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	<title>Arquivos cinema - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos cinema - Rota Cult</title>
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		<title>Cansei de Ser Nerd: Fernando Caruso constrói nuances dramáticas inesperadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Giacobbo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cansei de Ser Nerd]]></category>
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<p class="has-text-align-center">As segundas-feiras costumam ser complicadas para a maior parte das pessoas. Uma nova semana se descortina pela frente, cinco dias ininterruptos de trabalho, e quase todo mundo já está pensando no próximo final de semana. Dito isto, poucas coisas parecem melhores do que começar essa jornada semanal assistindo a uma boa comédia. E foi justamente em uma segunda-feira que tive a chance de conferir o primeiro longa-metragem do premiado diretor de arte Gualter Pupo como cineasta.&nbsp;<em>Cansei de Ser Nerd</em>&nbsp;mistura comédia, ficção científica e suspense em uma narrativa que, aos poucos, vai revelando que pretende ser muito mais do que aparenta em seus minutos iniciais.</p>



<p class="has-text-align-center">O protagonista Airton, interpretado por Fernando Caruso, é o típico nerd eterno. Já adulto, continua agindo como adolescente: mora com a mãe, cultiva hábitos juvenis e divide suas neuroses com o inseparável amigo Ulisses, vivido por Pedro Benevides. Quando Airton decide ir à festa de vinte anos de formatura do colégio, percebe-se rapidamente que há algo mal resolvido naquele passado. O trauma envolve Juliana, personagem de Bia Guedes, antiga paixão do protagonista, afastada dele após um mal-entendido que o roteiro propositalmente esconde do público. O reencontro, portanto, não nasce apenas da nostalgia, mas da tentativa desesperada de entender um passado que Airton nunca conseguiu superar.</p>



<p class="has-text-align-center">A festa acontece em uma casa soturna, escura, quase decadente, localizada em uma rua ainda mais estranha do que a própria residência. Quando os personagens entram naquele ambiente que mais parece um clube secreto — onde quase se espera que alguém peça uma senha para atravessar a porta —&nbsp;<em>Cansei de Ser Nerd</em>&nbsp;dá uma guinada e muda completamente de tom.</p>



<p class="has-text-align-center">Em meio a ex-colegas que parecem presos no tempo, uma banda formada justamente pelos antigos mauricinhos, patricinhas e praticantes de bullying toma o palco. É aí que a comédia adolescente tardia ganha ares tarantinescos, ou melhor, ecos diretos do cinema de Robert Rodriguez. Em muitos momentos, a sensação é a de termos sido transportados para dentro de&nbsp;<em>Um Drink no Inferno</em>&nbsp;(1996), obra escrita por Tarantino e dirigida por Rodriguez. O público passa então a tentar decifrar o mistério: afinal, estamos diante de uma história de vampiros? Ficção científica? O longa brinca justamente com essa indefinição de gêneros, e talvez esse seja o seu maior mérito.</p>



<p class="has-text-align-center">O interessante é que&nbsp;<em>Cansei de Ser Nerd</em>&nbsp;não se acomoda na fórmula fácil da comédia nacional descartável. Gualter Pupo demonstra criatividade ao misturar referências e atmosferas distintas, construindo uma narrativa que instiga o espectador a permanecer atento, curioso para descobrir o que aquela penumbra esconde. Existe um charme muito particular nessa mistura improvável de humor, suspense e estranhamento. Entretanto, em determinado momento, a fórmula parece se esgotar.</p>



<p class="has-text-align-center">Esse esgotamento não chega a comprometer o resultado final, mas deixa a impressão de que o longa-metragem poderia ser um pouco mais curto — ou talvez precisasse desenvolver melhor determinadas ideias para sustentar plenamente sua duração. Ainda assim, o saldo permanece positivo justamente porque o filme nunca deixa de ser interessante e aposta em uma gama de efeitos especiais bem legais.</p>



<p class="has-text-align-center">Fernando Caruso é, sem dúvida, o grande destaque da produção. Utilizando o humor que lhe é característico, o ator constrói também nuances dramáticas inesperadas, transformando Airton em uma espécie de Dom Quixote contemporâneo, alguém que atravessa seus próprios delírios em busca de uma paixão do passado enquanto enfrenta moinhos que talvez não sejam tão imaginários assim. Como contraponto, João Velho reforça mais uma vez a imagem de antagonista que carrega desde os tempos de&nbsp;<em>Malhação</em>&nbsp;(1995-2020).</p>



<p class="has-text-align-center">No final das contas,&nbsp;<em>Cansei de Ser Nerd</em>&nbsp;pode até apresentar alguns excessos e irregularidades, mas acerta justamente por ousar. E isso, em um cenário onde tantas comédias parecem nascer prontas para serem esquecidas, já é uma qualidade enorme. Dito isto, obviamente, não tenho como não recomendar.</p>



