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	<title>Entrevistas - Rota Cult</title>
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	<title>Entrevistas - Rota Cult</title>
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		<title>Ganhador do Urso de Ouro, Nicolas Philibert fala sobre a força poética da palavra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2025 17:59:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tem um projeto novo do francês Nicolas Philibert já em gestação, mas ele não fala de projetos em curso, até pelo tanto de história que ele tem para contar sobre as produções que integram a retrospectiva de sua carreira, a começar nesta terça-feira na Caixa Cultural. “No Adamant” (“Sur L’Adamant”), que rendeu a ele o [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Tem um projeto novo do francês Nicolas Philibert já em gestação, mas ele não fala de projetos em curso, até pelo tanto de história que ele tem para contar sobre as produções que integram a r<a href="https://rotacult.com.br/2025/09/cinema-de-nicolas-philibert-ganha-mostra-na-caixa-cultural/">etrospectiva de sua carreira, a começar nesta terça-feira na Caixa Cultural</a>. “No Adamant” (“Sur L’Adamant”), que rendeu a ele o Urso de Ouro na Berlinale de 2023, é o título de abertura da mostra, sob a curadoria de Jeanne Dosse e Tatiana Devos Gentile.  </p>



<p class="has-text-align-center">“Amor, amizade, beleza&#8230; tudo isso faz parte da arte e faz com que ela nos eleve”, afirmou o documentarista de 74 anos em sua chegada ao Rio, num papo com o Rota Cult, antecipando a discussão que vai travar com a cinefilia carioca no espaço exibidor do Centro, no abre-alas da programação, às 17h, deste 9 de setembro.</p>



<p class="has-text-align-center">No ano passado, ele voltou ao Festival de Berlim “Averroès &amp; Rosa Parks” (agendado pela Caixa na quarta, às 17h10) e, na sequência, zarpou para Cannes, para presidir o júri da competição pelo troféu L’Oeil d’Or, a Palma da não ficção. Nascido em Nancy, há sete décadas, o realizador fez fama com experimentos pautados pela inclusão, como “O País dos Surdos” (1992), a ser exibido no Rio no domingo, às 14h. Nos últimos anos, a Psiquiatria virou um dos objetos de estudo de Philibert, interessado numa prática de tratamento calcada mais em técnicas de escuta e menos apoiada em ansiolíticos.  “O indivíduo é mais do que seu sintoma”, disse ao Rota. </p>



<p class="has-text-align-center">Conhecido em nosso circuito exibidor por “Ser e Ter” (2002), Philibert passou ao posto de diretor em 1979, ao lançar “A Voz de Seu Mestre”, ouvindo executivos em posição de chefia em grandes empresas. Na entrevista a seguir, ele explica o que existe de político em ouvir (e em registrar) a voz do outro. </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Seu cinema faz da palavra um organismo vivo, elegendo-a como sua matéria poética. Mas onde fica o silêncio na sua forma de documentar pessoas? <br>Nicolas Philibert &#8211; </strong>Filmar palavras é filmar gente e ver como os corpos ocupam espaços, com seus gestos, com suas pausas. A pontuação que existe na fala inclui os parênteses e inclui as hesitações. Elas também são eloquentes. </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Falando em palavras, de que maneira os filmes que o senhor faz &#8211; incluindo “No Adamant”, que lhe rendeu o Urso de Ouro de Berlim, em 2023 – alargam o sentido do termo “empatia”?<br>Nicolas Philibert &#8211; </strong>Os últimos longas que eu fiz abordam o universo da Psiquiatria a partir de um universo de pessoas que estão no limite da tolerância, mas que jamais podem ser reduzidas a um clichê. São pessoas que nos levam a refletir sobre quem somos. Por essa singularidade, eu não posso ter um método prévio, pois cada pessoa é uma pessoa. Com algumas, de extrema inteligência, eu criei uma amizade, o que não foi algo determinado, até pelo fato de a <em>mise-en-scène </em>em si ser algo que me distancie dos personagens. Nessa distância, mediada pela câmera nasce o meu olhar e dele vem a minha subjetividade.    </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Que lugar exista para o documentário hoje na França?<br>Nicolas Philibert: </strong>Ao longo das últimas duas décadas, a cada semana estreiam de 15 a 18 filmes inéditos na França, dos quais pelo menos três são documentários. É um sinal de vitalidade. Os investimentos ainda são precários, mas um cineasta com a minha trajetória consegue levantar seus projetos.  </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Qual foi a lição mais preciosa que o cinema lhe deu?<br>Nicolas Philibert &#8211; </strong>A certeza de que eu faço filmes para dar respostas, mas, sim, para aprender.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Esse aprendizado mudou como com a tecnologia digital, com as câmeras de celular?<br>Nicolas Philibert</strong> &#8211; Filmes são demarcados e mediados pelo afeto daqueles que os fazem e a tecnologia não mudou as minhas recordações ou as minhas vivências do passado. O digital me permite filmar mais do que a película, porque um filme analógico custava caro. O suporte mudou, mas a minha abordagem segue fiel ao que eu era, até pelo fato de eu nunca ter sido o tipo de diretor que filma muito para extrair o que será ideal. Eu busco relações. Na França em que eu trabalho, o que me interessa são as pessoas que resistem.  </p>
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		<title>Nos palcos e nas telas, Renata Paschoal faz humor com &#8216;um olhar integralmente feminino&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jan 2025 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Domingos de oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com vasta estrada nos palcos no currículo e um prêmio no Festival de Gramado pela direção do .doc &#8220;Clarice Niskier – Teatro dos Pés à Cabeça&#8221; nas costas, Renata Paschoal encara um duplo compromisso com o legado do cineasta e dramaturgo Domingos Oliveira (1935-2019), de quem foi uma prolífica parceira na produção. Ela está em [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center"><strong><br></strong>Com vasta estrada nos palcos no currículo e um prêmio no Festival de Gramado pela direção do .doc &#8220;Clarice Niskier – Teatro dos Pés à Cabeça&#8221; nas costas, Renata Paschoal encara um duplo compromisso com o legado do cineasta e dramaturgo Domingos Oliveira (1935-2019), de quem foi uma prolífica parceira na produção. Ela está em cartaz no teatro do Planetário da Gávea (que leva o nome do realizador) com a peça &#8220;Dois Contra o Mundo&#8221;. A protagonista é a atriz Priscilla Rozenbaum (companheira de vida e obra do mítico diretor), que contracena com Márcio Vito. O texto é uma herança dela e narra o interlúdio entre uma advogada e um ator. Em paralelo, Renata leva às telas nesta quinta a comédia em episódios &#8220;Todo Mundo (Ainda) Tem Problemas Sexuais&#8221;. Trata-se de uma antologia sobre o benquerer com quatro histórias independentes, todas centradas em inseguranças e desejos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="713" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--1024x713.jpg" alt="Renata Paschoal" class="wp-image-185586" style="width:470px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--1024x713.jpg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--300x209.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--768x535.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--603x420.jpg 603w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--150x104.jpg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--696x485.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--1068x744.jpg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--100x70.jpg 100w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo-.jpg 1264w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">Seu roteiro se alinha com o legado anfíbio (meio teatro, meio cinema) de Domingos, autor de uma peça (de enorme sucesso) chamada &#8220;Todo Mundo Tem Problemas Sexuais&#8221;. Em 2008, ele mesmo levou esse texto aos cinemas, que estreou numa sessão no Odeon, no Festival do Rio, há 17 anos. O longa dele trazia Pedro Cardoso em vários papéis.</p>



