Anna, novo filme de Heitor Dhalia, retrata a obsessão entre antagonista e protagonista, com o objetivo de perfeição, porém focados no orgulho de cada personagem. A trama traz uma remontagem de “Hamlet”, de Shakespeare, apresentando a gana da atriz Anna de viver a renomada Ofélia. Do outro lado, o polêmico e respeitado diretor Arthur, que busca realizar a melhor releitura já vista da obra.

Com uma narrativa que mistura realidade com o imaginário e delírio de seus personagens, o filme retrata a dinâmica dos ensaios, mas que por vezes duelam no palco em busca, principalmente, de uma aprovação do próprio diretor.

Anna apresenta um renomado diretor que impõe respeito aos atores. Pressionado pela produção executiva a fechar o mais breve possível o elenco da peça, ele deixa seu ego gritar mais alto em busca dos protagonistas perfeitos, que provavelmente, não existem, uma vez que a perfeição existe apenas dentro dele.

Com jogos de luzes, corpos e respiros, os sentimentos por vezes opostos, construírem a obra, com as figuras de poder no teatro que, aliás, se faz presente no filme na fala de ser e continuar rei. Arthur faz uma reflexão de grandes personagens shakesperianos como Rei Lear, Macbeth de estar no comando e de estar desafiado o tempo inteiro.  E é, justamente, ai que para cada um e a relação, aparentemente, vai além dos palcos em um jogo de provocação e ilusório.

Conhecido por filmes como O Cheiro do Ralo e Serra Pelada, Dhalia precisou lidar com as necessárias mudanças sociais trazidas pela onda feminista. O diretor teve que readaptar diversas vezes o roteiro de o filme à medida em que novos elementos e debates eram trazidos à tona.

Anna é dirigido por Heitor Dhalia, que também assina o roteiro em parceria com Nara Chaib Mendes.

 

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