<p class="has-text-align-center">Desliguem os celulares e ótima diversão.</p>
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		<title>Backrooms: Um Não-Lugar alimenta o horror do presente explorando traumas e violências emocionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Backrooms: Um Não-Lugar]]></category>
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<p class="has-text-align-center">Em um mês especial para os fãs de cinema de gênero, o circuito cinematográfico guardou não apenas excelentes opções para o espectador, como o fez através dos menos óbvios títulos, talvez do ano. Em comum narrativamente, nenhum deles tem consonância de histórias, mas algo os reúne além de um possível encontro de sua formação: a sensação constante de estar em um sonho ruim, angustiante. Se isso não é um elogio suficiente para atribuir a um filme de terror, resta acrescentar também que o incômodo generalizado é uma mola propulsora de, entre outros,&nbsp;<em>Backrooms: Um Não-Lugar</em>, estreia na direção de longas de Kane Parsons. De uma maneira sutil e verdadeira, Parsons consegue projetar os seus próprios pesadelos (talvez) em planos regados a uma estranheza contínua e ininterrupta.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="650" height="351" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Backrooms.jpg" alt="Backrooms" class="wp-image-199879" style="width:464px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Backrooms.jpg 650w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Backrooms-300x162.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Backrooms-150x81.jpg 150w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">Como, em matéria jornalística, <em>Backrooms: Um Não-Lugar </em>acabou de ser descoberto como o gênero de filme preferido do público brasileiro na hora de escolher algo para assistir, é salutar que algo como <em>Backrooms: Um Não-Lugar </em>dê as caras, vez por outra. Não apenas pela originalidade do que é proposto, das suas saídas gráficas, mas igualmente por uma aproximação de algo que não é abordado por essa saída. A atmosfera aqui é herdada da série de vídeos que Parsons produziu para o youtube com a mesma forte carga de estranheza que tais imagens se estabelecem, mas também seu entendimento da obra enquanto material cinematográfico passa por uma descoberta narrativa. O insólito não é apenas uma maneira de carregar a ambiência correta para o projeto, mas exatamente a nova camada que é adquirida ali a partir do olhar na direção de algo menos entrincheirado pelas imagens. </p>



<p class="has-text-align-center">Saindo de um conceito mais direto, e talvez até tradicional do gênero, seu autor revela uma faceta psicológica que é redefinida (e até amparada) pela presença de uma profissional da área como personagem. Porque&nbsp;<em>Backrooms&nbsp;</em>se espelha em uma espécie de caixa de Pandora fílmica, cujas descobertas são feitas de maneira gradual por quem assisti. O que é acessado pelos personagens, em diferentes estágios de entrega e revelação, é um outro corpo estranho do que o espectador devaneia; o inferno que Parsons apresenta é um mais perigoso do que sua leitura real, porque ele é desenvolvido por cada um de nós. Dessa maneira, o inferno não são os outros, mas cada um de nós e nossas cabeças perturbadas, que promovem imagens cujo apavoramento é apresentado pelo vazio, pela ausência, pelo eco de si mesmo.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Dessa maneira subjetiva,&nbsp;<em>Backrooms&nbsp;</em>não facilita a vida do espectador que espera que o cinema de gênero ofereça catarse gratuita e vazia. Assim como&nbsp;<em>Obsessão&nbsp;</em>e&nbsp;<em>Hokum</em>, dois outros ótimos filmes em cartaz &#8211; muito mais diretos &#8211; a experiência do espectador, prévia e dentro da sala em particular, induzem às interpretações. Ainda que isso seja um chamamento para qualquer filme, o que acontece na narrativa de Parsons é apenas organizar uma base para que sua dupla de protagonistas (os indicados ao Oscar Renate Reinsve, por&nbsp;<em>Valor Sentimental</em>, e Chiwetel Ejiofor, por&nbsp;<em>12 Anos de Escravidão</em>) se permitam uma linha de raciocínio; mínima. Mas nas entrelinhas da informação, o filme deixa escapar que nossas próprias experiências definem não apenas quem somos, mas a maneira como encaramos a solução dos problemas, e a forma como eles assombrarão nossa vida, além do que as fugas de tais medos representam para o futuro, a longo ou curto prazo.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Um labirinto de salas vazias é descoberto. Onde eles estão? São de ordem física ou metafísica? Materialmente, ficam conectados a uma loja de móveis que não vende, mas através de um portal desconhecido é possível encontrá-lo e perder-se nele. Esses quartos dos fundos, como diz o título original, são inacessíveis ao olho nu &#8211; porque precisam ser descobertos pela reflexão, pelo que as dores pregressas fizeram questão de esconder.&nbsp;<em>Backrooms&nbsp;</em>se alimenta do que os seus personagens viveram no passado para alimentar o horror do presente, os traumas, as violências emocionais, a sensação de derrota que nos leva ao esconderijo da alma. Estarão nesse lugar abandonado as motivações para que sejamos vítimas do horror, todos os dias, porque a falência literal ou emocional estão vívidas para esse encontro final, entre o que nos tornamos e o que nos deixamos ser.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Ejiofor e Reinsve, grandes atores que são, não exatamente tem aqui um veículo, porque podemos dizer que <em>Backrooms: Um Não-Lugar </em>é, certamente, um acordo tácito entre seu realizador e o espectador. Ele fornece a energia e o estranhamento necessários para que uma hipnose se inicie, e do lado de fora da tela percorremos o labirinto da memória torcendo para conseguir escapar do que passamos tanto tempo tentando esquecer. Aliás, Nenhum &#8216;jump scare&#8217; é capaz de contribuir para a perturbação gradual da experiência coletiva do desconhecido que está abrigado nas dores de um passado que parecia enterrado. Com a construção da atmosfera certeira, que une cenários vazios com as possibilidades dele ser habitado (e pelo quê), o espectador que se deixar levar encontrará as consequências do que Charlie Kaufmann faria numa madrugada de horror. Investigar a si mesmo é a porta de entrada para revelações que não gostaríamos de ter, e ainda que não aceitemos a ideia de montanha-russa de Kane Parsons, a beleza de sua estrutura é inebriante demais para ignorar. </p>
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		<title>Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra mistura humor ácido em sátira sci-fi caótica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Giacobbo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na manhã de uma quinta-feira calorenta, no Rio de Janeiro, eu fui ao cinema assistir ao novo filme do criativo cineasta Gore Verbinski, o homem por trás da franquia Piratas do Caribe, que fez muito sucesso mundo afora. Neste novo filme, intitulado Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra, Gore Verbinski bebe de diversas fontes para contar uma [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Na manhã de uma quinta-feira calorenta, no Rio de Janeiro, eu fui ao cinema assistir ao novo filme do criativo cineasta Gore Verbinski, o homem por trás da franquia <em>Piratas do Caribe</em>, que fez muito sucesso mundo afora. Neste novo filme, intitulado <em>Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra</em>, Gore Verbinski bebe de diversas fontes para contar uma história ambientada em um futuro próximo, quase distópico.</p>



