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	<title>Cinema - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Cinema - Rota Cult</title>
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		<title>Hit para Dois, uma comedia romântica espirituosa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Giacobbo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alguém disse ou escreveu certa vez que a música é a forma mais próxima e mais fácil de nos conectarmos com Deus. Os religiosos provavelmente discordarão e dirão que esse papel pertence à oração, à conversa direta com o Divino. Eu não sei quem está certo. Aliás, também não sou exatamente uma pessoa da música. [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Alguém disse ou escreveu certa vez que a música é a forma mais próxima e mais fácil de nos conectarmos com Deus. Os religiosos provavelmente discordarão e dirão que esse papel pertence à oração, à conversa direta com o Divino. Eu não sei quem está certo. Aliás, também não sou exatamente uma pessoa da música. Sou muito mais dos filmes, dos livros e dos programas esportivos. Mas existe alguém que realmente não aprecie uma boa música? Mesmo quem não passa o dia todo ouvindo canções acaba sendo tocado por elas em algum momento. E talvez seja justamente por entender esse poder que o irlandês John Carney, diretor e roteirista (aqui em conjunto com Peter McDonald) de <em>Hit Para Dois</em>, construiu toda a sua carreira ao redor da música.</p>



<p class="has-text-align-center">Para quem não associa imediatamente o nome à filmografia, Carney é o diretor e roteirista de obras como <em>Apenas uma Vez</em> (2007), <em>Mesmo Se Nada Der Certo</em> (2013) e Sing Street: Música e Sonho (2016). Filmes diferentes entre si, mas unidos por um mesmo elemento: a música como força motriz das histórias e das emoções dos personagens. Em seu novo trabalho, <em>Hit Para Dois</em>, essa característica aparece mais uma vez. Não há aqui uma comédia romântica nos moldes de seus filmes anteriores, mas existe a mesma sensibilidade, o mesmo carinho pelos personagens e a mesma crença de que a música pode transformar vidas.</p>



<p class="has-text-align-center">A trama de <em>Hit Para Dois</em> acompanha Rick, personagem vivido por Paul Rudd. Quando jovem, ele sonhava em se tornar uma estrela do Rock, mas a vida aconteceu. Casou com uma jovem irlandesa, dessa união nasceu outra jovem irlandesa, os boletos começaram a chegar e, desta forma, acabou encontrando estabilidade como cantor de uma banda de casamentos, algo que aqui no Brasil compararíamos a um cantor de churrascaria. Só que, durante uma apresentação em um castelo na Irlanda, ele conhece Danny Wilson, interpretado por Nick Jonas, (sim, ele mesmo, o integrante da boy band <em>Jonas Brothers</em>).</p>



<p class="has-text-align-center">Astro internacional da música e melhor amigo do noivo, Danny acaba subindo ao palco para uma participação improvisada. A química entre os dois é imediata. Era muito claro que eles se entenderiam, afinal, a música corre na veia de ambos. Mais tarde, após o casório, entre conversas, bebidas e violões, eles acabam passando a noite compondo músicas juntos. Só que Rick e Danny pertencem a mundos completamente diferentes. Um teve seus sonhos interrompidos pela realidade; o outro vive exatamente o sonho que o primeiro abandonou.</p>



<p class="has-text-align-center">Meses depois, Rick escuta em um shopping uma música que conhece muito bem. Não apenas conhece: ele acredita ter sido o verdadeiro autor da canção. O problema é que Danny a transformou em um enorme sucesso mundial e Rick não possui nenhuma prova concreta de sua participação na composição. A partir daí, o filme se transforma em uma jornada de perseverança. Enquanto familiares, amigos e colegas duvidam de sua história, Rick segue tentando provar que não está louco. E é justamente nessa busca obstinada que o roteiro de&nbsp;<em>Hit Para Dois</em>&nbsp;encontra sua força. Em nenhum momento o personagem perde a esperança, e isso acaba contaminando também o espectador.</p>



<p class="has-text-align-center">John Carney acerta mais uma vez. Admito que fui ao cinema sem saber praticamente nada sobre o filme e sequer tinha percebido que ele era o diretor do projeto. Antes da sessão, cheguei a comentar com uma amiga que provavelmente assistiria a mais um filme genérico. Felizmente, estava completamente enganado. <em>Hit Para Dois</em> é daqueles filmes que abraçam o espectador. É, certamente, uma obra que faz companhia. Funciona quando estamos felizes, funciona quando estamos tristes e funciona especialmente quando precisamos acreditar que as coisas ainda podem dar certo. Há uma sinceridade muito bonita em tudo o que acontece na tela.</p>



<p class="has-text-align-center">Além disso, o longa-metragem é extremamente competente em seus aspectos técnicos. A direção é segura, o roteiro é coeso e bem amarrado, as atuações funcionam muito bem e a narrativa flui de forma natural do início ao fim. Paul Rudd entrega mais uma atuação carismática, enquanto Nick Jonas surpreende interpretando uma versão ficcionalizada de alguém muito próximo daquilo que ele próprio representa no mundo real: uma estrela musical surgida em uma boy band. E, antes que eu me esqueça, a relação de Rick com o seu melhor amigo, Sandy, vivido pelo próprio co-roteirista Peter McDonald, me fez lembrar bastante a de Hugh Grant e Rhys Ifans em&nbsp;<em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>&nbsp;(1999).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">O resultado final é tão redondo que fiquei me perguntando se não havia deixado passar algum problema. Pensei durante horas sobre o que tinha assistido e simplesmente não encontrei grandes falhas. Talvez elas existam e eu não as tenha visto. Ou talvez John Carney tenha realmente conseguido realizar mais uma obra especial. E talvez, quem sabe, a música realmente seja uma das formas mais bonitas de nos conectarmos com Deus. Os religiosos, como escrevi anteriormente, provavelmente discordarão, mas aí já é um problema filosófico e não fílmico. Agora, independentemente da resposta para essa questão, uma coisa eu posso afirmar: <em>Hit Para Dois</em> merece ser visto. Eu recomendo fortemente. </p>



<p class="has-text-align-center">Desliguem os celulares e excelente diversão.</p>
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		<title>Dia D resgata a essência de Steven Spielberg, em longa sobre Aliens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alê Shcolnik]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Se você descobrisse que não estamos sozinhos, isso te assustaria?&#8221;. Essa é a premissa de Dia D, novo filme do cineasta Steven Spielberg, aliás, podemos chamar de um novo filme da franquia alienígena do diretor, que adora explorar a temática.Desde Contatos Imediatos do Terceiro Grau, lançado em 1977, passando por E.T. O Extraterrestre, Minority Report e Guerra [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">&#8220;Se você descobrisse que não estamos sozinhos, isso te assustaria?&#8221;. Essa é a premissa de<em> Dia D,</em> novo filme do cineasta Steven Spielberg, aliás, podemos chamar de um novo filme da franquia alienígena do diretor, que adora explorar a temática.<em>Desde Contatos Imediatos do Terceiro Grau,</em> lançado em 1977, passando por <em>E.T. O Extraterrestre, Minority Report e Guerra dos Mundos.</em> Em , <em>Dia D </em>,vemos a essência de Steven Spielberg ser resgatada, em seu novo longa sobre Aliens.</p>


