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	<title>Patricia Costa, Autor em Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Patricia Costa, Autor em Rota Cult</title>
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		<title>Antes que eu me esqueça: Um convite a reflexão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patricia Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 May 2018 03:58:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vida é uma constante luta contra o tempo. Desde o momento que nascemos o nosso corpo começa a perecer, a se destruir. E essa, talvez, seja nossa maior incoerência. Passamos a vida lutando contra a morte e os efeitos do tempo, enquanto passamos a maior parte desse mesmo tempo esquecendo de viver, ignorando o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">A vida é uma constante luta contra o tempo. Desde o momento que nascemos o nosso corpo começa a perecer, a se destruir. E essa, talvez, seja nossa maior incoerência. Passamos a vida lutando contra a morte e os efeitos do tempo, enquanto passamos a maior parte desse mesmo tempo esquecendo de viver, ignorando o fato de sermos perecíveis, frágeis, criaturas passageiras, perdendo a oportunidade de valorizar o que de fato é importante. Mas são aprendizados que só o amadurecimento, a velhice nos traz e infelizmente como dizia Shakespeare não deveríamos ter ficado velhos antes de ficarmos sábios, o que faz com que muitas vezes seja tarde demais.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-51496 alignleft" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Antes-que-eu-me-esqueça-2.jpg" alt="" width="275" height="183" />Polidoro, interpretado de forma belíssima, por José de Abreu, é um Juiz de 80 anos, que é assolado pela percepção de que está com sinais de Alzheimer. Ao colocar sua vida sob perspectiva decide comprar uma casa de striptease, causando para além de estranheza a preocupação de sua filha (Letícia Isnard), que decide interditá-lo, só que, para isso, ela precisa da aprovação do irmão (Danton Melo), só que ele, que há anos não encontra o pai, não aprova. O juiz decide então obrigar o filho a passar tempo com o pai, a fim de ajudar a tomar a decisão sobre o destino dele.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-51495 alignright" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Antes-que-eu-me-esqueça-300x192.jpg" alt="" width="300" height="192" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Antes-que-eu-me-esqueça-300x192.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Antes-que-eu-me-esqueça-768x492.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Antes-que-eu-me-esqueça-696x446.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Antes-que-eu-me-esqueça-655x420.jpg 655w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Antes-que-eu-me-esqueça.jpg 780w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />O relacionamento entre pais e filhos nunca é simples e o tema é capaz de despertar, em nossos subconscientes, tensões que nos remetem aos nossos conflitos pessoais, a nossas próprias vivências com nossos pais. Danton Mello está nitidamente entregue emocionalmente ao personagem, é possível perceber em seu olhar a ternura, a angústia, o desconforto que essa relação com seu pai o traz. A química entre ele e José de Abreu é extremamente comovente, um trabalho dramático pouco explorado do ator, que é enternecedor.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-51497 alignleft" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Antes-que-eu-me-esqueça-3-300x169.jpg" alt="" width="325" height="183" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Antes-que-eu-me-esqueça-3-300x169.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Antes-que-eu-me-esqueça-3-768x432.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Antes-que-eu-me-esqueça-3-1024x576.jpg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Antes-que-eu-me-esqueça-3-696x392.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Antes-que-eu-me-esqueça-3-1068x601.jpg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Antes-que-eu-me-esqueça-3-747x420.jpg 747w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Antes-que-eu-me-esqueça-3.jpg 1280w" sizes="(max-width: 325px) 100vw, 325px" />Por mais que o envelhecimento seja uma verdade absoluta da qual não podemos fugir, não sabemos lidar com ele. Envelhecer é, curiosamente, um enorme tabu na nossa sociedade, que rejeita o corpo velho, que exclui, que descrimina, que torna invisíveis aqueles que já perderam a juventude. Então, um filme nacional que dá a esses corpos, porque são vários no elenco, autonomia, sexualidade, graça e cor. Um filme que olha e enxerga nele desejos e anseios, não só sofrimento, mas entende que eles sentem prazer, solidão e que riem e amam. Esse olhar que humaniza essa velhice tão desprezada faz dessa uma obra quase transgressora.</p>
<p style="text-align: center;">O roteiro de Luíza Parnes tem um humor afiado e é de uma sensibilidade comovente e com muita delicadeza e precisão explora o impacto do tempo em nossas vidas. A relação entre pai e filho que se transforma diante de nossos olhos, se aprofunda e se intensifica mas que, ainda assim, é mero fio condutor para abordar uma série de questões profundas e extremamente relevantes sobre envelhecer.</p>
<p style="text-align: center;">A maneira como a história é construída é tão envolvente que facilmente nos relacionamos e associamos e lembramos da própria vida e daqueles que nos cercam. Tiago Arakilam, guia a história com maestria e dá fluidez aos atos e aos arcos dos personagens deixando a história agradável, ainda que lidando com temas delicados e até mesmo tristes, há um cuidado para que a história não fique pesada e o diretor parece saber exatamente a emoção que quer despertar e o momento certo para isso, deixando a narrativa mais leve, ainda que tocante.</p>