<p class="has-text-align-center">Um homem, um viajante do tempo sem nome, interpretado pelo ator Sam Rockwell, se materializa do nada, atravessando a porta de um daqueles restaurantes americanos clássicos, típicos de pinturas de Edward Hopper. Dentro desse bar soturno, com uma luz quase falhando, diversas pessoas jantam, cada uma imersa nos próprios pensamentos: um grupo de escoteiros com o chefe, jovens estudantes, uma mulher sozinha comendo uma torta, um casal que não se toca, como se estivesse separado por um unicórnio.</p>



<p class="has-text-align-center">Esse homem adentra o ambiente e anuncia: &#8220;Isso não é um assalto. Eu venho do futuro e venho recrutar cinco pessoas que vão me ajudar a salvar o mundo.&#8221; Óbvio que, em um primeiro momento, as pessoas duvidam, incrédulas, tiradas de suas rotinas. Elas tentam reagir, mas o homem, mal vestido, com um discurso improvável, começa a tocar nas vidas delas, falando detalhes que não poderiam ser conhecidos por alguém de fora.</p>



<p class="has-text-align-center">É aí que entendemos que aquela cena de&nbsp;<em>Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra</em>&nbsp;se repete pela milésima vez, porque, em todas as outras vezes, o plano falhou. Ele diz que precisa combater uma inteligência artificial que está, aos poucos, robotizando a sociedade. A cena de adolescentes hipnotizados pelo celular é um símbolo disso. No fim, ele consegue recrutar, com muito custo, cinco voluntários, e a polícia chega, cercando o local. Ele diz a eles que devem ir até a casa de um menino de nove anos, que está, naquele exato instante, criando a tal inteligência artificial.</p>



<p class="has-text-align-center">A partir daí, as referências se multiplicam em&nbsp;<em>Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra</em>. Há ecos de Edgar Wright, na&nbsp;<em>Trilogia Cornetto</em>, de filmes de zumbis e de&nbsp;<em>O Exterminador do Futuro</em>, com Ingrid, a personagem de Haley Lu Richardson, evocando Sarah Connor. Verbinski, assim, cria uma ficção científica futurista que, no entanto, dialoga com o presente. O filme não promete um final feliz, como em&nbsp;<em>Feitiço do Tempo</em>, mas se apropria dessa repetição para expor uma crítica aguda à nossa sociedade: uma sociedade que perdeu o diálogo, que se prendeu aos dispositivos e se tornou escrava da tela.</p>



<p class="has-text-align-center">Com um elenco competente, liderado por Sam Rockwell e Haley Lu Richardson, e que conta ainda com Juno Temple, Michael Peña e Zazie Beetz, o filme é uma montanha-russa emocional, uma crítica atual e, ao mesmo tempo, um convite à reflexão. Eu recomendo fortemente&nbsp;<em>Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra</em>. As pessoas não vão precisar de tanta sorte assim ao escolher ver esse filme. Vão se divertir e, sinceramente, ninguém vai morrer por causa dele, mesmo que não gostem tanto quanto este crítico.</p>



<p class="has-text-align-center">Desliguem os celulares e excelente diversão.</p>



<p></p>
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		<title>Michael: Antoine Fuqua leva as telas a criação do Rei do Pop</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alê Shcolnik]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 13:27:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Jackson]]></category>
		<category><![CDATA[musica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cinebiografia Michael, enfim, chega aos cinemas, com direção de Antoine Fuqua (Dia de Treinamento) e roteiro de John Logan (Gladiador). O filme explora a trajetória complexa do Rei do Pop, desde a infância no grupo Jackson 5 até o auge da fama mundial e as polêmicas de sua vida pessoal. Michael Jackson é interpretado brilhantemente pelo [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<p class="has-text-align-center">A cinebiografia Michael, enfim, chega aos cinemas, com direção de Antoine Fuqua (<em>Dia de Treinamento</em>) e roteiro de John Logan (<em>Gladiador</em>). O filme explora a trajetória complexa do Rei do Pop, desde a infância no grupo Jackson 5 até o auge da fama mundial e as polêmicas de sua vida pessoal.</p>



<p class="has-text-align-center">Michael Jackson é interpretado brilhantemente pelo seu sobrinho, Jaafar Jackson. Sua atuação  oferece semelhança física e vocal impressionante. Aliás, para atingir o nível de fidelidade esperado, Jaafar passou por um treinamento intensivo de mais de um ano, focado em mimetizar os movimentos e a voz de Michael. E o fez muito bem, o trabalho de corpo e voz apresentado é milimétrico e completamente preciso, apresentando um ótimo ator em sua estreia. Jaafar Jackson está fenomenal com uma atuação fora de série!</p>



<p class="has-text-align-center">O elenco conta com Colman Domingo como o patriarca, Joe Jackson em grande atuação, enquanto Nia Long assume o papel de Katherine Jackson. Ambos os atores fazem o contraponto perfeito na vida de Michael Jackson. Já ator Miles Teller como o advogado e empresário John Branca, parece um pouco desconfortável no papel. </p>



<p class="has-text-align-center">Sempre soubemos que a relação entre Michael Jackson e seu pai não é apenas um detalhe narrativo, mas o coração pulsante de sua história. E o filme faz uso desse vínculo com firmeza, revelando como os conflitos geraram suas fragilidades. </p>



<p class="has-text-align-center"> A história do fenômeno musical passa pelos seus primeiros dias na Motown, se apresentando com seus irmãos no Jackson 5, até sua ascensão como artista solo. Além disso, o filme conta com cerca de 13 canções icônicas, com requinte de detalhes em suas produções audiovisuais. </p>