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<figure class="alignright size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="987" height="555" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dia-d-critica.webp" alt="Dia D" class="wp-image-200452" style="aspect-ratio:1.7784330808927016;width:494px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dia-d-critica.webp 987w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dia-d-critica-300x169.webp 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dia-d-critica-768x432.webp 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dia-d-critica-747x420.webp 747w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dia-d-critica-150x84.webp 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dia-d-critica-696x391.webp 696w" sizes="(max-width: 987px) 100vw, 987px" /></figure>
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<p class="has-text-align-center">Estrelado por&nbsp;Emily Blunt (em atuação magnifica!), Josh O&#8217;Connor, Colin Firth e Colman Domingo, <em>Dia D </em>retrata sobre o que&nbsp;aconteceria com a nossa sociedade com a chegada de uma civilização desconhecida. A trama, já conhecida do publico, de certa forma, nos coloca em posição de partida.</p>



<p class="has-text-align-center"> O longa é, certamente, um thriller de ficção científica com conspirações magistralmente executado, do jeito que  Spielberg sabe fazer. Passado e presente são utilizados de uma forma fascinante e com qualidade. ,&nbsp;<em>Dia D&nbsp;</em>é justamente o tipo de coisa que Spielberg busca colocar nas telas de cinema desde os anos 1970.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">&nbsp;Com arquétipos já conhecidos do diretor, os heróis chegam dotados de personalidade o suficiente para conquistar nossa torcida. Além disso, o filme conta com cenas de ação eletrizantes, perseguições emocionantes, diálogos hilários e uma atuação memorável de Emily Blunt (aguardo uma indicação ao Oscar!), <em>Dia D</em> nos transporta de volta ao universo Spielberg de mistério, heróis comuns e uma mensagem otimista e inspirador, com uma produção técnica deslumbrante.</p>
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		<title>Dia D: Steven Spielberg retoma a ideia de invasão extraterrestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todos os protagonistas de Steven Spielberg são pessoas comuns que precisam lidar com o extraordinário de uma hora para outra. Nesse sentido, esse personagem também representa o espectador que nem sempre tem ciência do que está vendo, mas precisa juntar peças de um quebra-cabeça e se manter íntegro, até perceber que não há mais espaço [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Todos os protagonistas de Steven Spielberg são pessoas comuns que precisam lidar com o extraordinário de uma hora para outra. Nesse sentido, esse personagem também representa o espectador que nem sempre tem ciência do que está vendo, mas precisa juntar peças de um quebra-cabeça e se manter íntegro, até perceber que não há mais espaço para o ceticismo, essa regra é mantida em <em>Dia D</em>, seu novo e pomposo filme que resgata uma fatia de sua filmografia deixada de lado nos últimos 20 anos: a invasão extraterrestre. Vindo de um dos seus maiores êxitos recentes junto a crítica, considerado por muitos como um de seus melhores filmes, esse filme novo divide com <em>Os Fabelmans </em>um caráter pessoal, mas aqui temos Spielberg olhando para si como cineasta, e revisitando sua bela carreira. </p>



<p class="has-text-align-center">Ou seja, nesse sentido, há um período de revisitação que o cineasta começa a promover no cinema recente, ou melhor, desde&nbsp;<em>Amor, Sublime Amor</em>, sua versão para o musical da Broadway que também encantou o público. Mas enquanto a relação do gênio era esmiuçada no contexto familiar em sua fatia anterior, aqui Spielberg decanta a própria carreira. Nenhum problema aí, inclusive como é feliz vermos os maiores do nosso tempo (Almodóvar com&nbsp;<em>Natal Amargo</em>, Cronenberg com&nbsp;<em>O Senhor dos Mortos</em>, etc) revisitarem a própria criação com tanta paixão, e tanta fúria. O vencedor do Oscar por&nbsp;<em>A Lista de Schindler&nbsp;</em>não se repete, assim como seus colegas, e faz desse momento mais uma possibilidade de realizar algo que ninguém elabora, a princípio, ser um norte para ele: cinema político.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">No passado, seu olhar para a chegada entre nós de viajantes interplanetários abriu portas para o olhar para a Guerra Fria (<em>Contatos Imediatos do Terceiro Grau</em>), ou a queda das Torres Gêmeas no 11 de Setembro (<em>Guerra dos Mundos</em>). Vivendo na era da disseminação da desinformação como palco das discussões entre nações &#8211; e internamente em cada uma delas, nós inclusive &#8211;&nbsp;<em>Dia D&nbsp;</em>não promove qualquer disfarce para sua argumentação a respeito dos malefícios sociais das &#8216;fake news&#8217;. Em nome dessa tentativa diária de falsear fatos, propagar inverdades utilizando as redes sociais, fugir do compromisso com a verdade descaradamente em discursos mentirosos acerca de proteção, o mundo afunda em certezas inventadas e temas que não são debatidos, porque ainda se encontram escondidos.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">O roteiro de David Koepp, com argumento do próprio Spielberg, é exímio em criar uma bela parábola acerca dessa movimentação escusa de bastidores para, uma vez mais, nos encantar com &#8211; pasme! &#8211; essa mesma sensação de descoberta de um mundo desconhecido. Paralelo ao que está em cima da mesa politicamente, a alegoria filmada em&nbsp;<em>Dia D&nbsp;</em>é uma prova de que não há idade ou bagagem excessiva que apaguem o talento original, e intacto. Toda uma geração do cinema está em curso de despedida por conta de sua idade (Spielberg completa 80 em dezembro), e a maioria deles se recusa a diminuir a expressão de beleza e encantamento que extrai das lentes. Esse é mais um caso de autoria e liberdade artística e estética que nos mostra o quão automático é um mundo habitado por&nbsp;<em>Duna&nbsp;</em>e&nbsp;<em>Wicked</em>.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Porque não está nas entrelinhas, por exemplo, a construção do arco dramático de Maggie Fairchild, por exemplo. Em desempenho de camadas que se aprofundam a cada nova cena em um corpo avassalador provido por Emily Blunt, a personagem parece instrumento de ações alheias desde seus movimentos iniciais, servindo a um propósito de enredo; ledo engano. Esse é um dos muitos pontos de excelência do roteiro, que não se apressa para ler Maggie e colocá-la no centro da reflexão, isso é uma situação que precisa ser apresentada no momento certo. O que Blunt realiza assim que sua engrenagem pede, é de profunda humanidade, entrega e uma incontida certeza da própria fragilidade, física e emocional. Ao seu lado, grandes atores como Josh O&#8217;Connor, Colin Firth e Colman Domingo, assistem a momentos raros de entrega visceral. Ainda assim, não tirem os olhos deles, principalmente do protagonista de&nbsp;<em>Sing Sing</em>; Domingo tem aqui um dos maiores momentos de uma carreira cercada deles.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Especificamente no que concerne mise-en-scene,&nbsp;<em>Dia D&nbsp;</em>mostra por mais de um momento, porque Spielberg é quem é, e porque não há qualquer decréscimo em sua carreira. A referência própria está em cenas sutis, e em momentos que nem todo o espectador verá, como a chegada noturna da polícia em torno de Daniel Kellner, defendido por O&#8217;Connor; ali, a distorção narrativa da cena de Melinda Dillon sendo abduzida em&nbsp;<em>Contatos Imediatos do Terceiro Grau&nbsp;</em>é clara &#8211; dessa vez, a abdução é feita por humanos. Em outro momento envolvendo o ator de&nbsp;<em>Rivais</em>, a chegada de uma comitiva policial ao rancho onde ele está escondido rende um plano-sequência que não é um fetiche estético apenas, mas uma demonstração bem clara de domínio cênico e do emprego bem utilizado da máquina hollywoodiana para a realização de algo efetivo, que produz impacto. O próprio desfecho do filme, que muitos considerarão&nbsp;alongado, cabe na visão de cadência e da montagem da tensão propriamente dita, que é diluída progressivamente para o avanço da emoção.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Em plena excelência do ofício, Spielberg elabora ainda esse pensamento acerca do que nossas lembranças podem ou não significar, e o quanto governo algum precisa preocupar-se com o bem estar de uma sociedade já moldada para suprimir mágoas e frear possíveis mergulhos para o horror. Isso está impresso em todo o terço final da personagem de Blunt, e também as lacunas emocionais que vazam da presença breve de Courtney Grace em cena. A jovem atriz, que vive a âncora do jornal da emissora em Nova York, consegue em pouco tempo de cena nos assombrar com seu próprio assombro. É uma gama de sensações que, de fora da projeção, é fácil observar onde nos leva o cinema de Steven Spielberg, que sabe manejar uma montanha-russa como poucos, e prova mais uma vez que suas 80 primaveras não geraram cansaço os estagnação. O contrário dessas coisas chama-se&nbsp;<em>Dia D</em>.&nbsp;</p>
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		<title>F.MIS promove exibição de &#8220;O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro&#8221; com debate especial sobre a obra de Glauber Rocha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 13:51:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Debates]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160;Fundação Museu da Imagem e do Som realiza, no próximo dia 10/6, às 18h30, na Sala Glauber Rocha, na sede da Praça XV, a exibição do clássico &#8220;O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro&#8221; (1969), dirigido por Glauber Rocha. Após a sessão, o público poderá participar de um debate especial com o diretor de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">&nbsp;Fundação Museu da Imagem e do Som realiza, no próximo dia 10/6, às 18h30, na Sala Glauber Rocha, na sede da Praça XV, a exibição do clássico &#8220;O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro&#8221; (1969), dirigido por Glauber Rocha. Após a sessão, o público poderá participar de um debate especial com o diretor de fotografia do filme, Affonso Beato, um dos mais importantes profissionais do cinema brasileiro, com mediação do cineasta, produtor e exibidor cultural Cavi Borges.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;Exibir &#8216;O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro&#8217; na Sala Glauber Rocha e receber Affonso Beato para um debate com o público é uma oportunidade única de revisitar uma das obras mais importantes da história do cinema brasileiro. A F.MIS tem o compromisso de preservar, difundir e estimular a reflexão sobre produções que ajudaram a construir nossa identidade audiovisual e continuam inspirando novas gerações de realizadores e espectadores&#8221;, destaca o presidente da Fundação, Cesar Miranda Ribeiro.</p>



