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	<title>#DicaNetFlix - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>#DicaNetFlix - Rota Cult</title>
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		<title>&#8220;Bom Dia, Verônica&#8221; encerra trama policial com desfecho de HQ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alê Shcolnik]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Feb 2024 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#DicaNetFlix]]></category>
		<category><![CDATA[Streaming]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De um tempo para cá, produções nacionais começaram a pipocar nas plataformas de streaming, com temáticas relevantes, &#8220;Bom Dia, Verônica&#8221; é uma delas. Com cada vez mais ação, efeitos especiais e temas que conquistam o público mundial com facilidade, &#8220;Bom Dia, Verônica&#8221; chega ao fim com selo de qualidade comprovando, mais uma vez, a qualidade [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">De um tempo para cá, produções nacionais começaram a pipocar nas plataformas de streaming, com temáticas relevantes, &#8220;Bom Dia, Verônica&#8221; é uma delas. Com cada vez mais ação, efeitos especiais e temas que conquistam o público mundial com facilidade, &#8220;Bom Dia, Verônica&#8221; chega ao fim com selo de qualidade comprovando, mais uma vez, a qualidade do audiovisual brasileiro. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="570" height="257" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/02/bom-dia.jpg" alt="Bom Dia, Verônica" class="wp-image-174896" style="width:446px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/02/bom-dia.jpg 570w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/02/bom-dia-300x135.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/02/bom-dia-150x68.jpg 150w" sizes="(max-width: 570px) 100vw, 570px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center"> O corte final se despede em três episódios com personagens arquetípicos. Além disso, o texto de Raphael Montes conta um tom estético de graphic novel criminal. </p>



<p class="has-text-align-center">O roteirista Raphael Montes e o diretor José Henrique Fonseca oferecem ao publico um um clímax catártico do thriller policial das duas temporadas anteriores. A terceira temporada abraça o a estética de Tarantino em uma cena de ação iluminada pela luz vermelha, em referencia ao banho de sangue do momento. Além disso, o vilão Jerônimo (Rodrigo Santoro em atuação soberba) é a culminação sublime com referencias aos vilões de Tarantino.</p>



<p class="has-text-align-center"> O roteirista Raphael Montes, certamente, criou um suspense alucinante, com os traços mais envolventes personificados por ótimos atores em cena. A escolha de Maitê Proença e Rodrigo Santoro para esse plot final é apenas a cereja do bolo dessa série, que desde o inicio, ofereceu ao publico mais do que um bom thriller policial. Já Reynaldo Gianecchini retorna para uma performance ainda melhor, nessa terceira temporada.</p>



<p class="has-text-align-center">A maior virtude da série é desvelar o abuso escondido nos pilares fundamentais da sociedade contemporânea.  &#8220;Bom Dia, Verônica&#8221; tem tom realista a partir da mistura de perturbação psicológica e denúncia social que faz. Parece que Verônica finalmente entendeu sua verdadeira força.</p>



<p class="has-text-align-center">A série é baseada no livro homônimo de Raphael Montes e Ilana Casoy, inspirando a aclamada primeira temporada da série com Tainá Müller, Eduardo Moscovis e Camila Morgado no elenco. </p>
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		<title>&#8220;Griselda&#8221;, minissérie da Netflix, é de excelência estética absurda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Feb 2024 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#DicaNetFlix]]></category>
		<category><![CDATA[Streaming]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Griselda&#8221;: Sociologia à mão armada protagonizada por Sofía Vergara. Na ressaca do crack da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, &#8220;Alma no Lodo&#8221; (1931), com Edward G. Robinson, e &#8220;Scarface – A Vergonha de Uma Nação&#8221; (1932), com Paul Muni, abriram uma passarela histórica para que o gangsterismo – ou seja, a formação [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">&#8220;Griselda&#8221;: Sociologia à mão armada protagonizada por Sofía Vergara.</h2>



<p class="has-text-align-center">Na ressaca do crack da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, &#8220;Alma no Lodo&#8221; (1931), com Edward G. Robinson, e &#8220;Scarface – A Vergonha de Uma Nação&#8221; (1932), com Paul Muni, abriram uma passarela histórica para que o gangsterismo – ou seja, a formação de um poder paralelo, armado – desfilasse nas telas sua própria dramaturgia. Esse fenômeno cultural é, certamente, uma sequela de economias fraturadas, com crises econômicas que costumam projetar incertezas e instabilidade moral nas narrativas, uma vez que geram insegurança na população, pela ameaça de escassez de dinheiro. Insegurança essa que gera dubiedade, suspeita. As ações de Wall Street têm despencado aqui e ali desde a pandemia, como se percebe pelos informes financeiros da imprensa, porém, a Covid-19 fez despencar de forma mais bruta outros ramos de negócios, em todo o mundo, a se destacar a América de Joe Biden. Uma América lotada de imigrantes de origem hispânica, lá tratados, muitas vezes, com segregação. Daí a existência de &#8220;Griselda&#8221;, a primeira minissérie de excelência estética de 2024 na &#8220;streaminguesfera&#8221;. </p>



