<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Daniel Deroza, Autor em Rota Cult</title>
	<atom:link href="https://rotacult.com.br/author/daniel-deroza/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://rotacult.com.br/author/daniel-deroza/</link>
	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
	<lastBuildDate>Fri, 01 Dec 2023 14:18:35 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.1</generator>

<image>
	<url>https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2018/01/cropped-Favicon_3-32x32.png</url>
	<title>Daniel Deroza, Autor em Rota Cult</title>
	<link>https://rotacult.com.br/author/daniel-deroza/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O Último Amor de Casanova: Benoit Jacquot leva as telas, um outro lado do personagem</title>
		<link>https://rotacult.com.br/2019/12/o-ultimo-amor-de-casanova-benoit-jacquot-leva-as-telas-um-outro-lado-do-personagem/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-ultimo-amor-de-casanova-benoit-jacquot-leva-as-telas-um-outro-lado-do-personagem</link>
					<comments>https://rotacult.com.br/2019/12/o-ultimo-amor-de-casanova-benoit-jacquot-leva-as-telas-um-outro-lado-do-personagem/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Deroza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Dec 2019 17:26:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio 2019]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rotacult.com.br/?p=100272</guid>

					<description><![CDATA[<p>A história de Casanova não é novidade nenhuma, muito menos para o cinema, que já retratou as aventuras do conquistador italiano algumas vezes ao longo das décadas, transformando o nome em um adjetivo &#8211; um equivalente a Don Juan. Porém, enquanto outras produções focavam muito mais no lado mulherengo desta persona, o longa de Benoit [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/12/o-ultimo-amor-de-casanova-benoit-jacquot-leva-as-telas-um-outro-lado-do-personagem/">O Último Amor de Casanova: Benoit Jacquot leva as telas, um outro lado do personagem</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">A história de Casanova não é novidade nenhuma, muito menos para o cinema, que já retratou as aventuras do conquistador italiano algumas vezes ao longo das décadas, transformando o nome em um adjetivo &#8211; um equivalente a Don Juan. Porém, enquanto outras produções focavam muito mais no lado mulherengo desta persona, o longa de Benoit Jacquot segue o caminho oposto.</p>
<p style="text-align: center;">  Assim, o filme tem início no fim da vida de Casanova (Vincent Lindon), quando uma jovem vai à sua casa interessada no passado do homem. Com isso, a narrativa volta trinta anos no tempo &#8211; aproximadamente para 1770 -, quando, inesperadamente, o italiano sofreu por amor, em uma Inglaterra que passava por mudanças sociais, que afetavam as relações interpessoais.</p>
<p style="text-align: center;"> É neste contexto que Casanova conhece a jovem La Charpillon (Stacy Martin), que &#8211; surpreendentemente ou não, dependendo da expectativa do público &#8211; assume o protagonismo diversas vezes na trama, fazendo-se presente mesmo quando não está em cena, uma vez que, ao resistir aos encantos de Casanova, consegue fazer com que o homem se dobre às suas vontades. No entanto, é a partir deste ponto que o roteiro e a direção começam a apresentar falhas.</p>
<p style="text-align: center;">La Charpillon é uma jovem e conhecida prostituta &#8211; o que quase nunca chega a ser uma questão na trama -, porém, enquanto há momentos em que a personagem apresenta uma ingenuidade pueril e virginal, em outros a moça transmite uma malícia calculada capaz de antever e controlar os próximos passos de seu pretendente &#8211; e essa alternância não parece ser intencional, é muito mais um caso de modificar a personalidade da personagem de acordo com a conveniência.</p>
<p style="text-align: center;">Por outro lado, Lindon &#8211; um ótimo ator &#8211; apresenta, a partir da metade do longa, o Casanova mais apático da história. Por mais que a personagem ainda seja um sedutor, a interpretação perde o brilho, sem, ao menos, mostrar perturbação ou confusão ao se ver como a presa pela primeira vez. A partir da metade da projeção, a atuação de Lindon parece entrar no Modo Automático.</p>
<p style="text-align: center;">E, como exemplo do grande problema da direção, está a incapacidade total de criar a esperada tensão sexual entre Casanova e La Charpillon &#8211; e o roteiro tenta fazê-lo por várias vezes. No entanto, os longos silêncios, as vontades não realizadas e as condições impostas &#8211; tudo isso sem qualquer reflexão mais profunda &#8211; conseguem apenas ser, ora entediantes, ora involuntariamente cômicas justamente por parecer, a certa altura, que não há mais história a ser contada, tornando a segunda metade do filme extremamente redundante.</p>
<p style="text-align: center;">Assim, <em>O Último Amor de Casanova</em> até tem a interessante proposta de abordar um ponto fora da curva, mostrar um outro lado do homem cuja fama de sedutor de caráter duvidoso o precede, e estudar a mulher que fez com que um dos maiores conquistadores da História ficasse aos seus pés. No entanto, falta energia, falta tensão, falta reflexão, falta desenvolvimento, resultando em um longa repetitivo sobre quase nada.</p>
<p><strong>Foto: divulgação Califórnia Filmes</strong></p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="o8pBEwmkvLg"><iframe title="O Último Amor de Casanova - Trailer legendado [HD]" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/o8pBEwmkvLg?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/12/o-ultimo-amor-de-casanova-benoit-jacquot-leva-as-telas-um-outro-lado-do-personagem/">O Último Amor de Casanova: Benoit Jacquot leva as telas, um outro lado do personagem</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rotacult.com.br/2019/12/o-ultimo-amor-de-casanova-benoit-jacquot-leva-as-telas-um-outro-lado-do-personagem/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Midway &#8211; Batalha em alto mar entrega o que propõe, mas peca pelo excesso</title>
		<link>https://rotacult.com.br/2019/11/midway-batalha-em-alto-mar-entrega-o-que-propoe-mas-peca-pelo-excesso/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=midway-batalha-em-alto-mar-entrega-o-que-propoe-mas-peca-pelo-excesso</link>
					<comments>https://rotacult.com.br/2019/11/midway-batalha-em-alto-mar-entrega-o-que-propoe-mas-peca-pelo-excesso/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Deroza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Nov 2019 00:01:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rotacult.com.br/?p=97235</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 1942, poucos meses após o ataque japonês à Pearl Harbor, as forças americanas se viram abaladas, com a moral baixa e a missão de neutralizar as tropas orientais, o que resultou no icônico conflito de Midway, um dos pontos decisivos para o fim da guerra e que já foi retratado no cinema em 1976, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/11/midway-batalha-em-alto-mar-entrega-o-que-propoe-mas-peca-pelo-excesso/">Midway &#8211; Batalha em alto mar entrega o que propõe, mas peca pelo excesso</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Em 1942, poucos meses após o ataque japonês à Pearl Harbor, as forças americanas se viram abaladas, com a moral baixa e a missão de neutralizar as tropas orientais, o que resultou no icônico conflito de Midway, um dos pontos decisivos para o fim da guerra e que já foi retratado no cinema em 1976, no longa &#8220;A Batalha do Pacífico&#8221;. Agora, a história volta às telas com uma nova roupagem tecnológica.</p>