<p style="text-align: center;">Antes que eu me esqueça é um deleite. Gostoso de assistir do início ao fim, o filme, além de tocar nossos corações com um roteiro bem elaborado e uma direção fluida e leve, nos faz refletir sobre as nossas escolhas e a maneira, não só que vivemos, mas como envelhecemos. Quando a nossa memória se for, quais lembranças vamos deixar com quem ficar?</p>
<p><strong>Fotos: James Patrick O&#8217;Malley</strong></p>
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		<title>Um olhar caleidoscópico de Lucrécia Martel sobre dois governos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patricia Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Mar 2018 00:27:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> Lucrécia Martel é considerada a poetisa esquiva do cinema Latino-Americano, após de 9 anos longe das grandes telas,a cinasta está de volta com essa impressionante adaptação do romance de Antonio Di Benedetto, Zama. Homogeneidade, linearidade, padrões, são termos que conversam muito pouco com a maneira da cineasta perceber o universo que a cerca e com a [&#8230;]</p>
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<p style="text-align: center;"> Lucrécia Martel é considerada a poetisa esquiva do cinema Latino-Americano, após de 9 anos longe das grandes telas,a cinasta está de volta com essa impressionante adaptação do romance de Antonio Di Benedetto, <em>Zama.</em></p>
<p style="text-align: center;">Homogeneidade, linearidade, padrões, são termos que conversam muito pouco com a maneira da cineasta perceber o universo que a cerca e com a maneira que costuma abordá-lo em seus filmes. Esse é mais um exemplo desse olhar, um tanto caleidoscópico, que Lucrécia Martel é capaz de colocar sob aquilo que aborda em seus projetos.</p>
<p style="text-align: center;">Don Diego de Zama é vivido por Daniel Gimenez Cacho é um oficial da coroa espanhola “preso” nas Américas, e desde sua primeira cena, um olhar já deixa claro quanto ele não queria estar ali, mas o quanto, na verdade, anseia por voltar a sua terra natal, reencontrar sua esposa e filhos e retomar sua vida de onde a deixou. Pode-se dizer que ela é quase tão escravo quanto aqueles que comanda. Florestas, insetos, guerreiros, há uma sorte de perigos, ou desconfortos que o cercam, mas na verdade, zama é um filme sobre a espera, sobre a infelicidade de estar encurralado na vida, mas uma vida que não é a sua.</p>
<p style="text-align: center;">Martel tem uma maneira de conduzir a história e filmar que nos faz sentir como se acompanhássemos um personagem em um filme de terror, desses em que a pessoa está aprisionada e a morte parece se aproximar. Isso com sua maneira muito peculiar de navegar o ritmo e imprimir lógica à narrativa. Uma sensação claustrofóbica e um tanto desesperadora vai crescendo à medida que o filme se desenrola e é quase possível sentir os mosquitos, o peso do calor, o incômodo e até certo medo daquele lugar e situação opressora.</p>
<p style="text-align: center;">Don Diego é, sem dúvida, um azarão. Após ter seu pedido de regresso rejeitado mais uma vez, ele parece atingir o auge da melancolia, quando, aparentemente, as coisas não podem ficar piores, uma lhama imunda adentra o seu quarto e se posiciona, exatamente, nas costas dele. Cenas assim acrescentam uma leveza e uma comicidade à atmosfera pesada de infelicidade carregada pelo protagonista. Umas sortes de situações, aparentemente absurdas, que costuradas a essa trama fabulosa dão a ele outro tom.</p>
<p style="text-align: center;">O filme é definitivamente instigante e capaz de levantar vários questionamentos. Sua estética envolvente, mas que causa uma sensação que, até poderíamos dizer, é assim meio delirante. O filme é, certamente, mais um magnífico exemplo da inventividade e olhar peculiares de Lucrécia Martel, que fazem do filme uma belíssima e instigante obra.</p>
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		<title>Me Chame pelo seu nome, de Luca Guadagnino, chega aos cinemas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patricia Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jan 2018 13:39:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Me chame pelo seu nome, é um filme que resgata sensações familiares no que tange a paixão. Aquelas sensações angustiantes de expectativa enquanto buscamos sinais de que a outra pessoa sente o mesmo. Sentimentos que são ainda mais intensos e marcantes, no primeiro amor, onde tudo é novidade Armie Hammer é o Jovem Oliver, que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Me chame pelo seu nome</em>, é um filme que resgata sensações familiares no que tange a paixão. Aquelas sensações angustiantes de expectativa enquanto buscamos sinais de que a outra pessoa sente o mesmo. Sentimentos que são ainda mais intensos e marcantes, no primeiro amor, onde tudo é novidade</p>
<p style="text-align: center;">Armie Hammer é o Jovem Oliver, que vai passar o verão no norte da Itália, em 1983, onde vai ajudar o pai de Elio, Timotheé Chalamet, como pesquisador assistente. A intimidade entre eles cresce enquanto passam o verão aprendendo coisas um sobre o outro e acabam aprendendo muito sobre eles mesmos.</p>
<p style="text-align: center;">Há uma grande diferença de idade entre eles, que é superada pela afinidade intelectual, já que Elio, apesar de ter 17 anos, possui um vasto conhecimento, não no que diz respeito a experiências de vida, mas no que tange as artes, literatura, música. O que faz com que a conexão entre eles faça todo o sentido.</p>
