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	<title>Felipe Mury, Autor em Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Felipe Mury, Autor em Rota Cult</title>
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		<title>&#8220;Ielda – Comédia Trágica&#8221; retrata aquilo que de mais grotesco há no brasileiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Mury]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2020 18:07:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É bastante difícil começar a descrever algo do qual não se gosta. É o caso da peça &#8220;Ielda – Comédia Trágica&#8221;, de Renato Carreira, em cartaz no teatro Petra Gold. Não há harmonia cênica, visagismo, ou preocupação com o agradar dos olhos do público. Trata-se de anti-estética pura. A opção tanto do autor, quanto da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">É bastante difícil começar a descrever algo do qual não se gosta. É o caso da peça &#8220;Ielda – Comédia Trágica&#8221;, de Renato Carreira, em cartaz no teatro Petra Gold. Não há harmonia cênica, visagismo, ou preocupação com o agradar dos olhos do público. Trata-se de anti-estética pura. A opção tanto do autor, quanto da direção quanto da execução por parte dos atores é a de retratar aquilo que de mais grotesco há no brasileiro. Uma doméstica que é uma assassina traz uma verdadeira imersão na não-religião e na não-civilização se desvelam em cena.</p>
<p style="text-align: center;">Para comentar, denunciar e questionar os atuais retrocessos do governo, tanto na área da cultura, quanto em áreas sociais, a dramaturgia nos leva de volta às eleições que levaram o presidente Fernando Collor de Mello ao poder e demonstraram como o desinteresse popular pela política e pela defesa de seus direitos pode nos levar ao caos e à carnificina. Em determinado momento pergunta-se &#8220;O que é que está faltando para se começar um guerra?&#8221; &#8211; muitos diriam tratar-se de apologia à violência. Em outro momento, a personagem munida de um revólver, decreta extintos os cultos que alienem e encham de ódio a população &#8211; muitos diriam se tratar de anarquia ou revolução.</p>
<p style="text-align: center;">A questão que se instaura é: há uma demanda por atenção e por afeto por parte de uma população que está se matando aos poucos, cotidianamente, e vivendo a feiura do desamor. A peça se lança no universo da periferia sentimental do mundo, no entre lugar que leva humanos a deixarem sua condição deítica para mergulharem na lama do animalesco. Há que se ter estômago.</p>
<p style="text-align: center;">Há música, mas trata-se de proto-música. Há composição de personagens, mas as identidades ali criadas e demonstradas respondem à ordem do profano, da demoninação e do descalabro. Há mensagem, ou, moral positiva, mas está praticamente ocultada pelo anti-espetáculo que é proposto.</p>
<p style="text-align: center;">Se pudesse, aconselharia a direção a apostar na maior conformidade com os códigos e padrões mais comumente dispostos nas artes dramáticas, tais como o da beleza, simetria e encantamento. Trazer para o tablado a proscrição pode ser um tiro no pé. Contudo, parece não ser possível compatibilizar o escárnio e a paródia que se oferece ao público com algo aprazível, parece que a opção é realmente a de afetar o mundo por meio do terrível, da catástrofe, da eca tombe dos sentidos e das sensações.</p>
<p style="text-align: center;">Aplaudir, todos nós aplaudimos ao final, pois trata-se sem dúvida de um esforço artístico  dos atores que têm experiência e seriedade, alguns já renomados dentro do teatro do Sudeste. Especialmente, tendo em vista que a montagem foi levada adiante sem verba alguma, sem apoio algum, vencendo os entraves e os embargos que o atual governo &#8211; desgoverno &#8211; impõe a segmentos inteiros, como os da educação, da saúde, da cultura, mostrando seletividade e perfil censurador em suas contemplações de patrocínio e suporte. Contudo, não é uma peça para se rir, para se emocionar, para se gostar, é um peça para assustar. É o susto que suspende o soluço da ignorância e da indiferença das nossas instituições com parcelas inteiras do povo, com grupos, setores, categorias profissionais.</p>