<p class="has-text-align-center"><em>Michael </em>proporciona uma imersão completa na evolução artística do cantor ao longo das décadas retratadas na tela. A Direção de Arte e figurino recria tudo com riqueza de detalhes e as cenas musicais são construídas como verdadeiras experiências sensoriais.</p>



<p class="has-text-align-center">A direção de Antoine Fuqua é precisa, com ritmo consistente, sem excesso e gostinho de quero mais. O público é conduzido com equilíbrio, acompanhando a ascensão de um artista que não apenas alcançou o sucesso, mas redefiniu os limites da música Pop. </p>
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		<title>Vidas entrelaçadas traz Angelina Jolie em força descomunal sobre o ato de ser feminino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Angelina Jolie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Narrativas que envolvem a conjugação de três ou mais histórias têm uma boa chance de naufragar antes de terminar seu percurso. Filmes de episódios tendem a mostrar lados diferentes de uma mesma moral, e isso nem sempre se configura de maneira positiva. A diretora Alice Winocour tem uma carreira bem sucedida na França (produziu&#160;Cinco Graças, [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Narrativas que envolvem a conjugação de três ou mais histórias têm uma boa chance de naufragar antes de terminar seu percurso. Filmes de episódios tendem a mostrar lados diferentes de uma mesma moral, e isso nem sempre se configura de maneira positiva. A diretora Alice Winocour tem uma carreira bem sucedida na França (produziu&nbsp;<em>Cinco Graças</em>, indicado ao Oscar 10 anos atrás), mas talvez chegue aqui em sua cartada mais ambiciosa. Mapeando a história de três mulheres que se esbarram em um mesmo evento,&nbsp;<em>Vidas Entrelaçadas&nbsp;</em>acompanha Maxine, Angèle e Ada, que têm em comum, além de estarem juntas para um mesmo trabalho temporário, também são mulheres que entendem seu lugar no mundo, o que não significa algo positivo, em seu tempo.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Ao mesmo tempo em que existem os descompassos de tempo e importância de parte a parte,&nbsp;<em>Vidas Entrelaçadas&nbsp;</em>também exibe uma sensibilidade rara mesmo em se tratando de uma narrativa feminina dirigida por uma mulher. São minúcias que o roteiro positivamente não trata de verbalizar, apenas deixa correr à margem o que é sentido pelas personagens. Temas como maternidade, não-pertencimento, solidão, trabalho, o papel e o lugar da mulher na sociedade hoje, seus males emocionais e físicos, passeiam pela tela, e se não são desfiados em sua totalidade, ainda assim ampliam um recorte estrutural para aquelas personagens. Estão em lugares crescentes dentro da arena sócio-econômica do mundo que nos rodeia, mas isso não as impede de deflagrar seus conflitos e seus desejos de mudança.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Em determinado momento, a personagem de Jolie faz uma descoberta&nbsp;terrível sobre si mesma e sua composição verbal acaba por se destacar. O roteiro, que também é de Winocour, aproxima seus personagens sem aplicar qualquer sombra de didatismo sobre os mesmos. É um desafio destacar tal texto em um longa que muitas vezes prescinde da fala em detrimento a um momento de reflexão. Por mais de uma vez, flagramos o trio de protagonistas suspensas em seus pensamentos, com a câmera observando -sem contemplação, apenas a investigação de gênero que aqui não se propõe a encontrar uma resposta em meio ao caos emocional.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Obviamente, a história da personagem de Jolie é mais explorada (ao menos um tanto) que as demais, o que não apenas configura superexposição, como também trai o ritmo original do filme. Se existe espaço maior a uma composição narrativa, isso significa que as atrizes aproveitam como podem essa fatia conquistada; ao invés disso, temos três espaços narrativos absolutamente distintos. Com isso, o espectador exige mais de suas figuras pouco protagonistas, que apresentam seu discurso de classe. Mesmo assim, a união não perde a piada e pede revisões de estados, cujo modelo base realmente não configura atraso, mas um dilema contemporâneo entre realizar-se profissionalmente e viver com a liberdade que vislumbra.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">O universo do trabalho de&nbsp;<em>Vidas Entrelaçadas&nbsp;</em>é bastante feminino: o mundo da moda. As três personagens&nbsp;são instrumentos para a realização de um desfile &#8211; uma modelo recém descoberta, uma costureira do evento e a diretora de cinema que atua como responsável pelo visagismo do projeto. Estão em três estágios diversos dentro do que fazem, e estão de alguma maneira fora da sintonia do que está prestes a acontecer. Mas o breve encontro que está prestes a acontecer terá uma posição determinante dentro de suas vidas. Das três, a história da jovem costureira é a mais sacrificada em cena, tendo quase nenhum dado para compor o que está sendo apresentado, claramente um ponto negativo pela ausência de relevância deliberada.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Em contrapartida, a personagem vivida por Angelina Jolie é a mais elaborada, com isso sendo um pequeno presente para a atriz. Através dela, a estrela vencedora do Oscar por&nbsp;<em>Garota, Interrompida&nbsp;</em>pode exercer alguns papéis preponderantes em sua vida pessoal, ter a complexidade necessária para seu fascínio e estar em um espaço de poder cuja sua imagem não quebre a credibilidade do projeto, do avesso até.&nbsp;<em>Vidas Entrelaçadas&nbsp;</em>existe para defender o olhar que reside quase inteiramente dentro dela: a força descomunal e a perseverança do próprio ato de ser feminino. As constantes perdas às quais uma mulher é confrontada, quantas batalhas são diariamente travadas pelo posto que não é fácil de ser reconhecido e alcançado, e como o status estabelecido é um véu fino demais, a ponto de ser destruído na próxima curva. Ainda que fora da uniformidade, o longa de Winocour reconhece e aponta sua base de reflexão, e emociona com uma insuspeita Jolie à sua frente.&nbsp;</p>
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		<title>Rio de Sangue traz protagonismo feminino em nova obra nacional policial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alice Wegmann]]></category>
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		<category><![CDATA[Giovanna Antonelli]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema de mercado brasileiro tem em abril de 2026 um desafio, que vai ser ainda mais reconfigurado nos próximos meses. Estamos vivendo semanas de estreias com potencial de comunicação ligadas ao thriller, em sequência Barba Ensopada de Sangue, Cinco Tipos de Medo, esse Rio de Sangue e semana que vem Papagaios. São quatro filmes de claras ambições de comunicação [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">O cinema de mercado brasileiro tem em abril de 2026 um desafio, que vai ser ainda mais reconfigurado nos próximos meses. Estamos vivendo semanas de estreias com potencial de comunicação ligadas ao thriller, em sequência <em>Barba Ensopada de Sangue</em>, <em>Cinco Tipos de Medo</em>, esse <em>Rio de Sangue </em>e semana que vem <em>Papagaios</em>. São quatro filmes de claras ambições de comunicação popular, onde todos poderiam encontrar seu espaço junto ao espectador com uma estratégia acertada. Dos quatro, <em>Rio de Sangue </em>deve ser o que mais pode alcançar tal resultado, por uma matemática tão simples quanto injusta: de todos, é o único lançamento de distribuidora &#8216;major&#8217; no mundo, no caso a Disney. Essa contradição entre ser um produto original da &#8216;casa do Mickey&#8217; e a natureza do que vemos, é, certamente, um dos pilares sedutores da obra. </p>