<p style="text-align: center;">Luca Guadagnino, faz um trabalho excepcional ao contar essa história nos dando a oportunidade de olhar para além do visual e do auditivo, normalmente explorados no cinema, e nos permitir, simplesmente, mergulhar com todos os sentidos nessa história que evoca uma conexão sensorial.</p>
<p style="text-align: center;">Calor. Verão. Frutas. Moscas. Tardes Preguiçosa. Passeios de bicicleta. Banhos de Rio.<br />
A maneira como o filme é construído é pouco convencional, prolongando os atos, e alterando a estrutura tradicional, removendo momentos de tensão, alterando o ritmo. Cada elemento é desenvolvido de maneira bastante peculiar e propositalmente lenta, se utilizando do tempo, assim como na construção do relacionamento deles, dando a sensação, não de estar assistindo a um filme, mas de ser uma espécie de observador, presenciando a intimidade, o ócio, o silêncio. Um exercício de observação que parece nos aproximar de uma experiência extremamente realista, construída no cuidado com os detalhes.</p>
<p style="text-align: center;">A fotografia é, muitas vezes de tirar o fôlego, e cada quadro parece contar uma história para além de si mesmo, sempre nos aproximando, nos envolvendo de maneira imperceptível, até que, quando por fim nos damos conta, estamos tão perto que é quase como se fôssemos</p>
<p style="text-align: center;">Armie Hamer e Timotheé Chalamet possuem muita química e o trabalho de Hammer como o homem mais velho, que se envolve emocionalmente com um adolescente, é muito delicado e feito com muito bom gosto. Mas Timothéé Chalamet é o filme. Cada gesto, cada movimento, cada rompante precisamente colocado nesse menino descobrindo sua sexualidade e seus limites.</p>
<p style="text-align: center;">E, apesar do filme ser bastante gráfico em alguns momentos e de algumas pessoas estarem até se referindo a ele como um tanto erótico, é tudo feito de maneira muito delicada. E é gostoso e curiosamente novo assistir a uma história de amor entre dois homens que não carregue o peso do que representa, em termos de repressão, ou sofrimento, pelo fato de se tratar de dois homens. Isso simplesmente não existe. É uma história de descobertas, sem barreiras, de forma fluída e natural com toda a ansiedade e prazer que a descoberta de um novo afeto proporciona.</p>
<p style="text-align: center;">A relação de Elio com os pais é bastante especial. Há uma intimidade e liberdade no viver que, apesar de ser percebida apenas nos detalhes, possibilita todo o seu desenvolvimento. Há uma veracidade tocante nas relações e nos diálogos, não só entre os protagonistas, mas entre todos os personagens, construída pela perfeita combinação dos elementos cinematográficos. Um esplêndido Roteiro, atuações arrebatadoras, com uma direção inspirada e uma trilha suave e sensual na mesma medida, capaz de nos levar para dentro de nós mesmos.</p>
<p style="text-align: center;">Assim como os elementos do filme, que parecem carregar uma série de simbolismos; o Verão, as paixões, o tempo, são passageiros e efêmeros. E o filme acaba por, não só nos invadir, mas também nos dar algumas belas lições.</p>
<p><iframe loading="lazy" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/7yCwv8FjidU?feature=oembed" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Gregório de Matos: o homem cheio de conflitos e em transformação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patricia Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jan 2018 19:12:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Que falta nesta cidade?&#8230; Verdade. Que mais por sua desonra?&#8230; Honra. Falta mais que se lhe ponha?&#8230; Vergonha.” Gregório de Matos se aportasse pelas terras brasileiras nos dias de hoje, facilmente, se sentiria em casa. Ele é considerado o primeiro poeta do Brasil e apesar de sua poesia se manifestar em diversas formas, lírica, erótica, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">“Que falta nesta cidade?&#8230; Verdade.<br />
Que mais por sua desonra?&#8230; Honra.<br />
Falta mais que se lhe ponha?&#8230; Vergonha.”</p>
<p style="text-align: center;">Gregório de Matos se aportasse pelas terras brasileiras nos dias de hoje, facilmente, se sentiria em casa. Ele é considerado o primeiro poeta do Brasil e apesar de sua poesia se manifestar em diversas formas, lírica, erótica, religiosa, foi pela satírica que ficou famoso, criticando a situação econômica da Bahia e o então governador Antonio Luis da Camara Coutinho.</p>
<p style="text-align: center;">A peça faz um resgate importante dessa emblemática figura da literatura nacional. O texto de Adaílton de Medeiros nos apresenta o homem, cheio de conflitos e em transformação. Nascido na alta classe, é na sua decadência que encontra a voz que iria eternizá-lo.<br />
Bebida, Amigos, Mulheres, dinheiro, ou a fata dele. A peça nos leva de encontro ao homem, rodeado pelas questões que o consumiam. O gregório de Matos construído por Licurgo é um homem complexo e estar à frente de seu tempo parece ser um peso enorme capaz de nos quebrar e o personagem aparenta carregar em sua alma mais do que é capaz de suportar.</p>
<p style="text-align: center;">Andrea Mattar, com sua Ana, se conecta ao que há de carnal, a paixão, não só física, mas a intensidade de viver e as escolhas que ele precisa fazer. Assistir Gilson de Barros, como uma espécie de Mefistófeles, é um presente. Seu personagem acrescenta uma graça e leveza ao espetáculo, contrabalanceando com o peso da alma de Gregório, sem se saber exatamente em momento algum quais são suas verdadeiras intenções.</p>