<p class="has-text-align-center">Considerado um dos marcos do Cinema Novo, &#8220;O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro&#8221; é uma continuação de &#8220;Deus e o Diabo na Terra do Sol&#8221; e acompanha o personagem Antônio das Mortes em uma nova jornada pelo sertão brasileiro. Misturando elementos do cordel, da ópera e da cultura popular, o longa apresenta um embate simbólico entre tradição, violência, justiça e resistência, consolidando-se como uma das obras mais emblemáticas da filmografia de Glauber Rocha.</p>



<p class="has-text-align-center">O filme marcou a estreia de Glauber Rocha na realização de longas-metragens em cores e é reconhecido como uma das produções mais influentes do cinema nacional. A obra integra a lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos elaborada pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), reafirmando sua relevância artística e histórica mais de cinco décadas após seu lançamento.</p>



<p class="has-text-align-center">O debate com Affonso Beato permitirá ao público conhecer os bastidores da produção e aprofundar a compreensão sobre os aspectos técnicos e estéticos do filme. Com uma trajetória internacional de destaque, Beato trabalhou ao lado de grandes cineastas e participou de produções que se tornaram referências no cinema mundial, sendo um dos nomes mais respeitados da direção de fotografia.</p>



<p class="has-text-align-center">Promovendo a exibição de &#8220;O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro&#8221;, seguida de debate com um dos profissionais responsáveis por sua realização, a Fundação Museu da Imagem e do Som preserva a memória audiovisual brasileira e valoriza as obras fundamentais para a história do cinema nacional.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>SERVIÇO</strong> Data: 10 de junho de 2026 Horário: 18h30 Local: Sala Glauber Rocha – MIS Praça XV – Praça Luiz Souza Dantas, 1 – Centro / Entrada: Evento gratuito e aberto ao público, sujeito à lotação. / Inscrições: Mediante envio prévio ao e-mail cinemis@mis.rj.gov.br, até 10 de junho, às 12h. É necessário informar nome completo, e-mail e telefone para contato. </p>
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		<title>Todo Mundo em Pânico 6 atualiza a sátira cinematográfica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Giacobbo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 16:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há 26 anos, os irmãos Wayans lançavam&#160;Todo Mundo em Pânico&#160;(2000), filme que revolucionaria o gênero da paródia cinematográfica. Criadores, roteiristas, produtores e diretores dos dois primeiros longas da franquia, eles acabaram afastados de uma obra que ajudaram a construir, enquanto novos capítulos eram produzidos sem sua participação.&#160;Agora, mais de duas décadas depois, retornam à série [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Há 26 anos, os irmãos Wayans lançavam&nbsp;<em>Todo Mundo em Pânico</em>&nbsp;(2000), filme que revolucionaria o gênero da paródia cinematográfica. Criadores, roteiristas, produtores e diretores dos dois primeiros longas da franquia, eles acabaram afastados de uma obra que ajudaram a construir, enquanto novos capítulos eram produzidos sem sua participação.&nbsp;Agora, mais de duas décadas depois, retornam à série com&nbsp;<em>Todo Mundo em Pânico 6</em>, trazendo de volta a marca registrada de uma das famílias mais importantes da comédia americana contemporânea. E, principalmente, da comédia negra americana. Se nos anos 1970 o cinema teve o fenômeno da&nbsp;<em>Blaxploitation</em>&nbsp;— tão admirado e homenageado por cineastas como Quentin Tarantino — os Wayans construíram algo semelhante dentro do humor, produzindo filmes feitos a partir de sua própria visão de mundo, mas voltados para todos os públicos.</p>