<p class="has-text-align-center">Aliás, a versão de Renata não chega a ser uma sequência direta, mas é uma espécie de tributo ao original de Domingos. A melhor das tramas que ela filma fala de um casal que se fragiliza quando decide abrir a relação para incluir uma nova integrante. Dudu Azevedo e Rozenbaum são os achados do elenco.<br><br><strong>RF</strong> &#8211; <strong>Qual é o lugar que o teatro reserva para a comédia romântica?  De que maneira o público das artes cênicas, hoje regado de espetáculos calcados em pautas identitárias, recebe uma <em>love story</em> leve?<br>Renata Paschoal:</strong> É ótimo para nossa história e cultura que tenhamos diversidade em nossos palcos e telas. As comedias são sempre comoventes, como é o caso das que fez o Domingos Oliveira. Com &#8220;Dois Contra o Mundo&#8221;, estamos em nossa segunda temporada, num sucesso de público e crítica.  É bom falar de amor, a vida não anda fácil.  </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>RF &#8211;</strong> <strong>O que existe de mais forte de Domingos Oliveira na peça &#8220;Dois Contra o Mundo&#8221;? <br>Renata Paschoal:</strong> Tudo. O amor, o riso, a emoção e o otimismo dele pela vida estão no texto. </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Em que terreno uma parceira recorrente como Priscilla Rozenbaum (parceria de vida e de obra do Domingos) mais te surpreende, no palco e na tela?&nbsp;<br>Renata Paschoal:&nbsp;</strong>Priscilla é generosa e, com ela, eu me sinto acolhida. É um conforto na alma ter construído esta parceria tão longa. Domingos pode não estar presente fisicamente, mas ele está o tempo comigo, na arte, nos textos, nas lições de vida, nas boas histórias, nas boas lembranças. É sempre reconfortante lembrar uma frase dele, um conselho. Ele dizia: &#8220;Não sei se sou genial, mas minha visão de mundo é&#8221;. Sim, ele era genial, sabia ver o que o outro tinha de melhor.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>RF &#8211; O que fica do &#8220;Todo Mundo Tem Problemas Sexuais&#8221; de 2008 no seu filme?<br>Renata Paschoal:</strong> Fica o tema. São histórias de amor, com tudo o que isso pode envolver &#8211; ciúmes, traição, desejos e curiosidades sexuais &#8211; contadas de forma leve e divertida.</p>
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		<title>Paulo Betti faz um 360° de seu processo criativo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 18:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista com os autores]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Betti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A televisão brasileira aprendeu o que era plano-sequência (uma frase audiovisual sem cortes) com &#8220;Os Homens Querem Paz&#8221;, especial de TV sobre o cangaço, projetado na &#8220;Terça Nobre&#8221;, em 1991, que tinha como protagonista o paulista Paulo (Sérgio) Betti. Sua atuação à la Gary Cooper (com temperos marxistas) marcou época. Pouco antes, ele foi o [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">A televisão brasileira aprendeu o que era plano-sequência (uma frase audiovisual sem cortes) com &#8220;Os Homens Querem Paz&#8221;, especial de TV sobre o cangaço, projetado na &#8220;Terça Nobre&#8221;, em 1991, que tinha como protagonista o paulista Paulo (Sérgio) Betti. Sua atuação à la Gary Cooper (com temperos marxistas) marcou época. Pouco antes, ele foi o atrapalhado Timóteo, de &#8220;Tieta&#8221;, hoje de volta à telinha, no &#8220;Vale A Pena Ver De Novo&#8221;. Naquela época, ele bombava nos palcos, sobretudo na Casa da Gávea, templo artístico na Zona Sul carioca, e virou um dos pilares da Retomada, termo usado para a reconstrução da produção cinematográfica nacional entre 1995 e 2010.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="601" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca-1024x601.webp" alt="" class="wp-image-184686" style="width:445px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca-1024x601.webp 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca-300x176.webp 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca-768x451.webp 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca-716x420.webp 716w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca-150x88.webp 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca-696x408.webp 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca-1068x627.webp 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca.webp 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center"> &#8220;Lamarca&#8221; (1994) e &#8220;Mauá – O Imperador e o Rei&#8221; (1999) fizeram dele uma das pedras fundamentais de uma indústria que voltou a (a)firmar sua excelência nas salas de projeção do Brasil e do exterior. Sucessos aos montes vieram depois, como o Téo Pereira da novela &#8220;Império&#8221; (2014-2015), somados a performances antológicas em teatros de todo o país. Rodou ainda os longas &#8220;Cafundó&#8221;, em 2005, e &#8220;A Fera na Selva&#8221; (com Eliane Giardini e Lauro Escorel) em 2017. Tanto trabalho, revertido em um baita êxito, deu numa peça&#8230; que deu em livro. O espetáculo, &#8220;Autobiografia autorizada&#8221;, estreou em março de 2015 e correu o país, indo parar em Portugal e Angola. O livro, derivado dela, numa edição luxuosa da Geração Editorial, ganha noite de autógrafos nesta segunda, às 18h30, na Livraria Janela do Shopping da Gávea.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full"><img decoding="async" width="179" height="281" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Paulo-Betti-bio.jpeg" alt="Paulo Betti" class="wp-image-184644" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Paulo-Betti-bio.jpeg 179w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Paulo-Betti-bio-150x235.jpeg 150w" sizes="(max-width: 179px) 100vw, 179px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">&#8220;Já vamos para a primeira reimpressão, pois no pré-lançamento, na Amazon, vedemos uns 700 exemplares. É um resultado forte que não vem do acaso, pois eu tenho pelo menos umas sete listas de contatos de whatsapp e uns 20 mil e-mails. Fiz questão de mandar um recadinho para cada um&#8221;, orgulha-se o ator, nascido no município de Rafard (SP), em 8 de setembro de 1952, e criado em Sorocaba, onde iniciou uma vivência profissional admirada. Num papo com o Rota Cult, Betti faz um 360° de seu processo criativo.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Você não chamou jornalistas ou escritores profissionais para fazer a sua biografia, numa opção de estruturar o livro você mesmo, a partir de uma peça homônima que roda o Brasil há uma década. Como foi esse processo de escrita?<br>Paulo Betti</strong> &#8211; Eu tenho uma biografia anterior, precoce, &#8220;Paulo Betti: Na Carreira De Um Sonhador&#8221;, esta, sim, escrita por uma jornalista, a Teté Ribeiro, que o fez quando eu tinha uns 50 anos. Quando eu decidi que queria fazer um monólogo, há cerca de uma década, eu percebi que escrevi a minha vida toda, e não só diários. Sempre fui um anotador compulsivo e eu tive uma coluna semanal num jornal de Sorocaba, a minha cidade, que tirava uns 30 mil exemplares ao dia. Seria uma bobagem não aproveitar esse material. O livro, certamente, é o monólogo aumentado. &nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>&nbsp;O que essa revisão histórica (e literária) de sua trajetória revela sobre a sua vivência na arte?&nbsp;<br>Paulo Betti</strong> &#8211; Como todo ator de carreira longeva, eu queria fazer um monólogo, por ser mais prático em relação à agenda do elenco, uma vez que só tem uma pessoa – no caso, eu – em cena. Decidi que faria algo em homenagem à minha ancestralidade. Levo esse espetáculo pelo país há quase dez anos e, agora, quero que o livro circule, e fique. O maior desafio de escrever um texto autobiográfico é passar por cima de pudores. O primeiro foi me perguntar por que a minha infância e a minha adolescência mereciam ser contadas, no palco e, agora, em texto publicado. Fiquei buscando as razões. Nasci numa senzala, pois os imigrantes italianos que vieram para cá, na virada do século, depositaram-se em espaços que antes eram dos povos escravizados. Aos três anos, fui morar num quilombo numa região onde 95% dos moradores eram pessoas negras, com quem aprendi muito. Eu sou o filho caçula temporão de uma empregada doméstica que teve 15 crianças. Eu nasci quando ela já estava com 45&#8230; nos 45 do segundo tempo, literalmente. Meu irmão mais moço é dez anos mais velho do que eu. O único ali que estudou fui eu, logo sou depositário de muitas histórias. &nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Na História do Brasil, a mais recente, você tem uma militância aguerrida pela democracia. Você sempre teve uma corajosa postura política de enfretamento da direita, sobretudo nos anos Bolsonaro. Como vê o atual governo? Está feliz com a gestão atual na presidência?<br>Paulo Betti</strong> &#8211; Estou satisfeito, sim, e me sinto satisfeito também em ver o trabalho da Janja, uma Primeira Dama atuante, praticante, que pensa a nossa cultura. Estou muito mais esperançoso hoje do que estava antes, pois basta comparar o ser humano Lula com o ser humano Bolsonaro. Lula aguentou o tranco, ficou e lutou. Aliás, basta você pensar um aspecto, hoje, nós temos ministério da Cultura. Além disso, mais importante ainda: a Ministra da Cultura é uma mulher preta! É, certamente, motivo para termos mais esperança!  <br><br><strong>O que a peça &#8220;Autobiografia Autorizada&#8221;, da qual seu livro se deriva, já te revelou sobre as plateias brasileiras neste momento de teatros cheios, pós-pandemia? <br>Paulo Betti</strong> &#8211; Eu estou em cartaz com &#8220;Os Mambembes&#8221;, correndo o Brasil com apresentações em praça pública para três mil pessoas. O teatro se mostra insubstituível no desejo de comunhão coletiva, no ato sagrado do encontro. Eu sinto que o cinema também pode estabelecer essa relação, mas ele depende de mecanismos técnicos, ligados à projeção. Teatro, como dizia <em>(o diretor e pensador) </em>Peter Brook, consegue se fazer com uma pessoa sentada na plateia e uma pessoa em pé, diante dela, no palco. Por isso mesmo, o cinema merece e precisa ser protegido, com dispositivos como a lei de cota de tela, sobretudo por conta da dominação americana maciça. </p>