<p style="text-align: center;">O texto e a montagem são incrivelmente atuais, nos fazendo pensar todo o tempo na situação atual da cidade e do país, de maneira geral. É impressionante o quanto o texto de Gregório pode ser transportado no tempo e toda a produção da peça é muito feliz ao realizar esse trabalho de forma tão certeira.</p>
<p style="text-align: center;">Há, até mesmo, o cuidado da produção em pegar do texto o que já não condiz mais com a maneira como enxergamos o mundo e ressaltá-las, deixando claro o quanto nos distanciamos de algumas posturas e opiniões. Mas ao mesmo tempo é impressionante o quanto os poemas satíricos e o roteiro da peça parecem ter sido feitos sob medida para o momento que vivemos. Não sei se fica a sensação de que estamos regredindo ou a certeza de que, de fato, pouco saímos do lugar.</p>
<p style="text-align: center;">Belas atuações e um texto atual e cativante, O Boca do Inferno é dessas peças que faz a gente pensar sobre a vida e o mundo que nos cerca e vale cada minuto da experiência.</p>
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		<title>Laurent Cantet explora de forma realista, questões políticas e morais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patricia Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Nov 2017 00:44:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um grupo de jovens colide em uma sala de aula em um curso de escrita literária. Assim somos introduzidos ao novo filme de Laurent Cantet e tal qual esses jovens, somos arremessados nessa sala, com esse grupo de estranhos que, de imediato, percebemos ser muito diferentes uns dos outros. Não sabemos o que levou cada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Um grupo de jovens colide em uma sala de aula em um curso de escrita literária. Assim somos introduzidos ao novo filme de Laurent Cantet e tal qual esses jovens, somos arremessados nessa sala, com esse grupo de estranhos que, de imediato, percebemos ser muito diferentes uns dos outros. Não sabemos o que levou cada um deles até ali, mas isso parece pouco importante.</p>
<p style="text-align: center;">Lauren Cantet retorna para dentro dos muros de um ambiente educacional controlado, em que se destacou e mais uma vez desenha uma história em que as questões sociais e econômicas de uma região são exploradas através da mediação da educação.</p>
<p style="text-align: center;">A tarefa desses jovens é construir uma história em conjunto. História essa que será publicada posteriormente. Marina Fois é Olívia, uma renomada escritora, que é a instrutora do curso, mas descobrimos ao longo do filme que ela, além de não ser uma hábil professora, possui limitações e questões pessoais, que ficam claras a medida que as aulas fogem do seu controle e os limites de sua vivência e experiências pessoais acabam vindo à tona.</p>
<p style="text-align: center;">La Ciotat, no sul da França, tem que ser o cenário para a história ser desenvolvida, sendo também a cidade onde o filme se passa. Os debates acerca de qual caminho a história deve seguir explicitam questões políticas e sociais como pano de fundo, mas extremamente intensas e atuais, explorando os problemas da região e do país.</p>
<p style="text-align: center;">A forte divergência e interação entre o grupo traz à tona o que há de melhor e pior em cada um dos personagens. Mas é com Antoine, interpretado por Mathieu Lucci, o mais agressivo dos jovens do grupo, sempre buscando conflito, que o filme vai além, traçando, inclusive, uma espécie de perfil da juventude atual.</p>
<p style="text-align: center;">Crise econômica, terrorismo, violência, preconceito, radicalismo religioso, a crescente da extrema direita. O fluxo de ideias e debates entre os jovens é orgânico e natural e a tensão é quase palpável. E sem dar respostas, sem pegar o espectador pela mão, o filme nos leva por uma espécie de passeio, por um panorama mundial, enquanto, mergulhado em metalinguagem constrói um thriller que se desenvolve à medida que seus personagens escrevem um thriler para sua história.</p>
<p style="text-align: center;">Laurent Cantet mais uma vez consegue de maneira muito natural e realista, explorar questões políticas e morais, em que a atenção aos detalhes se faz muito importante já que tudo, cada frase, cada diálogo é um questionamento, uma referência. A interessantíssima atuação de Mathieu Lucci, que faz com que o filme fique ainda mais interessante. Um filme que explora a força das palavras que, nas mãos de Laurent Cantet, viram armas.</p>
<p><iframe loading="lazy" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/UpzxhFvpwdw?feature=oembed" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>João Moreira Salles faz um ensaio político que incita sobre a felicidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patricia Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Nov 2017 19:17:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é o momento? O que é o agora? Até onde o passado de fato existe e está distante de nós? O filme de João Moreira Salles desafia as fronteiras do tempo buscando no passado a intensidade que diretamente nos conecta ao presente e à vida. Quais são os momentos que nos marcam, nos fazem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">O que é o momento? O que é o agora? Até onde o passado de fato existe e está distante de nós? O filme de João Moreira Salles desafia as fronteiras do tempo buscando no passado a intensidade que diretamente nos conecta ao presente e à vida. Quais são os momentos que nos marcam, nos fazem seguir diante? E como (sobre)vivemos, uma vez que a chama que nos consumiu e nos comoveu se apaga?</p>