<p class="has-text-align-center">Como acontece desde o primeiro filme,&nbsp;<em>Todo Mundo em Pânico 6</em>&nbsp;utiliza a franquia&nbsp;<em>Pânico</em>&nbsp;(1996-2026) como principal estrutura narrativa. Quem assistiu ao mais recente capítulo da série de terror reconhecerá diversas cenas recriadas quase quadro a quadro, agora transformadas em piada. Mas limitar a franquia a uma simples paródia de Pânico seria um erro. O terror criado por Wes Craven e Kevin Williamson funciona apenas como espinha dorsal para uma enorme colagem de referências. Nesta nova edição, surgem citações e paródias de obras como&nbsp;<em>Corra!</em>&nbsp;(2017),&nbsp;<em>A Substância</em>&nbsp;(2024),&nbsp;<em>Premonição</em>&nbsp;(2000-2025),&nbsp;<em>Wandinha</em>&nbsp;(2022-2025),&nbsp;<em>M3gan</em>&nbsp;(2023-2025),&nbsp;<em>Terrifier</em>&nbsp;(2016-2024),&nbsp;<em>Longlegs</em>&nbsp;(2024) e&nbsp;<em>A Hora do Ma</em>l (2025) e diversos outros sucessos recentes do horror, todos misturados em uma grande salada cômica conduzida pelos Wayans.</p>



<p class="has-text-align-center">Naturalmente, ninguém deveria procurar aqui uma história elaborada ou um roteiro digno de premiações. Não é esse o objetivo do filme. A proposta sempre foi simples: construir gags, piadas e situações absurdas capazes de arrancar gargalhadas do público. O espectador entra na sala de cinema para esquecer os problemas do lado de fora e simplesmente rir. A questão é saber se o filme consegue cumprir essa missão. E a resposta, como acontece com toda comédia, depende muito de quem está assistindo. Humor é algo profundamente subjetivo. O que faz este crítico rir pode não provocar qualquer reação em outro espectador, e vice-versa.</p>



<p class="has-text-align-center">No meu caso,&nbsp;<em>Todo Mundo em Pânico 6</em>&nbsp;começa de maneira extremamente eficiente. Uma das primeiras sequências, claramente inspirada em&nbsp;<em>Premonição</em>&nbsp;(2000-2025), arrancou gargalhadas altas e sinceras. Durante boa parte da projeção eu me diverti bastante. O problema é que, em determinado momento, senti que o longa perde ritmo. As piadas continuam surgindo, mas com menor frequência e menor impacto. Os risos, que eram constantes no início, tornam-se mais espaçados. E, em uma obra cuja proposta principal é fazer rir, o ritmo é um elemento fundamental.</p>



<p class="has-text-align-center">Também é importante destacar algo que acompanha a franquia desde seu nascimento: o humor politicamente incorreto. Os Wayans não fazem concessões nesse aspecto. Utilizando seu próprio lugar de fala, criam inúmeras piadas envolvendo questões raciais, algumas leves, outras bastante agressivas. Logo na abertura, por exemplo, uma personagem afirma ser negra dentro de um restaurante sofisticado e os clientes brancos começam a esconder bolsas e pertences, enquanto uma senhora chega ao ponto de engolir o próprio colar de pérolas. Trata-se de um tipo de humor que certamente não agradará a todos. Assim como aconteceu nos filmes anteriores, haverá espectadores que se incomodarão profundamente com essas escolhas. E isso precisa ser dito antes da compra do ingresso.</p>



<p class="has-text-align-center">No saldo final,&nbsp;<em>Todo Mundo em Pânico 6</em>&nbsp;entrega aproximadamente duas horas de diversão descompromissada e muitas risadas. Se não faz sentido cobrar profundidade dramática ou sofisticação narrativa, vale destacar as atuações. Marlon e Shawn Wayans continuam demonstrando um talento cômico raro, criando momentos que funcionariam perfeitamente em um palco de stand-up ou em uma peça teatral. Regina Hall e Anna Faris retornam em participações que ajudam a despertar a nostalgia dos fãs, enquanto uma das melhores piadas do filme surge quando os próprios Wayans fazem referência aos capítulos produzidos sem sua participação, deixando escapar uma divertida ponta de ressentimento. Para quem está precisando rir neste feriado de Corpus Christi, a recomendação é clara: vá ao cinema. Apenas saiba exatamente o tipo de humor que encontrará pela frente.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Desligue o celular e excelente diversão.</p>
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		<title>100 Noites de Desejo, adaptação da &#8216;graphic novel&#8217; de Isabel Greenberg, chega aos cinemas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Carbone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O espectador precisa de um tempo até se concentrar e conseguir encontrar-se dentro do manancial de possibilidades que é&#160;100 Noites de Desejo, adaptação dirigida por Julia Jackman para uma &#8216;graphic novel&#8217; de Isabel Greenberg. Na iminência de poder ser muitas coisas &#8211; uma fábula, uma homenagem à contação de histórias, uma aula de empoderamento, uma [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">O espectador precisa de um tempo até se concentrar e conseguir encontrar-se dentro do manancial de possibilidades que é&nbsp;<em>100 Noites de Desejo</em>, adaptação dirigida por Julia Jackman para uma &#8216;graphic novel&#8217; de Isabel Greenberg. Na iminência de poder ser muitas coisas &#8211; uma fábula, uma homenagem à contação de histórias, uma aula de empoderamento, uma elegia LGBTQIAPN+ &#8211; o filme foi lá e resolveu ser todas, e mais algumas ainda. O invólucro é sedutor o suficiente para que fiquemos paralizados com o que está sendo contado, submersos em um tempo que pode estar igualmente muito para trás ou inacreditavelmente para frente. A sensação ao final da sensação é a de que nem todo material filmado precisa ser necessariamente esclarecido, ainda mais se a ideia é conceber uma tese acerca do que se conta.</p>



