A verdadeira mente maligna deve saber improvisar quando seus planos diabólicos saem do rumo, e Zim, o invasor é um exemplo de tais mentes. O Invasor Zim era uma série animada criada pela Nickelodeon, transmitida entre 2001 e 2006. Além da arte (características por seu estilo obtuso, de contas retos), o roteiro e o tom da série eram um diferencial de outros desenhos da época, chegava as vezes ao limite do humor negro, e também ridicularizando toda a raça humana. Para um desenho, ele era muito maluco, escandaloso e muitas vezes assustador, porém hilário. E agora, a Netflix lançou um longa metragem da série, criado pelo mesmo autor da série animada, Jhonen Vasquez. Após passar 5 anos escondido dentro da privada, o terrível invasor do Império Irk, Zim, retorna para realizar seu novo plano para conquistar a Terra, e destruir seu inimigo, o jovem Dib. A Terra nem consegue imaginar o terror que a aguarda, algo tão terrível que o próprio Zim esqueceu.

Imediatamente se nota que Vasquez não perdeu a mão para sua criação, até conseguiu melhora-la. A trama da história parece muito mais como um grande especial do que um filme realmente, algo como um episódio de duas horas. Trazendo de volta umas das maiores qualidades da animação, o seu exagero. Exagero nunca é bom, porém no caso de Zim, ele se soma com o ridículo absurdo resultando numa comédia genial (quase como um Ricky and Morty, só que mais para crianças).

Fica evidente que o traço da animação melhorou, com cores mais profundas e saturadas. Além também se tem suavizados os cantos retos sem perder o estilo característico. Outro ponto muito bom, ainda mais para quem assistia o desenho, é que trouxeram de volta os dubladores originais (inclusive os brasileiros), o que dá um tiro certeiro na nostalgia de infância.

Em si o filme parece uma justificativa para reviver a série, sob o manto Netflix, pois ele se encerra de maneira aberta, como vários episódios faziam. Resta a expectativa e torcida para que Zim seja adotado por essa mãe que a Netflix é, que pode recriar a série para um público mais velho, que vai receber e apreciar o humor negro do roteiro.

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