&#8220;Margaridas&#8221; homenageia educação e ao teatro no Sesc Copacabana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como ensinou Paulo Freire, &#8220;a educação modela as almas e recria os corações&#8221;. Foi com esse sentimento do magistério como eixo de resistência, questionamento e invenção que a professora, diretora, atriz e pesquisadora de teatro Ana Achcar idealizou o espetáculo &#8220;Margaridas&#8221;. Com texto de Cecília Ripoll e direção de Natasha Corbelino, a peça nasceu livremente [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Como ensinou Paulo Freire, &#8220;a educação modela as almas e recria os corações&#8221;. Foi com esse sentimento do magistério como eixo de resistência, questionamento e invenção que a professora, diretora, atriz e pesquisadora de teatro Ana Achcar idealizou o espetáculo &#8220;Margaridas&#8221;. Com texto de Cecília Ripoll e direção de Natasha Corbelino, a peça nasceu livremente inspirada no clássico &#8220;Apareceu a Margarida&#8221;, de Roberto Athayde, imortalizado por Marília Pêra, e foi ganhando vida própria a partir das relações estabelecidas entre a equipe artística durante os ensaios. </p>



<p class="has-text-align-center">O espetáculo propõe uma reflexão: o que significa ser professora hoje, ocupar um lugar de escuta e transmissão de conhecimento em tempos de ruídos e desvalorização da educação? O projeto também celebra as relações afetivas estabelecidas entre a equipe, que nasceram em sala de aula e hoje se expandem para os palcos. Em cena, estão Ana Achcar, Bel Flaksman, Dani Barros, Graciana Valladares e Mariana Consoli. </p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Dou aula há mais de 30 anos na Uni-Rio, e muitos dos meus alunos se tornaram amigos ou artistas com os quais eu trabalhei depois. Neste projeto, quis estar em cena com essas pessoas que tiveram um papel tão importante na minha vida. Essas relações me constituíram como professora&#8221;, descreve Ana Achcar. &#8220;Com elas, quis criar esse espetáculo, que transita entre memória, afeto e crítica social&#8221;, completa.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Na trama, cinco professoras chegam para dar uma aula. Cada uma delas supõe ser a única, concluindo, portanto, que as outras quatro são suas alunas. Sempre com humor, a situação gera uma série de conflitos. No dia anterior ao encontro das cinco, todas passaram por uma experiência de violência a partir da relação delas com o pai de um aluno. A peça faz um passeio por 200 anos de educação, de 1916 a um futuro imaginado em 2116. Também faz uma homenagem ao teatro, objeto de estudo e amor de todas as envolvidas no projeto.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Cinco atrizes professoras revelam seus múltiplos modos de olhar a educação. A peça nos faz rir das diferenças entre essas mulheres, mas também nos convida a refletir sobre algo muito atual e urgente: nossa dificuldade de ouvir quem pensa diferente de nós&#8221;, reflete a diretora Natasha Corbelino. &#8220;Ela nos lembra que arte e educação se aproximam ainda mais quando compartilhamos uma experiência que acreditamos ser transformadora. Como mulheres artistas e professoras têm atravessado as décadas?&nbsp; Falamos sobre a necessidade de construir pontes entre tempos, ideias e pessoas, sem renunciar à complexidade que nos constitui&#8221;, acrescenta.</p>