<p class="has-text-align-center">A arte cinematográfica é de suma importância da construção da identidade de um povo. Daí a alegria que eu sinto diante de um filme como <a href="https://rotacult.com.br/2024/11/ainda-estou-aqui-livro-de-marcelo-rubens-paiva-ganha-adaptacao-para-os-cinemas/">&#8220;Ainda Estou Aqui</a>&#8220;, que lota salas ao resgatar um caso tão importante como o episódio do sumiço do <em>(engenheiro e ex-deputado)</em> Rubens Paiva. Fico mais contente ainda por eu ter dirigido uma adaptação do livro &#8220;Feliz Ano Velho&#8221;, escrito pelo filho dele, o Marcelo Rubens Paiva, no teatro.   <strong><br></strong><br><strong>Falando da produção cinematográfica, durante a covid-19, você embarcou no projeto de estreia de Caio Blat como realizador, o longa-metragem &#8220;<a href="https://rotacult.com.br/2022/08/o-debate-debora-bloch-e-paulo-betti-estrelam-filme-sobre-atual-cenario-politico/">O Debate</a>&#8220;, mas não vimos mais você nas telonas, em títulos inéditos, depois daquele filme. Como anda sua relação com o cinema? <br>Paulo Betti</strong> &#8211; Tenho um filme para estrear, chamado &#8220;Loucos Amores Líquidos&#8221;, dirigido por Alexandre Avancini, que fala de brasileiros de origem italiano que saem busca de sua ancestralidade.  <strong><br></strong><br><strong>Fora esse filme, o que temos de planos para 2025?<br>Paulo Betti</strong> &#8211; Quero continuar com o meu monólogo e com &#8220;Os Mambembes&#8221; e quero dirigir &#8220;A Canção Brasileira – O Filme&#8221;, sobre a opereta de 1933 a partir da pesquisa do diretor Luiz Antônio Martinez Corrêa <em>(1950-1987)</em> sobre ela. Sobre TV, não tenho nada fechado, mas eu gostaria muito de fazer uma novela que tratasse de temas que as pessoas falam hoje e do modo como falam. Rodando o país com &#8220;Os Mambembes&#8221;, eu me deparei com uma discussão entre pessoas que não conheço sobre a Lei Rouanet que ilustra muito como o Brasil se vê. Isso deveria estar na tela.  </p>
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		<title>Diretor de &#8216;O Conde de Monte-Cristo&#8217; fala da esgrima com a literatura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 13:23:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA["O Conde de Monte-Cristo"]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Emmanuel Macron]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Varilux]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com 9,2 milhões de ingressos vendidos em terras francesas de junho até hoje e cerca de US$ 76 milhões de arrecadação em salas de projeção europeias, &#8220;O Conde de Monte-Cristo&#8221; já se impõe como o maior sucesso de bilheteria da pátria presidida por Emmanuel Macron desde a pandemia, configurando-se como um fenômeno de faturamento do [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Com 9,2 milhões de ingressos vendidos em terras francesas de junho até hoje e cerca de US$ 76 milhões de arrecadação em salas de projeção europeias, &#8220;O Conde de Monte-Cristo&#8221; já se impõe como o maior sucesso de bilheteria da pátria presidida por Emmanuel Macron desde a pandemia, configurando-se como um fenômeno de faturamento do Velho Mundo nas telas. A receita dessa superprodução de duas horas e 58 minutos dirigida por Matthieu Delaporte e por Alexandre De La Patellière há de se ampliar com sua chegada às Américas.</p>



<p class="has-text-align-center"> No Brasil, o Festival Varilux é a primeira parada desta adaptação do romance homônimo publicado em capítulos, entre 1844 e 1846, por Alexandre Dumas (1802-1870). Delaporte &#8211; um prolífico roteirista também respeitado como realizador pelo sucesso &#8220;Qual É O Nome do Bebê&#8221;, de 2012 – está em solo carioca para acompanhar a maratona francófona. Esta noite, o diretor participa de uma sessão de gala do longa-metragem – promovida com o apoio do Telecine – no Cinesystem Botafogo, às 18h30. </p>



<p class="has-text-align-center">Aliás, neste fim de semana inicial de Varilux, é possível ver &#8220;Le Comte de Monte-Cristo&#8221; (título original da fita) nesta sexta, às 19h05, no Estação NET Gávea, e no sábado, no Estação NET Rio (às 14h) e no Kinoplex Fashion Mall (19h55). O enredo, extraído da escrita fina de Dumas, é centrado na cruzada vingadora de Edmond Dantès, papel confiado ao ator Pierre Niney. Vítima de uma conspiração quando ainda é muito moço, Dantès acaba sendo preso no dia de seu casamento, sob a acusação de um crime que não cometeu. Após 14 anos de detenção no castelo de If, ele consegue escapar e, com a ajuda de um homem misteriosos, ele se torna riquíssimo. Com o dinheiro que conquista, forja para si uma nova identidade: o Conde de Monte-Cristo. Sob essa alcunha, ele vai se vingar dos homens que o atraiçoaram. </p>



<p class="has-text-align-center">Num papo ao sol do Arpoador, no Hotel Faimont, Delaporte conta ao jornalista Rodrigo Fonseca como foi sua imersão nos parágrafos de um dínamo da literatura da Europa.   </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Desde a recente adaptação de &#8220;Os Três Mosqueteiros&#8221;, em 2023, a literatura de Alexandre Dumas tem servido de combustível para um cinema de forte comunicação popular. O que há de contemporâneo na prosa dele? <br>Matthieu Delaporte: </strong>Dumas foi um grande conhecedor da História da França e, certamente, imprimiu um olhar muito particular sobre o tempo em cada um de seus livros, retratando o fim de uma época e a gênese de uma outra, à luz das guerras napoleônicas. &#8220;O Conde de Monte-Cristo&#8221;, que é lançado em meados do século XIX, tem o intuito de retratar o avanço da Revolução Industrial numa fase histórica de mudança do regime democrático, onde riqueza deixa de ser um sinônimo de aristocracia. Ele é um autor de um engajamento político muito particular. A Paris de que fala é diferente da metrópole multicultural que existe hoje, mas ele já vasculha elementos que estão ainda na base da cidade.   </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Qual é a maior dificuldade de transportar o espírito literário dele – para além da trama – das páginas às telas?<br>Matthieu Delaporte: </strong>Cada escritor cria sua própria linguagem e, nela, uma musicalidade, uma rítmica peculiar nas palavras. O desafio numa transposição é encontrar essa música, esse tom. Não é questão de cópia ou de mimese, mas de diálogo. Sobre o espírito do tempo de Dumas, o que vai ao filme é a questão da &#8220;máscara&#8221;. É como eu chamo a construção de identidade que Dantès faz para poder realizar a sua vingança. Em sua essência, a trama acompanha a encenação de um espetáculo de vingança, na qual Dantès encena uma situação a fim de se vingar. O dinheiro faz dele um homem de poder, mas ele não gasta sua fortuna consigo para a fruição e, sim, para a revanche que arquiteta. Ele é o diretor desse espetáculo revanchista.  <strong><br></strong></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Olhando assim, a lembrança de &#8220;Hamlet&#8221;, de Shakespeare, salta aos olhos, uma vez que esse também é o dispositivo empregado pelo Príncipe da Dinamarca contra o assassino de seu pai – a ponto de encenar uma peça sobre o mesmo crime, num gesto de metalinguagem. Existe essa proximidade?<br>Matthieu Delaporte: </strong>Shakespeare foi uma grande referência para Dumas. A questão em &#8220;O Conde de Monte-Cristo&#8221; é que a forma como Dantès emprega sua fortuna permite que ele possa ser visto como uma figura contemporânea.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>O cinema francês é historicamente encarado como um terreno de narrativas palavrosas. É uma filmografia na qual se fala muito. O que a palavra representa para a sua obra?<br>Matthieu Delaporte: </strong>Se Shakespeare foi um pilar para a língua inglesa, Molière foi, no teatro, o cerne da língua francesa e ele influenciou muito Dumas. A partir da palavra, ele, surpreendentemente, encontra o caminho para expressar a Modernidade. O que eu tento, num diálogo com a prosa do século XIX, é buscar nessas palavras sentimentos que estejam conosco hoje.</p>



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		<title>Murilo Salles volta às telas investigando a ecologia da Guanabara</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Apr 2024 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de filmes de ficção premiados como &#8220;Nunca Fomos Tão Felizes&#8221; (1984) e &#8220;Como Nascem os Anjos&#8221; (1996) saltarem à lembrança quando se fala em Murilo Salles, a narrativa documental é um corpo muito familiar ao cineasta e diretor de fotografia que virou grife por sua meticulosa artesania da luz. Murilo Salles fez curtas como [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Apesar de filmes de ficção premiados como &#8220;Nunca Fomos Tão Felizes&#8221; (1984) e &#8220;Como Nascem os Anjos&#8221; (1996) saltarem à lembrança quando se fala em Murilo Salles, a narrativa documental é um corpo muito familiar ao cineasta e diretor de fotografia que virou grife por sua meticulosa artesania da luz. Murilo Salles fez curtas como &#8220;Sebastião Prata, Ou Bem Dizendo, Grande Otelo&#8221;, em 1971 e emplacou o sucesso de bilheteria &#8220;Todos os Corações do Mundo&#8221; documentando sobre a Copa de 1994, com os dribles de Bebeto e Romário. Seu longa-metragem mais recente, que chega ao circuito no dia 18 de abril, vasculha a paisagem carioca a partir dos códigos do documentário: &#8220;Uma Baía&#8221;, foi com ele, o cineasta conquistou o troféu Redentor de Melhor Direção no Festival do Rio de 2021, quando a fita recebeu ainda o prêmio de Montagem, dado à editora Eva Randolph.</p>



