Mais do que um exercício de cinema surrealista e nonsense, o novo filme do cineasta chileno Jorge Durán (Proibido Proibir) é a consolidação de Cauã Reymond como um ótimo ator de cinema, e não apenas um galã de novelas televisivas.
Radicado no Rio de Janeiro há 38 anos, Durán escolheu em Não Se Pode Viver Sem Amor, locações da cidade distantes da imagem turística carioca que costuma ser retratada em obras de ficção.
O roteiro de Dani Patarra e do diretor Jorge Durán segue a linha Paul Haggis mostrando as vidas de vários personagens se cruzando numa véspera de Natal no Rio de Janeiro.
O filme se sustenta muito bem até a metade, mesmo com um personagem infantil um tanto irritante. Cenas como a do assalto frustrado numa padaria ou o banho de chuva no meio da rua são ótimas e alimentam a expectativa do espectador.
O Centro, a Zona Portuária e o Morro da Conceição servem de paisagem para uma trama que alterna em seu roteiro nuances sobrenaturais com a crueza da natureza humana e da vida em sociedade.

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