<p class="has-text-align-center">Não é exatamente um elogio a maneira como coloco tais situações, e de como tudo parece pronto para descer goela abaixo do espectador. Mas, passado o susto inicial, resta uma história que me faz lembrar dos bons momentos de Tarsem Singh &#8211; o diretor de videoclipes transformado em cineasta, que concebeu coisas como&nbsp;<em>A Cela&nbsp;</em>e&nbsp;<em>Dublê de Anjo</em>. Tal embalagem nos carrega para uma outra compreensão acerca do que vemos, produzimos ou investimos no nosso tempo. Não é como se fosse uma indicação fácil a ser feita (e, talvez, na verdade eu não o fizesse), mas&nbsp;<em>100 Noites de Desejo&nbsp;</em>é uma fórmula pronta para ser apreciada quase como se fôssemos a uma exposição, e as modernas instalações interagissem umas com as outras.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Na parte esclarecida do roteiro, um casal precisa ter filhos para sustentar um reino. O homem chama seu melhor amigo, forja uma aposta com ele onde a gravidez de sua esposa seria inevitável, e resolve passar as tais 100 noites fora, deixando eles dois e mais uma ama de companhia juntos em seu castelo. A partir daí, o roteiro de&nbsp;<em>100 Noites de Desejo&nbsp;</em>condensa a vida pregressa dos pais de Hero (a ama), e as histórias fabulosas que Cherry irá contar para ela e Manfred. Sim, você não errou ao observar a semelhança com &#8216;As Mil e uma Noites&#8217; aqui, que provavelmente era uma das dezenas de inspirações para Greenberg. A centralidade fabular acaba tendo seu centro na história de três jovens filhas de um rei que precisa encontrar um pretendente para elas, e acaba envolvendo uma delas em uma cilada cada vez maior. A salada proveniente do amálgama de tudo isso, talvez ainda não aproxime o espectador do que está sendo visto.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Apesar de ser bem menos incompreensível do que imaginamos à primeira vista,&nbsp;<em>100 Noites de Desejo&nbsp;</em>não se esforça para dar respostas prontas. Algo que deve ser um grande problema é esse desprendimento em relação a apresentação de seus propósitos, em contrapartida à duração enxutíssima (menos de 90 minutos), que deixa no ar a sensação de que não existe boa vontade em relação ao espectador. Mas a obra está disponível e não é ininteligível; apenas exige de quem a assiste um comprometimento maior com a liberdade narrativa. Com uma apresentação que se presta à extravagância, o filme não se deslumbra com o próprio deslumbre, pelo contrário, existe até uma tentativa de não se debruçar sobre isso. Tudo aqui é comedido, incluindo a explosão sexual que o filme tenta amainar a todo custo.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">O trio de protagonistas entrega muita sensibilidade a tratamentos pouco ortodoxos de condução de roteiro. Nicholas Galitzine (o He-Man de&nbsp;<em>Mestres do Universo</em>) é um ator em fase de expansão, e sua delicadeza diante de um cafajeste comum é bonita de se ver. Maika Monroe (de&nbsp;<em>Corrente do Mal</em>) sai da zona de conforto em torno de mulheres ativas em suas decisões para uma mulher pura de sentimentos, que descobre os mais profundos por quem menos espera. Emma Corrin&nbsp;(a Lady Di de&nbsp;<em>The Crown</em>) tem a melhor interpretação dos três, no que é o personagem-chave do enredo. Quem é Hero? O filme não responde, mas carrega para ela uma base de confiança no que tem a dizer, e a aparente fragilidade da atriz esconde uma fúria adormecida prestes a explodir.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Aos poucos, o real casal de&nbsp;<em>100 Noites de Desejo&nbsp;</em>se apresenta e mostra porque o filme estreia em junho no Brasil (além de pegar carona na visibilidade de Galitzine, que vê seu Príncipe de Etérnia chegar aos cinemas no mesmo dia). No Mês do Orgulho, toda semana teremos histórias &#8216;queer&#8217; estreando, e o filme de Jackman, assim que abraça nossas suspeitas, mostra ao que veio. Ou seja, o nascimento de uma sexualidade fluida e a descoberta de um novo caminho a descobrir faz o filme ganhar contornos que saltam do lugar explícito de retomada de poder feminino, para mostrar que nossas lutas partem também de um ímpeto de auto descoberta.&nbsp;&nbsp;</p>
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		<title>Labirinto dos Garotos Perdidos traz proposta ousada ao que se convenciona olhar para uma narrativa tradicional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há cerca de 7 meses atrás, quando&#160;Labirinto dos Garotos Perdidos&#160;estreou na Mostra de São Paulo, uma atmosfera onírica, de sonho transformado em pesadelo, de uma angústia natural do mundo de hoje às pessoas LGBTQIAPN+ quanto a segurança e aos modelos de negociação de afeto, era anunciado. Agora, o novo filme de Matheus Marchetti chega aos [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Há cerca de 7 meses atrás, quando&nbsp;<em>Labirinto dos Garotos Perdidos&nbsp;</em>estreou na Mostra de São Paulo, uma atmosfera onírica, de sonho transformado em pesadelo, de uma angústia natural do mundo de hoje às pessoas LGBTQIAPN+ quanto a segurança e aos modelos de negociação de afeto, era anunciado. Agora, o novo filme de Matheus Marchetti chega aos cinemas como a aposta inicial da plataforma Filmicca&nbsp;na distribuição de conteúdo original e inédito, e seu lugar nas discussões cinematográficas da temporada se farão prementes&nbsp;pelo cenário que se formou. Com as estreias de&nbsp;<em>Obsessão&nbsp;</em>e&nbsp;<em>Backrooms&nbsp;</em>(e seus respectivos fenômenos de bilheterias), o filme tem mais do que uma experiência única de rememoração de gêneros do cinema para encontrar lugar de debate.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Marchetti é um muito jovem realizador cujo lugar no circuito de cinema ainda não tinha sido aberto, tendo as sessões de seus ótimos&nbsp;<em>Verão Fantasma&nbsp;</em>e&nbsp;<em>As Núpcias de Drácula&nbsp;</em>restritas ao circuito de festivais. Com&nbsp;<em>Labirinto dos Garotos Perdidos</em>, o jovem chega a dois públicos: aquele que já conhece Marchetti dos fóruns de nicho e aos espectadores que vai encontrá-lo pela primeira vez. Trata-se do primeiro dos muitos filmes brasileiros de temática &#8216;queer&#8217; a estrear no Mês do Orgulho, e o mais importante é que todas essas informações divididas até aqui são extra-fílmicas, não anulam a principal análise e nem joga sombra sobre suas qualidades infinitas. A base de muito do que vemos aqui vem de uma descoberta particular do público em se conectar com o cinema marginal do país nos anos 1970, e com uma fatia específica do horror, o &#8216;giallo&#8217; italiano.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Além disso, nos valores contemporâneos de&nbsp;<em>Labirinto dos Garotos Perdidos</em>, temos a ameaça constante de um &#8216;serial killer&#8217; que mata jovens gays na capital paulistana quando estes se aventuram por encontros sexuais na noite escura. Na prática, o jovem Miguel aceita um convite de outro rapaz com quem flerta pela internet, para se hospedar em sua casa, em zona nobre de São Paulo. Após uma clara decepção romântica de ambas as partes, MIguel sai pelas ruas em nova busca, na intenção de, entre outras coisas, encontrar uma fonte de afeto &#8211; além do sexo de maneira mais prática. A partir de sonhos do protagonista e da realidade lúgubre que o autor imprime em seus filmes, mergulhamos profundamente (ou ao menos aos que se deixarem levar pela ambientação que escapa gradativamente do naturalismo) em um sonho de horror, onde o sangue propositadamente artificial nunca nos deixa esquecer sua porção de Cinema, e de que fontes estão sendo servidas na tela.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Como sua filmografia pregressa já prenuncia, Marchetti é um cineasta que se banha com vontade em um estetização da imagem cuja função é povoar a visão com potenciais sensações de vertigem, desconforto e alucinação &#8211; e, vejam só a coincidência, ele captura assim o espírito do circuito no momento, com os títulos de Kane Parsons e Curry Barker em clima de fenômeno. Mas em&nbsp;<em>Labirinto dos Garotos Perdidos</em>, em determinado ponto o filme faz questão de não mais nos situar dentro da sua realidade, ou de uma porta aberta para o imaginário abstrato. O que estamos vendo é a verdade de quem? Ao menos o espectador tem o direito a um respiro dentro da máquina de fumaça? E a resposta a todas as perguntas segue sendo o mistério, e um orgulho danado de promover o desconhecido.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Ainda assim, o desejo é latente nas imagens &#8211; e um baita viva para as produções contemporâneas, que filma o sexo gay sem pudor, mas carregado da volúpia que não precisa ter medo de existir. Assim como em&nbsp;<em>Um Estranho no Lago</em>, quando não existir nem mais o tesão, ainda estaremos vivos? Nesse lugar então, a referência do gênero imortalizado por Dario Argento e Lamberto Bava é ainda mais berrante, porque esse era um cinema onde o sujeito &#8216;queer&#8217; até tinha presença, mas nenhuma voz. O mesmo pode-se dizer do cinema marginal da boca do lixo, onde o tipo gay era ridicularizado por muitas vezes. Ou seja,&nbsp;<em>Labirinto dos Garotos Perdidos&nbsp;</em>é uma resposta moderna sobre como fazer nossas pequenas revoluções, com nossos corpos e nossas histórias, promovendo elegia ao cinema e também reconstruindo a presença faltante de outrora.</p>