<p class="has-text-align-center">A dramaturga de Cecília Ripoll conta que, nas primeiras reuniões com a equipe, houve muita conversa e depoimentos sobre experiências pessoais em sala de aula. &#8220;O que mais me chamou a atenção foi a fluidez constante com que nossos relatos transitavam entre a posição de professora e aluna. Todas as nossas experiências mais marcantes com o ensino envolviam lembranças tanto enquanto professoras quanto enquanto alunas, e os limites entre essas duas posições pareciam bastante tênues. A partir daí, veio a inspiração para as primeiras linhas; e se o ponto de partida da trama fosse uma absoluta confusão entre esses dois papéis?&#8221;, lembra a autora.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong><u>Serviço</u></strong> <br><strong>Temporada:</strong> de 09 de julho a 02 de agosto de 2026<br><strong>Dias e horários:</strong> quintas e sextas, às 19h; sábados e domingos, às 17h<br><strong>Sesc Copacabana — Espaço Multiuso: </strong>Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana,  / <strong>Informações:</strong> (21) 3180-5226 / <strong>Ingressos:</strong>  <a href="https://www.ingresso.com/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ingresso.com</a><br><strong>Classificação:</strong> A10</p>
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		<title>&#8220;A Moratória&#8221; faz nova temporada no Teatro Dulcina</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 12:40:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O clássico &#8220;A Moratória&#8221;, de Jorge Andrade, chega à sua terceira temporada, dessa vez, no Teatro Dulcina. A montagem teatral propõe uma leitura contemporânea de um dos textos mais importantes da dramaturgia brasileira. Com direção de Daniel Herz, &#8220;A Moratória&#8221; reúne jovens atores da Cia. Churros de Polvo e aposta em um processo de imersão [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">O clássico &#8220;A Moratória&#8221;, de Jorge Andrade, chega à sua terceira temporada, dessa vez, no Teatro Dulcina. A montagem teatral  propõe uma leitura contemporânea de um dos textos mais importantes da dramaturgia brasileira.</p>



<p class="has-text-align-center">Com direção de Daniel Herz, &#8220;A Moratória&#8221; reúne jovens atores da Cia. Churros de Polvo e aposta em um processo de imersão histórica sobre o ciclo do café. O projeto tem como proponente o produtor e diretor de produção Marcos Arzua, que convidou a Cia. Churros de Polvo e Daniel Herz para levar à cena o clássico do teatro brasileiro, propondo uma leitura contemporânea da obra. </p>



<p class="has-text-align-center">Escrita nos anos 1950, a peça retrata o colapso de uma família tradicional diante da perda de status social e da incapacidade de adaptação a um mundo em transformação. Ao abordar a decadência das elites agrárias após a crise do café de 1929, o texto expõe tensões econômicas, afetivas e morais que ainda ecoam na sociedade brasileira.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">O processo de criação do espetáculo começou com um intenso trabalho de contextualização e imersão histórica, ministrado por Marcos Arzua. Antes mesmo do início dos ensaios de cena, o elenco foi convidado a mergulhar no universo social, econômico e cultural que atravessa a obra de Jorge Andrade.</p>



<p class="has-text-align-center">Como parte desse processo, os atores visitaram diferentes lugares ligados à história do café e à formação econômica do país. No Rio de Janeiro, o grupo esteve no Centro Cultural Banco do Brasil, edifício que já abrigou a antiga Bolsa de Valores, além de diversos pontos históricos da cidade. Entre os locais visitados estão também a Floresta da Tijuca e o Parque Lage, áreas que no século XIX sofreram intenso desmatamento para a plantação de café.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A pesquisa seguiu para o Vale do Café, com destaque para a cidade de Vassouras. O elenco visitou a Casa da Hera, importante patrimônio histórico da região e o único imóvel que mantém preservados seus interiores e mobiliário originais de época. O casarão terminou pertencendo a Eufrásia Teixeira Leite, cuja atuação foi fundamental para a preservação da memória ligada ao ciclo do café. </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>SERVIÇO</strong>: Temporada: 3 a 19 de julho de 2026 (exceto em dias de jogo do Brasil na Copa) / Horários: Quintas, sextas e sábados, 19h | Domingos, 18h / Local: Teatro Dulcina (R. Alcindo Guanabara, 17, Condomínio do Edifício Teatro Regina) / Classificação: 12 anos  <br>Ingressos em<a href="https://www.sympla.com.br/evento/carlos-eduardo-muniz-regis/3481662?share_id=copiarlink" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Sympla</a></p>
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		<title>&#8220;Tudo que Não Dissemos&#8221; faz temporada na Lapa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Teatro Sede Cia dos Atores recebe &#8220;Tudo que Não Dissemos&#8221;, espetáculo de estreia do Coletivo X, novo grupo teatral formado por artistas da cena carioca. A trama acompanha oito amigos que voltam a se encontrar após anos afastados para um chá revelação. O que deveria ser uma celebração acaba se transformando em um intenso acerto [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">O Teatro Sede Cia dos Atores recebe &#8220;Tudo que Não Dissemos&#8221;, espetáculo de estreia do Coletivo X, novo grupo teatral formado por artistas da cena carioca.</p>