<p class="has-text-align-center">A partir de sua relação com as artes visuais, o realizador de &#8220;Nome Próprio&#8221; (2008) tece oito fábulas que fazem pulsar o que dá sentido às jornadas pela sobrevivência de cada um de seus personagens. São investigações sobre os conflitos entre vida e história, num contraste de beleza natural com o espanto dos personagens no entorno da Baía de Guanabara. Constam no &#8220;elenco&#8221; dessa Comédia Humana um catador de caranguejos do Pontal do Ipiranga; um pescador de mexilhões de Niterói; um operário da Maré; a funcionária de um entreposto pesqueiro; um artesão que cria de barcos; um barbeiro evangélico; um charreteiro de Paquetá e funcionários de um cais um cavalo de charrete em Paquetá. </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>O quanto se pode chamar &#8220;Uma Baía&#8221; de &#8220;autogeográfico&#8221;, ou seja, o quanto do Rio de Janeiro retratado no filme é o seu Rio e o quanto ele se distancia da sua vivência e se abre pra uma nova perspectiva?<br>MURILO SALLES</strong> &#8211; &#8220;Navegar é preciso&#8221;. Fazer documentário é navegar, é se perder em nevoeiros, angustiado com a calmaria, dar conta das tempestades. Montar documentário é preciso, é precioso. É linguagem. É pensamento. É cinema. e certamente, um difícil exercício de liberdade. Descobri a Baía filmando. Foram três, quatro, cinco anos de trabalho. Aprendemos aos poucos, tateando, como filmar. O tempo é Deus. Aí, descobrimos as perspectivas, os espaços, mas principalmente personagens. Descobrimos intensidades em seus olhares. Troca de olhares que falam. Corpos que falam. Imagens que dizem o que interessa. Som, que é direto, mas não é. O som é música. Imagem &amp; Som. O resto, pedimos a vocês que completem pois, queiram ou não, vão fazer. A minha baía agora é a do filme. Sim, é uma construção. Faço documentários para ficcionar.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>O uso do artigo &#8220;Uma&#8221; no título do filme indetermina de maneira provocativa a noção de espaço do filme. Como essa provação foi pensada?<br>MURILO SALLES &#8211; </strong> Politicamente. Sim, indeterminar, pois senão só vemos o clichê. Temos que fazer um esforço para esvaziar os conteúdos, que funcionam tal como sujeiras ecológicas. O lixo ecológico boia. Não vai fundo. Queríamos forçar uma visão de ancestralidade como ação política, pois a imagem desvenda o que é importante: que raça humana é essa? O lixo vira arte, revelando a precariedade que nos atrofia. A miséria vem dos paus-brasil cortados e carregados por estivadores tamoios para naus francesas. Assim como agora a limalha de ferro para a China.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Qual é o dispositivo de observação que estrutura o filme?<br>MURILO SALLES &#8211; </strong>Não gosto muito do conceito &#8216;observação&#8217;, pois ele só nos revela aquilo que há. Que está ali. Tudo (absolutamente tudo) é observação imagística, desde que nascemos. Observamos para aprender. Mas, sou cineasta, ficciono histórias por meio de imagens e sons. Isso é mais que observar. É construir. É formular. É pensar o que fazer com o que se observa. Esse é o dispositivo: pensamento, imagem, som, montagem, espaço, tempo, personagens, ficção, construção de narrativas. História do cinema. O que interessa é como fazemos para compor as observações. E onde queremos chegar com elas.</p>



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<div class="youtube-embed" data-video_id="WNgRTQ3GtmI"><iframe loading="lazy" title="Trailer UMA BAÍA" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/WNgRTQ3GtmI?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Fernanda Schein comenta as principais indicações ao OSCAR 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alê Shcolnik]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 14:28:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A premiação mais cobiçada do cinema está chegando! Conversamos com a cineasta Fernanda Schein que nos revelou suas apostas. Profissional e apaixonada pela sétima arte, a cineasta Fernanda Schein, parte do time de editores de grandes produções da Netflix como &#8220;Neymar: O Caos Perfeito&#8221; e responsável por curtas envolventes e premiados como I See You, comentou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-158563 alignright" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_xfer-18.jpg" alt="Fernanda Schein " width="311" height="207" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_xfer-18.jpg 800w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_xfer-18-300x200.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_xfer-18-768x512.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_xfer-18-696x464.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rsz_xfer-18-630x420.jpg 630w" sizes="auto, (max-width: 311px) 100vw, 311px" /> A premiação mais cobiçada do cinema está chegando! Conversamos com a cineasta Fernanda Schein que nos revelou suas apostas. Profissional e apaixonada pela sétima arte, a cineasta Fernanda Schein, parte do time de editores de grandes produções da Netflix como &#8220;Neymar: O Caos Perfeito&#8221; e responsável por curtas envolventes e premiados como <em>I See You</em>, comentou as indicações.</p>
<p style="text-align: center;">Do interior do Rio Grande do Sul para Los Angeles, a cineasta e editora Fernanda Schein já atuou em diversos projetos importantes do cinema e da publicidade. Fez mestrado na New York Film Academy e a partir daí, fez parte da produção de projetos como o filme <em>Forbidden Wish</em>, melhor longa pelo Santa Monica Film Festival disponível no Prime Video , além de outras produções independentes como <em>The Boy in The Mirror</em>, vencedor do prêmio de melhor curta-metragem no California Women&#8217;s Film Festival.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Antes de mais nada, preciso perguntar quando começou a sua relação com o cinema?</strong><br />
<strong>Fernanda Schein &#8211;</strong> Minha Avó e meu tio sempre foram apaixonados por cinema, e meu tio era publicitário e produtor de cinema e TV. Então quando eu comecei a perceber que gostava e me interessava por atividades mais criativas, eles me incentivaram muito a contar histórias e ir atrás das minhas curiosidades. Minha família sempre me deu muito apoio.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>A temporada de filmes indicados a maior premiação cinematográfica está à todo vapor, revelando grandes tramas, gostaria de saber como você define uma boa narrativa? E como isso te influencia na construção das obras em que você trabalha?</strong><br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-158564" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PhotoGrid_1675677739238.jpg" alt="" width="392" height="205" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PhotoGrid_1675677739238.jpg 1600w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PhotoGrid_1675677739238-300x157.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PhotoGrid_1675677739238-1024x536.jpg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PhotoGrid_1675677739238-768x402.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PhotoGrid_1675677739238-1536x804.jpg 1536w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PhotoGrid_1675677739238-696x364.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PhotoGrid_1675677739238-1068x559.jpg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PhotoGrid_1675677739238-803x420.jpg 803w" sizes="auto, (max-width: 392px) 100vw, 392px" /><strong>Fernanda Schein &#8211;</strong>  Que pergunta interessante e difícil! Tem tantas formas de responder essa questão. Por uma perspectiva técnica e teórica, uma boa narrativa segue uma estrutura de 3 atos com 2 pontos de virada na história e diversos conflitos e obstáculos no caminho de um personagem buscando seu objetivo. Nessa temporada do Oscar, um exemplo desse tipo clássico de estrutura é <em>Top Gun: Maverick.</em> Spielberg disse recentemente que Tom Cruise pode ter salvo a indústria das Salas de Cinema com essa filme. Aliás, Cruise, como produtor e estrela do filme, retornou a uma estrutura narrativa clássica, mas a executou com uma excelência absurda, e fez uma bilheteria com há tempos não se via na nessa era do streaming. Mas, por uma lente mais orgânica, uma boa narrativa é aquela que te prende do início ao fim, faz você se importar e torcer pelos personagens, e empatizar com histórias que talvez estejam totalmente diferentes da sua realidade. Citando outro exemplo, <em>Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo</em>, desafia tudo que que conhecemos sobre estrutura e formato, não só do cinema mas como do Universo.</p>