<p style="text-align: center;">Os arquivos familiares são, mais uma vez, matéria prima para um estudo que vai além do pessoal e que ganha nessa mesma pessoalidade do olhar uma profundidade indiscutível. As imagens gravadas pela mãe, na temporada que viveu na China em 1966 dão início ao estudo desses momentos recortados no tempo em que somos felizes, somos intensos e a noção de que esses momentos se esvaem. Levantam-se vários questionamentos sobre como passamos da alegria para incapacidade de ser felizes e, apesar de abstrato e difícil de materializar, o filme, linda mete costurado na edição, carrega o peso dessa mudança, dessa ausência.</p>
<p style="text-align: center;">De acordo com o diretor, uma das reflexões que o filme tenta fazer é olhar de perto como as coisas são filmadas, de que maneira a imagem é uma consequência do contexto político em que ela é realizada. Como o regime em voga reflete na imagem, que possui pistas do contexto por trás de sua realização, sobre como era possível filmar, o sentimento e o clima por trás de cada circunstância.</p>
<p style="text-align: center;">É possível ao comparar as imagens perceber as diferenças de posturas dos registros. Enquanto, por exemplo, há proximidade e estabilidade nas imagens do “Maio Francês”, que, apesar da violenta repressão policial possibilitava ainda uma proximidade, por se tratar de uma democracia, há nas imagens da Tchecoslováquia, principalmente após a entrada dos soviéticos, o posicionamento por atrás de janelas, por trás de cortinas, distanciando essas imagens da ação, refletindo assim o medo do regime instaurado.</p>
<p style="text-align: center;">Um momento emblemático no filme é o de imagens do enterro de um jovem que teria se ateado fogo contra a falta de reatividade do seu povo frente ao momento vivido. As imagens remetem ao uso político dos mártires, assunto que haveria surgido em conversas de João Moreira Salles com Eduardo Coutinho, um dos grandes gênios da filmografia nacional. Questiona-se sobre como se usa esses mortos politicamente, como pessoas morrem como pessoas e outras como símbolos, sendo utilizadas como instrumento político.</p>
<p style="text-align: center;"><em>No Intenso Agora</em> é um ensaio político que incita pensar sobre a felicidade, sobre a nossa relação não só com o país e o governo, mas com a vida, um filme incrivelmente delicado, que olha profundamente para essa confluência entre o social e o pessoal. Uma aula, não só sobre política sobre a vida.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="xLpFd1JjhzE"><iframe loading="lazy" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/xLpFd1JjhzE?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Bom comportamento, com Robert Pattinson, chega aos cinemas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patricia Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Oct 2017 19:16:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O gênero de assalto, assim como o de ação, acaba, por vezes, sendo vazio emocionalmente. Puro entretenimento, pouco realístico, ou de realidades muito distantes, que nos faz afastar de suas questões e engajar apenas superficialmente com sua história, onde muitas vezes tudo parece muito absurdo, até cômico. Já na primeira cena, enquanto a câmera se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">O gênero de assalto, assim como o de ação, acaba, por vezes, sendo vazio emocionalmente. Puro entretenimento, pouco realístico, ou de realidades muito distantes, que nos faz afastar de suas questões e engajar apenas superficialmente com sua história, onde muitas vezes tudo parece muito absurdo, até cômico.</p>
<p style="text-align: center;">Já na primeira cena, enquanto a câmera se aproxima e entra no consultório em que Nick Nikas, vivido por Bennie Safdie, conversa com um psicólogo do serviço social podemos perceber que existe uma aproximação, que difere do que estamos acostumados. Ele responde uma espécie de teste psicológico que parece querer avaliar o nível de engajamento e compreensão dele do mundo que o cerca, a proximidade da câmera, as perguntas, o olhar de Bennie Safdie e sua fala lenta, nos deixa imediatamente desconfortáveis. O consultório é invadido por um outro homem agitado, que acaba instigando o jovem Nick Nikas contra o psicólogo e o tirando de lá.</p>
<p style="text-align: center;">Mesmo ciente de que Robert Pattinson vivia o protagonista, no momento que ele adentra a sala do psicólogo falando rapidamente e com trejeitos nervosos, não fui capaz de identificá-lo de imediato, levei alguns longos segundos para reconhecer o ator e fui de imediato pega de surpresa com o quão investido ele estava, quase irreconhecível, como Connie Nikas.</p>
<p style="text-align: center;">Connie Nikas, é nosso fio condutor, nos levando por esse dia em sua vida em que depois de tirar de tirar o irmão do psicólogo, nós o vemos fazendo de tudo para resgatá-lo de uma confusão em que ele mesmo o meteu. A singular história de um assalto, que não só, não deu certo, mas que as coisas dão erradas de um maneira realista que nos engaja.</p>
<p style="text-align: center;">Geralmente o cinema nos apresenta Mocinhos e vilões, dentro desse escopo as variações acabam por ser, muitas vezes, limitadas. Temos os vilões que que são protagonistas, mas com os quais se cria uma identificação por sua busca pela redenção ou, porque no fundo são bons e os vilões que odiamos porque são a personificação do mal.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Bom comportamento</em> é um filme muito interessante por abordar uma faceta realista do que seria um possível vilão, sem grandes gestos vilanescos, sem um dente podre e perna de pau, ou qualquer deformação que o identifique como tal. Connie é o vilão, não em busca de redenção, mas que passeia por sua vida fazendo escolhas que nos chocam como expectadores, mas que para ele parecem tão naturais e dentro de contexto que ao mesmo tempo que pensamos “ Não, ele não vai fazer isso! ”, quando ele o faz acaba sendo o único caminho realista e parece tão óbvio para ele que o surreal seria se ele tivesse algum código moral.</p>