<p class="has-text-align-center">A trama acompanha oito amigos que voltam a se encontrar após anos afastados para um chá revelação. O que deveria ser uma celebração acaba se transformando em um intenso acerto de contas, marcado por segredos, ressentimentos e revelações capazes de mudar para sempre as relações entre eles.</p>



<p class="has-text-align-center">Com uma narrativa que mistura humor, emoção e momentos de forte tensão dramática, a peça convida o público a refletir sobre amizade, afeto, perdão e os impactos das escolhas feitas ao longo da vida.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;O espetáculo nos lembra que permanecer junto também é um ato de escolha. Convidamos o público a se sentar à nossa mesa e descobrir que, muitas vezes, é justamente aquilo que nunca foi dito que sustenta ou transforma uma relação&#8221;, destaca o diretor João Gofman.</p>



<p class="has-text-align-center">A montagem integra a proposta do Coletivo X de desenvolver trabalhos autorais inspirados em questões contemporâneas e experiências humanas universais.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Serviço</strong>: Temporada: 3 a 12 de julho / Local: Teatro Sede Cia dos Atores Endereço: Rua Manuel Carneiro, 12, Lapa / Classificação: 14 anos / Vendas: <a href="http://linktr.ee/Coletivo.x" target="_blank" rel="noreferrer noopener">linktr.ee/Coletivo.x</a></p>
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		<title>“Corpos em Expurgo” reflete o que o tempo tem tirado dos seres humanos</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Corpos em Expurgo&#8221;, xom dramaturgia e direção de Klever Schneider, investiga as marcas do tempo sobre o corpo, a memória e as relações humanas por meio de três histórias independentes conectadas pela mesma pergunta: &#8220;O que o tempo tem tirado de você?&#8221; . Em cena, os atores Camilo Ricardo, Ducco Baggio, Henrique Lott e Tchella Queiroz conduzem o público por uma experiência sensorial e poética que [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">&#8220;Corpos em Expurgo&#8221;, xom dramaturgia e direção de Klever Schneider, investiga as marcas do tempo sobre o corpo, a memória e as relações humanas por meio de três histórias independentes conectadas pela mesma pergunta: &#8220;O que o tempo tem tirado de você?&#8221; .</p>



<p class="has-text-align-center">Em cena, os atores Camilo Ricardo, Ducco Baggio, Henrique Lott e Tchella Queiroz conduzem o público por uma experiência sensorial e poética que investiga as marcas deixadas pelo tempo, pela velocidade da vida contemporânea e pelas perdas silenciosas que acumulamos ao longo da existência.</p>



<p class="has-text-align-center">O espetáculo é composto por três cenas de personagens que vivem histórias diferentes, mas conectadas por umamesma questão: a forma como o tempo influencia suas vidas. Em Hiato, um homem percebe que a velocidade cotidiana o afastou da capacidade de respirar e observar as coisas mais banais. Na cena seguinte, Biotério, um homem-rato vive submetido a regras e estímulos que o transformam gradualmente em uma criatura incapaz de distinguir instinto e identidade, como uma cobaia em um experimento. No último quadro, a partir de uma Infiltração, uma mulher entra em uma porta para lembranças de sua infância que julgava esquecidas, mas que insistem em permanecer. As três cenas propõem um jogo com o público: entre olhar e ser olhado.</p>



<p class="has-text-align-center">Costurando cada uma dessas cenas, são projetadas vozes de pessoas que respondem a pergunta-chave do espetáculo: O que o tempo tem tirado de você? O público responde a essa mesma reflexão em cena aberta, quando é recebido no teatro. Durante as cenas acontecem intervenções sonoras com teclado, ao vivo, que interferem nos quadros, realizadas por um ator-músico.</p>