<p style="text-align: center;"> Com direção de Rolland Emmerick &#8211; responsável por <em>Independence Day, O Patriota e Godzilla</em> -, esta nova versão tem tudo o que um tradicional filme de guerra deve ter &#8211; um elenco cheio de estrelas, cenas de ação bem dirigidas e uma boa trilha sonora -, mas se diferencia no que diz respeito à abordagem dada a alguns aspectos da trama, como, por exemplo, a representação das personagens japonesas.</p>
<p style="text-align: center;"> Aqui, os inimigos dos norte-americanos não são pintados totalmente como vilões nefastos que devem ser aniquilados a qualquer custo, tanto que alguns deles &#8211; os que ocupam posição de comando, como Yamaguchi (Tadanobu Asano) &#8211; recebem maior atenção do roteiro, o que os humaniza e mostra como a questão da honra tem grande valor para os japoneses. Isso distancia a produção do egocentrismo geralmente presente no gênero.</p>
<p style="text-align: center;">Isso não quer dizer que não haja a tradicional exaltação aos Estados Unidos, a qual, pelo menos, na primeira metade da projeção, beira a cafonice &#8211; em especial, devido ao excesso de frases de efeito presentes no roteiro. E, ainda, há falas demasiadamente expositivas &#8211; principalmente acerca de situações e termos de batalha e sobre honra, o que, no lado estadunidense, é feito de forma bem mais clichê do que no lado japonês.</p>
<p style="text-align: center;"> Aliás, o grande problema do longa é justamente o excesso &#8211; aqui, tudo é &#8220;muito&#8221;, em diversos sentidos. Começando pela quantidade de personagens &#8211; muitos deles unidimensionais e sem grande função na trama. Há, também, muitas cenas de batalha, as quais, depois da primeira metade do longa, soam repetitivas &#8211; os soldados norte-americanos sempre erram os primeiros disparos. E a trilha sonora, apesar de bem feita, poderia ser deixada de lado ou amenizada em alguns momentos.</p>
<p style="text-align: center;">Por outro lado, pelo menos, as cenas de ação são muito bem dirigidas e montadas &#8211; mesmo com muita informação em tela, o espectador não perde nada -, e os efeitos visuais também são bem realizados e servem ao filme &#8211; em especial, nas cenas de voo e de dentro dos aviões. Além disso, a reconstituição de época também é muito boa, o figurino e os cenários, de fato, transportam o público para a década de 40 &#8211; com uma considerável ajuda da cinematografia.</p>
<p style="text-align: center;"> E, é claro, o que ajuda muito a amenizar muitos dos defeitos &#8211; principalmente, os do roteiro &#8211; e o desempenho do elenco. O principal destaque é Ed Skrein, que interpreta o piloto Dick Best e pode ser visto como o protagonista da trama, uma vez que o seu arco é o mais desenvolvido &#8211; o fato de a personagem, que perdeu seu melhor amigo no ataque à Pearl Harbor, não ter medo de morrer e, ao mesmo tempo, temer que sua família tenha de viver sem ele é o principal fator que faz o público torcer por Dick.</p>
<p style="text-align: center;">Há, ainda, Woody Harrelson, que está muito bem como o Almirante Chester Nimitz, um tipo durão, mas compreensivo que se preocupa com os que estão ao seu redor &#8211; um tipo que ele sabe interpretar; Mandy Moore, que dá vida à Ann, esposa de Dick, uma personagem muito carismática e que prova mais uma vez &#8211; após o sucesso da série &#8220;This Is Us&#8221; &#8211; o quanto Moore evoluiu como atriz, mostrando-se muito mais segura.</p>
<p style="text-align: center;">E outra personagem interessante é Edwin Layton, interpretado por Patrick Wilson, que se sente culpado por não ter conseguido prever o ataque a Pearl Harbor e, agora, coloca todos os seus esforços em liderar a equipe responsável por interceptar e decodificar as mensagens trocadas entre as tropas japonesas.</p>
<p style="text-align: center;">Aliás, esse é um dos pontos altos da produção, uma vez que, considerando as duas horas e vinte minutos de duração, os dramas pessoais das personagens começam a perder o fôlego depois dos primeiros 90 minutos, assim, essa virada de foco para o esquadrão quase totalmente improvisado responsável por descobrir local e hora dos próximos ataques dos orientais injeta novo ânimo ao longa.</p>
<p style="text-align: center;"> Assim, <em>Midway &#8211; Batalha em Alto Mar</em> é um filme que, apesar dos deslizes, consegue realizar de maneira competente o que se propõe a fazer &#8211; é um filme histórico de guerra bem realizado que, mesmo não sendo um obra-prima favorita aos prêmios da próxima temporada, consegue entreter o público, que aceita embarcar na trama. É uma produção que poderia ter um roteiro mais conciso, porém é tecnicamente cuidadosa que conta com um bom elenco &#8211; o qual  também é composto por Luke Evans, Aaron Eckhart, Dennis Quaid, Darren Criss e Nick Jonas &#8211; e, para concluir, mostra o que aconteceu com as pessoas reais após o fim da batalha, o que humaniza tanto as personagens quanto toda a ação desenfreada de alguns momentos. Vale a pena dar uma olhada.</p>
<p>Foto: divulgação Diamond Filmes</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="UyttVWqJycE"><iframe title="Midway - Batalha em Alto-Mar | Featurette | 20 de novembro nos cinemas" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/UyttVWqJycE?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/11/midway-batalha-em-alto-mar-entrega-o-que-propoe-mas-peca-pelo-excesso/">Midway &#8211; Batalha em alto mar entrega o que propõe, mas peca pelo excesso</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rotacult.com.br/2019/11/midway-batalha-em-alto-mar-entrega-o-que-propoe-mas-peca-pelo-excesso/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Vida Invisível é, de fato, um melodrama tropical</title>
		<link>https://rotacult.com.br/2019/11/a-vida-invisivel-e-de-fato-um-melodrama-tropical/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-vida-invisivel-e-de-fato-um-melodrama-tropical</link>
					<comments>https://rotacult.com.br/2019/11/a-vida-invisivel-e-de-fato-um-melodrama-tropical/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Deroza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Nov 2019 01:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rotacult.com.br/?p=95245</guid>