<p class="has-text-align-center">Em tese, existem muitas armadilhas em torno de&nbsp;<em>Rio de Sangue</em>. Escrito por 10 mãos, montado por 6 e fotografado por 4, essas são diretrizes que não carregam qualquer qualidade prévia para dentro de uma obra. Acaba soando, no papel, como um produto que passou por inúmeras tentativas de conserto, desde sua ideia original até sua concepção visual, até chegar em seu corte final. Tais créditos de abertura assustam quando percebemos a quantidade de pessoas envolvidas em um processo criativo que precisa ser mais controlado. O resultado impressiona, por que&nbsp;o provável auxílio de um ou outro profissional sanou o que poderia causar os embaraços narrativos e estéticos: o material é acima da média, definitivamente.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Os riscos eram muitos, o maior deles é a eterna dificuldade de lidar com os povos originários no tratamento deles na contemporaneidade, e o Norte do país sendo retratado, na regularidade, de maneira discriminatória. Ainda que sigam alguns dos problemas mais tradicionais, como a falta de representatividade entre os atores e as necessidades de seus personagens,&nbsp;<em>Rio de Sangue&nbsp;</em>cobre tais pecados com um elenco de grandes intérpretes. Giovanna Antonelli, Alice Wegmann, Ravel Andrade, Felipe Simas, Rui Ricardo Dias mas principalmente Antonio Calloni e Vinícius de Oliveira são um grupo excelente. O segundo aqui tem seu melhor momento desde&nbsp;<em>Central do Brasil</em>, utilizando uma coloquialidade intrínseca à violência local; a cena do confronto entre ele e Wegmann no garimpo é das melhores do filme.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">E por falar em violência, é feliz que sejamos colocados a par de uma história onde tais elementos sejam tratados com crueza, como na cena da chegada na aldeia, ou em como cada poça de sangue é derramada em cena. Não se trata de exaltar esse espaço que existe dentro de um certo gangsterismo possível na Amazônia, um desses decalques dentro do que é sabido, ou imaginado. Patrícia é uma policial jurada de morte que precisa da ajuda da filha para se proteger, mas acaba não conseguindo fugir de uma perseguição que a violência empreende até ela. Todas as ações soam críveis, por adentrar universos que tradicionalmente são carregados de homens letais.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Aliás, a trama de <em>Rio de Sangue </em>passa longe de conseguir algum resquício que seja de originalidade, mas isso não é um problema <em>a priori</em>. Tudo que é contado pelos cinco roteiristas (incluindo o genial Dennison Ramalho, diretor de <em>Morto Não Fala</em>) carrega sedução pelo seu ambiente fora dos padrões, e pela maneira como tudo alimenta o bom gosto estético. Gustavo Bonafé, que tinha dirigido o igualmente surpreendente <em>Legalize Já</em>, é um cineasta cujas qualidades nunca são caladas por algum esquematismo. Pelo contrário, ele consegue torcer nossa expectativa mais negativa e transformar seu produto, ir além da qualidade e dar relevância ao que assistimos. Ainda que a narração de Fidelis Baniwa seja didática e por vezes anti climática nos lugares comuns declamados, o ator está bem em cena, com uma presença que dignifica todo o setor de atores de origem indígena.</p>



<p class="has-text-align-center">Existe uma crueza no tratamento temático, e até alguma crueldade ao redor de seus tipos, que muitas vezes não terão saída. Mas o rumo que cada um toma, os dilemas que mocinhas e bandidos enfrentam, são genuínos em seu tratamento. Em tempos onde o nosso cinema precisa ser recompensado pela quantidade de material do qual somos bombardeados, um filme como esse renova a capacidade de comunicação com um público que não tem escolhido necessariamente a ele. Além de ser uma surpresa, o filme de Bonafé chama atenção para &#8220;causas importantes&#8221; sem explorar suas possibilidades de maneira oca. Caso a narração em off auto explicativa e de qualidade textual duvidosa fosse deletada, talvez estivéssemos diante de uma produção para disputar listas de melhores do ano. Do jeito que ficou, esse é &#8220;apenas&#8221; um ótimo filme.</p>
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		<title>Mestras do Macabro – As Cineastas do Horror ao Redor do Mundo retorna ao CCBB</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 12:31:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Mostras de Cinemas]]></category>
		<category><![CDATA[CCBB]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[horror]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após a primeira edição da mostra, realizada em março de 2025, Mestras do Macabro – As Cineastas do Horror ao Redor do Mundo retorna ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ), de 15 de abril a 18 de maio de 2026, com uma proposta curatorial organizada em torno de eixos temáticos, ampliando o [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Após a primeira edição da mostra, realizada em março de 2025, <em>Mestras do Macabro – As Cineastas do Horror ao Redor do Mundo</em> retorna ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ), de 15 de abril a 18 de maio de 2026, com uma proposta curatorial organizada em torno de eixos temáticos, ampliando o olhar sobre diferentes vertentes e abordagens do macabro sob perspectiva feminina. Os ingressos para os filmes podem ser retirados a partir das 9h do dia da exibição, na bilheteria física ou no site do CCBB RJ.</p>