<p style="text-align: center;">A única identificação emocional e moral que ele parece ter é com o irmão, mas, ainda assim, isso não o redime e não procura redimi-lo, já que o seu próprio bem estar está acima, a princípio, até ao do irmão.</p>
<p style="text-align: center;">Um filme para se tirar o chapéu pela coragem do roteiro em manufaturar um personagem dessa natureza e expor sua trajetória de forma crua, em sequências de ação, diálogos inacreditavelmente sem limites morais, na violência que assim como todo o resto, não parece desproporcionar mas sim desvelada, na maneira que o personagem usa as pessoas para atingir o que precisa sem ser desproporcional, mas simplesmente natural que o faça.</p>
<p style="text-align: center;">Ao contrário do que costuma ser interessante em construção de personagens, nada é complexo, simplesmente, é o que é, sem exageros ou grandes explicações. E que se encaixa perfeitamente na visão desse “submundo” dos irmãos Safdie, soturna e impaciente.</p>
<p style="text-align: center;">Um outro elemento que funciona quase como um protagonista, de tão intenso e importante que é para a construção da narrativa, é a trilha. Daniel Lopatin acrescenta ao filme um som orgânico que reverbera na boca do estômago ao longo do filme todo e deixa a experiência ainda mais incômoda, numa espécie de simbiose com os demais elementos, principalmente com a direção, e por vezes parece um eco do pensamento de Robert Pattinson que nos desafia constantemente.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Bom comportamento</em> é um filme que tem um frescor sombrio e incômodo na crueza de abordar e se aproximar dos personagens e o desenrolar de suas escolhas. É uma experiência, com certeza, diferente do que vemos na maioria das vezes e só por isso já valeria a experiência. Mas vale por toda a construção do roteiro, a direção, a trilha e por uma atuações, surpreendentemente, excelentes de Robert Patison e Bennie Safdie.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="ozo_G66sp7s"><iframe loading="lazy" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/ozo_G66sp7s?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>O olhar intimista de Felipe Barbosa em Gabriel e A Montanha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patricia Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Oct 2017 12:22:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criticas 2017]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio 2017]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos” Fernando Pessoa O velho diário de viagens, fotos, lembranças daqueles que dividiram momentos, a namorada, o que ele viu, sentiu, o impacto que causou e a marca que deixou naqueles com quem cruzou pelo caminho. Todos esses elementos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">“As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos” Fernando Pessoa</p>
<p style="text-align: center;">O velho diário de viagens, fotos, lembranças daqueles que dividiram momentos, a namorada, o que ele viu, sentiu, o impacto que causou e a marca que deixou naqueles com quem cruzou pelo caminho. Todos esses elementos são utilizados na tentativa de captar um pouquinho da essência de Gabriel, através do olhar próximo e afetuoso de um grande amigo, o diretor Felipe Barbosa (<em>Casa Grande)</em>. O jovem carismático de riso fácil e uma curiosidade latente sobre o mundo para além de suas fronteiras renasce na tela esculpido por aquilo que viveu.</p>
<p style="text-align: center;">Quantos de nós já quisemos colocar uma mochila nas costas e sair pelo mundo, não só percorrendo distâncias, mas como disse Mia Couto, atravessando as nossas fronteiras interiores. Gabriel Buchman, interpretado por João Pedro Zappa (<em>Boa sorte, Disparos</em>), queria conhecer a África, não simplesmente ser turista. Ele queria viver a África. Quênia, Uganda, Tanzânia e Malauí, lugares que para sempre marcariam a sua existência.</p>
<p style="text-align: center;">Gabriel planejou uma viagem de um ano que teve fim aos pés do Monte Mulanje, no Malauí. Sua trajetória é narrada nesse filme com leveza e alegria contagiantes, o olhar intimista de Felipe Barbosa, amigo de infância de Gabriel, nos da permissão pra entrar na intimidade e em detalhes da jornada pessoal desse nosso herói.</p>
<p style="text-align: center;">Ele queria saber mais sobre o mundo, deixar sua zona de conforto e ver de perto outras realidades antes de dar início a nova fase da sua vida, o mestrado na Califórnia. O filme nos leva pelos caminhos trilhados por ele, encontrando as pessoas que ele encontrou, as experiências que viveu e como isso o transformou e também como formam tocados por ele .<br />
Divido em 4 capítulos, o filme nos dá um capítulo inteiro de observação da construção dessa rotina de viagem e experimentação, nos apresentando ao rapaz. João Pedro Zappa faz um belíssimo trabalho dando ao personagem um ar simpático, cheio de jogo de cintura, tipicamente carioca que, com uma certa desenvoltura, percorria esses novos espaços e vivia esses novos encontros.</p>
<p style="text-align: center;">O filme celebra de maneira afetuosa a vida Gabriel, e nos lembra a todo o instante a importância dos caminhos que escolhemos e de estar atentos àquilo que de fato importa. O valor de aproveitarmos cada dia e fazermos sempre o possível para buscarmos, além de sermos felizes, nos tornar as melhores versões que podemos ser de nós mesmo.</p>