					<description><![CDATA[<p>Apesar do momento difícil pelo qual o país está passando, com a cultura sob ataque do próprio governo, o cinema nacional parece passar pelo seu melhor momento &#8211; artística e narrativamente &#8211; desde a virada do século, com títulos que conseguem aclamação internacional e sucesso nas bilheterias brasileiras. E A Vida Invisível, novo longa de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/11/a-vida-invisivel-e-de-fato-um-melodrama-tropical/">A Vida Invisível é, de fato, um melodrama tropical</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Apesar do momento difícil pelo qual o país está passando, com a cultura sob ataque do próprio governo, o cinema nacional parece passar pelo seu melhor momento &#8211; artística e narrativamente &#8211; desde a virada do século, com títulos que conseguem aclamação internacional e sucesso nas bilheterias brasileiras. E <em>A Vida Invisível</em>, novo longa de Karim Aïnouz é um exemplo disso.</p>
<p style="text-align: center;">Após conseguir atrair os olhares do mundo ao ser premiado na mostra paralela <em>Un Certain Regard</em>, no Festival de Cannes deste ano, o filme &#8211; adaptado do romance &#8220;A Vida Invisível de Eurídice Gusmão&#8221;, de Marta Batalha &#8211; foi escolhido como representante brasileiro para tentar um vaga na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar, desbancando o <em>hit</em> do ano, <em>Bacurau</em>, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, laureado na competição principal do festival francês.</p>
<p style="text-align: center;">De fato, a escolha da comissão brasileira pelo filme de Aïnouz parece ser mais acertada, uma vez que o grupo que escolhe os selecionados para a disputada categoria é o mais conservador da Academia e tende a gostar da estrutura dramática clássica com forte valor nacional/regional de cada país candidato. E estas características estão presentes em <em>A Vida Invisível</em>, que vem sendo definido pelo diretor como &#8220;um melodrama tropical&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;">Esta definição &#8211; que vem sendo propagada aos quatro cantos &#8211; já é uma forma de destacar os aspectos que a Academia gosta para que o Brasil possa, após 21 anos, concorrer à estatueta de Melhor Filme Internacional novamente &#8211; assim como a alteração do título, que, originalmente, era homônimo ao livro. No entanto, a classificação não poderia ser mais adequada: <em>A Vida Invisível </em>é, de fato, um melodrama tropical.</p>
<p style="text-align: center;">A trama se passa no Rio de Janeiro, no fim da primeira metade do século XX, e acompanha a vida de duas irmãs. Eurídice (Carol Duarte), a mais introspectiva, sonha em se tornar uma pianista de sucesso &#8211; algo impensável para uma mulher à época. Já Guida (Julia Stockler), que é o oposto da irmã e não se conforma com as pressões impostas sobre as mulheres , o que resulta em sua fuga da casa da família. Assim, o longa mostra essas duas mulheres-irmãs que tomaram caminhos diferentes tentando se reencontrar.</p>
<p style="text-align: center;"> Desta forma, o maior desafio dos roteiristas Murilo Hauser e Inés Bortagaray &#8211; que colaboraram com o diretor &#8211; era captar a essência tão intimista e humana do livro de Batalha e adaptá-la para a linguagem cinematográfica, mas a união com a direção precisa de Aïnouz consegue traduzir tudo isso de maneira visceral por meio do arrebatamento visual, seja pela fotografia quente e super saturada de Hélène Louvart, seja pela direção de arte orgânica ou pelo trabalho de som &#8211; tudo aqui é hipnótico.</p>
<p style="text-align: center;"> Além disso, a direção é um dos pontos altos da produção. Aïnouz não é nenhum novato e possui clássicos do cinema brasileiro em seu currículo, seu novo trabalho deve se destacar em sua filmografia justamente por quebrar algumas características do trabalho do cineasta, como o naturalismo sempre presente em suas obras.</p>
<p style="text-align: center;">Aqui, Aïnouz busca levar à tela a representação feminina em um contexto de opressão, não apenas social, mas sobre seus corpos também &#8211; até mesmo as cenas de sexo do filme são incômodas, pois mostram uma forma de dominação, afinal, na época, o corpo feminino era uma propriedade do marido e tinha como único objetivo a procriação. E este é apenas um exemplo da crueza com que o tema é retratado, sem maniqueísmo, idealização ou fetichização de qualquer aspecto.</p>
<p style="text-align: center;"> O longa também acerta na representação dos homens. Seja o pai ignorante (António Fonseca) ou o marido banana (Gregório Duvivier, muito bem na personagem), nenhum deles é retratado como vilão folhetinesco, mas como produto de um tempo que oprimia e desperdiçava a vida e o potencial das mulheres &#8211; aqui, representadas por Eurídice e Guida &#8211; em nome de papéis sociais limitadores de uma sociedade patriarcal.</p>
<p style="text-align: center;">Outros destaques entre os coadjuvantes são Bárbara Santos, que interpreta Filomena, amiga de Guida, e Maria Manoella, que dá vida à Zélia, confidente de Eurídice. Mas os pontos altos do filme são, definitivamente, Carol Duarte e Julia Stockler &#8211; principalmente a segunda, que deixa a audiência boquiaberta com sua interpretação de Guida. E, como a cereja do bola, há Fernanda Montenegro, interpretando Eurídice idosa; é uma participação breve, mas a atriz entrega um trabalho tão delicado e preciso, que, fosse este um filme hollywoodiano, o Oscar de Atriz Coadjuvante já seria dela.</p>
<p style="text-align: center;">Assim, <em>A Vida Invisível </em>é uma produção que acumula muitos acertos, desde o roteiro, passando por todos os aspectos técnicos, até o desempenho impecável do elenco, tudo isso convergindo para contar as história destas duas mulheres &#8211; a mudança no título também se deve ao peso igualitário que elas têm na trama &#8211; vivendo em uma sociedade opressora &#8211; que tenta esticar seus tentáculos até os dias de hoje &#8211; que impõe a ausência de uma à outra; é, sim, um filme sobre ausência, mas é também um filme sobre amor, o amor entre duas irmãs, duas mulheres-irmãs.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="t0WHnFQaz20"><iframe title="A VIDA INVISÍVEL - TEASER OFICIAL" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/t0WHnFQaz20?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/11/a-vida-invisivel-e-de-fato-um-melodrama-tropical/">A Vida Invisível é, de fato, um melodrama tropical</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rotacult.com.br/2019/11/a-vida-invisivel-e-de-fato-um-melodrama-tropical/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Documentário sobre Rogéria retrata a travesti da família brasileira</title>
		<link>https://rotacult.com.br/2019/10/documentario-sobre-rogeria-retrata-a-travesti-da-familia-brasileira/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=documentario-sobre-rogeria-retrata-a-travesti-da-familia-brasileira</link>
					<comments>https://rotacult.com.br/2019/10/documentario-sobre-rogeria-retrata-a-travesti-da-familia-brasileira/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Deroza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Oct 2019 21:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rotacult.com.br/?p=94345</guid>