<p class="has-text-align-center">A partir dessas três trajetórias, o espetáculo convida o público a refletir sobre temas presentes na vida de todos: a falta de tempo, o excesso de cobranças, opressões “invisíveis”, mudanças que sofremos ao longo dos anos e as memórias que carregamos. São situações distintas, mas facilmente reconhecíveis por qualquer pessoa. Ao acompanhar os personagens, a plateia é levada a revisitar experiências próprias, encontrando paralelos entre o que acontece em cena e diferentes momentos de sua vida. O autor e diretor do espetáculo, Klever Schneider, reflete sobre o conceito da peça a partir de seu título: “<em>O que é expressado todos sabemos, mas ao expurgar e purificar, tornamos ainda mais visível o que insiste ficar adormecido ou escondido”, comenta.</em></p>



<p class="has-text-align-center">Ao mesmo tempo que &#8220;Corpos em Expurgo&#8221; traz uma montagem com atmosfera pós-apocalíptica, apresentando uma estética que mistura suspense e mistério, o espetáculo propõe uma reflexão sobre o que o tempo modifica em nós — e sobre aquilo que, apesar de tudo, continua resistindo. Um mergulho sensível sobre o tempo, a urgência de existir e a beleza esquecida nas rotinas mais banais. Uma experiência teatral que faz um convite à pausa, à escuta e à respiração. </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Serviço:<br>Corpos em Expurgo<br></strong>3 a 26 de julho de 2026 (sextas e sábados 19h, domingos 18h)<br>Casa de Cultura Laura Alvim &#8211; Espaço Rogério Cardoso<br>Av. Vieira Souto, 176 &#8211; Ipanema<br>Ingressos via Imply: <a href="http://funarj.eleventickets.com/">funarj.eleventickets.com</a> / Classificação Indicativa: 16 anos</p>
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		<title>&#8220;Apocalip-se&#8221;, de Julia Spadaccini e Marcia Brasil, no Teatro Poeira</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com texto inédito de Julia Spadaccini em parceria com Marcia Brasil, o espetáculo &#8220;Apocalip-se&#8221; propõe uma reflexão poética, bem-humorada e contemporânea sobre solidão, tecnologia, saúde mental e reconexão humana. Concebida como um musical, a montagem mistura teatro, rock e audiovisual para abordar o &#8220;fim do mundo&#8221; não como destruição, mas como revelação e transformação da [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Com texto inédito de Julia Spadaccini em parceria com Marcia Brasil, o espetáculo &#8220;<em>Apocalip-se&#8221;</em> propõe uma reflexão poética, bem-humorada e contemporânea sobre solidão, tecnologia, saúde mental e reconexão humana. Concebida como um musical, a montagem mistura teatro, rock e audiovisual para abordar o &#8220;fim do mundo&#8221; não como destruição, mas como revelação e transformação da consciência.  </p>



<p class="has-text-align-center">No centro da narrativa está um homem solitário, vivido por Jorge Caetano — vencedor do Prêmio APTR por sua atuação em <em>Outside</em> (2012) —, aprisionado pela lógica do consumo e pela dependência digital. Desde a pandemia, ele permanece isolado, relacionando-se apenas com a tela do celular e com uma assistente virtual, interpretada por Nina da Costa Reis. Incapaz de estabelecer vínculos reais, encontra na música a única possibilidade de comunicação genuína com o mundo e consigo mesmo.</p>



<p class="has-text-align-center">Mais do que anunciar um fim, o título propõe um novo verbo: &#8220;apocalipsar&#8221;. A palavra passa a significar o processo de atravessar o fim de um mundo conhecido, elaborando as marcas emocionais deixadas pelo isolamento e pela transformação das relações humanas.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;<em>Apocalip-se</em> é um monólogo profundamente humano sobre um homem que desaprendeu a estar com as pessoas. A pandemia terminou, mas ele permaneceu isolado. Aos poucos, sua única interlocutora passa a ser uma Inteligência Artificial. A peça pergunta até que ponto a tecnologia aproxima ou apenas cria a ilusão do encontro&#8221;, resume Jorge Caetano, idealizador, protagonista e diretor do espetáculo ao lado de Alexandre Mello.</p>



