cartaz-saltimbancos_0Um dos artistas mais amados e populares de todo o país, que fez história na televisão brasileira com o fenômeno “Os Trapalhões”, eternizado com o personagem Didi, ícone da comédia brasileira e recordista de bilheteria em mais de 50 filmes que marcaram tantas gerações volta as telonas com uma belíssima homenagem ao Circo de Oscarito.

Com o picadeiro erguido com delicadeza, o 50º filme de Renato Aragão é uma homenagem à “Os Saltimbancos” , de 1981 de J. B. Tanko. Mesclando aventura, riso e música com equilíbrio, o diretor João Daniel Tikhomiroff aposta no lúdico, no lirismo do circo, brincando com a nostalgia dos adultos. (sim, os adultos vão se emocionar e muito), mesmo sendo voltado para o público infantil, a identificação maior serão dos pais que revivem a infância contemplada pelas trapalhadas de Didi Mocó e companhia.

Criado por Claudio Botelho e Charles Möeller, o musical homônimo que esteve nos palcos em 2016, foi transcrito para as telonas. No palco, o foco é na história de Didi e Dedé, dois funcionários humildes que se tornam a grande atração de um circo por conta da incrível capacidade de fazer o público rir. O sucesso desperta a ira do Barão, dono do circo, e do mágico Assis Satã, que passam a persegui-los.

O filme conta a história do Grande Circo Sumatra que enfrenta uma grande crise financeira desde a proibição de animais em espetáculos. Barão (Roberto Guilherme), dono do circo, aceita propostas indecorosas do prefeito (Nelson Freitas) para realizar leilões de gado, comícios e outros eventos alternativos no circo. Infelizes com a notícia, os artistas circenses decidem se reunir para montar um novo número e voltar a atrair o público, liderados por Didi (Renato Aragão) e Karina (Letícia Colin). O roteiro das atrações é idealizado por Didi a partir de sonhos mirabolantes que ele tem com animais falantes. Ele e sua trupe vão enfrentar a arrogância do gerente do circo Assis Satã (Marcos Frota), a cumplicidade de Tigrana (Alinne Moraes), a ganância do Barão e a prepotência do prefeito corrupto para tentar salvar o circo e levar adiante a ideia de um novo e sensacional espetáculo!

Fofo, cativante, bonito, Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo A Hollywood é uma grande homenagem à profissão de artista, ao valorizar o caráter artesanal do ofício e, principalmente, ao sublinhar o aspecto singelo do circo.

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