					<description><![CDATA[<p>Todo brasileiro sabe quem é Rogéria. Gostando ou não, a artista foi uma das personalidades mais icônicas do país, seja por sua carreira nos palcos e nas telas, seja por sua persona, que combinava glamour e falta de papas na língua. Foi assim &#8211; como ela mesma definia &#8211; que se tornou &#8220;a travesti da [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/10/documentario-sobre-rogeria-retrata-a-travesti-da-familia-brasileira/">Documentário sobre Rogéria retrata a travesti da família brasileira</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Todo brasileiro sabe quem é Rogéria. Gostando ou não, a artista foi uma das personalidades mais icônicas do país, seja por sua carreira nos palcos e nas telas, seja por sua <em>persona</em>, que combinava glamour e falta de papas na língua. Foi assim &#8211; como ela mesma definia &#8211; que se tornou &#8220;a travesti da família brasileira&#8221;. E é exatamente este aspecto da diva que o documentário de Pedro Gui busca explorar.</p>
<p style="text-align: center;"> Para isso, o diretor opta pela estrutura de um docudrama, alternando entre encenações teatrais de momentos da vida de Rogéria e depoimentos de amigos e familiares, que contam a história da diva desde a infância no Cantagalo, quando ainda era o Astolfinho, passando pelo começo da carreira como maquiador, o início da vida artística em plena ditadura militar, a ida para a Europa e o estrelato.</p>
<p style="text-align: center;">Além disso, o documentário começou a ser produzido quando Rogéria ainda era viva, então também há uma série de depoimentos da própria artista, o que ajuda a humanizar o objeto de estudo da produção &#8211; assim como a interação com os fãs no momento em que a estrela volta, após décadas, à Galeria Alaska, onde se localizava o teatro no qual ela estreou nos palcos durante os anos 60.</p>
<p style="text-align: center;"> Com isso, o filme se torna muito mais interessante e divertido &#8211; uma vez que Rogéria era uma pessoa muito engraçada justamente por não ter vergonha de nada. No entanto, o documentário peca ao passar muito tempo exaltando os sucessos da estrela e apenas comentar muito <em>en passant</em> os momentos difíceis da vida de sua biografada e outros aspectos interessantes, como o acidente que deixou uma grande cicatriz no rosto da artista &#8211; que, na época era chamada de &#8220;a mulher mais bonita do Brasil&#8221; -, levando-a a uma profunda depressão ou a maneira como ela lidava com relacionamentos e sexualidade.</p>
<p style="text-align: center;">              Por outro lado, a produção acerta em investir nas explicações &#8211; dadas pela própria artista &#8211; sobre as duas fortíssimas personas que habitavam o mesmo corpo: o Astolfo e a Rogéria. É muito interessante ver como ela lidava e alternava essas duas pessoas, que, mesmo sendo tão diferentes, eram complementares. Isso ajuda a amenizar o aspecto &#8220;Arquivo Confidencial Conceitual&#8221; da produção.</p>
<p style="text-align: center;">              Assim, iniciando com <em>&#8220;Non Je Ne Regrette Rien&#8221;</em> e contando com ricos depoimentos de pessoas como Betty Faria, Bibi Ferreira, Jô Soares, Aguinaldo Silva, Nany People, Rita Cadillac, Jane di Castro e Brigitte de Búzios, além da própria estrela que dá nome ao longa, &#8220;Rogéria &#8211; Senhor Astolfo Barroso Pinto&#8221;, apesar de preferir relembrar as histórias mais divertidas e não se aprofundar muito nos temas mais pesados da vida deste ícone da cultura brasileira, é uma produção que vale muito a pena ser assistida, não apenas pelos fãs da artista, mas pelo público em geral, que, talvez, não saiba da importância da <em>&#8220;blonde bombshell</em> dos trópicos&#8221;, a &#8220;Marilyn Monroe brasileira&#8221;. Quem gostou do documentário &#8220;Divinas Divas&#8221;, de Leandra Leal, com certeza, vai adorar.</p>
<p>Foto: divulgação</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="Y0k9e2FbAsw"><iframe loading="lazy" title="Rogéria - Senhor Astolfo Barroso Pinto / Trecho Inédito" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/Y0k9e2FbAsw?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/10/documentario-sobre-rogeria-retrata-a-travesti-da-familia-brasileira/">Documentário sobre Rogéria retrata a travesti da família brasileira</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rotacult.com.br/2019/10/documentario-sobre-rogeria-retrata-a-travesti-da-familia-brasileira/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Peterloo: Um drama histórico que pode, facilmente, ser relacionados ao contexto atual</title>
		<link>https://rotacult.com.br/2019/09/peterloo-um-drama-historico-que-pode-facilmente-ser-relacionados-ao-contexto-atual/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=peterloo-um-drama-historico-que-pode-facilmente-ser-relacionados-ao-contexto-atual</link>
					<comments>https://rotacult.com.br/2019/09/peterloo-um-drama-historico-que-pode-facilmente-ser-relacionados-ao-contexto-atual/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Deroza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2019 00:27:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rotacult.com.br/?p=92331</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 1819, manifestantes que protestavam pacificamente na Praça St. Peter, no Reino Unido, por reformas no parlamento, a fim de mais direitos e dignidade para as classes trabalhadoras, foram brutalmente atacadas pela cavalaria britânica, resultando em várias mortes, inclusive de Idosos, mulheres e bebês. Apesar de ser, oficialmente, denominado &#8220;O Massacre de Manchester&#8221;, o episódio [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/09/peterloo-um-drama-historico-que-pode-facilmente-ser-relacionados-ao-contexto-atual/">Peterloo: Um drama histórico que pode, facilmente, ser relacionados ao contexto atual</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Em 1819, manifestantes que protestavam pacificamente na Praça St. Peter, no Reino Unido, por reformas no parlamento, a fim de mais direitos e dignidade para as classes trabalhadoras, foram brutalmente atacadas pela cavalaria britânica, resultando em várias mortes, inclusive de Idosos, mulheres e bebês. Apesar de ser, oficialmente, denominado &#8220;O Massacre de Manchester&#8221;, o episódio também ficou conhecido como Massacre de Peterloo, em referência a Batalha de Waterloo, ocorrida no ano anterior, na qual os ingleses venceram as tropas de Napoleão, ou seja, desde o título, o cineasta Mike Leigh &#8211; acostumado a retratar as lutas das classes trabalhadoras &#8211; já enche a produção de ironia, o que, de certa forma, aplica-se a outros elementos do filme.</p>
<p style="text-align: center;">              Começando pelo retorno de dois soldados após a última das batalhas napoleônicas. O primeiro, pobre, segue um longo caminho a pé, emocional e psicologicamente abalado, e encontra uma realidade dura de infindáveis horas de trabalho e falta de comida em casa. Já o segundo, um aristocrata, é recebido com honras e títulos. A partir disso, o longa passa a trabalhar os gritantes contrastes entre as duas classes que povoam a trama, sem estabelecer uma figura principal &#8211; aqui, o protagonismo é da coletividade, na qual cada um tem uma função representativa no enredo, movido por constantes discursos de cada um dos lados, configurando uma extensa batalha verborrágica.</p>