<p class="has-text-align-center">De beleza inquestionável, e uma narração hipnótica de Tuna Dwek, Matheus Marchetti é um sério candidato a um posto do qual pleiteiam também Fábio Meira, Eduardo Nunes, Karol Maia, Guto Parente e Gabriel Martins: o de realizador do ano. Com sua verve direcionada ao cinema de gênero que convoca diretamente a um grito de conclamação às minorias,&nbsp;<em>Labirinto dos Garotos Perdidos&nbsp;</em>é um filme que aposta no entendimento subjetivo para abrir passagens por caminhos transitados pouquíssimas vezes. A comunicação estabelecida com os meninos da Surto e Deslumbramento, coletivo de cineastas de olhar cítrico e agudo para o mundo gay, lê que existe a necessidade de outras formas de abordar a vida LGBT &#8211; porque ainda fora, e não absolutamente dentro, ácida, arriscada, absolutamente histérica e ainda assim humana e cheia de delicadeza?</p>



<p class="has-text-align-center"><em>Labirinto dos Garotos Perdidos&nbsp;</em>é, sem dúvida, uma proposta de ousadia ao que se convenciona olhar para uma narrativa tradicional, mas não pelo que ela rompe em sua estrutura, mas pela maneira como escolhe olhar para a mesma. A convenção do qual existe uma cartilha a ser cumprida, aqui é abolida tão habilmente, que os olhos menos atentos não perceberão outras fontes mais cuidadosas em cena &#8211; como os irmãos Grimm. Marchetti se prova uma metralhadora de ideias que não cessará enquanto não estiver regurgitando cada novo aspecto a respeito das dores e delícias de ser um jovem contador de histórias, atento a outros contadores de suas ficções. O criador alimenta a criatura, e é alimentado de volta pelos novos conceitos de fábula que precisam ganhar voz.&nbsp;</p>



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		<title>Mestres do Universo: A animação da Era Ploc merecia mais harmonia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 18:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Mestres do Universo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existem adaptações que parecem destinadas a viver eternamente no imaginário dos fãs. Cercados por rumores, Mestres do Universo volta aos anos 80 que o Brasil viveu. Se você é do tipo que chora só com a lembrança da canção &#8220;Peludinho&#8221;, do &#8220;Chaves&#8221;, ou na recordação do &#8220;Ursinho Pimpão&#8221;, tem fortes chances de se comover com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Existem adaptações que parecem destinadas a viver eternamente no imaginário dos fãs. Cercados por rumores, Mestres do Universo volta aos anos 80 que o Brasil viveu.</h2>