<p style="text-align: center;">Coprodução Brasil-França, <em>Gabriel e a Montanha </em> foi o único representante do Brasil no festival de Cannes e de receber dois prêmios durante a Semana de Crítica, evento paralelo às Palmas de Ouro no festival., o filme está Festival do Rio na  Mostra:<br />
Première Brasil: Hors Concours longa ficção.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="w9cw1Ntrhqg"><iframe loading="lazy" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/w9cw1Ntrhqg?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A inventividade e olhar peculiar de Lucrécia Martel, em Zama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patricia Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Oct 2017 23:24:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criticas 2017]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio 2017]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Eu sou bastante otimista no que diz respeito ao desencantamento que produz homogeneidade de maneira geral. Os filmes que são bem sucedidos (nos cinemas) são bastante homogêneos em termos de narrativa e visão de mundo.” Lucrécia Martel Lucrécia Martel é considerada a poetisa esquiva do cinema Latino-Americano. Depois de 9 anos longe das grandes telas, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">“Eu sou bastante otimista no que diz respeito ao desencantamento que produz homogeneidade de maneira geral. Os filmes que são bem sucedidos (nos cinemas) são bastante homogêneos em termos de narrativa e visão de mundo.” Lucrécia Martel</p>
<p style="text-align: center;">Lucrécia Martel é considerada a poetisa esquiva do cinema Latino-Americano. Depois de 9 anos longe das grandes telas, a cineasta está de volta com essa impressionante adaptação de um romance de Antonio Di Benedetto, <em>Zama.</em> Homogeneidade, linearidade, padrões, são termos que conversam muito pouco com a maneira da cineasta perceber o universo que a cerca e com a maneira que costuma abordá-lo em seus filmes. Esse é mais um exemplo desse olhar, um tanto caleidoscópico, que Lucrécia Martel é capaz de colocar sob aquilo que aborda em seus projetos.</p>
<p style="text-align: center;">Don Diego de Zama é vivido por Daniel Gimenez Cacho é um oficial da coroa espanhola “preso” nas Américas, e desde sua primeira cena, um olhar já deixa claro quanto ele não queria estar ali, mas o quanto, na verdade, anseia por voltar a sua terra natal, reencontrar sua esposa e filhos e retomar sua vida de onde a deixou. Pode-se dizer que ela é quase tão escravo quanto aqueles que comanda. Florestas, insetos, guerreiros, há uma sorte de perigos, ou desconfortos que o cercam, mas na verdade, zama é um filme sobre a espera, sobre a infelicidade de estar encurralado na vida, mas uma vida que não é a sua.</p>
<p style="text-align: center;">Martel tem uma maneira de conduzir a história e filmar que nos faz sentir como se acompanhássemos um personagem em um filme de terror, desses em que a pessoa está aprisionada e a morte parece se aproximar. Isso com sua maneira muito peculiar de navegar o ritmo e imprimir lógica à narrativa. Uma sensação claustrofóbica e um tanto desesperadora vai crescendo à medida que o filme se desenrola e é quase possível sentir os mosquitos, o peso do calor, o incômodo e até certo medo daquele lugar e situação opressora.</p>
<p style="text-align: center;">Don Diego é, sem dúvida, um azarão. Após ter seu pedido de regresso rejeitado mais uma vez, ele parece atingir o auge da melancolia, quando, aparentemente, as coisas não podem ficar piores, uma lhama imunda adentra o seu quarto e se posiciona, exatamente, nas costas dele. Cenas assim acrescentam uma leveza e uma comicidade à atmosfera pesada de infelicidade carregada pelo protagonista. Umas sortes de situações, aparentemente absurdas, que costuradas a essa trama fabulosa dão a ele outro tom.</p>
<p style="text-align: center;">O filme é definitivamente instigante e capaz de levantar vários questionamentos. Sua estética envolvente, mas que causa uma sensação que, até poderíamos dizer, é assim meio delirante. O filme é, certamente, mais um magnífico exemplo da inventividade e olhar peculiares de Lucrécia Martel, que fazem do filme uma belíssima e instigante obra.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Novo filme de Kathryn Bigelow aborda o racismo policial nos Estados Unidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patricia Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Oct 2017 17:42:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criticas 2017]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio 2017]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma entrevista, após os acontecimentos de Charlottesville, Virgínia, Kathryn Bigelow responde a um jornalista, em uma entrevista para o The Guardian  quando questionada se a atual crise do racismo americano a assusta que “O medo não é uma opção” e que ela se sente compelida a “Fazer o que eu puder a respeito. E [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Em uma entrevista, após os acontecimentos de Charlottesville, Virgínia, Kathryn Bigelow responde a um jornalista, em uma entrevista para o The Guardian  quando questionada se a atual crise do racismo americano a assusta que “O medo não é uma opção” e que ela se sente compelida a “Fazer o que eu puder a respeito. E usando o meio que estiver a meu alcance para fazer isso”.</p>