<p style="text-align: center;">              Por meio disso, o roteiro também demonstra as diferenças entre os dois grupos, o que quer mudanças e o que quer manter seus privilégios; enquanto o primeiro faz discursos mais simples e diretos &#8211; e consideravelmente mais eficazes -, o segundo utiliza parte de seu esforço para escolher as palavras certas e mais rebuscadas, buscando demonstrar uma suposta superioridade pela lógica intelectualóide. Em ambos os casos, o efeito desejado é alcançado, porém, considerando as duas horas e meia de duração e o tempo que esses discursos ocupam na projeção, surge uma sensação de repetição a partir do segundo ato &#8211; parece que, em alguns momentos, o filme corre atrás do próprio rabo.</p>
<p style="text-align: center;">              Talvez, esta seja uma escolha deliberada do cineasta &#8211; uma vez que todos sabem como a história acaba, ele estica a narrativa o máximo possível para aumentar a tensão para o clímax. Isso fica mais evidente no fim do terceiro ato, quando a manifestação na praça St. Peter, de fato, começa. O diretor dedica cerca de dez minutos só para a chegada das pessoas ao local, depois, mais dez minutos para que os líderes subam ao palanque e se organizem, em seguida, mais um longo discurso reiterando tudo que já havia sido dito, enquanto alterna a atenção do espectador com as confabulações dos aristocratas que assistem a tudo, alguns indignados, outros não.</p>
<p style="text-align: center;">              Assim, &#8220;Peterloo&#8221; é um drama histórico interessante acerca de fatos que podem, facilmente, ser relacionados ao contexto atual e diversas partes do mundo &#8211; talvez, até por isso o tom satírico com o qual a classe alta é retratada, beirando o patético, como uma personificação da avareza, da vaidade e da luxúria -, no entanto, a produção peca ao espremer até a última gota de seu tema, tornando-se repetitivo e um pouco cansativo. Por outro lado, o longa acerta em cheio nos aspectos técnicos &#8211; o <em>design</em> de produção impecável que ajuda a contar a história, assim como a cinematografia e o desenho de som -, em especial durante o massacre propriamente dito, onde não há a glamourização da violência explícita e sádica da cavalaria, não há trilha sonora grandiosa e não há eufemismo. Desta forma, &#8220;Peterloo&#8221; é um filme que merece ser visto &#8211; em especial, por conta de sua temática -, mas requer uma dose de paciência e estômago.</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/09/peterloo-um-drama-historico-que-pode-facilmente-ser-relacionados-ao-contexto-atual/">Peterloo: Um drama histórico que pode, facilmente, ser relacionados ao contexto atual</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rotacult.com.br/2019/09/peterloo-um-drama-historico-que-pode-facilmente-ser-relacionados-ao-contexto-atual/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8220;Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz” é um longa que se destaca entre outras produções recentes do gênero por ter um teor menos didático</title>
		<link>https://rotacult.com.br/2019/09/divaldo-o-mensageiro-da-paz-e-um-longa-que-se-destaca-entre-outras-producoes-recentes-do-genero-por-ter-um-teor-menos-didatico/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=divaldo-o-mensageiro-da-paz-e-um-longa-que-se-destaca-entre-outras-producoes-recentes-do-genero-por-ter-um-teor-menos-didatico</link>
					<comments>https://rotacult.com.br/2019/09/divaldo-o-mensageiro-da-paz-e-um-longa-que-se-destaca-entre-outras-producoes-recentes-do-genero-por-ter-um-teor-menos-didatico/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Deroza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2019 21:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rotacult.com.br/?p=92024</guid>

					<description><![CDATA[<p>Na virada da década passada para a atual, o público brasileiro viu uma ascensão de filmes com temática espírita/kardecista com produções como “Bezerra de Menezes”, “Nosso Lar&#8221; e “Chico Xavier” – e seus derivados -, todos lançados em sequência e com grande apelo popular, em especial, os dois últimos. Após a febre inicial, em meados [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/09/divaldo-o-mensageiro-da-paz-e-um-longa-que-se-destaca-entre-outras-producoes-recentes-do-genero-por-ter-um-teor-menos-didatico/">&#8220;Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz” é um longa que se destaca entre outras produções recentes do gênero por ter um teor menos didático</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Na virada da década passada para a atual, o público brasileiro viu uma ascensão de filmes com temática espírita/kardecista com produções como “Bezerra de Menezes”, “Nosso Lar&#8221; e “Chico Xavier” – e seus derivados -, todos lançados em sequência e com grande apelo popular, em especial, os dois últimos. Após a febre inicial, em meados deste decênio, esse tipo de narrativa se tornou cada vez mais rara e sem muito destaque no circuito de salas comerciais. No entanto, após o lançamento de “Kardec” este ano e, agora, com “Divaldo – O Mensageiro da Paz”, parece que o interesse pelo tema voltou a crescer.</p>
<p style="text-align: center;">O filme conta a história de vida do médium Divaldo Franco, desde sua conturbada infância no interior da Bahia, onde tinha fama de louco por ver e falar com espíritos, até a maturidade, quando já era conhecido em todo o país por seus trabalhos de caridade. Talvez, o maior acerto da produção seja se prender ao fato de ser uma biografia e não cair na cilada da “propaganda de conversão” que filmes de teor religioso costumam cair, aqui, o público acompanha a história de um professor que dedicou sua vida à caridade e, por acaso, também era um médium. Mas esse não é o único ponto positivo do longa.</p>
<p style="text-align: center;">O roteiro e a direção de Clóvis Mello acertam em cheio ao injetar pinceladas de humor na trama, o que ajuda a dar mais naturalidade a algumas situações, o que não seria possível com aquela seriedade resignada que produções do gênero costumam adotar, o que pode acabar se tornando enfadonho se o filme não tiver um roteiro muito afiado. Assim, todo o estranhamento e momentos potencialmente constrangedores causados pela interação entre Divaldo e espíritos ganham um toque de bom humor, e muito disso se deve ao desempenho do elenco.</p>
<p style="text-align: center;">Os três atores que interpretam o médium – João Bravo, Guilherme Lobo e Bruno Garcia, respectivamente – se saem muito bem – o segundo é o que tem mais tempo de tela, sendo, portanto, responsável por levar a maior parte do longa. E há, ainda, outros nomes de destaque, como Laila Garin – sempre excelente – interpretando Dona Ana, a mãe de Divaldo, Ana Cecília Costa, como Laura, uma espécie de tutora do rapaz dentro da doutrina, Regiane Alves, que dá vida à mentora espiritual do médium, e Bruno Suzano, que interpreta Nilson – mais tarde, interpretado por Osvaldo Mil –, um aluno que se torna melhor amigo de Divaldo. O elenco ainda conta com Álamo Facó como Chico Xavier e Marcos Veras como um espírito obsessor que perseguiu o médium por décadas – ambos em aparições menores e, talvez, um pouco presos demais a maneirismos.</p>