<p class="has-text-align-center">Aos poucos, a Inteligência Artificial deixa de ser apenas uma ferramenta tecnológica e passa a ocupar o lugar de confidente, terapeuta e única testemunha da existência do protagonista, aprisionado dentro de casa. Entre momentos de humor, ironia e melancolia, o espetáculo investiga o que resta da identidade humana quando o único espelho disponível é um algoritmo.</p>



<p class="has-text-align-center">A dramaturgia nasceu durante o período mais crítico da pandemia e amadureceu ao longo dos últimos anos. &#8220;A IA acaba ocupando o lugar do outro. Ela parece substituir aquilo que é insubstituível: a presença imprevisível de uma pessoa. Como ferramenta, ela é extraordinária, mas é impossível não projetarmos nela algo mágico, humano. Quando isso acontece, nossa capacidade de encontro não se amplia. A ilusão do encontro talvez seja sua maior armadilha&#8221;, afirma Julia Spadaccini, uma das autoras.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Começamos a escrever a peça assombradas pelo &#8216;fim&#8217; do teatro, no auge da pandemia. Depois percebemos que a solidão daquele personagem era também a nossa. Hoje, entendemos que aquela experiência coletiva de afastamento abriu espaço para um enfraquecimento dos vínculos e para a fantasia de que companhias artificiais poderiam preencher esse vazio&#8221;, comenta Marcia Brasil, que escreveu o texto a quatro mãos com Júlia.</p>



<p class="has-text-align-center">Embora seja estruturado como um monólogo, &#8220;&#8221;<em>Apocalip-se</em> transforma a música em um segundo narrador da história. São seis canções inéditas, compostas por Felipe Storino e Jorge Caetano, que revelam aquilo que o personagem já não consegue expressar pela fala. Dialogando com a intensidade do rock e da MPB das décadas de 1960 e 1970, as músicas funcionam como o verdadeiro fluxo de consciência do protagonista.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;As canções são o lugar onde ele finalmente consegue dizer aquilo que não encontra palavras para explicar. É como se a música fosse a única linguagem ainda capaz de romper seu isolamento&#8221;, diz Jorge Caetano.</p>



<p class="has-text-align-center">Em cena, além de Caetano e Nina, estão os músicos  Felipe Storino (guitarra e direção musical), Paula Otero(violoncelo), Maurício Chiari(bateria e direção musical) e Rafael Oliveira(guitarra), que permanecem visíveis durante toda a apresentação, reforçando a dimensão musical da montagem.</p>



<p class="has-text-align-center">A encenação aposta em uma linguagem multimídia, com projeções audiovisuais desenvolvidas especialmente para o espetáculo por Letícia Pantoja. O cenário de André Sanches transforma o palco em um ambiente povoado por telas e dispositivos tecnológicos, enquanto a iluminação de Paulo César Medeiros, cinco vezes vencedor doPrêmio Shell, e os figurinos de Ticiana Passos reforçam o contraste entre o universo digital e a experiência humana. A direção de produção é assinada por Fábio Dobbs e Guilherme Scarpa, do premiado espetáculo &#8220;<em>Sra. Klein&#8221;</em> (2024), estrelado por Ana Beatriz Nogueira, vencedor do Prêmio APTR de Melhor Atriz e do Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Direção e Melhor Atriz Coadjuvante.</p>



<p class="has-text-align-center">Para o diretor Alexandre Mello, que dirige pela sexta vez um texto de Julia Spadaccini, &#8220;<em>Apocalip-se</em>&#8221; discute uma das questões mais urgentes da contemporaneidade. &#8220;O texto investiga como a tecnologia construiu enormes pontes de comunicação que, paradoxalmente, acabaram nos afastando do encontro físico e da convivência real. O personagem acredita que pode substituir o outro por uma máquina, mas nós só existimos plenamente nas relações humanas. É dessa tensão entre humor, solidão e desejo de reencontro que nasce a força da peça&#8221;, afirma.</p>