<p style="text-align: center;">Eu amo buscar esses contrastes para sempre me lembrar que o formato clássico existe porque ele funciona, mas que uma boa história contada com autenticidade também pode funcionar de diversas formas. Basicamente, conheça as regras mesmo se não quiser segui-las.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>E já que estamos falando de OSCAR, quais são os seus favoritos e porquê?</strong><br />
<strong>Fernanda Schein &#8211;</strong>  Os dois que citei acima, exatamente por esse contraste. Ambos shows cinematográficos de formas completamente diferentes uma da outra. E além deles, <em>Os Fabelmans</em>. Eu não escondo o quanto eu amo o trabalho do Spielberg, e com esse filme ele falou diretamente com todas as pessoas que cresceram apaixonadas por histórias, sempre procurando uma maneira de levá-las pro mundo. Eu me identifiquei e me enxerguei naquele filme, e a direção é linda. Sem spoilers: o último plano do filme é um exemplo perfeito da sutileza da direção dele!</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="D1G2iLSzOe8"><iframe loading="lazy" title="The Fabelmans | Official Trailer [HD]" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/D1G2iLSzOe8?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
<p style="text-align: center;"><strong>Aliás, preciso comentar sobre o retorno triunfal de Brendan Fraser, em <em>A Baleia</em>, de Darren Aronofsky. Como você vê este retorno diante de um diretor tão cultuado?</strong><br />
<strong>Fernanda Schein &#8211;</strong> É sempre incrível o retorno de um artista que conta histórias tão sagazes. O que eu adoro no Aronofsky é que ele é pragmático com sua direção, muita gente diz até que ele é pretensioso. Eu gosto de achar que ele é filosófico, ele sempre procura que o tema do filme seja ainda mais profundo do que a história parece de início. Eu amo <em>Cisne Negro</em> e <em>Réquiem Para um Sonho</em> por causa disso, as temáticas sociais por trás da história e ele fez isso de novo adaptando a peça <em>A Baleia</em> para o cinema, e acho que o momento foi perfeito.</p>
<p style="text-align: center;">Dentro de toda tristeza e frustração daquele personagem, o que ele mais busca nas pessoas é autenticidade, é o que ele encoraja na filha e nos alunos. A dizer o que sentem, o que realmente pensam, não o que se acha que as pessoas querem ouvir. Uma realidade verdadeira, mas muito difícil de por em prática. É, certamente, um filme que te desafia emocionalmente.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="CPMqpPCnpIQ"><iframe loading="lazy" title="A Baleia - Trailer legendado [HD]" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/CPMqpPCnpIQ?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
<p style="text-align: center;"><strong>Uma das surpresas dos indicados foi o longa <em>Triangulo da Tristeza</em>, de Ruben Östlund. Qual é a importância da crítica social na construção do cinema cult?</strong><br />
<strong>Fernanda Schein &#8211;</strong>  Ah, que filme genial! Aflitivo, angustiante, mas genial. É um filme feito para provocar egos, isso é fato &#8211; e por isso só já ganha seu valor social. Aquela história questiona muito nosso papel na sociedade, e o valor que nós achamos que nosso intelecto tem. Principalmente nesse mundo hierárquico, onde você precisa ir pra escola, depois pra faculdade, depois para o Mestrado, depois pro doutorado etc.</p>
<p style="text-align: center;"> O filme te passa a (falsa) impressão que talvez seu intelecto seja mais valioso que o de outras pessoas, dentro da ordem social que você conhece. Aí vem um filme desses e te mostra que basta um desastre que mude as prioridades de um grupo, e outras habilidades manuais e intelectuais que você desprezava podem ser essenciais para sua sobrevivência, basta um fator mudar para você depender de quem antes podia depender de você. Isso coloca em perspectiva o ego de todos nós. É uma reflexão muito valiosa. Que satisfação ver um filme assim ganhando espaço.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="pSF03hIG2nY"><iframe loading="lazy" title="Triângulo da Tristeza | Trailer Oficial" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/pSF03hIG2nY?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
<p style="text-align: center;"><strong>Por fim, vamos falar de<em> TÁR</em>, protagonizado por Cate Blanchett. Dirigido por Todd Field, o longa depende completamente da atuação de Cate, que, aliás, está magistral em cena. </strong><strong>Como a relação entre ator e diretor é capaz de construir a narrativa de um filme? Além disso, podemos dizer que o filme não seria o mesmo sem Cate Blanchett?</strong><br />
<strong>Fernanda Schein &#8211;</strong> A relação do ator com o diretor é como do Maestro com os músicos, usando o exemplo do próprio filme. É preciso de muita dedicação de ambos os lados, conexão e sintonia. Também muita confiança. Nas entrevistas e nos festivais a gente tem visto que eles realmente trabalharam muito juntos e confiaram muito um no outro. O resultado é visível e o filme é muito tocante. Essa é a beleza do cinema, é colaborativo. A partir do mesmo roteiro, se você troca os profissionais, o filme pode ser completamente diferente &#8211; a versão de <em>Tár</em> que Field e Blanchett entregaram, só eles poderiam fazer.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="Vgf_d19hyx8"><iframe loading="lazy" title="TÁR | Trailer 1 Oficial" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/Vgf_d19hyx8?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Sandra Kogut fala da importância da elipse em Três Verões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alê Shcolnik]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2020 16:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Filme teve estreia mundial no Festival de Toronto. A cineasta Sandra Kogut leva os reflexos da Lava Jato pelas diferenças sociais, em Três Verões, filme que deveria ter seu lançamento em março de 2020, porém, por conta da pandemia do Coronavírus teve sua estratégia de lançamento reinventada. O filme que estreou em drive-ins no dia 03 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: center;">Filme teve estreia mundial no Festival de Toronto.</h1>
<p style="text-align: center;">A cineasta Sandra Kogut leva os reflexos da Lava Jato pelas diferenças sociais, em <em>Três Verões, </em>filme que deveria ter seu lançamento em março de 2020, porém, por conta da pandemia do Coronavírus teve sua estratégia de lançamento reinventada. O filme que estreou em drive-ins no dia 03 de Setembro, agora, também está disponível no streaming  a partir de 16 de Setembro, no <a href="https://rotacult.com.br/2020/08/telecine-estreia-tres-veroes-e-passa-a-ter-filmes-exclusivos/">Telecine</a>, Now, Vivo Play e Oi Play.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Em <em>Três Verões</em>, você retrata os reflexos da Lava Jato através das diferenças sociais, o que te levou a escrever e dirigir essa história? </strong><br />
<strong>Sandra Kogut &#8211;</strong> Na época que comecei a escrever esse filme, a gente tava vivendo no Brasil, uma séries de escândalos de corrupção. Era, quase assim, como se estivesse assistindo uma novela. Capturava o país inteiro, todo mundo ficava acompanhando. E me deu muita vontade de falar sobre isso, ao mesmo tempo, eu me perguntava quem são as pessoas que orbitam envolta dessas figuras ricas e poderosas. Porque essas pessoas nunca apareciam, nessas histórias, eles eram figurantes, eles eram invisíveis.</p>
<p style="text-align: center;">Então, me deu vontade de falar sobre esse momento através do olhar dessas pessoas. Ai, eu me fiz essa pergunta, “O que acontece com os empregados quando os patrões saem de cena?”, vou daí que esse projeto nasceu.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-121286 alignright" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/tres-veroes-imagem5.jpg" alt="Sandra Kogut fala da importância da elipses em Três Verões" width="403" height="236" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/tres-veroes-imagem5.jpg 750w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/tres-veroes-imagem5-300x176.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/tres-veroes-imagem5-696x408.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/09/tres-veroes-imagem5-716x420.jpg 716w" sizes="auto, (max-width: 403px) 100vw, 403px" />Gostaria de saber o porquê da escolha de Regina Casé como protagonista? Aliás, como foi o processo de escolha de todo o elenco?</strong><br />
<strong>Sandra Kogut &#8211; </strong>A Regina é uma amiga, uma parceira da vida toda! A gente se conhece há muitos anos, pelo menos uns 30 anos. Já trabalhamos muito juntas, como o “Brasil Legal”, na TV Globo.</p>
<p style="text-align: center;">A gente tinha se prometido fazer um longa, eu meio que devia isso à ela e ela à mim. Eu cheguei a ter um projeto de um longa na França, na época que eu morava lá, que seria com ela, mas eu acabei não rodando ele. Mas, enfim, eu tinha que encontrar o projeto certo, né, que tivesse uma personagem que eu achasse que era boa para ela. Assim, ela se encaixou perfeitamente em <em>Três Verões</em>. A Regina é uma grande atriz, o registro no qual ela trabalha e que a gente trabalhou muito nesse filme, é uma coisa que me interessa demais, porque é muito o que eu procuro.</p>