<p style="text-align: center;">Assim, “Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz” é um longa que se destaca entre outras produções recentes do gênero por ter um teor menos didático – ainda que alguns diálogos tenham um tom um pouco professoral, o que, às vezes, é necessário, uma vez que, em um país cada vez mais evangélico, boa parte do público não tem um conhecimento básico sobre o espiritismo, e, além disso, quem já teve contato com a doutrina sabe que as conversas, por vezes, assumem este aspecto; outro ponto um pouco incômodo é a transição entre a primeira e a segunda fase, logo no primeiro ato, que é um pouco brusca demais, a passagem de tempo segunda é realizada de forma bem mais fluida, fora isso, não há grandes problemas, é uma produção competente. Por fim, trata-se de um filme interessante e até divertido, mas, acima de tudo, bem intencionado, que traz uma mensagem e tolerância e caridade.</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/09/divaldo-o-mensageiro-da-paz-e-um-longa-que-se-destaca-entre-outras-producoes-recentes-do-genero-por-ter-um-teor-menos-didatico/">&#8220;Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz” é um longa que se destaca entre outras produções recentes do gênero por ter um teor menos didático</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rotacult.com.br/2019/09/divaldo-o-mensageiro-da-paz-e-um-longa-que-se-destaca-entre-outras-producoes-recentes-do-genero-por-ter-um-teor-menos-didatico/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O homem ideal? é uma comedia de valores ultrapassados</title>
		<link>https://rotacult.com.br/2019/09/o-homem-ideal-e-uma-comedia-de-valores-ultrapassados/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-homem-ideal-e-uma-comedia-de-valores-ultrapassados</link>
					<comments>https://rotacult.com.br/2019/09/o-homem-ideal-e-uma-comedia-de-valores-ultrapassados/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Deroza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2019 01:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rotacult.com.br/?p=91547</guid>

					<description><![CDATA[<p>Esta é, primordialmente, uma comédia inspirada em estereótipos e com um forte teor de obsolescência, uma vez que se baseia em padrões ultrapassados, os quais, inclusive, são muito criticados hoje em dia. Dito isso, é necessário ressaltar que a premissa é até interessante e poderia render uma trama divertida, se a produção &#8211; escrita, dirigida [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/09/o-homem-ideal-e-uma-comedia-de-valores-ultrapassados/">O homem ideal? é uma comedia de valores ultrapassados</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Esta é, primordialmente, uma comédia inspirada em estereótipos e com um forte teor de obsolescência, uma vez que se baseia em padrões ultrapassados, os quais, inclusive, são muito criticados hoje em dia. Dito isso, é necessário ressaltar que a premissa é até interessante e poderia render uma trama divertida, se a produção &#8211; escrita, dirigida e protagonizada por Carles Alberola &#8211; soubesse usar os elementos que propõe. No entanto, o longa pretende ser uma reflexão existencial, mas acaba sendo apenas antiquado.</p>
<p style="text-align: center;"> Desta forma, o enredo conta a história de Ruben (Alberola), um professor e escritor de 50 anos, divorciado, inseguro e ansioso &#8211; um completo desajustado social, que nunca se acha bom o suficiente em nada, seja no âmbito profissional, seja para arrumar uma companheira. Diante deste panorama, o longa não se cansa de tentar fazer humor em cima disso, de forma pouco eficaz e repetitiva, utilizando o que há de mais cafona no gênero Comédia.</p>
<p style="text-align: center;">E tudo isso se acentua quando Raquel (Cristina Garcia) e Jaume (Alfred Picó), um casal amigo, arruma um encontro às cegas para o protagonista com a irmã da mulher, Pilar (Rebecca Valls), que é a personificação estereotipada da &#8220;mulher dos sonhos&#8221;: com o corpo perfeito, independente, e sexualmente livre &#8211; o que é considerado seu maior mérito -, uma aventureira que &#8211; como uma cena faz questão de ressaltar &#8211; tem 50 anos, mas &#8220;aparenta ter 40&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;">Estes são apenas alguns dos exemplos de inadequação desta pretensa comédia ao período histórico em que ela foi lançada, mas há outros, como a forma que a produção trata Raquel, uma mulher de 40 anos que pensa não servir para nada e vive em função de conseguir a aprovação dos homens que a cercam. Há, ainda, a maneira com que o roteiro, constantemente, molda Pilar para que ela caiba na forma de mulher que seria irresistível a qualquer homem, ignorando qualquer desenvolvimento de personagem.</p>
<p style="text-align: center;">E, como se o filme já não tivesse feito muitas escolhas equivocadas, o roteiro faz questão e sempre diminuir/amenizar toda e qualquer atitude moralmente repreensível das personagens masculinas, ignorando totalmente as consequências e o impacto que estas ações têm, principalmente sobre Raquel. Assim, &#8220;O Homem Ideal?&#8221; é uma comédia que não tem receio algum de se mostrar machista, utilizando-se de clichês e estereótipos ultrapassados, tanto no espectro social quanto no cinematográfico e cômico. Talvez, o único ponto positivo da produção seja sua estrutura teatral &#8211; já que a história é adaptada de uma peça -, porém, outros filmes já fizeram isso antes, então, não chega nem a ser algo original.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="Jh00UnJZoKQ"><iframe loading="lazy" title="O Homem Ideal? | Trailer Oficial  - 26 de Setembro nos cinemas" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/Jh00UnJZoKQ?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/09/o-homem-ideal-e-uma-comedia-de-valores-ultrapassados/">O homem ideal? é uma comedia de valores ultrapassados</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rotacult.com.br/2019/09/o-homem-ideal-e-uma-comedia-de-valores-ultrapassados/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Chicuarotes: Gael Garcia Bernal traz drama agridoce às telas</title>
		<link>https://rotacult.com.br/2019/09/chicuarotes-gael-garcia-bernal-traz-drama-agridoce-as-telas/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=chicuarotes-gael-garcia-bernal-traz-drama-agridoce-as-telas</link>
					<comments>https://rotacult.com.br/2019/09/chicuarotes-gael-garcia-bernal-traz-drama-agridoce-as-telas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Deroza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2019 12:39:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rotacult.com.br/?p=91325</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com uma bem sucedida carreira na atuação, o mexicano Gael Garcia Bernal volta a se aventurar da direção com o longa Chicuarotes, que participou do Festival de Cannes deste ano. Trata-se de um drama que acompanha dois jovens &#8211; Cagalera (Benny Emmanuel) e Moloteco (Gabriel Carbajal) &#8211; que vivem em uma periferia mexicana e tentam [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/09/chicuarotes-gael-garcia-bernal-traz-drama-agridoce-as-telas/">Chicuarotes: Gael Garcia Bernal traz drama agridoce às telas</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Com uma bem sucedida carreira na atuação, o mexicano Gael Garcia Bernal volta a se aventurar da direção com o longa <em>Chicuarotes</em>, que participou do Festival de Cannes deste ano. Trata-se de um drama que acompanha dois jovens &#8211; Cagalera (Benny Emmanuel) e Moloteco (Gabriel Carbajal) &#8211; que vivem em uma periferia mexicana e tentam ganhar algum dinheiro apresentando-se como palhaços na rua e em transportes públicos, no entanto, quando não conseguem faturar, eles recorrem ao crime para obter lucro.</p>