<p class="has-text-align-center">Mello destaca ainda que trabalhar novamente com Jorge Caetano foi um processo marcado pela confiança artística: &#8220;Meu papel foi organizar a experiência sensorial do espetáculo — texto, música, vídeos e interpretação — para que tudo conduzisse o espectador ao encontro desse homem. Fazer essa parceria com Jorge não é um desafio; é um enorme prazer.&#8221;</p>



<p class="has-text-align-center">Mais do que uma crítica ao excesso tecnológico, <em>Apocalip-se</em> propõe uma reflexão sobre o preço da hiperconectividade e a necessidade de reconstruir vínculos reais. Ao transformar o isolamento em teatro, música e poesia, o espetáculo convida o público a desacelerar, reaprender a escutar e redescobrir a potência do encontro humano.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>SERVIÇO</strong>: <br>Temporada: 2 de julho a 30 de agosto de 2026<br>Horários: Quinta a sábado, às 20h | Domingo, às 19h<br>Local: Teatro Poeira Rua São João Batista, 98 – Botafogo <br>Classificação: 14 anos. Gênero: Comédia Musical. Duração: 60 min.<br>Ingressos na bilheteria ou pelo <a href="https://bileto.sympla.com.br/event/122056" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Sympla</strong></a>: </p>
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		<title>Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro interpreta Pedro e o Lobo e trechos de Romeu e Julieta</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 10:30:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Concertos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sala Cecília Meireles recebe duas apresentações da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, dentro da série Sala Orquestras. Sob a regência de Matheus Carneiro, com narração de Marcelo Coutinho, o programa é inteiramente dedicado ao compositor russo Serguei Prokofiev (1891–1953), reunindo duas de suas obras mais conhecidas. Abrindo o concerto, Pedro e o Lobo, Op. 67, combina música e [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">A Sala Cecília Meireles recebe duas apresentações da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, dentro da série Sala Orquestras. Sob a regência de Matheus Carneiro, com narração de Marcelo Coutinho, o programa é inteiramente dedicado ao compositor russo Serguei Prokofiev (1891–1953), reunindo duas de suas obras mais conhecidas.</p>



<p class="has-text-align-center">Abrindo o concerto, Pedro e o Lobo, Op. 67, combina música e narrativa em um dos mais célebres contos sinfônicos do século XX. Escrita em 1936, a obra apresenta os instrumentos da orquestra por meio de personagens facilmente reconhecíveis: cada um deles é representado por um timbre específico, transformando a escuta em uma experiência ao mesmo tempo lúdica e sofisticada. Com a narração de Marcelo Coutinho, a obra revela a inventividade de Prokofiev e sua extraordinária capacidade de unir linguagem musical e dramaturgia.</p>



<p class="has-text-align-center">Na segunda parte, a orquestra interpreta trechos da suíte Romeu e Julieta, baseada no balé composto por Prokofiev a partir da tragédia de William Shakespeare. A seleção evidencia a força dramática, o lirismo e a riqueza orquestral da partitura, considerada uma das grandes realizações sinfônicas do compositor e presença constante nas salas de concerto ao redor do mundo.</p>



<p class="has-text-align-center">Ao reunir duas obras fundamentais de Prokofiev, o programa oferece um panorama da diversidade de sua escrita, capaz de transitar entre o universo narrativo de Pedro e o Lobo e a intensidade emocional de Romeu e Julieta, sempre marcada por refinamento melódico, vigor rítmico e imaginação orquestral. </p>



<p class="has-text-align-center">SERVIÇO: Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro | Série: Sala Orquestras / Dias 09 e 10 de julho de 2026, às 19h / Ingressos a venda pelo site: Eleven Tickets (FUNARJ)  / Local: Sala Cecília Meireles / End: Rua da Lapa, 47 &#8211; Lapa </p>
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