<p class="has-text-align-center">Griselda Blanco Restrepo (1943-2022) é uma viúva colombiana que, ao longo dos anos 70, fez do tráfico de cocaína, em Miami, um veio de milhões. Estabeleceu sua reputação com  estratégia e crueldade, trazendo quilos de pó branco para os Estados Unidos de formas mais inusitadas. Sua brutalidade encontra uma representação tridimensional na recriação que a atriz Sofía Vergara faz de suas peripécias. Popularizado no quadrante do humor como Gloria Delgado em &#8220;Modern Family&#8221;, ela deixa a comédia de lado para estruturar Griselda de forma nada caricata. Não se trata do arquétipo &#8220;mulher má&#8221;. Trata-se de uma empreendedora, de forte essência maternal, lutando de todas as maneiras para resguardar seus filhos, abrindo um veio político na percepção de sua &#8220;latinidade&#8221;.</p>



<p class="has-text-align-center">Num dado momento do projeto Netflix criado pelo produtor Eric Newman, o showrunner de &#8220;Narcos&#8221;, com Wagner Moura, Griselda (Sofía) se dá conta de que tem um pequeno império a seus pés, num ambiente criminal assolado por rivais originários de distintos países da Pangeia Latina, chegando a trazer uma leva cubana para enfrentar seus concorrentes. Nesse movimento, ela dá um passo adiante em seu posicionamento no submundo. Não é só uma questão de ser uma &#8220;poderosa chefona&#8221;, seu interesse passa a ser a afirmação das subjetividades e dos direitos de uma massa imigrada. Ela chega a dizer: &#8220;Amanhã, você não estarão mais lavando pratos. Estarão comendo lagosta&#8221;.</p>



<p class="has-text-align-center">O senso de Griselda é o mesmo de Tony Montana, anti-herói do &#8220;Scarface&#8221; (1983), encarnado por Al Pacino, sob a direção de Brian De Palma. É um filme que chegou a suplantar a trilogia &#8220;Godfather&#8221; (1972-1990), de Francis Ford Coppola (&#8220;O Poderoso Chefão&#8221;), no imaginário da juventude, sobretudo a latina. Nota-se isso numa paráfrase do filme feita em outro cult de máfia: &#8220;Gomorra&#8221;, de Matteo Garrone, laureado com o Grande Prêmio do Júri de Cannes, em 2008. Essa popularização do longa dirigido por De Palma, fracassado nas bilheterias à época de sua estreia, passa pelo fato de que seu protagonista torto, egresso do castrismo de Cuba e moldado pela pobreza de Miami, representa a ascensão do lumpesinato (as populações de baixíssima renda) pelos caminhos da ilegalidade. </p>



<p class="has-text-align-center">Foi esse mesmo retrato que Newman pintou em &#8220;Narcos&#8221; e em &#8220;Griselda&#8221;, que se agiganta na audiência à força da atuação de Sofía, bem dublada no Brasil por Adriana Pissardini. A saga de sua ascensão e queda é narrada no streaming como um thriller frenético, balizado por doses precisas de melodrama (a narrativa dos excluídos, por essência). A direção de Andrés Baiz (de &#8220;Roa&#8221; e &#8220;Satanás&#8221;) é feliz no emprego da adrenalina, equilibrando tiroteios febris com atos de reflexão sociológica palavrosos, mas eficazes. Em quesitos plásticos, os seis episódios são uniformizados na fotografia dionisíaca de Armando Salas.</p>



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		<title>Em Ruínas traz ação frenética e desenfreada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tarsso Sa Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jan 2024 21:26:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#DicaNetFlix]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ali pela década de 80, vários filmes, que hoje são chamados de clássicos, como Os Aventureiros do Bairro Proibido e Mad Max, criaram um estilo de cinema de entretenimento que oferece uma jornada que não requer muito pensamento ao passo que dá muita diversão. Em Ruínas, nova produção da Netflix, é um ótimo exemplo do [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Ali pela década de 80, vários filmes, que hoje são chamados de clássicos, como <em>Os Aventureiros do Bairro Proibido e Mad Max</em>, criaram um estilo de cinema de entretenimento que oferece uma jornada que não requer muito pensamento ao passo que dá muita diversão. Em <em>Ruínas, </em>nova produção da Netflix, é um ótimo exemplo do bom cinema de entretenimento. </p>



<p class="has-text-align-center">Dirigido por Heo Myeong Haeng, o enredo se passa após um terremoto transformar a Coreia do Sul em um ambiente apocalíptico desértico cheio de violência e poeira, praticamente um<em> Mad Max </em>sul coreano. Um cientista questionável começa a ameaçar a juventude do que sobrou da Coreia do sul como argumento para salvar a sociedade, e cabe a Lee Joon salvar o mundo.</p>



<p class="has-text-align-center">Entenda que no que diz respeito a este filme, a história pouco importa. O que existe de desenvolvimento de personagens, profundidade de trama e do universo são apenas trampolins para cenas de ação frenéticas e desenfreadas muito bem feitas. A trama é simples e bem executada no que chamamos de cinema de entretenimento.  </p>



<p class="has-text-align-center"> <em>Em Ruínas</em>, a direção usa uma câmera livre para aumentar o dinamismo das lutas, um estilo muito similar ao que acontece em<em> John Wick</em>. As coreografias de luta, certamente, fazem uso de movimentos bem elaborados. Você sente cada peso dos golpes! Depois que Lee Joon faz o primeiro capanga voar com um soco, um sorriso surge no seu rosto e você come a pipoca até com mais prazer. </p>



