Os 50 anos de carreira de Françoise Forton e 50 apresentações da peça “Estúpido Cupido” serão festejados com a abertura da exposição em homenagem à atriz e apresentação para convidados do musical, no dia 09 de Novembro, às 21h, na Sala Baden Powell. Aos 8 anos de idade, em 1963, Françoise Forton, que morava em Brasília, estreou no teatro amador, num texto de Maria Clara Machado: “A Menina e o Vento”, na companhia Teatro Equipe. Em 1966, aos 10 anos, já profissionalmente, atuou ao lado de Glauce Rocha e Jorge Dória, em Pais Abstratos. Em 68/69 filmou um dos primeiros longas direcionados ao público infantojuvenil no cinema nacional, “Marcelo Zona Sul”, que também lançou Stepan Nercessian. Em 70, como uma das filhas de Paulo Autran, participou de “Édipo Rei”.

 Os 50 anos de carreira estão retratados na exposição: “FRANÇOISE FORTON – A INCANSÁVEL GUERREIRA DA ARTE.“ Ela é uma atriz que marcou a vida dos brasileiros. A trajetória profissional de Françoise – que interpretou personagens inesquecíveis no teatro, TV e cinema – está presente na memória afetiva do público”, define o curador da exposição, o colecionador Marcelo Del Cima.“Não tinha ideia que completaria 50 anos de carreira. O pesquisador Daniel Marano, através do Orlando Miranda que produziu Pais Abstratos, encontrou recortes de jornais, com matérias falando da estreia, em 1966, no Teatro Martins Penna, no Distrito Federal”, conta emocionada Françoise.

São 45 peças, 32 novelas, participações em minisséries e seriados, 9 longas e a Dança dos Famosos. A crítica teatral Tania Brandão sugeriu o título e escreveu o texto de apresentação da exposição. “Estrela, palavra simples, banal. Definir alguém de forma tão sumária pode ser um ato injusto. Em especial certas estrelas, que se definem não por atitudes ou vaidade, mas por uma trajetória de luta a favor da arte. Françoise Forton é isto: uma guerreira da arte. Estrela, sim, mas estrela de trabalho, amor e dedicação. Incansável, sua vida é uma exemplar trajetória de luta, prova de ouro que atesta a definição”, descreve Tania.

Estúpido Cupido alcançou 15 mil espectadores, desde a sua primeira apresentação em 07 de agosto.“Dançamos e cantamos juntos. A plateia fica cada vez mais à vontade. Cada um tem uma história. A comunicação do espetáculo é muito rápida e também surpreendente. Realizar o Estúpido Cupido no teatro é um presente, um prazer imenso”, conclui Forton. Para o autor foi um mergulho no tempo. “Como não tínhamos uma trilha sonora composta para a peça, revisitei todo o repertório da pré-jovem guarda para ver quais as músicas me ajudariam a contar a história”, afirma Flávio Marinho. “A peça é uma alegria, uma peça que faz uma festa. Tem sido uma felicidade constante, a beleza de ver o público se entregar e dançar até o final. Na hora que o Cupido ganha esse lugar, o espetáculo já passa do caráter de sucesso”, finaliza o diretor do musical Gilberto Gawronsky.

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