<p class="has-text-align-center">Se você é do tipo que chora só com a lembrança da canção &#8220;Peludinho&#8221;, do &#8220;Chaves&#8221;, ou na recordação do &#8220;Ursinho Pimpão&#8221;, tem fortes chances de se comover com a música cantada pelo Gorpo e pela feiticeira Dree Elle, a fim de salvar Etérnia. Aquela que dita: &#8220;O Bem vence o Mal/ Espanta o temporal/ O azul o amarelo/ tudo é muito belo/ O Bem vence o Mal/ O fraco fica forte/ E vence até a morte/ Isso é o que ele faz&#8221;. Nessa letra reside a chave para saber lidar com &#8220;Mestres do Universo&#8221;, um filme que tinha tudo para ser épico, mas se desperdiça.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Calma! Ele diverte. Uma operação cinematográfica de US$ 170 milhões (algumas fontes dão US$ 200 milhões) que faz um dublador brasileiro, Garcia Júnior, ganhar status de estrela por todo o país, não pode ser ignorado. Nem merece. É um filme empolgante e alimenta a nossa nostalgia. O problema são os encostos que o quizilam.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Sim, aparece o Gorpo em <em>Mestres do Universo</em>, quando menos se espera. Sim, tem uma certa Princesa do Poder, a dar as caras num momento estratégico, quase de venda, a assegurar a abertura de uma nova franquia para o cinema neste momento em que os super-heróis de HQ deixaram de ser uma receita infalível. Aliás, vai ter gente desmilinguindo com a aparição dela, além disso, evitemos spoilers e evocações ao Corujito. &nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Sim, há uma alusão ao <em>Mestres do Universo</em> com Dolph Lundgren, que a gente via na &#8220;Sessão da Tarde&#8221; dos anos 1990, com Frank Langella a berrar: &#8220;Sou mais do que um homem. Sou mais do que a vida. Eu sou Deus!&#8221;. E era um berro com o gogó de Isaac Bardavid, titã da arte de dublar que serenou no início da década.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><em>Mestres do Universo</em> é, certamente, elétrico à pampa, ao resgatar o universo (e não necessariamente) o&nbsp;<em>ethos</em>&nbsp;da série de desenhos animados que grudou o Brasil na telinha da Globo na década de 1980. Não, o projeto de adaptar He-Man para as novas gerações não abre mão do ativo Ploc &#8211; o clima oitentista &#8211; que trouxe &#8220;Karate Kid&#8221; e &#8220;Top Gun&#8221; de volta, ao mesmo passo que ele abre um veio infantojuvenil de fantasia que só se viu igual (mas sem a mesma poesia) no recente &#8220;Minecraft&#8221;, com Jack Black, fenômeno comercial de 2025.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A gente só não precisava ficar tomando&nbsp;<em>palestrinha</em>&nbsp;no quengo, sobre&nbsp;<em>machulência</em>, ao longo de duas horas e 20 minutos. Isso enfraquece, pois artificializa um engenho de dramaturgia que aposta na magia e se pavimenta sobre um desenho próximo das fábulas de Esopo. Não há razão para se contestar os debates contra o sexismo (e, nele, a praga do machismo), pois essa conversa salva vidas. O problema é como ela aparece. A canção de Dree Elle e Gorpo já lacrava: &#8220;Harmonia, é o segredo que traz alegria/ Só se vence quando há harmonia/ Harmonia e amor&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">&nbsp;De harmônico, no âmbito da reflexão crítica, o novo longa-metragem do diretor Travis Knight (do&nbsp;<em>marromeno</em>&nbsp;&#8220;Bumblebee&#8221;) pouco tem. Nota-se uma aflição para se enxertar o roteiro com tiradas abrasivas (e depreciativas) contra toda e qualquer representação da masculinidade, a começar do empenho para se destroçar figuras paternas.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A própria escolha de nome do herói, que acentua o &#8220;ele&#8221;&nbsp;<em>(he)</em>, é alvo de troça, a se impor uma conexão entre os signos de virilidade com a caricatura do&nbsp;<em>macho man</em>&nbsp;estereotipado. Tem uma troça constante também com o visual de torso nu de He-Man que dá preguiça de tão repetitiva, a nível quinta série. O que poderia vir como ironia sutil se descortina em dinâmica expositiva, quase didática, o que torna o deboche artificial.<br><br>Além disso, tem um outro problemaço na escolha do tom do Esqueleto. Jared Leto (ganhador do Oscar por &#8220;Clube de Compras Dallas&#8221;) é um ator gigante, e desfila sua grandiosidade ao desconstruir toda a vilania diante si ao ensaiar a criação de uma espécie de Dr. Evil (o inimigo do Austin Powers) de capuz. O problema é que ele erra o tônus de seu personagem. De novo, voltemos ao Gorpo: &#8220;Harmonia é o segredo que traz alegria&#8221;. O que fica é desarmônico. É quase um daqueles vilões dos Trapalhões vividos por Carlos Kurt.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A gênese de &#8220;Masters of the Universe&#8221; não sustenta essa sanha desconstrutiva. Aliás, o que se via na linha de bonecos que a Mattel pôs à venda em 1982, a explorar os signos da ficção capa &amp; espada, tipo bárbaros vs. magos, era uma micareta multicor. Nas cores, tanto a fotografia quanto a direção de arte do longa de Travis pecam, ela é bruxuleante em demasia, ocre além da conta. &nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">No meio disso tudo, faltou repensar o que os bonequinhos guardavam em sua estrutura de plástico cheia de cores. A estrutura dramatúrgica que calçou aquelas&nbsp;<em>action figures</em>&nbsp;(brinquedos) só nasceu em 1983, na série de desenhos da Filmation. Em 130 episódios, lançados até 1985, o seriado mapeou o mundo de Etérnia, com suas feitiçarias, sua monarquia paradoxalmente democrática e seu inimigo jurado, o já citado Esqueleto (agora dublado por Luiz Carlos Persy).&nbsp; </p>



<p class="has-text-align-center">No Brasil, essa pérola chegou em 1984 e ficou em destaque em nossas manhãs até a alvorada da década de 1990. A &#8220;She-Ra&#8221; estava ali, lado a lado.&nbsp;Na televisão, a realidade paralela de Etérnia ganhou vida pelas leis da mais lúdica fantasia. Por vir da animação, Travis Knight consegue desafiar a lógica realista com eficácia. Seu maior acerto é assumir uma veia infantojuvenil das mais molecas. Veia essa que não se harmoniza com todo o ativismo que ele abraça.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Na trama, o Príncipe Adam (encarnado pela força da natureza Nicholas Galitzine) retorna à Etérnia, depois de 15 anos preso nos EUA, para salvar seus compatriotas do Esqueleto. Por culpa de uma maquinação desse ferrabrás, ele passou a adolescência longe de seu lar.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Nesse périplo de volta para casa e de intimidade com a Espada do Poder, o genial Idris Elba se impõe como o dono do trecho inicial para si no papel do Mentor, pai da guerreira Teela (Camila Mendes, de DNA brasileiro) e estrategista bélico. Depois, a festa fica na conta de Galitzine, que reina garboso. Na hora do &#8220;Eu Tenho a Força!&#8221;, a gente fica de joelhos e volta a ser miúdo.</p>



<p class="has-text-align-center">Por fim, um destaque de peso em cena é a Maligna interpretada por Alison Brie (de &#8220;Glow&#8221;), que dá um jeito de criar uma alquimia com o Esqueleto de Leto. Ainda no elenco, merece destaque Jon Xue Zhang, brilhante sob a armadura do Aríete. Mas ninguém brilha mais do que Galitzine, ainda mais dublado por Garcia Junior. &nbsp;</p>
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		<title>O REI DA FEIRA chega ao streaming</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 14:15:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Streaming]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A HBO Max anunciou a estreia do filme O REI DA FEIRA, comédia nacional protagonizada por Leandro Hassum na plataforma de streaming no dia 5 de junho. Com direção de Felipe Joffily e coproduzido pela Paramount Pictures Brasil, o longa transita entre a comédia e o suspense, explorando relações familiares, conflitos interpessoais e segredos comunitários &#8211; ou, popularmente dizendo, a boa e velha fofoca.   [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">A HBO Max anunciou a estreia do filme O <em>REI DA FEIRA,</em> comédia nacional protagonizada por Leandro Hassum na plataforma de streaming no dia 5 de junho. Com direção de Felipe Joffily e coproduzido pela Paramount Pictures Brasil, o longa transita entre a comédia e o suspense, explorando relações familiares, conflitos interpessoais e segredos comunitários &#8211; ou, popularmente dizendo, a boa e velha fofoca.  </p>