<p class="has-text-align-center">O filme investe na produção de um mundo pós apocalíptico com maquiagem e figurino críveis, sem cair no estilo excêntrico. <em>Em Ruínas</em> traz o melhor do cinema de entretenimento, e sem vergonha de ser assim. Já superando e muito filmes, e diretores, que tem vergonha de serem ridículos em um mundo que se leva a sério demais.</p>



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<div class="youtube-embed" data-video_id="bc8q4-xJYkI"><iframe title="Em Ruínas | Teaser oficial | Netflix" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/bc8q4-xJYkI?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Maestro: Cinebiografia de Leonard Bernstein tem estética visual grandiosa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alê Shcolnik]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Dec 2023 12:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#DicaNetFlix]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Produção Netflix segue na lista dos favoritos das principais premiações da indústria audiovisual. Dirigido e protagonizado por Bradley Cooper, Maestro é a cinebiografia sobre Leonard Bernstein, lendário maestro que escreveu &#8220;West Side Story”, show da Broadway de 1957 que gerou o filme de 1961 e o recente remake de Steven Spielberg, chega hoje à Netflix. [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Produção Netflix segue na lista dos favoritos das principais premiações da indústria audiovisual.</h2>



<p class="has-text-align-center">Dirigido e protagonizado por Bradley Cooper, <em>Maestro</em> é a cinebiografia sobre Leonard Bernstein, lendário maestro que escreveu &#8220;West Side Story”, show da Broadway de 1957 que gerou o filme de 1961 e o recente remake de Steven Spielberg, chega hoje à Netflix. </p>



<p class="has-text-align-center">Bradley Cooper volta a estar por trás e na frente das câmeras, contando com Steven Spielberg e Martin como produtores executivos do filme. A cinebiografia de Leonard Bernstein acompanha o relacionamento do maestro e compositor norte-americano com a atriz costarriquenha Felicia Montealegre em meio a sua ascensão profissional. <em>Maestro</em> faz um compilado de momentos da história do compositor norte-americano Leonard Bernstein, desde o início até o fim de sua vida. </p>



<p class="has-text-align-center">O filme traz Carey Mulligan como Felicia Montealegre, mulher de Bernstein e que ele conheceu em 1946. O relacionamento deles é fio condutor da história, colocando em pauta a sexualidade de Leonard, o casamento deles seus três filhos, e por fim, o câncer que matou Felicia Montealegre.  </p>



<p class="has-text-align-center">Todavia, é impossível não comparar esta cinebiografia com a tentativa de Ridley Scott de contar a trajetória de Napoleão. Fato é, <em>Maestro</em> triunfa naquilo que <em>Napoleão</em> falha. Ambos os filmes tem problemas, porém a diferença aqui é que Ridley Scott falta mão numa produção que exige força e impacto, e não teve. Já em <em>Maestro</em>, Bradley Cooper mostra total foco e controle em seu enredo, criando uma trama delicada e com identidade visual belíssima, mas com problemas de ritmo.  </p>



<p class="has-text-align-center">Bernstein foi o primeiro maestro americano aclamado internacionalmente, recebeu sete Emmy, dois Tony, 16 Grammy e dezenas de outros prêmios. Ele compôs trilha sonoras para filmes e peças de teatro, deixou uma vastíssima obra para filarmônicas e balés e regeu as maiores orquestras do mundo. Ativista, foi contra a Guerra do Vietnã, lutou pelos direitos humanos e arrecadou fundos para a luta contra a Aids.</p>



<p class="has-text-align-center">A produção original Netflix estreou nos cinemas em circuito limitado de diversos países do mundo, incluindo o Brasil, com o intuito de ser indicado as principais premiações da indústria.  Para viver a figura histórica em diversas fases, Cooper passava horas na maquiagem e usou 137 próteses.</p>



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<div class="youtube-embed" data-video_id="1AYIC4e9lZg"><iframe loading="lazy" title="Maestro | Trailer oficial | Netflix" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/1AYIC4e9lZg?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>O Mundo Depois de Nós traz elenco estelar para filme catastrófico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tarsso Sa Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Dec 2023 14:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#DicaNetFlix]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Streaming]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos gêneros mais queridos do cinema, e que faturam bastante, são os filmes de apocalipse ou fim do mundo. Desde o clássico Madrugada dos Mortos até os mais megalomaníacos como 2012 e Moonfall &#8211; Ameaça Lunar, aliás, estes filmes são divertidos e aterrorizantes ao mesmo tempo por diversos fatores, entre eles a interação que [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Um dos gêneros mais queridos do cinema, e que faturam bastante, são os filmes de apocalipse ou fim do mundo. Desde o clássico <em>Madrugada dos Mortos</em> até os mais megalomaníacos como <em>2012 e Moonfall &#8211; Ameaça Lunar,</em> aliás, estes filmes são divertidos e aterrorizantes ao mesmo tempo por diversos fatores, entre eles a interação que os seres humanos têm uns com os outros após os moldes da sociedade virem abaixo. Em geral, essas obras sempre servem de alerta, um lembrete de como o contrato social e moral é algo frágil. No caso de <em>O Mundo Depois de Nós</em> esse mesmo tema é abordado, porém de maneiras diferentes. Dirigido por Sam Esmail, o longa da Netflix escalou um grande elenco para sustentar esse filme, na frente temos Julia Roberts e Ethan Hawke com Mahershala Ali e, ainda que brevemente, Kevin Bacon. Grandes e premiados atores que acabam juntos no meio do total colapso dos EUA ao que parece ser um ataque cibernético extremamente bem coordenado.</p>