<p class="has-text-align-center">A curadora Beatriz Saldanha selecionou 38 títulos — sendo 31 filmes dirigidos por mulheres e outros sete com participação feminina em funções essenciais como roteiro, montagem, fotografia, trilha sonora, maquiagem e efeitos especiais. Entre os temas que estruturam a seleção estão as vampiras contemporâneas, o misticismo e a religiosidade, e a representação da chamada &#8220;loucura&#8221; feminina, um dos tópicos mais recorrentes e controversos do horror.</p>



<p class="has-text-align-center">Apesar do foco em produções recentes, a mostra mantém o compromisso com o resgate histórico. A sessão de abertura apresenta&nbsp;<em>Hollywood 90028</em>&nbsp;(1973), de Christina Hornisher, obra que foi redescoberta internacionalmente e que chama a atenção pelo retrato amargo da desilusão com o sonho da indústria cinematográfica mais cobiçada do mundo.</p>



<p class="has-text-align-center">Um dos destaques desta edição é a homenagem à cineasta francesa Marina de Van, com a exibição de três de seus longas:&nbsp;<em>Encontro com o passado</em>, estrelado por Sophie Marceau e Monica Bellucci;&nbsp;<em>O lado sombrio,&nbsp;</em>uma história sobrenatural perturbadora; e&nbsp;<em>Em minha pele</em>, o seu filme cult, considerado como um dos títulos mais emblemáticos do chamado &#8220;novo extremismo francês&#8221;. Diretora, roteirista e atriz, Marina de Van aborda de maneira franca e bastante pessoal temas delicados como a relação da mulher com o próprio corpo.</p>



<p class="has-text-align-center">A mostra também destaca a trajetória da<em>&nbsp;videomaker&nbsp;</em>Cecelia Condit, que realizou alguns dos trabalhos mais importantes no campo do cinema experimental, com curtas como<em>&nbsp;Talvez em Michigan</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Debaixo da pele</em>. Em seus filmes, Cecelia evoca as narrativas dos contos de fadas para discutir questões familiares profundas, bem como o horror da violência contra as mulheres, através de uma estética que mais se assemelha a pesadelos. &#8220;É uma cineasta brilhante, extremamente generosa e seus filmes precisam ser vistos, ainda mais se considerarmos que, infelizmente, a violência contra as mulheres está presente na sociedade atual de maneira intolerável&#8221;, ressalta Beatriz Saldanha.</p>



<p class="has-text-align-center">A produção brasileira contemporânea marca presença com a pré-estreia de&nbsp;<em>Love Kills</em>, de Luiza Schelling Tubaldini, sessões especiais de&nbsp;<em>Virtuosas</em>, de Cíntia Domit Bittar, de&nbsp;<em>O despertar de Lilith</em>, de Monica Demes, e de curtas-metragens estrelados por Gilda Nomacce, a &#8220;rainha do grito&#8221;, reconhecida por seus papéis no cinema de gênero.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A programação inclui ainda sessões especiais com títulos derivados ou continuações de franquias populares, como&nbsp;<em>Pesadelo final: a morte de Freddy</em>,&nbsp;<em>Criaturas 3</em>&nbsp;— primeiro filme estrelado por Leonardo DiCaprio — e&nbsp;<em>A maldição de Carrie</em>, título que foi bastante pedido pelo público na primeira edição da mostra.</p>



<p class="has-text-align-center">A mostra realizará sessões inclusivas dos filmes&nbsp;<em>Love Kills</em>,&nbsp;<em>Criaturas 3</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Virtuosas</em>. O público poderá usar os recursos de acessibilidade (legenda descritiva, audiodescrição, Libras) através do aplicativo MobLoad, disponível gratuitamente nos formatos Android e IOS.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>ATIVIDADES EXTRAS</strong></p>



<p class="has-text-align-center">Além das exibições dos filmes, a mostra promove uma série de atividades formativas e reflexivas, como debates, sessões comentadas e curso.</p>



<p class="has-text-align-center">No dia 16 de abril, às 18h10, após a sessão de&nbsp;<em>Possessão</em>, acontece o debate &#8220;Olhando além da diretora: criação, excessos e autoria feminina no horror&#8221;, com Cássia Ferreira, pesquisadora e jornalista, mestra em Comunicação pela UERJ, e Kimberly Palermo,&nbsp;cineasta e mestranda em Cinema e Audiovisual pela UFF. A mediação será da curadora Beatriz Saldanha.</p>



<p class="has-text-align-center">No dia seguinte (17/04), sexta-feira, às 19h, a diretora Luiza Schelling Tubaldini conversa com o público, após a pré-estreia de seu longa-metragem&nbsp;<em>Love Kills</em>. Outra cineasta que estará presente para um bate-papo será Monica Demes, que apresenta&nbsp;<em>O Despertar de Lilith</em>, no dia 6 de maio, às 17h30.</p>



<p class="has-text-align-center">A mostra oferece ainda a&nbsp;<em>masterclass</em>&nbsp;&#8220;Rainha do grito por excelência: técnicas de performance para filmes de horror&#8221; com a atriz Gilda Nomacce. Será um encontro com duração de 2h no dia 25 de abril, com início às 15h. Haverá entrega de certificado aos participantes. As senhas serão distribuídas a partir das 14h.</p>



