A adaptação da célebre obra “Os Miseráveis”  de 1862, do escritor francês Victor Hugo conta a história de Jean Valjean um homem libertado da prisão, que refaz a sua vida.
Nesse meio tempo, Javert descobre que o bondoso prefeito é na verdade o fugitivo Valjean e sai atrás dele por todos os cantos da França. A perseguição dura quase duas décadas, no meio disso acontece a Revolução de 1832, organizada por estudantes que pretendia destituir a monarquia na França e trazer mais igualdade social ao país.
Cabe ressaltar que a miséria, a fome e o desemprego na nação neste período eram extremamente elevados.

Baseado na peça da Broadway, “Les Miserables”, o filme é divido exatamente em 3 atos através da fotografia.

Com uma fotografia mais escura e fechada no primeiro ato, o filme apresenta os protagonistas (Hugh Jackman e Anne Hathaway) e seu antagonista (Russel Crowe). O segundo ato abre com uma fotografia bem mais iluminada que representa a busca de liberdade do povo e o terceiro ato mistura um pouco da fotografia dos atos 1 e 2 representando a revolução.
Emotiva, pesada e com uma bela cinematografia, essa adaptação de “Os Miseráveis” certamente não vai desapontar quem viu a versão teatral.
Na trilha estão músicas bem conhecidas, como “I Dreamed a Dream” (interpretada por Anne Hathaway, que deve ganhar o Oscar de melhor atriz coadjuvante), “Master of The House” (a parte cômica do filme, a cargo de Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter), “Stars” (Crowe), “Bring Him Home” (Jackman), “On My Own” (Samanta Barks), “Do You Hear The People Sing” (parte do elenco) e outros.
As atuações são de tirar o fôlego! Anne Hathaway está em sua melhor forma, em uma atuação digna de Oscar. Na execução da canção “I Dreamed a Dream” é possível ver como a atriz  trabalha bem os sentimentos. Anne proporciona realismo, dor  e emoção em todas as suas cenas. “Come To Me” é o segundo ponto alto, após “I Dreamed a Dream”. Anne chega a estar melhor nesse filme do que em “O Casamento de Rachel”, pelo qual foi indicada ao Oscar pela primeira vez.
Hugh Jackman é um ótimo ator, embora não seja tão espetacular como cantor. Ele soube passar muita emoção no filme, mas mesmo assim não teve voz o suficiente para executar o personagem com mais força, já o Russell Crowe teve um desempenho exemplar. Amanda Seyfried estava linda, graciosa, e cantando muito bem. Samantha Barks como Éponine surpreendeu. “On My Own” foi de tirar o fôlego de tão cativante. O elenco jovem também se destaca no filme.
“Os Miseráveis” é, realmente, um filme de alto nível. Atuação, elenco e produção impecáveis. Um filme grandioso e apaixonante!

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