<p class="has-text-align-center">O roteiro de Esmail, baseado na novela de Rumaan Alan, é que os personagens não estão exatamente preocupados com sua sobrevivência, já que acompanhamos o colapso nos passos iniciais. A família de Roberts e Hawke decide tirar uma folga em uma vila, ainda que pequena, não totalmente isolada. Lentamente, a direção nos mostra como a família é hiper conectada, seja por smartphones ou por outros aparelhos digitais. Com calma, Esmail vai mostrando como a família se vê mais isolada sem internet, televisão ou GPS, até que eles percebam que a situação é muito pior. Sem dúvidas aqui está a parte mais interessante do roteiro, a falta de pequenas coisas levam todos ao colapso, como falta de meios de comunicação. A direção nos mostra como a desconexão que a humanidade criou com o mundo material nos torna completamente frágeis e despreparados, caso alguma crise aconteça. Além disso, a direção de fotografia é realizada com uma marca autoral clara, já que o diretor ficou marcado por séries mais alternativas como &#8220;Mr. Robot&#8221; A câmera faz uso de movimentos livres, gravando do teto ou criando planos sequência de 360°.</p>



<p class="has-text-align-center">Elogios feitos, é necessário dizer que o longa apela bastante para a suspensão de descrença do espectador. Acreditar que todo o sistema dos Estados Unidos venham abaixo, sem absolutamente nenhuma reação de contra-ataque, é exigir demais. Não que a sociedade estadunidense seja mais harmoniosa que outras, mas, sim, porque eles são uns dos países com o maior poderio de defesa militar do mundo. O roteiro ainda fica apelando para estereótipos como norte-coreanos, chineses e iranianos. No momento de estreia do filme no streaming, a situação geopolítica está bastante complicada, tendo em vista que os EUA ligados às guerras entre Rússia e Ucrânia, e Israel contra Hamas. Quando o roteiro usa esses espantalhos causa um verdadeiro arrepio na espinha de uma possível guerra global.</p>



<p class="has-text-align-center">Colocado na balança, <em>O Mundo Depois de Nós</em> fica bem equilibrado entre prós e contras. A escolha por um final aberto foi uma decisão acertada, pois a proposta do longa é mostrar os primeiros passos do fim do mundo, e não o fim em si. O elenco é, sim, o elemento que mais prende o interesse do espectador, contudo ele pode não ser o suficiente para todos.</p>
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		<title>&#8220;Scott Pilgrim: A Série&#8221; &#8211; Anime une material original com filme e entrega nostalgia e inovação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Nov 2023 13:18:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#DicaNetFlix]]></category>
		<category><![CDATA[Streaming]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Baseada na obra de Bryan Lee O&#8217;Malley, &#8220;Scott Pilgrim: A Série&#8221; une contexto ocidental norte-americano com uma produção de arte japonesa. Uma das histórias em quadrinhos mais adoradas ganha uma nova adaptação pela Netflix. &#8220;Scott Pilgrim: A Série&#8221; se baseia na obra de Bryan Lee O&#8217;Malley e conta a história de um jovem músico canadense [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Baseada na obra de Bryan Lee O&#8217;Malley, &#8220;Scott Pilgrim: A Série&#8221; une contexto ocidental norte-americano com uma produção de arte japonesa.</h2>



<p class="has-text-align-center">Uma das histórias em quadrinhos mais adoradas ganha uma nova adaptação pela Netflix. &#8220;Scott Pilgrim: A Série&#8221; se baseia na obra de Bryan Lee O&#8217;Malley e conta a história de um jovem músico canadense que se apaixona por uma jovem nova-iorquina e precisa enfrentar seus ex-namorados do mal para ficar com ela. Aliás, desde seu anuncio, a obra causou grande rebuliço, afinal o filme <em>Scott Pilgrim Contra o Mundo</em> se tornou um dos grandes clássicos do público Geek.</p>



<p class="has-text-align-center">O primeiro fato que torna essa série tão amável é que os mesmos atores do filme de 2010 retornaram para seus papéis originais, Michael Cera e Mary Elizabeth Winstead dão vozes a Scott Pilgrim e Ramona Flowers. Além disso, Brie Larson, Chris Evans, Kiera Culkin, Brandon Ruth e Jason Schwartzman retornam também para seus personagens. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/11/scott-pilgrim-anime-reportedly-in-development-for-netflix_ad8h-1024x576.jpg" alt="Scott Pilgrim: A Série" class="wp-image-170472" style="width:389px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/11/scott-pilgrim-anime-reportedly-in-development-for-netflix_ad8h-1024x576.jpg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/11/scott-pilgrim-anime-reportedly-in-development-for-netflix_ad8h-300x169.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/11/scott-pilgrim-anime-reportedly-in-development-for-netflix_ad8h-768x432.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/11/scott-pilgrim-anime-reportedly-in-development-for-netflix_ad8h-150x84.jpg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/11/scott-pilgrim-anime-reportedly-in-development-for-netflix_ad8h-696x392.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/11/scott-pilgrim-anime-reportedly-in-development-for-netflix_ad8h-1068x601.jpg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/11/scott-pilgrim-anime-reportedly-in-development-for-netflix_ad8h-747x420.jpg 747w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/11/scott-pilgrim-anime-reportedly-in-development-for-netflix_ad8h.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<p class="has-text-align-center">  O público que é fã desde de 2010 se sente querido e é agraciado com uma gostosa nostalgia, já que muitos dos adolescentes e crianças da época hoje são adultos. E ainda que sejam apenas pela voz, é possível sentir o entrosamento que o elenco tem com esses personagens. Em &#8220;Scott Pilgrim: A Série&#8221; , Brie Larson encarnou por completo Envy Adams, até mesmo cantando músicas da personagem em suas redes sociais. Esse entrosamento entre o elenco faz com que o público crie um laço de carinho forte pela obra.</p>