<p class="has-text-align-center">A idealizadora e curadora da mostra Beatriz Saldanha, Doutoranda em Comunicação Audiovisual pela UAM, ministrará o curso &#8220;A abjeção feminina como estratégia de libertação no cinema de horror&#8221;. Serão dois encontros, com duração de 2h cada, nos dias 7 e 8 de maio, às 17h30, no Cinema 2. O curso propõe uma introdução ao conceito de abjeção feminina no cinema de horror, a partir de referenciais teóricos como Mary Douglas, Julia Kristeva e Barbara Creed, analisando como imagens de corpos femininos monstruosos, abjetos ou desviantes podem representar não apenas como instrumentos de controle simbólico, mas também resistência e libertação através de estratégias de ruptura. Por meio de exemplos do cinema de horror clássico e contemporâneo, o curso discutirá a relação entre gênero, corpo, violência e transformação, instigando a reflexão e o debate sobre o potencial político e estético da abjeção. Haverá entrega de certificado e as senhas serão distribuídas 1h antes do início das aulas.</p>



<p class="has-text-align-center">Por fim, mas não menos impactante, o CCBB realiza a sua primeira&nbsp;festa &#8220;Noite no Museu – Mestras do Macabro&#8221;, que acontece no dia 17 de abril. Será uma experiência que mistura cinema e música, uma noite para celebrar o imaginário gótico com a sessão especial de&nbsp;<em>Love Kills</em>, às 19h, seguida de festa com DJ Cammy e show de Ana Cañas.&nbsp;O evento contará com comidinhas e bebidinhas do bar Labuta. Aqueles que retirarem ingresso para o filme já garantem presença na festa. Os ingressos para a &#8220;Noite no Museu&#8221; já estão disponíveis na bilheteria física e no site do CCBB –&nbsp;<a href="http://bb.com.br/cultura" target="_blank" rel="noreferrer noopener">bb.com.br/cultura</a>.</p>



<p class="has-text-align-center">Serviço: De 15 de abril a 18 de maio de 2026 / Ingressos para as sessões dos filmes e os debates:&nbsp;retirada&nbsp;a partir das 9h do dia da exibição/atividade, na bilheteria física ou&nbsp;no site&nbsp;<a href="http://bb.com.br/cultura" target="_blank" rel="noreferrer noopener">bb.com.br/cultura</a> / Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro Rua Primeiro de Março 66, Centro / Confira a PROGRAMAÇÃO COMPLETA no site<strong>&nbsp;<a href="http://bb.com.br/cultura" target="_blank" rel="noreferrer noopener">bb.com.br/cultura</a></strong></p>
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		<title> Lady Gaga e Doechi lançam hoje a canção &#8220;Runway&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 14:34:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA["Runway"]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Doechi]]></category>
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		<category><![CDATA[musica]]></category>
		<category><![CDATA[O Diabo Veste Prada 2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> Lady Gaga e Doechi lançam hoje a canção &#8220;Runway&#8221;, a primeira música revelada do filme O Diabo Veste Prada 2. A colaboração foi anunciada no início desta semana, quando a música foi incluída no trailer final do filme.  Ouça &#8220;Runway&#8221; AQUI. &#8220;Runway&#8221; foi composta por Bruno Mars, Jaylah Hickmon, Gaga, Andrew Watt, Henry Walter, Dernst &#8220;D&#8217;Mile&#8221; Emile II [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"> Lady Gaga e Doechi lançam hoje a canção &#8220;Runway&#8221;, a primeira música revelada do filme <em>O Diabo Veste Prada 2.</em> A colaboração foi anunciada no início desta semana, quando a música foi incluída no trailer final do filme.  Ouça &#8220;Runway&#8221;<a href="https://br.umusic-online.com/c/AQiHlA4Qlt83GMiukN8BIIX27g0o2_r2FU26dlOBAjYJY32PbDRjg4-yYVNgJKg2xNWf1Euyuobo" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> AQUI</a>.</p>



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<p class="has-text-align-center"> &#8220;Runway&#8221; foi composta por Bruno Mars, Jaylah Hickmon, Gaga, Andrew Watt, Henry Walter, Dernst &#8220;D&#8217;Mile&#8221; Emile II e Jayda Love, e produzida por Bruno Mars, Andrew Watt, Cirkut e D&#8217;Mile.</p>



<p class="has-text-align-center">A música marca a primeira colaboração entre Gaga e Doechii, que compartilham respeito e admiração mútuos. No ano passado, Doechii entregou a Gaga o Prêmio Innovator no iHeartRadio Music Awards, chamando a estrela de &#8220;uma salva-vidas&#8221; e refletindo sobre seu impacto em jovens fãs <em>queer</em> ao redor do mundo. Em uma entrevista recente à &#8220;Vogue&#8221; britânica, Gaga elogiou a arte de Doechii, escrevendo: &#8220;Não é sempre que se vê alguém surgir com uma caneta que parece imediatamente lendária. Para mim, essa pessoa é a Doechii&#8221;. </p>



<p class="has-text-align-center"> Feita para as pistas de dança, &#8220;Runway&#8221; chega antes do aguardadíssimo filme, que estreia nos cinemas em 1º de maio.</p>
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		<title>Canal Brasil homenageia Walter Salles</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 12:22:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Walter Salles]]></category>
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<p class="has-text-align-center">No domingo, 12 de abril, data em que Walter Salles completa 70 anos, o Canal Brasil exibe uma maratona em homenagem ao diretor, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional por <em>Ainda Estou Aqui</em> e nome ligado a algumas das obras mais marcantes do cinema brasileiro nas últimas décadas. A programação, que vai ao ar a partir de meio-dia, é dedicada à força e à coerência de sua trajetória, percorrendo diferentes momentos de sua filmografia. A seleção reúne, além de clássicos como &#8216;Central do Brasil&#8217;, curtas, documentários e uma entrevista com Amir Labaki.</p>



