Um ótimo argumento, um bom roteiro e uma fraca execução, é assim que defino Federal, filme do diretor Erik de Castro.
Parece que a combinação o efeito violência versus drogas versus sexo nunca sai da moda nos filmes brasileiros, e com Federal não é diferente. Várias cenas são jogadas na cara do espectador com o intuito de chocar. As sequências são forçadas, as atuações não rendem e os personagens são limitados!
O personagem de Carlos Alberto Riccelli é muito bom, mas ainda assim falta um pouco do “Capitão Nascimento” nele, falta voz de comando!

A presença do aclamado ator americano Michael Madsen deveria limitar-se ao trailer, que por sinal foi muito bem elaborado. O cantor e compositor Eduardo Dusek também participa do longa como um dos vilões, e acredite se quiser, seu trabalho rendeu muito mais do que o de Riccelli!

A ex miss Colômbia, Carolina Gómez, também participa do longa como par romântico do personagem de Selton Mello. A personagem aparece mais pelo seu rostinho e corpinho bonito do que pelas suas falas, que muitas vezes são difícieis de entender.

Pra quem não sabe, o título do filme remete-se a duas coisas: à capital canarinha e à Polícia Federal brasileira.

Corrupção, política, crime organizado e julgamento de caráter são apenas alguns dos assuntos expostos pelo roteiro, assinado pelo próprio Erik de Castro ao lado de Érico Beduschi e Heber Moura. O que fica, na verdade, é a clara inexperiência do diretor desta produção de baixa qualidade técnica!

A produção que foi orçada em R$ 5 milhões levou quatro anos para ser finalizada, devido à batalha do diretor para se inscrever em diversos editais e aguardar a liberação dos recursos até a conclusão da obra.

Durante o Festival do Rio, o ator Michael Madsen esteve no Brasil para a primeira exibição do filme que foi selecionado para Mostra Panaroma Mundial do Festival do Rio.

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