<p class="has-text-align-center">A animação é totalmente baseada na arte de O’Malley, que por sua vez emula o estilo japonês de quadrinhos. É seguro dizer que &#8220;Scott Pilgrim: A Série&#8221;  traz união entre um contexto ocidental norte-americano com uma produção de arte japonesa. A animação abusa das cores, dos efeitos e onomatopeias, assim como outras formas de animação, usando muito o modelo de 64 bits. A direção de Abel Gongora usa o foco da câmera de forma magistral, pois ao passo que se cria um estilo de direção próprio, talvez barateia a animação. A trilha sonora é contagiante, já que os personagens estão totalmente envolvidos com o meio musical. Por último, mas não menos importante, o roteiro escrito por BenDavid Grabinski faz a união de todas as versões de Scott Pilgrim em um novo formato que atualiza várias discussões. Se dá mais destaque para Ramona, onde ela resolve as desavenças com seus ex-namorados, e através disso existem diálogos complexos sobre relacionamentos, sexualidade, e problemas da vida adulta. É muito possível que a série tenha mais efeito nos fãs antigos que agora cresceram, tiveram experiências de vida que os personagens também passam.</p>



<p class="has-text-align-center">A série acaba por engrandecer os pontos mais importantes que tornam Scott Pilgrim um clássico, e deixando de lado o clichê do garoto lutando pela garota dos sonhos, e focando no tema real. Ser adulto significa ser responsável pelas suas ações, seja pagando contas, seja em relacionamentos amorosos ou fraternais. No fundo, a obra brilha for falar de responsabilidade, maturidade e confiança de forma leve e viva.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="xd2J-hWwsdc"><iframe loading="lazy" title="Scott Pilgrim: A Série | Clipe oficial | Netflix" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/xd2J-hWwsdc?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Mike Flanagan faz releitura das obras de Edgar Allan Poe em &#8220;A Queda da Casa de Usher&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tarsso Sa Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Oct 2023 14:00:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o sucesso monstruoso de A Maldição da Residência Hill, Mike Flanagan tornou-se um dos criadores mais queridos da Netflix. Seus trabalhos seguintes trouxeram certa cisão entre os fãs da Residência Hill, como Missa da Meia-Noite, que foi abandonada pelo público por conta do ritmo lento. O mais novo projeto de Mike Flanagan trouxe enorme [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Desde o sucesso monstruoso de<em> A Maldição da Residência Hill,</em> Mike Flanagan tornou-se um dos criadores mais queridos da Netflix. Seus trabalhos seguintes trouxeram certa cisão entre os fãs da <em>Residência Hill</em>, como<em> Missa da Meia-Noite,</em> que foi abandonada pelo público por conta do ritmo lento. O mais novo projeto de Mike Flanagan trouxe enorme expectativa, não apenas por seu histórico como criador, mas também pois a nova série adaptaria a obra do imortal Edgar Allan Poe. <a href="https://www.netflix.com/gb/title/81414665">&#8220;A Queda da Casa de Usher&#8221;</a> reúne oito episódios que seguem a família Usher em sua jornada de ascensão e o fim completo de sua linhagem.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-168346 alignright" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-Queda-da-Casa-de-Usher.jpg" alt="Mike Flanagan " width="453" height="255" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-Queda-da-Casa-de-Usher.jpg 1280w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-Queda-da-Casa-de-Usher-300x169.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-Queda-da-Casa-de-Usher-1024x576.jpg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-Queda-da-Casa-de-Usher-768x432.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-Queda-da-Casa-de-Usher-696x392.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-Queda-da-Casa-de-Usher-1068x601.jpg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-Queda-da-Casa-de-Usher-747x420.jpg 747w" sizes="auto, (max-width: 453px) 100vw, 453px" />Cada episódio tem como título um conto, romance ou poema de Poe, assim como vários personagens têm seus nomes relacionados ou citam diretamente suas obras. As mais presentes são, obviamente, “A Queda da Casa de Usher” e o icônico “O Corvo”, todavia a série como um todo é uma excelente adaptação moderna do estilo Allan Poe. Aliás, o elenco possui figuras carimbadas das adaptações de Flanagan, como Carla Gugino, Samantha Sloyan, Zach Gilford e Kate Siegel, além de também traz figuras novas, como Bruce Greenwood e o querido Mark Hamill.</p>
<p style="text-align: center;">O roteiro de Flanagan sempre foram inteligentes e bem estruturados, ainda que em ritmo lento, mas não falta mão, mas sim, há uma necessidade de calma pois a trama é construída lentamente, tijolo por tijolo. Neste caso, o roteiro constrói tanto a ascensão dos Usher quanto sua queda em paralelo. Greenwood e Carl Lumbly realizam momentos intensos que não passam de simples conversas, usadas para ligar os flashbacks que compõem a história dos Usher. O roteiro tem momentos de ouro sublimes, como em <em>A Máscara da Morte Rubra</em>, onde Mike Flanagan consegue transpor a opulência, soberba e hedonismo da elite do Ocidente, e como tudo isso é uma ilusão perante a realidade avassaladora da morte. Além disso, a forma como as obras de Poe são introduzidas na série inteira é no mínimo genial. Outro exemplo está no personagem de Hamill, o advogado Arthur Gordon Pym, que fez uma viagem circundando a Terra e fez coisas que o mudaram para sempre.</p>