<p style="text-align: center;">Desta forma, ao longo da primeira metade do filme, o roteiro &#8211; escrito por Augusto Mendoza &#8211; consegue contrapor muito bem essa a faceta cômica e violenta da dupla &#8211; liderada por Cagalera; seu parceiro, aliás, aparenta ter algum tipo de deficiência mental. Com isso, o primeiro ato possui uma aura que mistura uma certa inocência e fantasia pueril, que lembra muito os clássicos dos anos 80, como <em>Conta Comigo, E.T.</em> e até mesmo a atual &#8220;Stranger Things&#8221;, seja na interação entre as personagens, seja no <em>design</em> de produção ou na cinematografia, a qual, por vezes, utiliza-se de luzes e pisca-piscas para dar um ar lúdico aos momentos em que a dupla protagonista fala sobre seus sonhos e desejos.</p>
<p style="text-align: center;">Por outro lado, também há uma certa acidez e picardia &#8211; por exemplo, a cena de abertura lembra muito o tom da primeira cena de <em>Pulp Fiction</em>, de Quentin Tarantino, já apontando para a mescla de gêneros que a produção pretende abraçar. Porém, pelo menos inicialmente, esta dualidade se dá de forma mais fluida, uma vez que o verdadeiro conflito da trama só surge após a metade da projeção. Até então, nota-se um grande preocupação acerca da construção daquele universo &#8211; que é muito bem realizada: locação, personagens, diálogos e arcos são todos muito críveis.</p>
<p style="text-align: center;">Isso faz com que esta primeira metade corra com muita fluidez e crie uma conexão entre o público e os dois rapazes &#8211; principalmente com Cagalera, que tem mais destaque, apesar de ser o mais moralmente repreensível. Contudo, no encaminhamento para o terceiro ato, o longa muda drasticamente de tom, tomando um rumo cada vez mais pesado e melancólico &#8211; chegando a ser incômodo em muitas cenas, em especial, no clímax. Conforme o enredo segue em direção à conclusão, já não há mais resquícios do humor ácido &#8211; e até um pouco ingênuo em alguns momentos &#8211; que permeia o primeiro e o segundo ato.</p>
<p style="text-align: center;">Aliás, a direção de Bernal é competente em mostrar que a trama se desenvolve a partir das escolhas dos rapazes &#8211; muito mais de Cagalera -, o que ajuda a amenizar esta virada de tom. No entanto, o que sustenta o filme são as atuações &#8211; todas impecáveis. O destaque é de Benny Emmanuel, que tem o carisma necessário para bancar um anti-herói, mas Carbajal, mesmo tendo menos tempo de tela e quase não tendo falas, consegue cativar a audiência por causa da inocência quase infantil de sua personagem &#8211; que, de certa forma, tem um toque de Chaplin. A propósito, é Moloteco e sua maquiagem de palhaço que protagonizam a mais bela &#8211; e triste &#8211; simbologia do longa, nos últimos minutos.</p>
<p style="text-align: center;">Mas, ainda há outros destaques, como Leidi Gutiérrez &#8211; que interpreta Sugheili, interesse amoroso de Cagalera e seu exato oposto, sendo uma jovem responsável e honesta -, Dolores Heredia &#8211; que dá vida à Tonchi, a sofrida, mas obstinada, mãe da personagem de Emmanuel e domina todas as suas cenas, principalmente no último ato -, Daniel Giménez Cacho como o asqueroso antagonista Chillamil e Enoc Leaño na pele de Baturro, o pai alcoólatra e abusivo do protagonista. Não há um nome fraco sequer no elenco.</p>
<p style="text-align: center;"> Assim, <em>Chicuarotes</em> &#8211; um termo que significa &#8220;pimenta&#8221; ou &#8220;teimoso&#8221;, mas também é o nome dado aos habitantes de San Gregório Atlapulco, na periferia da Cidade do México &#8211; possui doses de comédia, ação, suspense, mas é, acima de tudo um drama melancólico e amargo sobre escolhas, crescimento, a influência do meio sobre o indivíduo e, especialmente, a perda da esperança &#8211; algo que fica muito claro nos dez minutos finais, mostrando que, às vezes, a tão aguardada e sonhada &#8220;luz no fim do túnel&#8221; é uma saída, porém, nem sempre é para o lugar que se espera ou se deseja. É um filme que mexe com sentimentos difíceis, mas que rende alguma reflexão.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Chicuarotes | Trailer Oficial Legendado" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/w6D2hbJ96Fc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/09/chicuarotes-gael-garcia-bernal-traz-drama-agridoce-as-telas/">Chicuarotes: Gael Garcia Bernal traz drama agridoce às telas</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rotacult.com.br/2019/09/chicuarotes-gael-garcia-bernal-traz-drama-agridoce-as-telas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pássaros de Verão apresenta o inicio do narcotráfico na Colômbia</title>
		<link>https://rotacult.com.br/2019/08/passaros-de-verao-apresenta-o-inicio-do-narcotrafico-na-colombia/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=passaros-de-verao-apresenta-o-inicio-do-narcotrafico-na-colombia</link>
					<comments>https://rotacult.com.br/2019/08/passaros-de-verao-apresenta-o-inicio-do-narcotrafico-na-colombia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Deroza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2019 12:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rotacult.com.br/?p=90221</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nos últimos anos, o mundo vem acompanhando um rápido e surpreendente crescimento do cinema colombiano, o qual tem apresentado títulos que configuram entre os melhores da América Latina, e dois dos nomes responsáveis por isso são Cristina Gallego e Ciro Guerra, cineastas que, em 2015, arrebataram público e crítica com o premiado O Abraço da [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/08/passaros-de-verao-apresenta-o-inicio-do-narcotrafico-na-colombia/">Pássaros de Verão apresenta o inicio do narcotráfico na Colômbia</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Nos últimos anos, o mundo vem acompanhando um rápido e surpreendente crescimento do cinema colombiano, o qual tem apresentado títulos que configuram entre os melhores da América Latina, e dois dos nomes responsáveis por isso são Cristina Gallego e Ciro Guerra, cineastas que, em 2015, arrebataram público e crítica com o premiado <em>O Abraço da Serpente</em>, que mostrava a interação entre o xamã Karamakate e dois exploradores europeus, indicando que a dupla de diretores gosta e sabe muito bem trabalhar o tema de identidade cultural.</p>
