O que leva um homem a largar a própria vida? Sofrimento, falta de direção, solidão?

Baseado no livro de Pascal Mercier, “Trem noturno para Lisboa” conta a saga de Raimund Gregorius, um professor de línguas clássicas que abandona a sua vida em Berna e toma um trem para Lisboa. Em sua bagagem está apenas um exemplar de reflexões filosóficas escrito pelo médico português Amadeu de Prado. Fascinado pelo livro, Gregorius decide investigar o autor.

Durante sua viagem, Raimund encontra pessoas que ficaram marcadas pelo médico, um homem excepcional, um poeta e combatente da ditadura.

O motivo de seguir em frente vai além da curiosidade de descobrir se Amadeus encontrou um significado para as indagações da alma inquieta. Raimund foi tocado de tal forma pelas indações do autor, que o fez buscar o significado de seus próprios questionamentos?

Em meio a essa aventura, o professor confronta a sua solidão, viajando ao encontro de si mesmo sem saber. Unidos de corpo e alma, os olhos deste homem revelam quase tudo que a plenitude e a eternidade que nunca teve.

O roteiro interessante e envolvente, nas mãos do diretor Bille August e da atuação de Jeremy Irons nos envolve nessa busca de auto-conhecimento.

Os fatores históricos e sociais são de suma importância para que a trama se desenvolva dinamicamente. As histórias paralelas são um artifício muito bem usado para que possamos concretizar a figura de Amadeu e assim adentrarmos a trama, e isso o filme faz isso com muita qualidade.

Fenômeno editorial na Europa que vendeu dois milhões e meio de exemplares desde que foi publicado em 2004, “Trem noturno para Lisboa” é uma trama sólida e serena com ótimas atuações e uma bela fotografia.

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