o-filho-eternoAdaptação do romance homônimo de Cristovão Tezza , O Filho Eterno foca na relação entre um pai e um filho com síndrome de Down. Roberto (Marcos Veras) é tomado de alegria quando a mulher, Cláudia (Débora Falabella), dá à luz durante a Copa do Mundo de 1986. Mas seu mundo vira de cabeça para baixo quando ele recebe a notícia de que a criança, Fabrício (Pedro Vinícius), tem a síndrome.

O interessante nessa história é que a narrativa dela avança pela performance da seleção brasileira de futebol. Marcado por datas importantes da Copa do mundo, a importância da paixão nacional é o ponto crucial entre a relação pai (apaixonado pelo esporte) e filho, que em princípio, soa deslocada, mas se justifica de maneira emocionante à medida em que o filme avança.

Cabe a Marcos Veras a difícil tarefa de conduzir o filme. Diante de um arco dramático forte e emocionante, cabe a ele a revolta do pai, que rejeita e nega a existência do filho que tanto sonhava, durante anos.  Em seu primeiro papel dramático no cinema, Veras está muito bem em cena! O ator se entrega incondicionalmente a um personagem que foge as telas e que, infelizmente, existem muitos por ai.

A mãe vivida por Débora Falabella cabe o amor incondicional pelo filho, sem contradições. Uma atuação cheia de sutilezas, digna de prêmios.

O Filho Eterno é um filme bonito e emocionante que tocará muitos corações, mesmo com uma trilha sonora melodramática.

Foto: Rosano Mauro

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