<p class="has-text-align-center">O trailer pincela o enredo da história: o assassinato de um feirante, ocorrido logo após ele ganhar uma grande&nbsp;quantia de dinheiro&nbsp;no jogo do bicho. A vítima, conhecida como Bode (Pedro Wagner), retorna como espírito para ajudar a solucionar o crime, mas está com amnésia alcoólica e não se lembra de quem o matou. A investigação fica a cargo de Monarca (Leandro Hassum), seu amigo com dons mediúnicos que atua como segurança da feira e, a contragosto, acaba formando uma dupla com o espírito a fim de descobrir quem o matou.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Mas , nada é o que parece em <em>O Rei da Feira</em>. E não estou falando exatamente da costura narrativa, ou os eventos que cercam o filme. Essa afirmação tem a ver com o que se imagina da produção, uma comédia estrelada por Leandro Hassum. Com essa informação, é criada uma base de argumento que se imagina contemplar o conceito acima, como um molde perfeito. O que o espectador percebe rapidamente é que não está diante de mais um título de encomenda, um produto de linha de fábrica vazio, ou repetitivo dentro do que fomos condicionados a encontrar. Em seu lugar, uma espécie de dispositivo de suspense que no cenário estadunidense é chamado de ‘whodunit’, e que nada mais é do que uma história de mistério, com um enredo geralmente ligado a uma descoberta, algo como um ‘quem matou?’.  <a href="https://rotacult.com.br/2025/09/o-rei-da-feira-leandro-hassum-protagoniza-novo-filme-de-felipe-joffily/">Leia a critica!</a></p>
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		<title>&#8220;Mostra Pitanga&#8221; homenageia Antonio Pitanga</title>
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		<pubDate>Sun, 31 May 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Mostras de Cinemas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro apresenta a &#8220;Mostra Pitanga&#8221;, maior retrospectiva cinematográfica já realizada sobre a trajetória do ator, diretor e ícone do Cinema Novo Antonio Pitanga. Ao longo de quatro semanas, o público poderá assistir, gratuitamente, a 38 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, que atravessam diferentes momentos do cinema brasileiro e [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro apresenta a &#8220;Mostra Pitanga&#8221;, maior retrospectiva cinematográfica já realizada sobre a trajetória do ator, diretor e ícone do Cinema Novo Antonio Pitanga. Ao longo de quatro semanas, o público poderá assistir, gratuitamente, a 38 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, que atravessam diferentes momentos do cinema brasileiro e ajudam a contar a história de um dos artistas fundamentais para a consolidação do protagonismo negro nas telas do país. </p>



<p class="has-text-align-center">Com curadoria de Camila Pitanga e Thiago Ortman, a programação reúne sessões comentadas, debates, curso gratuito, leitura dramática e um catálogo inédito da mostra sobre a carreira do homenageado. O projeto é realizado pela Lúdica Produções, com coordenação-geral de Diogo Cavour e produção-executiva de Ana Gabriela Dickstein. Além disso, a retrospectiva revisita obras centrais do Cinema Novo, movimento do qual Pitanga foi um dos rostos mais marcante. </p>



<p class="has-text-align-center">Para a curadoria, a escolha dessas obras busca destacar o papel do artista como um elo entre gerações. &#8220;Meu pai é um ator contemporâneo e um pilar do cinema brasileiro. Ele tem essa vivência de tradição e de um cinema disruptivo, um cinema de invenção, e vem acompanhando a nossa história. A nossa intenção foi fazer essa ponte entre esse legado que se inaugura no Cinema Novo e o hoje, criando um diálogo também com a cinematografia contemporânea&#8221;, pontua Camila Pitanga.</p>



<p class="has-text-align-center">O percurso também joga luz sobre títulos raros da filmografia do ator, como o curta-metragem &#8220;Colagem&#8221; (1968), de David Neves, o longa &#8220;Uma nega chamada Tereza&#8221; (1973), de Fernando Coni Campos, obra que tem a presença performática de Jorge Ben, e ainda o contemporâneo &#8220;Bom Dia, Eternidade&#8221;, único filme de Rogério de Moura, falecido em 2024. Além disso, serão exibidos filmes em versões restauradas em 4K, como &#8220;A Grande Feira&#8221; (1961) e &#8220;Tocaia no Asfalto&#8221; (1962), dois longas do cineasta baiano Roberto Pires, precursor do Cinema Novo.</p>



<p class="has-text-align-center">A trajetória de Antonio Pitanga também atravessa o teatro e a militância cultural. Como parte da programação, a mostra promove a leitura dramática de &#8220;<em>O Poder Negro&#8221;</em> (1967), espetáculo de LeRoi Jones censurado durante a ditadura militar em sua montagem brasileira, realizada pelo Teatro Oficina e dirigida por Fernando Peixoto. A leitura será feita integralmente por Ítala Nandi e Pitanga, atores originais da peça, em um reencontro histórico que marca a primeira releitura do texto pelos protagonistas desde a montagem original.</p>



<p class="has-text-align-center">O público também poderá participar do curso gratuito &#8220;Oferendas narrativas para uma história dos cinemas negros no Brasil&#8221;, ministrado pela pesquisadora e curadora de cinema Janaína Oliveira. O curso visa abrir caminho para possibilidades de reflexões sobre as cinematografias negras no país para além dos debates com base no binômio representação/representatividade, tão presente nas ponderações e práticas atuais. Referência nos estudos sobre cinemas negros e africanos, Janaína é professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), professora do PPGCine (da UFF) e consultora da JustFilms – Fundação Ford. As inscrições podem ser feitas através deste <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdb8J_p30isXwNTyiu8kXJtN2h8dmdNYfbmF3AUs80jYMLy3g/viewform" target="_blank" rel="noreferrer noopener">link.</a></p>



<p class="has-text-align-center">A programação reúne ainda mesas de debate, como &#8220;A escrita com o corpo: cinema, política e a questão racial no trabalho de Pitanga&#8221;, com participação da fotógrafa, diretora e roteirista Safira Moreira e da cineasta, coreógrafa, curadora e pesquisadora Carmen Luz; e &#8220;Pitanga e o seu legado&#8221;, com mediação da jornalista Maju Coutinho e participação da atriz e poeta Elisa Lucinda, do crítico de cinema Juliano Gomes e do homenageado, Antonio Pitanga.</p>



<p class="has-text-align-center">Segundo o curador Thiago Ortman, a retrospectiva reafirma a importância da trajetória de Pitanga para a história do audiovisual brasileiro e para a consolidação do protagonismo negro no cinema nacional. &#8220;Embora haja vitórias e avanços importantes, dos quais Pitanga foi figura fundamental, ainda existe uma longa caminhada rumo à democratização do audiovisual&#8221;, afirma.</p>



<p class="has-text-align-center">Complementando a programação, a mostra apresenta seu catálogo inédito sobre a carreira do homenageado. A publicação reúne entrevistas, críticas históricas e textos inéditos, produzidos especialmente para o catálogo, de autores como Joel Zito Araújo, Carmen Luz e Tatiana Carvalho Costa. O livro traz também textos de pesquisadores e críticos, como Jean-Claude Bernardet, José Carlos Avellar e Alex Viany, além de escritos de cineastas como Glauber Rocha e Rogério Sganzerla. O material ainda apresenta fotos de bastidores, documentos de arquivo e textos escritos pelo próprio Pitanga. Na apresentação de quatro ingressos de filmes ou atividades da mostra, os visitantes ganharão um livro-catálogo. </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>SERVIÇO</strong>: 3 a 29 de junho de 2026 / Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro – CCBB RJ Entrada gratuita mediante ingressos disponíveis na bilheteria física ou no site do CCBB (<a href="https://bb.com.br/cultura" target="_blank" rel="noreferrer noopener">bb.com.br/cultura</a>) </p>
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