<p style="text-align: center;">A tragédia cômica, ou a comédia trágica, não é o que gostaríamos de estar encenando, mas é possível que seja o que precisemos ver. Para impactar? Para chocar? Para forçar a reflexão? Para forçar o expurgo. Não há que se falar em catarse, não há que se falar em sensibilização. A pós-dramaticidade ali desenhada, às referências constantes ao mundo da criminalidade, do desamparo, da prisão dos sentimentos negativos não é o que o público merece, mas é o que ele está produzindo, inconscientemente, por meio do seu descaso político-democrático, por meio do seu abraço aos meios coercitivos em vez do diálogo, por meio da indiferença demonstrada ao cuidar de suas instituições e de seus patrimônios. Não há o que se fazer nesse sentido, a arte continua sendo um reflexo &#8211; às vezes mais ou menos exagerado &#8211; da forma como as coisas, a vida se apresenta.</p>
<p style="text-align: center;">&#8220;A vida deve ser vivida como ela é&#8221; grita uma personagem, de fato, apesar de não obter minha reverência em termos de técnica e potência artística empregados, é uma afirmação com a qual não se pode discordar.</p>
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		<title>Monólogo &#8220;Pós Hamlet&#8221; questiona a sociedade contemporânea</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Mury]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2019 21:53:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Pós Hamlet&#8221; é um um pequeno monólogo em que a desconstrução do texto original, quase litúrgico, e a inserção de pensamentos, atos falhos, conversações com o mundo exterior e a realidade carioca, são as tônicas. O ator, que em sua atuação, passa a impressão de descaso, relaxamento e descuido, com a cena e com a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">&#8220;Pós Hamlet&#8221; é um um pequeno monólogo em que a desconstrução do texto original, quase litúrgico, e a inserção de pensamentos, atos falhos, conversações com o mundo exterior e a realidade carioca, são as tônicas. O ator, que em sua atuação, passa a impressão de descaso, relaxamento e descuido, com a cena e com a apresentação, na verdade acaba surpreendendo o público com momentos de muita emoção, mesmo com um texto quase declamado. É bom de assistir um artista talentoso que consegue prender a atenção do espectador, mesmo se esforçando pouco, e quase desdenhando do próprio texto.</p>
<p style="text-align: center;">A peça apresenta um monólogo simples, não há pirotecnias, mas poderia tornar-se uma verdadeira ode às memórias, ao dilema do filho com o pai, da loucura, da desconfiança, da dúvida em ser que o bardo de Stratford upon Avon transpôs na figura do príncipe dinamarquês e que agora é transportado para o contexto carioca e contemporâneo. Explora-se a não linearidade, a utilização de excertos, de quebras de quarto muro, de sensibilização por meio do lúdico e do infantil. A dança do ator em cena pode ser melhor desenhada e o espetáculo tem tudo para deslanchar com mais alguns acertos, com mais tempo de maturação.</p>
<p style="text-align: center;">Na tendência da era das superações de tendências, dos pós &#8211; pós moderno, pós dramático, pós verídico, a montagem logra sucesso em dar uma nova face ao dilema do jovem homem em perdição, desfazendo as formas tradicionais a que estamos acostumados no teatrão, e supera a narrativa pessimista, dialogando com o clássico.</p>
<p><strong>foto: Rafael Machado</strong></p>
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		<title>Entre rajadas verborrágicas e de silêncios, &#8220;Impenetrável&#8221; é um jogo bem executado, e estimulante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Mury]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Nov 2019 13:33:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O espetáculo &#8220;Impenetrável&#8221;, com texto e direção de Adilson Dias, oferece, de forma sensível e envolvente, o contato com uma lógica dialética entre um homem e uma mulher. Um relacionamento que apresenta seus entraves, seus pontos nevrálgicos, seus limites. As personagens vividas por Luanna Rocha e Tiago Marques (com substituição eventual do ator Felipe Porto) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">O espetáculo &#8220;Impenetrável&#8221;, com texto e direção de Adilson Dias, oferece, de forma sensível e envolvente, o contato com uma lógica dialética entre um homem e uma mulher. Um relacionamento que apresenta seus entraves, seus pontos nevrálgicos, seus limites.</p>