<p style="text-align: center;">O maior destaque reside na atuação de Carla Gugino. A atriz sempre fez um trabalho impecável nas produções de Flanagan, porém em &#8220;A Queda da Casa de Usher&#8221; há outro nível. Seu personagem é um ser sobrenatural, presente nas obras de Poe, que também é uma alegoria para decrepitude, imoralidade, e, obviamente, a morte. Ela seria o Corvo que constantemente diz “nunca mais”, primeiro como um sussurro, depois como um trovão que trará a tempestade do fim para toda linhagem Usher. A atriz aproveita perfeitamente sua habilidade oratória para abusar de monólogos cheios de referências a Edgar e seu estilo de escrita.</p>
<p style="text-align: center;">Muitos autores de terror sofrem adaptações pavorosas de suas obras, em especial, Edgar Allan Poe, agraciado sempre com adaptações, mas ainda assim, existem as poucas que tem nem deveriam ter sido feitas, pois não respeitam em nada o seu legado. Mike Flanagan conseguiu criar uma adaptação que é totalmente diferente na forma, mas o cerne, a essência, é totalmente alinhada com o legado de Edgar Allan Poe.</p>
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		<title>Obama narra série sobre as disparidades do mercado de trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tarsso Sa Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jun 2023 18:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#DicaNetFlix]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A parceria do ex-presidente Barack Obama e a Netflix já começou com força. Em 2019 o documentário da produtora de Obama, American Factory ganhou o Oscar de Melhor Documentário, agora Obama se coloca na frente de seu novo projeto na Netflix com a minissérie documental Trabalho: O que fazemos o dia todo. A obra anterior [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">A parceria do ex-presidente Barack Obama e a Netflix já começou com força. Em 2019 o documentário da produtora de Obama, American Factory ganhou o Oscar de Melhor Documentário, agora Obama se coloca na frente de seu novo projeto na Netflix com a minissérie documental <em>Trabalho: O que fazemos o dia todo</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-163025 alignright" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Barack-Michelle-Obama-Netflix.jpg" alt="" width="282" height="141" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Barack-Michelle-Obama-Netflix.jpg 801w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Barack-Michelle-Obama-Netflix-300x150.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Barack-Michelle-Obama-Netflix-768x384.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Barack-Michelle-Obama-Netflix-696x348.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 282px) 100vw, 282px" />A obra anterior explorou a questão de como os trabalhadores podem se unir para impedir abusos. Em <em>Trabalho: O que fazemos o dia todo</em>, Obama explora as múltiplas camadas de trabalhadores dos EUA, daqueles que oferecem serviços até grandes CEOs.</p>
<p style="text-align: center;">A série, que tem quatro episódios, vai subindo na escala das classes em três empresas diferentes. O começo mostra as pessoas que oferecem serviços, como Uber Eats, cuidadores de idosos ou camareiras de hotel. O que aqui no Brasil podemos chamar de Classe C, pessoas sem um salário fixo e sem benefícios. Depois Obama explora a Classe Média, e como ela está desaparecendo dentro da nova sociedade capitalista do século XXI. A narrativa da série segue para pessoas em postos mais elevados de liderança, gerentes de hotel, líder de uma equipe de análise de dados. E termina com o topo da pirâmide, os grandes CEOs.</p>
<p style="text-align: center;">Aliás, alguns apontamentos têm que ser feitos, pois a realidade dos EUA é bem diferente do Brasil, na questão trabalhista. Por mais incrível que possa parecer, os trabalhadores brasileiros têm mais direitos que os estadunidenses, e isso causa de fato um choque de realidade em certos casos. Todavia, a identificação é muito fácil em vários pontos, como na organização sindical dos trabalhadores de uma das empresas documentadas na série.</p>
<p style="text-align: center;">Os personagens do documentário, os trabalhadores, são de diversas etnias. E é curioso notar que a medida que subimos na classes, os negros começam a sumir. Somem levemente, porque a produção se esforça muito para manter o máximo de representatividade. Contudo é importante notar que das três trabalhadoras dos serviços essenciais, duas têm exatamente o mesmo perfil, mulheres negras que são mães solteiras. Fica subentendido como o retrato da pobreza ainda a pele preta, mesmo em países de primeiro mundo como os EUA</p>
<p style="text-align: center;">Diferente de <em>American Factory,</em> aqui Obama se coloca como figura central de narrador, explicando as disparidades dentro do mercado de trabalho hoje. Ainda que a série faça um grande serviço aos trabalhos de base, não se pode negar que ela também é um veículo político de Obama, que mesmo centro progressista, ainda é muito central no viés político. Ou seja, ele critica várias vezes como a ganância das empresas, usando a terceirização e a precarização dos trabalhadores, acabou criando uma crise que está levando a classe média à extinção. Porém, quando chega a hora de realmente colocar o dedo na ferida, de apontar o dedo na cara dos CEOs, que são grandes responsáveis por muitas dessas disparidades, Obama pisa no freio e tenta não torná-los vilões. Não antagonizar os donos das grandes empresas é uma estratégia já esperada dessa série, mas ela acaba atrapalhando o fio narrativo criado pelo ex-presidente.</p>