<p style="text-align: center;">Já as outras pessoas do elenco, todas vem de algum tipo de relação comigo. Ou são pessoas que trabalhei e gosto muito, ou pessoas que eu já sonhava trabalhar, aliás, o Rogério Fróes foi uma honra tê-lo no filme. Ele é um grande ator do teatro brasileiro! Eu quando escolho as pessoas, eu sempre procuro encontrar uma espécie de terreno comum entre eles e o personagem.</p>
<p style="text-align: center;">Além disso, eu gosto de criar laços profundos tanto com os atores quanto com a equipe técnica. <em>Três Verões</em>. foi um processo muito prazeroso, tinha uma energia coletiva muito boa nesse set.</p>
<p><a href="https://rotacult.com.br/2020/03/sandra-kogut-leva-os-reflexos-da-lava-jato-pelas-diferencas-sociais/">Confira critica do filme!</a></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-104897 alignleft" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/03/tres-veroes.jpg" alt="Três Verões" width="362" height="181" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/03/tres-veroes.jpg 750w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/03/tres-veroes-300x150.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/03/tres-veroes-696x348.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 362px) 100vw, 362px" /> <strong>Regina assume lindamente o papel, ela traz veracidade à trama com divertidas frases de efeito em profusão. Madá tem aquela desenvoltura típica de quem trabalha no mesmo lugar há um bom tempo, criando uma intimidade tipicamente brasileira com os patrões. Como vocês desenvolveram a criação da personagem? E porque trazer esse olhar tão real para cena?</strong><br />
<strong>Sandra Kogut &#8211; </strong>Eu acho assim, quando você faz um filme, você está falando de uma visão, um olhar de um diretor, a partir da construção de um mundo. <em>Três Verões</em>, por exemplo, critica um certo momento de um projeto de Brasil neoliberal, mas, ao mesmo tempo, a maneira que o filme usa para fazer isso são os personagens, é o lado humano, né. É por ali que você se conecta, então é sempre muito importante para mim, que esses personagens eles não sejam tipos, eles realmente são pessoas, eu acho que ali, digamos “Vilões”, eles são humanos, eles tem fragilidades, você reconhece, você lembra de pessoas como eles. Além de poder até se emocionar com eles. O filme não cria estereótipos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong> Na trama, você mistura comédia e drama, tornando o filme uma dramedia, essa escolha foi proposital?</strong><br />
<strong>Sandra Kogut &#8211; </strong>O humor é uma ferramenta muito poderosa para você convidar as pessoas para dentro de um filme, né. O humor é uma coisa generosa, você traz as pessoas para dentro da sua história. Eu desde o início tinha vontade de usar humor, mas, ao mesmo tempo, essas etiquetas de gêneros são complicadas, né, eu acho que o filme tem um pouco de coisas diferentes. Acho difícil caber dentro de uma etiquetas dessas. Não qualquer humor que eu gosto, eu gosto desse humor que está no lado humano, que você não está rindo dos personagens, mas sim, rindo junto com eles. São escolhas, né, é a estética de cada um.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>O filme entrega elipses de um ano de distância, onde muito acontece sem ser mostrado. Perceber tais mudanças faz parte do jogo narrativo estabelecido com o espectador?</strong><br />
<strong>Sandra Kogut &#8211; </strong>A ideia das elipses, ela não é só um efeito, né. Assim, há muito tempo eu tinha vontade de fazer um filme numa casa de campo ou de praia, onde você só visse a história dessa família, quando eles estão de fato nesse lugar. Mas porque eu não tinha feito ainda? Porque era só uma ideia, né, aquilo tinha que se prestar à alguma coisa maior, que ser uma boa ideia para contar aquilo que a gente vai contar. No caso do Três Verões, essa estrutura de elipse, ela é o que permite a gente contar essa história. Uma história que todo mundo já ouviu e acha que conhece. A gente está falando de uma história que nunca ninguém ouve, que nunca é contada.</p>
<p style="text-align: center;">O fato de serem elipses permitem fazer isso. Porque essa história, ela acontece, justamente, nas horas que a gente não está vendo, né. Ai, a gente pode contar o que acontece no filme, a história do que acontece com os outros, com todo mundo que é marginal na trama. A gente consegue fazer isso graças a essa elipse.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Três Verões </em>é um filme que se apropria da realidade brasileira para fazer um estudo microscópico sobre a falência de sua sociedade. Como é transpor o seu olhar sobre uma temática tão próxima da realidade? Seu processo de criação começa quanto tempo antes?</strong><br />
<strong>Sandra Kogut &#8211; </strong>O senso comum diz que você nunca deve falar de uma coisa que está acontecendo, enquanto ela ainda está acontecendo, né, porque você não tem distância, porque existe um certo tempo de amadurecimento. E a gente fez exatamente isso, né, o que dizem que não se deve fazer, mas é porque eu acho o contrário, ainda mais num filme de ficção é muito rico quando a gente está o tempo todo sendo lembrado que existe uma coisa que é maior que o filme, que é o que está acontecendo lá fora e alimenta o filme.</p>
<p style="text-align: center;">Quando a gente estava procurando locação, aquela cena do barco onde é feito um tour, a gente, de fato, viveu. Aliás, a gente viveu várias vezes situações que estavam no roteiro durante todo o processo. Isso era muito bom porque ia alimentando o filme, né, <em>Três Verões</em> dialoga com a realidade. Ao mesmo tempo, ele tem uma relação com tempo muito interessante, como ele se passa entre os anos de 2015 à 2017, quando ele acaba, ele  está entrando no ano de 2018, o ano que trouxe pro Brasil a chegada da extrema direita no governo. Então, o filme é justamente um retrato desse momento anterior, e é impressionante quando você assiste o filme você vê como os sinais, do que estava por vir, estão todos ali.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="TRÊS VEROES | Trailer Oficial" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/7YKMZxVjSLc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Marcelo Forlani fala da criação do Omelete e da CCXP de 2020</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alê Shcolnik]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2020 20:30:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Forlani fala das mudanças tecnológicas e como cultura é um instrumento educacional.  Quando se fala em cultura Pop poucas marcas brasileiras são tão importantes quanto o Omelete, aliás, Marcelo Forlani é uma das principais cabeças desse grande produto, que tomou o gosto do público. Criado nos anos 2000, a partir da sua paixão &#8211; e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: center;">Forlani fala das mudanças tecnológicas e como cultura é um instrumento educacional.</h1>
<p><figure id="attachment_119236" aria-describedby="caption-attachment-119236" style="width: 385px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-119236" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/08/marcelo-forlani-omelete.jpg" alt="marcelo forlani omelete" width="385" height="252" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/08/marcelo-forlani-omelete.jpg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/08/marcelo-forlani-omelete-300x196.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/08/marcelo-forlani-omelete-768x503.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/08/marcelo-forlani-omelete-696x455.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/08/marcelo-forlani-omelete-642x420.jpg 642w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/08/marcelo-forlani-omelete-741x486.jpg 741w" sizes="auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px" /><figcaption id="caption-attachment-119236" class="wp-caption-text">Foto: Reprodução Internet</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: center;"> Quando se fala em cultura Pop poucas marcas brasileiras são tão importantes quanto o Omelete, aliás, Marcelo Forlani é uma das principais cabeças desse grande produto, que tomou o gosto do público.</p>
<p style="text-align: center;">Criado nos anos 2000, a partir da sua paixão &#8211; e de toda a equipe &#8211; pela cultura Pop, o <a href="https://www.omelete.com.br/">Omelete</a> hoje abrange boa parte do mercado Pop. Em 2014, nasceu a Comic Con Experience (CCXP), um evento especializado em cultura pop.  Confira abaixo minha conversa com ele.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Você é sócio fundador de um dos principais portais do mundo Pop, desde a criação do Omelete até hoje, a sua visão de cultura mudou? </strong><br />
<strong>Marcelo Forlani &#8211;</strong> Humm, acho que muda um pouco, mas no sentido que antes eu apenas consumia, aliás, esse foi um dos motivos que fez a gente criar o Omelete. A equipe sempre consumia tudo aquilo, e queríamos que mais gente pudesse ter acesso ao mesmo tipo de conteúdo junto. E hoje, a gente, além de consumir, conseguimos influenciar outras pessoas, mas, acredito, que o meu papel muda. Fazendo parte de uma curadoria do que está saindo, mas acho que o Omelete sempre teve o papel de informar de uma maneira bem informal, mesmo.</p>