<p style="text-align: center;">As personagens vividas por Luanna Rocha e Tiago Marques (com substituição eventual do ator Felipe Porto) se engalfinham em uma exposição intensa e entrecortada de seus sentimentos. Poder-se-ia enxergar um casal comum ali no palco, mas o caráter do debate que travam nos leva a reflexões e a detonações internas mais profundas, quase existenciais. Sem clichês, o mecanismo da troca entre duas pessoas que se gostam é desvendado. Com luzes próprias e microscópio, o espectador pode testemunhar um embate entre as carências, os medos, as pretensões de dois seres, de dois universos diferentes, que por alguma razão também precisam um do outro para continuar sendo.</p>
<p style="text-align: center;">A questão da incomunicabilidade é uma tônica. Fica claro o quanto, hoje em especial, estamos afastados um do outro e como torna-se difícil fazer o outro enxergar nossos dilemas, e, mais do que isso, envolver-se com os dilemas do outro. Estamos impermeáveis. Muito preocupados com nossas aspirações pessoais talvez, sem dar importância às aspirações do casal, do grupo. Contudo, a peça deixa clara a noção de equilíbrio: deve-se balancear o quanto de mim é importante, o quanto do outro é importante, e o que queremos juntos. Aliás, o que ganhamos afinal estando juntos? Por que as pessoas se juntam?  Sabemos que não conseguimos viver sozinhos, mas viver junto é sim, apesar do prazer que possa gerar, um desafio.</p>
<p style="text-align: center;">O processo de amadurecimento e de evanescência da relação acontece ali aos olhos do público. A amizade, o desejo, o encanto e o desencanto, está tudo ali. Parece nítida a necessidade, com o tempo e com a contribuição do outro, de transformar-se, de evoluir. As nossas formas de olhar o outro e olhar a si próprio mudam. Ao mesmo tempo, subentende-se que as relações não comportam uma carga superlativa de emoções e de verdades, ou do que julgamos serem verdades, jogadas e empurradas contra a subjetividade do outro. Não se pode falar tudo, de tudo, o tempo todo.</p>
<p style="text-align: center;">A grande contribuição do espetáculo é o pensar sobre a qualidade de nossas relações afetivas. Como estamos conduzindo nosso ímpeto de cuidar, de ser cuidado, de fazer companhia, de gozar junto, de construir um entendimento do que seja a vida afinado com as experiências de alguém mais. Ainda, poderíamos nos indagar se o mundo externo nos distraí em relação à atenção que damos aos nossos relacionamentos. Será que nos dispersamos com frivolidades e mesquinharias, a ponto de não conseguirmos fazer durar nossas partilhas. Somos muito egoístas?</p>
<p style="text-align: center;">Angústias, memórias, vivências de prazer que não se consegue mais repetir, esse também é o terreno da dramaturgia que se apresenta. Quanto à encenação, uma proposta muito simples coloca dois intérpretes frente à frente, com uma iluminação lúbrica, privilegiando a alternância de rajadas verborrágicas e de silêncios, pausas sentidas. É um jogo bem executado, e estimulante. Vale a pena conferir.</p>
<p><strong>foto: Leandro Andrade</strong></p>
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		<title>&#8220;Isso que você chama de lugar&#8221; trabalha a ideia de reinvenção de si próprio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Mury]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Oct 2019 13:38:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A narrativa entrecortada e tramas que se cruzam reverberam tendências individualistas e egoístas nas relações e nas idealizações que as pessoas fazem em suas vidas. Planos que não se concretizam, desfechos que são postergados, gozos que não acontecem. Uma dinâmica de desencontros é o que aproxima essas tramas e as conecta com o mundo real [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">A narrativa entrecortada e tramas que se cruzam reverberam tendências individualistas e egoístas nas relações e nas idealizações que as pessoas fazem em suas vidas. Planos que não se concretizam, desfechos que são postergados, gozos que não acontecem. Uma dinâmica de desencontros é o que aproxima essas tramas e as conecta com o mundo real que conhecemos.</p>
<p style="text-align: center;">A dúvida das personagens em que caminho seguir, em que tipo de pessoa ser, é muito latente. Talvez uma espécie de puzzle se descortine, encaixando as histórias histórias menores no que vem a ser um emaranhado de vivências frustradas, de quases. Há algo de absurdo no texto. Uma vertigem cênica dá conta de mostrar o tamanho do sofrimento que essas personagens têm para tomar decisões, a dor da escolha está muito presente e expõe a fragilidade pela qual muitos passam em algum ponto de sua trajetória. A impressão que se tem é que essas personagens vivem uma vida de indecisão, de estresse somente pelo fato de ter que definir algo.</p>