<p style="text-align: center;">O maior mérito desta série é, certamente, criar uma grande reflexão em nossas mentes para entendermos o que nós queremos hoje com nosso trabalho. Há 50 anos existiam possibilidades que permitiam que tivéssemos o &#8220;trabalho dos sonhos&#8221;, e hoje esse lugar é só um trabalho que paga nossas contas e oferece um mínimo de conforto. Além disso, a questão da ganância, de como o capitalismo devora a si mesmo em busca do lucro.</p>
<p style="text-align: center;">Uma das grandes questões que ficam no ar em vários momentos da série é que grande parte do mercado de trabalho será substituído por máquinas, e o que vai acontecer com os trabalhadores quando o capitalismo não precisar mais deles?</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="eS6GkydzCRg"><iframe loading="lazy" title="Working: What We Do All Day | Official Trailer | Netflix" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/eS6GkydzCRg?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2023/06/obama-narra-serie-sobre-as-disparidades-do-mercado-de-trabalho/">Obama narra série sobre as disparidades do mercado de trabalho</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
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		<title>&#8220;Rainha Cleópatra&#8221; é bem intencionada, mas não alcança grandiosidade da rainha egípcia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Janda Montenegro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 May 2023 14:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#DicaNetFlix]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já ouviu falar de Cleópatra? Certamente, todo mundo já ouviu falar dela. Cleópatra é uma dessas personalidades da História cujos feitos são ensinados nas escolas do mundo inteiro, afinal, seu legado transcende a sua vida. Entretanto, alguns pontos divergem em sua biografia, especialmente no que se refere à sua aparência física. Apoiando-se em estudos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-162267 alignright" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Rainha-Cleopatra.jpg" alt="&quot;Rainha Cleópatra&quot;" width="286" height="400" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Rainha-Cleopatra.jpg 450w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Rainha-Cleopatra-214x300.jpg 214w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Rainha-Cleopatra-300x420.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 286px) 100vw, 286px" />Você já ouviu falar de Cleópatra? Certamente, todo mundo já ouviu falar dela. Cleópatra é uma dessas personalidades da História cujos feitos são ensinados nas escolas do mundo inteiro, afinal, seu legado transcende a sua vida. Entretanto, alguns pontos divergem em sua biografia, especialmente no que se refere à sua aparência física. Apoiando-se em estudos recentes que confirmaram a ancestralidade negra de Cleópatra, a Netflix, junto com a atriz Jada Pinkett Smith (que é produtora e narradora desta produção), apresentam a minissérie &#8220;Rainha Cleópatra&#8221;, que está dando o que falar!</p>
<p style="text-align: center;">Dividida em quatro episódios com pouco mais de 40 minutos cada, o projeto segue o formato padrão de outras produções semelhantes da gigante do streaming. Pega-se uma pessoa famosa que é o centro da biografia, elenca-se uma turma de especialistas no assunto para dar depoimentos sobre o tema, e, intercala com um conteúdo histórico, junto a ficção criada sobre episódios marcantes na vida do biografado. Neste quesito, não traz nada de novo.</p>
<p style="text-align: center;">&#8220;Rainha Cleópatra&#8221; faz parte de um projeto maior intitulado Rainhas Africanas, cuja intenção é jogar luz sobre poderosas mulheres de África que demonstraram resistência, liderança e resiliência ao longo de séculos, mas cujas biografias não são amplamente conhecidas devido ao racismo que incide sobre as culturas africanas graças à hegemonia ocidental que só aceita suas próprias histórias como centro de mundo.</p>
<p style="text-align: center;">Ao contrário da série anterior desse mesmo projeto, intitulada &#8220;Rainha Njinga&#8221;, &#8220;Rainha Cleópatra&#8221; conta com um elenco de especialistas que se repete em seus comentários, construindo uma ideia de que Cleópatra foi uma grande estrategista, ainda que isso incluísse envolver-se com Júlio César com uma finalidade política quase insistente para garantir seu próprio poderio, como se, sem ele, ela não tivesse ou pudesse reconquistar o próprio trono.</p>
<p style="text-align: center;">Além disso, o elenco de atores que recriam a vida de Cleópatra ficcionalmente são bem fracos, não conferindo o poder hipnótico da rainha (interpretado pela fraquinha Adele James) nem dos outros personagens importantes da trama (como John Partridge, que faz um Júlio César com cara de britânico-alemão), já em &#8220;Rainha Njinga&#8221; ambos esses quesitos foram melhor trabalhados, ao ponto de de fato cumprir seu papel sobre trazer a história de uma mulher africana que deveria ser mais conhecida mundo afora.</p>