<p style="text-align: center;"><strong> Você diria que o Omelete é formador de opinião?</strong><br />
<strong>Marcelo Forlani</strong> &#8211; Eu acho que sim, eu acho que a gente ajuda as pessoas. Antes de existir essa palavra digital influencer,  já fazíamos isso. A gente sempre procura trazer informação para as pessoas. Não só informar, mas também passar um pouco da nossa experiência.</p>
<p style="text-align: center;"><strong> Você já trabalhou em rádio e na Editora Abril, como essas experiências profissionais te ajudaram na construção e administração do Omelete? </strong><br />
<strong>Marcelo Forlani &#8211;</strong> Na 89 FM foi meu primeiro emprego, eu era estagiário na área de promoção, eu fazia desde Rádio Escuta, que é acompanhar as outras rádios, para ver o que os concorrentes estavam fazendo, além de também ir para rua para colar adesivo em carro, acompanhar shows, isso durante mais ou menos um ano da minha vida. Depois eu comecei a escrever os textos de alguns locutores.</p>
<p style="text-align: center;">Em 1996, quando a internet tava começando a ficar forte aqui no Brasil eu fui trabalhar na área de manutenção de um site, além da redação, para depois ir para Editora Abril, onde eu cuidava do site da Abril jovem, no departamento de quadrinhos. Depois disso, eu ajudei na criação do portal da American Line aqui no Brasil, foi justamente nessa época que o Omelete foi criado, começo de 2000. Então, assim, as experiências fizeram parte. Além de achar que o próprio Omelete foi uma escola.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Vocês foram se adaptando ao longo do tempo, acredito que tiveram suas dificuldades.</strong><br />
<strong>Marcelo Forlani &#8211;</strong> Sim, com certeza, a gente brinca que podia ter começado alguns anos antes, na bolha da internet, ter ficado rico e falido, né, mas na verdade não aconteceu isso. Começamos o site, justamente, depois da bolha, então, a gente não conseguiu surfar essa onda ai, mas, como vimos que tinha um potencial muito grande ali de crescimento, a gente continuou investindo no Omelete como um segundo trabalho mesmo, durante a madrugada depois de um dia normal de trabalho em outro área.</p>
<p style="text-align: center;">Foi mais ou menos entre 2007 e 2008 que Omelete virou nossa fonte principal. E daí, venho várias mudanças inclusive na estrutura da empresa. No começo era só redação, hoje tem RH, financeiro, enfim, tudo o que uma empresa precisa.</p>
<p style="text-align: center;"><b>Você</b><strong> acredita que as plataformas digitais, como streamings e podcasts, podem ajudar na construção de um formador de opinião? </strong><br />
<strong>Marcelo Forlani &#8211;</strong> Claro, claro! Com a internet hoje todo mundo pode ser um “Jornal Nacional”, um “Fantástico”, você consegue colocar suas opiniões, dar notícias, e tudo mais, seja numa rede social ou num podcast, então, sim, as pessoas tem hoje em dia, uma ferramenta muito poderosa nas mãos, né. Só que como a gente viu no gibi do Homem Aranha, “com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Aliás, você acredita que essas mudanças tecnológicas, ao longo do tempo poderão ser substituídas?</strong><br />
<strong>Marcelo Forlani &#8211;</strong> O tempo todo a gente está vendo a tecnologia evoluindo. Se você perceber a própria estrutura do Omelete, de quando começou para hoje, é bem diferente. Quando a internet 2.0 surgiu, começaram a surgir os comentários nos sites, depois vieram as redes sociais. O tempo todo a tecnologia está mudando. O tempo todo você tem que estar ligado no que está acontecendo, até para conseguir um público novo, diferente.</p>
<p style="text-align: center;">O próprio YouTube foi uma ferramenta muito importante para nós, porque enquanto o Omelete era só o site, o público era parecido com a gente, pessoas mais velhas de 25 a 35 anos. A partir do momento que começamos a fazer os vídeos, a gente começou a falar com um a galera mais jovem. Ajudou muito a rejuvenescer o nosso público, além de criar um público novo, se não iriamos estar restrito a um público que envelhece junto com a gente. Então, foi uma forma de trazer novos consumidores para o que faz.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Você acredita que a cultura é um instrumento educacional? </strong><br />
<strong>Marcelo Forlani &#8211;</strong> Sem dúvida! Não dá para imaginar um povo que não tenha interesse na leitura, no conhecimento, se desenvolvendo. A gente precisa disso! A gente precisa cada vez mais trabalhar para que mais pessoas se interessem pela leitura, seja pela ficção, seja pela história, seja vendo filmes, documentários, enfim, a gente tem o tempo todo a informação chegando e com a internet fica ainda mais fácil, mais acessível.</p>
<p style="text-align: center;">Se a gente não investir na cultura a gente está fadado a passar por uma fase muito complicada. Por isso é tão preocupante, quando a gente vê problemas para a administração de verba para a cultura. A gente precisa realmente trabalhar bastante para que tudo isso seja uma fonte de interesse dos governos e da população.</p>
<p><figure id="attachment_119237" aria-describedby="caption-attachment-119237" style="width: 180px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-119237" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/08/ccxp.jpg" alt="" width="180" height="271" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/08/ccxp.jpg 639w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/08/ccxp-200x300.jpg 200w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/08/ccxp-280x420.jpg 280w" sizes="auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px" /><figcaption id="caption-attachment-119237" class="wp-caption-text">Foto: Reprodução Facebook</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: center;"><strong>A CCXP tornou-se um braço do Omelete, e a cada ano, vem crescendo mais e mais. Como é gerir um evento desse tamanho e as principais dificuldades? </strong><br />
<strong>Marcelo Forlani &#8211;</strong> A CCXP é um evento 100% brasileiro baseado nas Comic Cons, criamamos uma convenção de cultura Pop usando muito da nossa bagagem, lembrando que o povo brasileiro tem necessidades diferentes.</p>
<p style="text-align: center;">A gente não está perto dos grandes centros, existe uma dificuldade de trazer pessoas de fora. É um trabalho feito durante o ano inteiro. Então, acabou um evento, a gente já se reúne para ver o que funcionou e o que não funcionou para já começar a produzir para o próximo ano.</p>
<p style="text-align: center;">Esse ano, por causa da pandemia, a CCXP será de forma virtual, mas não vai ser simples, não vai ser uma simples live. Vai ser interativo, divertido e, principalmente, seguro para todo mundo. A gente sabe da importância da CCXP e quer que seja, realmente, uma celebração, um momento de alegria para as pessoas. A gente quer que a comunidade esteja reunida mais uma vez. Em breve as novidades serão anunciadas.</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2020/08/marcelo-forlani-fala-da-criacao-do-omelete-e-da-ccxp-de-2020/">Marcelo Forlani fala da criação do Omelete e da CCXP de 2020</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
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		<title>Gui Agustini fala sobre a sua participação na comédia Solteira Quase Surtando</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2020 14:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ator, cineasta e modelo, Gui, 31 anos, tem uma carreira internacional em crescimento, com mais de 100 comerciais, duas novelas da Telemundo, papéis em séries da Nickelodeon e criação de mais de 10 curtas-metragens, com o &#8216;Roses are Blind&#8217; premiado em 8 festivais.   Ex-tenista brasileiro que se destaca no exterior como ator, e agora [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-105079 alignright" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Gui-Agustini-scaled.jpeg" alt="" width="414" height="331" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Gui-Agustini-scaled.jpeg 2560w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Gui-Agustini-300x240.jpeg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Gui-Agustini-1024x819.jpeg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Gui-Agustini-768x614.jpeg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Gui-Agustini-1536x1229.jpeg 1536w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Gui-Agustini-2048x1638.jpeg 2048w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Gui-Agustini-696x557.jpeg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Gui-Agustini-1068x854.jpeg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Gui-Agustini-525x420.jpeg 525w" sizes="auto, (max-width: 414px) 100vw, 414px" />Ator, cineasta e modelo, Gui, 31 anos, tem uma carreira internacional em crescimento, com mais de 100 comerciais, duas novelas da Telemundo, papéis em séries da Nickelodeon e criação de mais de 10 curtas-metragens, com o &#8216;Roses are Blind&#8217; premiado em 8 festivais.</p>