<p style="text-align: center;">A resposta de Bigelow me parece suficiente para ilustrar o lugar de onde ela fala. Lugar que, por acaso, é quase o mesmo de onde eu escrevo meu texto sobre seu filme. Um lugar de privilégio, que reverbera nas escolhas feitas por ela na construção de sua narrativa e, provavelmente, também vai refletir no meu texto. Um lugar de onde não é preciso ter medo porque não corremos o menor perigo real, sendo mulheres brancas de classe média, no caso dela classe alta. Assim como não correram riscos de vida reais as mulheres brancas presentes no seu filme. Já o mesmo não se pode dizer dos demais personagens e pessoas reais envolvidas na história.</p>
<p style="text-align: center;">Famosa por escolher para seus filmes temas ambiciosos e muito polêmicos, ela escolhe o recorte da rebelião de Detroit em 1967, mais especificamente, os acontecimentos que se desenrolaram durante essa rebelião, no motel Algiers, para abordar a questão do racismo policial nos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: center;">Para dar início a sua narrativa, Bigelow faz uma espécie de resumo introdutório que tenta levar o expectador rapidamente ao momento em que o filme se passa, quando uma ação policial feita de maneira desproporcional desencadearia uma rebelião em um bairro negro de Detroit, que ficaria conhecida também como a rebelião da Rua 12.</p>
<p style="text-align: center;">Infelizmente, apesar de funcionar narrativamente, o que falta é o sentimento. Falta o sentimento de quem, entre muitas coisas, tem sim medo, diariamente. O sentimento de quem sofre e corre risco real. O sentimento de quem sofre perdas diárias que eu ou Kathryn Bigelow jamais seríamos capazes de entender e que seríamos até incapazes de perceber em sua totalidade.</p>
<p style="text-align: center;"> Apesar das supostas boas intenção da diretora é possível perceber uma superficialidade emocional que, juntamente com o maniqueísmo comum de suas obras e o que parece ser uma visão limitada de algumas situações resulta em muitos momentos que reproduzem estereótipos e fazem com que a história perca a capacidade de explorar um problema enraizado e institucionalizado.</p>
<p style="text-align: center;">O oficial Krauss, interpretado magnificamente por Will Pouter, representa tudo que há de errado com o filme. Ele representa o mal. Todo o mal. Tudo de errado está contido na figura de uma única pessoa má. Momento em que o filme perde a grande oportunidade de criticar e apontar o dedo pro que de fato há de errado, que é o que está mais enraizado e institucionalizado. Perde a oportunidade de abordar o fato de que o racismo que está em todos nós que não precisamos sentir medo dele.</p>
<p style="text-align: center;">É claro que, pessoas, injustamente, sendo torturadas e vivendo tudo que vimos se desenrolar dentro da casa onde esses jovens foram abordados, nos causaria desconforto e, quiçá, revolta. Ficaríamos desconfortáveis qualquer fosse a cor de suas peles. Mas o que deveria causar desconforto é ignorar o quão ampla é essa questão.</p>
<p style="text-align: center;">Ao se focar em um vilão, tudo é muito menor.  Quando conseguimos colocar toda a culpa em uma única pessoa e nos vemos como superiores e alheios a esse racismo que mata diariamente, as boas intenções se perdem.</p>
<p style="text-align: center;">“Ah, mas aquele policial era racista”. E assim ele é retratado, inclusive é chamado assim durante o filme. E dessa forma todo o resto é suavizado. Suavizado também por uma série de outros personagens brancos que são “bonzinhos” e ficam assustados com a crueldade dele ou são simplesmente influenciáveis. O famoso retrato da célebre frase “Ah, mas não podemos generalizar, nem todo policial é assim!”.</p>
<p style="text-align: center;">Com diversos pequenos detalhes como esse, o filme de Bigelow acaba por reforçar, muitas vezes, o discurso reproduzido pela mídia sobre situações como essa, desmerecendo o lugar de onde reage todo um povo forjado na dor. Fazendo com que em pequenos detalhes fique a sensação de que a culpa é daquele homem negro que com sua brincadeira boba acabou causando aquilo tudo; ou daquele policial que estava na batida que desencadeou a rebelião; ou que apesar de desproporcional, talvez ele não estivesse tão errado, já que eles estavam destruindo o próprio lugar onde moravam; ou, ele morreu porque estava roubando; porque eles estavam rindo, bebendo e saqueando o que faz com que a rebelião perca um pouco a legitimidade, já que eles não passavam de vândalos; porque sua rebelião acabou prejudicando muitos outros negros, inclusive o personagem vivido por Algee Smith, que perde a chance de realizar seu sonho.</p>
<p style="text-align: center;">A incapacidade, ainda que cheia de “boas intenções”, de apontar o dedo pra nós mesmos, ao invés de colocar um personagem mal pra ser responsável, é um problema grave em um filme que tem como pretensões alertar sobre as questões raciais. É claro que percebemos a desproporcionalidade no julgamento, também representado por UM advogado “inescrupuloso”, interpretado por John Krasinsky, que com sua astucia é capaz de conseguir o inimaginável.</p>
<p style="text-align: center;">Apesar de ser um filme tecnicamente muito competente e de atuações muito inspiradas, que é, sim, capaz de nos causar indignação pelas situações vividas, de abordar um assunto atual e de possuir alguns acertos, a pretensão de levantar a questão racial de um lugar que não conhece ou entende, faz com que <em>Detroit em rebelião</em> seja um filme equivocado.</p>
<p style="text-align: center;">Outra coisa preocupante, a meu ver, é a quantidade de aval que recebe e receberá de tantos outros, que falamos de um espaço que não é o nosso. Porque é mais fácil perceber essas críticas como distantes de nós do que admitir nosso lugar e culpa nesses acontecimentos.  Até que consigamos apontar o dedo na nossa direção o que quer que seja Tudo que estiver ao alcance de Kathryn Bigelow, ainda será muito pouco.</p>
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