<p style="text-align: center;">Independentemente do questionamento se Cleópatra era negra ou não,  &#8220;Rainha Cleópatra&#8221; fica aquém da vida da biografada. Para quem não conhece a história da rainha-deusa, vale como uma introdução ao tema, porém, há livros que contam melhor essa história do que esta série documental da Netflix.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="IktHcPyNlv4"><iframe loading="lazy" title="Queen Cleopatra | Official Trailer | Netflix" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/IktHcPyNlv4?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Glass Onion: Um mistério Knife Out: Ryan Johnson mistura mistério e comedia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tarsso Sa Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Dec 2022 21:33:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#DicaNetFlix]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Filmes de mistério sempre fizeram sucesso. Clássicos de investigação muitas vezes caem no terreno sombrio do noir e neo-noir, como A Marca da Maldade (1958) e Sev7n, Os Sete Pecados Capitais (1995), mas em Glass Onion não é é assim. Usando do artificio de se criar obras mais populares, Ryan Johnson traz as telas uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Filmes de mistério sempre fizeram sucesso. Clássicos de investigação muitas vezes caem no terreno sombrio do <em>noir e neo-noir,</em> como <em>A Marca da Maldade (1958) e Sev7n, Os Sete Pecados Capitais (1995), </em>mas em <em>Glass Onion</em> não é é assim<em>.</em> Usando do artificio de se criar obras mais populares, Ryan Johnson traz as telas uma obra que, certamente, agradará ao publico.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-155921 alignright" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2022/12/glass-onion-um-misterio-knives-out-critica.jpg" alt="Glass Onion" width="479" height="251" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2022/12/glass-onion-um-misterio-knives-out-critica.jpg 1200w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2022/12/glass-onion-um-misterio-knives-out-critica-300x158.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2022/12/glass-onion-um-misterio-knives-out-critica-1024x538.jpg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2022/12/glass-onion-um-misterio-knives-out-critica-768x403.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2022/12/glass-onion-um-misterio-knives-out-critica-696x365.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2022/12/glass-onion-um-misterio-knives-out-critica-1068x561.jpg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2022/12/glass-onion-um-misterio-knives-out-critica-800x420.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 479px) 100vw, 479px" />Retornando aos grandes clássicos, como Sherlock Holmes de Conan Doyle ou as aventuras de Monsieur Poirot de Agatha Christie, podemos notar que são todas histórias leves que ficam inteiramente no mistério e na resolução dele, esta foi a proposta de Ryan Johnson com<em> Entre Facas e Segredos (2019),</em> um filme de mistério leve e divertido. O cineasta agora com a sequencia <em>Glass Onion: Um mistério Knife Out</em>, que propõe a criação de um universo cinemático do detetive Benoit Blanc (Daniel Craig).</p>
<p style="text-align: center;">Desta vez nosso detetive retorna sob o convite do ricaço Miles Bron (Edward Norton), junto de seus velhos amigos para uma ilha grega a fim de resolver um mistério, seu assassinato. Essa é basicamente a sinopse do filme que se abre como uma cebola descascada, revelando camada atrás de camada, uma trama cheio de subtramas.</p>
<p style="text-align: center;"> O humor adotado neste longa bate mais com estilo <em>nosense</em> de comédia, onde as coisas acontecem sem um sentido aparente, quando na realidade fazem total sentido dentro daquele contexto, como um robô da Boston Dynamics na ilha do bilionário da tecnologia, que também lembra muito um certo bilionário que é dito como gênio e tem se mostrado totalmente o oposto disso. Assim como em<em> Entre Facas e Segredos,</em> a direção ridiculariza pessoas que levantaram bandeiras anti-pandemia, anti-máscaras, fixação em armas e masculinismo, fruto de todas as loucuras que pipocaram nos EUA, e no mundo, durante os últimos anos.</p>
<p style="text-align: center;">O roteiro ambienta os personagens dentro do contexto pandêmico, de modo que todos começam usando máscaras e em suas casas separados, aliás, é genial a ideia de incluir a tematica (ainda) atual num roteiro que em poucos instantes se torna a grande personalidade, em meio a um elenco estelar.</p>
<p style="text-align: center;">O novo elenco, que conta com nomes como Dave Bautista, Kate Hudson, Janelle Monáe e Edward Norton, é tão carismático quanto o anterior, e consegue se alinhar com a veia cômica da saga até melhor que o anterior. Além disso, sasparticipações especiais de Ethan Hawke, Hugh Grant, a imortal Angela Lansbury e o ícone do basquete Kareem Abdul-Jabbar trazem um gostinho hollywoodiano a produção.</p>
<p style="text-align: center;">A fotografia junto com o uso da câmera de Ryan Johnson imprimem uma estética deslumbrante. Enquanto a montagem, a trilha sonora e a sonoplastia se unem em camadas para criar um perfeita narrativa onde tudo se encaixa perfeitamente no final.</p>
<p style="text-align: center;">Sem dúvida a Netflix fez um excelente investimento em adquirir os direitos deste universo cinematográfico, que combina com a proposta de sua plataforma.<em> Glass Onion: Um Mistério Knife Out</em> é a mistura perfeita de entretenimento inteligente dentro de uma trama rica e bem construída.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="CKia57bMc88"><iframe loading="lazy" title="Glass Onion: Um Mistério Knives Out | Trailer oficial | Netflix" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/CKia57bMc88?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
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