<p class="has-text-align-center">A programação começa às 12h com o episódio de &#8216;Cineastas do Real&#8217; dedicado a Walter Salles. Na conversa conduzida por Amir Labaki, o diretor fala sobre sua obra, seus processos criativos e a maneira como o documentário atravessa sua relação com a ficção. Em seguida, às 12h30, vai ao ar o curta &#8216;Socorro Nobre&#8217;, de 1996, sobre uma presidiária de Salvador que, após ler uma reportagem, se identifica com Franz Krajcberg e decide escrever uma carta para o artista. A história real de Socorro mais tarde inspiraria a criação da personagem Dora, de &#8216;Central do Brasil&#8217;.</p>



<p class="has-text-align-center">Às 12h55, o Canal Brasil exibe &#8216;Jia Zhangke, Um Homem de Fenyang&#8217;, documentário de 2014 em que Walter Salles acompanha o cineasta chinês Jia Zhangke em um retorno à cidade natal e a locações de seus filme, revelando a relação entre paisagem, memória e criação no trabalho do diretor. Depois, às 14h35, entra em cena o curta &#8216;Quando a Terra Treme&#8217;, de 2017, que retrata a vida de uma família devastada pela tragédia das enchentes em Mariana, em Minas Gerais.</p>



<p class="has-text-align-center">A partir das 15h05, a maratona segue com &#8216;O Primeiro Dia&#8217;, dirigido por Walter Salles e Daniela Thomas. No longa, João, interpretado por Luiz Carlos Vasconcelos, foge da prisão na véspera do Ano Novo e cruza o caminho de Maria, personagem de Fernanda Torres, que vive isolada em seu apartamento. Na sequência, às 16h25, vai ao ar &#8216;Terra Estrangeira&#8217;, dirigido por Walter Salles e Daniela Thomas, em que Paco, vivido por Fernando Alves Pinto, deixa o Brasil após a morte da mãe e segue para Lisboa, onde se envolve, ao lado de Alex e Miguel, personagens de Fernanda Torres e Alexandre Borges, em um esquema de contrabando.</p>



<p class="has-text-align-center">Encerrando a homenagem, às 18h05, o Canal Brasil exibe &#8216;Central do Brasil&#8217;, longa de 1998 estrelado por Fernanda Montenegro e Vinícius de Oliveira. O filme acompanha a jornada de Dora, ex-professora que escreve cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, e Josué, menino que fica órfão de mãe e parte em busca do pai pelo interior do Nordeste. O longa levou Fernanda Montenegro à indicação ao Oscar de Melhor Atriz em 1999, a primeira para uma atriz latino-americana, e venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro no mesmo ano, quando a atriz também foi premiada como Melhor Atriz em Filme Dramático.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Maratona Walter Salles&nbsp;</strong></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Horário:&nbsp;</strong>Domingo,<strong>&nbsp;</strong>dia 12/04, a partir de 12h</p>
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		<title>Jim Jarmuch marginaliza a dor silenciosa da interação humana, em novo filme.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alê Shcolnik]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Jim Jarmuch]]></category>
		<category><![CDATA[Jim Jarmusch]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jim Jarmusch está de volta aos cinemas em um filme sobre cotidianos familiares e a dimensão do tempo vs. rotina. Pai, Mãe, Irmã, Irmão é um filme minimalista sobre três histórias familiares que transmite uma sensação simultaneamente melancólica e comovente. Com raízes focadas nos personagens e com fortes atuações do elenco, destaque para Cate Blanchett, [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center" id="tw-target-text">Jim Jarmusch está de volta aos cinemas em um filme sobre cotidianos familiares e a dimensão do tempo vs. rotina. <em>Pai, Mãe, Irmã, Irmão</em> é um filme minimalista sobre três histórias familiares que transmite uma sensação simultaneamente melancólica e comovente. </p>



<p class="has-text-align-center" id="tw-target-text">Com raízes focadas nos personagens e com fortes atuações do elenco, destaque para Cate Blanchett, Adam Driver e Tom Waits por incorporarem profundamente seus personagens, o diretor entrega um filme familiar, saudoso pela sua essência e cheio de conexões interpessoais. O diretor trata temas comuns em sua obra marginalizando a dor silenciosa da interação humana.</p>



<p class="has-text-align-center" id="tw-target-text">Mesclando melancolia com humor sutil, <em>Pai, Mãe, Irmã, Irmão</em> é composto por três histórias separadas, ambientadas em locais diferentes (EUA, Dublin, Paris), que se ecoam mutuamente, Jim Jarmuch traz à cena uma imagem delicada, muitas vezes silenciosa sobre relacionamentos familiares.</p>



<p class="has-text-align-center" id="tw-target-text">Com estética discreta, a fotografia, ora cinzenta, ora amarelada, traduz a rotina familiar em um roteiro que é uma proeza poética sobre a vida. <em>Pai, Mãe, Irmã, Irmão e Irmã</em> traz, surpreendentemente, uma visão da vida sem ambição, orientado apenas pela ação de viver, é, certamente, um filme sóbrio e altamente cru sobre as pequenas reflexões da vida.</p>



<p class="has-text-align-center" id="tw-target-text"> Em seu novo filme, Jim Jarmusch consegue ser profundamente agradável, nos oferecendo algo novo e pessoal  sobre a rotina de seus protagonistas, que sobrevivem com muitas possibilidades em drama sutilmente cômico. Por fim, fica a sensação de mortalidade e a nuvem de escuridão que se adensa sobre nossas cabeças ao entrarmos na meia-idade como uma preocupação constante e persistente com a saúde de nossos pais idosos.</p>



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