<p style="text-align: center;">  Agora, Gallego e Guerra chegam aos cinemas com mais um sucesso de crítica, o longa <em>Pássaros de Verão</em>, que, durante o Festival de Cannes deste ano, foi apontado como <em>O Poderoso Chefão</em> colombiano. A trama se passa nos anos 70, quando uma família de nativos Wayuu se vê em meio a crescente e efervescente produção e venda de maconha para os Estados Unidos. Tudo começa quando o jovem Rapayet (José Acosta) se interessa por Zaida (Natalia Reyes), mas como o rapaz não é membro daquela comunidade, úrsula (Carmiña Martínez), mãe da moça, impõe uma série de tarefas quase impossíveis a serem cumpridas por ele para que a mulher conceda a mão da filha.</p>
<p style="text-align: center;"> No entanto, Moises (Jhon Narváez), colega de Rapayet, descobre que os estadunidenses que integram o Corpo da Paz na região estão à procura de maconha, e, para atender à crescente demanda, inicia um negócio com os trabalhadores agrícolas e cargueiros da área. Então, apesar de tentar resistir aos impulsos da ganância, a cultura e as vidas dos membros desta família são postas em perigo por causa de uma guerra entre os clãs. Com isso, o longa se destaca por sua narrativa dividida em cinco partes que mostram a troca gradual dos valores ancestrais pelos dólares que prometem trazer prosperidade àquela área tão pobre.</p>
<p style="text-align: center;"> Assim, talvez o maior mérito do do longa seja a complexidade  e engenhosidade com a qual a esta trama é apresentada, desde o título &#8211; a própria Gallego declarou que os pássaros podem representar tanto os animais da cultura Wayuu quanto os aviões estadunidenses que iam buscar a maconha com cada vez mais frequência. E essa criatividade se estende para outros aspectos da produção, como os movimentos de câmera da direção que significam muito mais do que as cenas mostradas &#8211; um exemplo disso são as construções de luxo que passam a ocupar uma zona cujos habitantes passavam fome até pouco tempo antes -, a cinematografia impecável e a trilha sonora progressiva que casa com a escalada das disputas do crime.</p>
<p style="text-align: center;">   Desta forma, Gallego e Guerra conseguem discutir diversos assuntos como mistura e abandono cultural, o esforço pela manutenção das tradições e as alterações sofridas  por elas, o que afeta a identidade nacional de um povo ao longo do tempo, além de servir como um preâmbulo para o auge do narcotráfico nos anos 80 &#8211; liderado por Pablo Escobar -, tema que angariou muito interesse nos últimos anos. E tudo isso apresentando uma trama engajante que prende a atenção do público, sendo, portanto, não apenas o melhor filme sul-americano, mas um dos melhores filmes do ano.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Pássaros de Verão | 22 de agosto de 2019" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/9PTPPcUzoRU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/08/passaros-de-verao-apresenta-o-inicio-do-narcotrafico-na-colombia/">Pássaros de Verão apresenta o inicio do narcotráfico na Colômbia</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rotacult.com.br/2019/08/passaros-de-verao-apresenta-o-inicio-do-narcotrafico-na-colombia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entre tempos: As versões de um relacionamento</title>
		<link>https://rotacult.com.br/2019/08/entre-tempos-as-versoes-de-um-relacionamento/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=entre-tempos-as-versoes-de-um-relacionamento</link>
					<comments>https://rotacult.com.br/2019/08/entre-tempos-as-versoes-de-um-relacionamento/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Deroza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2019 01:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rotacult.com.br/?p=90217</guid>

					<description><![CDATA[<p>O gênero romance é comumente descrito como &#8220;água-com-açúcar&#8221;, por isso não costumam chamar muita atenção. No entanto, sempre surge alguma produção digna de nota e este é justamente o caso de Entre Tempos, segundo filme do cineasta italiano Valerio Mieli, que propõe uma análise não apenas sobre os altos de baixos de um relacionamento, mas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/08/entre-tempos-as-versoes-de-um-relacionamento/">Entre tempos: As versões de um relacionamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">O gênero romance é comumente descrito como &#8220;água-com-açúcar&#8221;, por isso não costumam chamar muita atenção. No entanto, sempre surge alguma produção digna de nota e este é justamente o caso de <em>Entre Tempos</em>, segundo filme do cineasta italiano Valerio Mieli, que propõe uma análise não apenas sobre os altos de baixos de um relacionamento, mas também sobre as memórias destes momentos de uma relação e como cada um as encara.</p>
<p style="text-align: center;"> Assim, a trama acompanha a história de dois jovens &#8211; identificados apenas como Ele (Luca Marinelli) e Ela (Linda Caridi) &#8211; de personalidades opostas &#8211; pessimismo e otimismo, respectivamente &#8211; que se conhecem em uma festa e logo iniciam um relacionamento como todo aquele entusiasmo de começo de namoro e, com o passar do tempo, a monotonia surge como em qualquer relação. Com isso, o enredo, partindo de um momento posterior, narra os altos e baixos do casal do ponto de vista de cada um, paralelamente.</p>
<p style="text-align: center;">              Este é exatamente o aspecto que torna este romance interessante: mostrar que não existe uma verdade única e absoluta, há sempre as diferentes versões e as distintas formas de encarar situações. Soma-se isso ao fato de a identidade dos protagonistas não ser revelada e o resultado é um potencial fator de identificação &#8211; ou, pelo menos, familiaridade &#8211; com o público, por se tratar de um tema universal.</p>
<p style="text-align: center;"> E com este roteiro tão singular, é claro que seria necessário um grande apuro técnico para que a produção funcionasse. O primeiro deles é a montagem &#8211; mérito de Desideria Rayner, montadora que conseguiu equilibrar de forma cirurgicamente precisa os malabarismos audiovisuais do diretor -, que costura muito bem os acontecimentos da trama sem deixá-los confusos e mantendo um fluxo particular, ímpar. E ainda há o <em>design</em> de produção e a cinematografia, que ajudam, de fato a contar a história e tem um significado em cada cena.</p>
<p style="text-align: center;">    Desta forma, <em>Entre Tempos</em> é um filme delicado e, principalmente, franco, que se utiliza do chavão &#8220;os opostos se atraem&#8221; para tratar de temas universais que perpassam um relacionamento, mas sem cair nas armadilhas do maniqueísmo, uma vez que, por meio destas memórias analisadas sob distintos pontos de vista, o enredo consegue desenvolver as personagens, ou seja, um exemplar de produção em que forma e conteúdo se complementam, resultando em uma obra surpreendente e digna de atenção.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Entre Tempos – Trailer Oficial Legendado" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/KuyyXTwtePg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/08/entre-tempos-as-versoes-de-um-relacionamento/">Entre tempos: As versões de um relacionamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rotacult.com.br/2019/08/entre-tempos-as-versoes-de-um-relacionamento/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
