Em Terra Fria, Nikki Caro (Encantadora de Baleias), centra mais uma vez sua filmografia numa protagonista feminina vivida por Charlize Theron, ganhadora do Oscar e o Urso de Prata em Berlim por “Monster – Desejo Assassino“.

TERRA FRIA mostra a história real da mineradora Josey Aimes, que rendeu a Theron uma segunda indicação ao Oscar.

Numa cidade pequena dos EUA na década de 80, uma mineradora abre vagas de trabalho para população, numa década onde mulheres ainda não exerciam seu poder.

Num mundo dominado por e para os homens, meia dúzia de mulheres tentam sobreviver. Tachadas de vadias, promíscuas, sofrem assédios sexuais e são alvos de brincadeiras de mau gosto dos homens que se divertem inferiorizando o sexo frágil.

É nesse ambiente que Josey Aimes se rebela e resolve denunciar a fábrica, o que ocasionou numa luta de quatro anos e resultou no 1° processo de assédio sexual dos EUA, isso em 1989. O filme, embora melodramático e forte, tem atuações primorosas e convence do inicio ao fim.
Tal história desperta em nós uma sede pela justiça e pela vingança da personagem. Queremos seu respeito ao mesmo tempo em que se vingue. Descobrimos em nós sentimentos antagônicos que podem detonar em ações impulsivas.

A bela fotografia, que nos remete ao árido das relações, num mundo onde não há justiça trabalhista e paralelo a luta pelos seus direitos – por exemplo, um banheiro móvel – vemos mulheres vulneráveis, tentando sobreviver num mundo onde não há espaço para elas.

TERRA FRIA é daqueles filmes que fazem diferença e que entram para a história como referência. Um filme pertinente num mundo ainda dominado pelo complexo masculino sobre nós mulheres – o verdadeiro sexo forte.

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