<p style="text-align: center;">  Ex-tenista brasileiro que se destaca no exterior como ator, e agora voltou ao Brasil para lançar seu primeiro filme, <em>Solteira Quase Surtando.</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Você interpreta um personagem em outra língua, teve dificuldades em interpreta-lo por conta disso?</strong><br />
<strong>Gui Agustini &#8211;</strong>Sim, foi muito divertido, mas com certeza um grande desafio para mim. Apesar de eu dominar e falar fluentemente o espanhol por causa dos meus pais, de ter morado na Venezuela e trabalhado em Espanhol em Miami, meu sotaque é mais centro americano. Eu nunca tinha feito um sotaque da Espanha. Então fiz meu trabalho de pesquisa e prática o que é um dos processos mais bacanas como ator. Mas a questão é que ele só tinha uma parte pequena onde ele falava espanhol realmente, o resto era tudo portunhol. Isso cria uma ansiedade e nervosismo e achar o equilíbrio não foi simples porém estive muito confiante nas minhas escolhas e preparação. Meu objetivo era encontrar a autenticidade dele de uma forma que o público pudesse entender claramente suas falas. Espero que tenha sucedido nisso.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mina Nercessian interpreta a protagonista do filme, como foi o relacionamento no set de filmagem?</strong><br />
<strong>Gui Agustini &#8211; </strong>Foi muito bacana. Uma experiência incrível. Mina foi muito acolhedora desde o primeiro dia. A gente nunca tinha se conhecido antes e nossas primeiras cenas foram a montagem dos diversos beijos. Haha. Imagina? Mas ela foi muito profissional e magnífica em me fazer sentir relaxado, presente e seguro o que são fundamentais para uma boa atuação. Ela foi uma líder muito exemplar, a energia dela era contagiante e as performances são extraordinárias. Foi realmente muito divertido e incrível.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Solteira quase surtando</em> é uma comedia com uma bonita mensagem sobre a vida real, ninguém é perfeito. Além disso, se você pudesse dar um conselho sobre os tempos atuais, onde o mundo, literalmente, vive sob estresse, o que você diria?</strong><br />
<strong>Gui Agustini &#8211; </strong>Realmente a mensagem do filme é muito bacana e profunda. Olha, eu diria primeiramente que é muito importante que todo ser humano crie suas rotinas anti-stress já que cada um de nós devemos tomar responsabilidade de nossas vidas. Eu pratico e acredito muito na meditação, exercício físico e claro ser feliz com o que faz e com quem convive. Mas cada um tem um nível de estresse diferente e existem milhares de opções diferentes então cabe a cada um de nós encontrar o que melhor funciona. Mas se todos tivéssemos esse objetivo pessoal e tomássemos ações diárias, agiríamos diariamente de forma melhor e consequentemente teríamos um mundo melhor.</p>
<p style="text-align: center;"><strong> Você vem das quadras de tênis, o que te levou a ser ator? Poderia citar algumas influências?</strong><br />
<strong>Gui Agustini &#8211;</strong>Foi uma progressão de eventos inesperados. Tudo começou em Caracas, na Venezuela, em 2009, onde eu estava morando fazia quase 2 anos. Eu treinava tênis e me preparava para ir com bolsa de tênis estudar nos Estados Unidos. Através da forma física que eu havia alcançado eu comecei a fazer trabalhos de fotos e modelo. Isso me levou a fazer um teste de comercial para a Subway. Sem experiência nenhuma em atuação, eu tive uma experiência horrível e pedi aos meus agentes que me recomendassem uma escola de atuação. Eles me passaram o nome de uma das maiores referências de lá e aí foi onde minha paixão pela atuação e artes deu início. Observando minha primeira aula, lendo minha primeira peça de Shakespeare e logo fazendo meus primeiros exercícios na escola, que eu morria de medo a princípio, eu fui me apaixonando por essa vocação. Logo conheci um ator famoso na Venezuela que me acolheu e acreditou muito em mim. Ele foi meu primeiro grande mentor. Quando mudei para os Estados Unidos para estudar business, eu adicionei os cursos de teatro. Continuei me apaixonando cada vez mais. Dai quando fui para Miami com o intuito de passar somente o verão estudando em escolas latinas profissionais, eu fiz cursos com os renomados Aaron Speiser (coach do Will Smith), Sebastian Ligarde e Roberto Huicochea (atores mexicanos), Tom Todoroff e Ralph Kinnard quem me ajudaram a decidir que isso era o que eu realmente queria fazer pro resto da minha vida. Larguei o tênis e comecei a me dedicar 100% à essa arte que aliás também é um business.</p>
<p style="text-align: center;">Diria que esses mentores que tive no começo dos meus estudos foram minhas grandes influências, porém quando entrei com tudo na atuação como profissão e vida, minhas maiores inspirações foram os atores Will Smith, Leonardo DiCaprio, Rodrigo Santoro, Wagner Moura e Ricardo Darin.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Na TV, você já fez novelas da Telemundo e 2 séries no canal Nickelodeon, são públicos bem diferentes, como foi encarar esses desafios? </strong><br />
<strong>Gui Agustini &#8211;</strong> A questão dos públicos serem diferentes, não me afetou muito nem se tornou um desafio em mim. Mas os grandes desafios, e cada um deles tiveram os seus, vieram mais do momento em que eles aconteceram na minha carreira e do tipo de responsabilidade que eu tive com cada personagem. Além da complexidade de cada um deles. Todos foram crucias para mim e eu encarei eles com muita dedicação, gratidão e alegria. Eu acho que o fato de minha carreira ter tido uma progressão lenta foi muito importante em encarar cada desafio com confiança e competência. Ou seja, minha primeira participação na TV para a Telemundo foi um ponta com uma fala. Logo a próxima foi maior. Logo tive um personagem recorrente na Grachi 2 da Nick e depois um personagem principal na 11-11. E assim fui crescendo e aprendendo.</p>
<p><strong>Foto: Mark Tom Photography / Divulgação </strong></p>
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		<title>Orlando Morais estreia Orlamundo no Festival de Gramado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alê Shcolnik]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2019 18:06:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Premiado em Los Angeles, o documentário ‘Orlamundo’, de Orlando Morais, foi exibido pela primeira vez no Brasil no 47º Festival de Gramado. O filme, que registra encontros musicais de Orlando Morais com artistas internacionais e brasileiros, ganhou o prêmio de Melhor Documentário no Los Angeles Independent Film Festival Awards (LAIFAA). Idealizado e produzido pelo cantor [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Premiado em Los Angeles, o documentário ‘Orlamundo’, de Orlando Morais, foi exibido pela primeira vez no Brasil no 47º Festival de Gramado.</p>
<p style="text-align: center;">O filme, que registra encontros musicais de Orlando Morais com artistas internacionais e brasileiros, ganhou o prêmio de Melhor Documentário no Los Angeles Independent Film Festival Awards (LAIFAA).</p>
<p style="text-align: center;">Idealizado e produzido pelo cantor e compositor Orlando Morais, o filme é conduzido por reflexões sobre a sua trajetória, que vai sendo retratada através de misturas musicais com artistas internacionais e brasileiros.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Qual é a importância de trazer o filme para Gramado?</strong><br />
<strong>Orlando Morais &#8211;</strong> Para mim é importantíssimo participar do Festival de Gramado! O filme foi lançado só em Paris até agora. O Festival de Gramado é um grande encontro com os artistas e pessoas da minha terra.</p>
<p style="text-align: center;">O filme conta com a participação de artistas de várias nacionalidades e foi rodado nos lençóis maranhenses, como eu estou a onze anos fora do Brasil, para mim é um alegria poder voltar com esse filme justamente aqui nesse festival. É muito emocionante para mim, nesse brincadeira toda, eu acabei falando da minha vida. Ter a Antônia comigo, cantando, foi um momento especialíssimo para mim! Desde que ela era pequena, eu sempre apostei nela como cantora. Eu acho que ela tem um consciência musical muito bonita. Ela sempre foi muito musical.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Antonia Morais –</strong> Eu fico muito feliz de estar aqui no Festival de Gramado e muito emocionada de estar aqui com esse filme.</p>
<p style="text-align: center;">Foi uma experiência maravilhosa! Foi muito emocionante e me emociono inclusive durante o filme. Eu ia participar só como cantora, mas eu acabou acumulando outras funções, me envolvi completamente com a produção, foi tudo muito especial!</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Seria um retorno triunfal, poderia dizer assim?</strong><br />
<strong>Orlando Morais &#8211;</strong>É um retorno bem simples, como eu gosto que as coisas são. É um filme muito verdadeiro e sem roteiro definido, o que foi muito bacana para gente. A gente trabalhou muito a convivência.</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2019/08/orlando-moraes-estreia-orlandomundo-no-festival-de-gramado/">Orlando Morais estreia Orlamundo no Festival de Gramado</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
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