<p style="text-align: center;">A ideia de reinvenção de si próprio está muito presente. Ainda, ser &#8220;estrangeiro de si mesmo&#8221; é uma chave no processo e no auto-entendimento que levam à descoberta da sua identidade. Ficar e manter-se na &#8220;segurança afetiva&#8221; do que sempre conheceram ou ir alhures, para outro país, recomeçar? As quatro personagens e suas histórias diferentes estão enclausuradas no entre, no meio do caminho, nem aqui, nem lá.</p>
<p style="text-align: center;">A direção de Daniel Herz privilegia as urgências de pessoas que buscam ainda serem felizes, evidencia a incerteza, a insegurança, e traz o espectador para fora de sua zona de conforto. Certamente, uma inspiração temática foi a situação atual de brasileiros que parecem perder um pouco de sua crença no país, desanimar-se com as perspectivas daqui e projetar em outro lugar sua satisfação pessoal. Outra tônica da peça é a incomunicabilidade: o retrato de quatro pessoas que parecem não se ouvir e não ouvir a mais ninguém.</p>
<p style="text-align: center;">Pode-se destacar certa monotonia no percurso dramático e uma prevalência do texto falado em detrimento de ações físicas e de acontecimentos cênicos que arrebatem o espectador. Contudo, muito provavelmente esta é uma escolha cênica que fez prescindir de peripécias para deixar prevalecer a dialética dos desencontros encenados.</p>
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		<title>&#8220;Três Maneiras de Tocar no Assunto&#8221;: A temática do desamparo das populações LGBTQ, historicamente isoladas e perseguidas, ganha voz com a atuação de Leonardo Netto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Mury]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2019 13:48:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em cartaz no Teatro Poeirinha, &#8220;Três Maneiras de Tocar no Assunto&#8221; se apresenta como um texto reflexivo analítico, em tom de denúncia e de expurgo, que se mostra mais do que necessário nos dias atuais, no Brasil e no mundo. A temática do desamparo das populações LGBTQ, historicamente isoladas e perseguidas, ganha voz com a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Em cartaz no Teatro Poeirinha, &#8220;Três Maneiras de Tocar no Assunto&#8221; se apresenta como um texto reflexivo analítico, em tom de denúncia e de expurgo, que se mostra mais do que necessário nos dias atuais, no Brasil e no mundo.</p>
<p style="text-align: center;">A temática do desamparo das populações LGBTQ, historicamente isoladas e perseguidas, ganha voz com a atuação de Leonardo Netto. Uma parábola explicativa e crítica é traçada, desde as pequenas torturas físicas e psicológicas começadas na infância de pessoas sexualmente diversas, passando pela repressão policial e chegando até a um acharcamento institucional a nível nacional, com governos e política que optam flagrantemente por minar ainda mais a existência e a resistência desses grupos na sociedade.</p>
<p style="text-align: center;">A covardia é um tema abordado: o grupo que assiste passivamente ao flagelo, à humilhação, ao linchamento e à desmoralização dessas pessoas que amam com a mesma intensidade, do mesmo modo que todos, só, por uma razão que não se conhece e que parece não se controlar, amam pessoas do mesmo sexo, ou, apresentam-se em novas estruturas de comportamento.</p>
<p style="text-align: center;">O bullying na escola é apontado como elemento desencadeador de um sentimento que em muitos agressores permanece pela vida adulta e acaba por se perpetuar nos seios de famílias, que acabam nutrindo, consciente ou inconscientemente, uma noção de que é certo hostilizar certos tipos de pessoa, que acabam perdendo até mesmo o status de gente.</p>
<p style="text-align: center;">O suicídio de jovens, sequelas psicológicas e até mesmo um sentimento de revolta pelos mal-tratos sofridos, explicando até mesmo episódios de violência extrema, são colocados como consequências de uma sociedade que teima em ser cruel com o diferente e se recusa a abraçar a humanidade que há nos variados modos de vida possíveis. Chegamos até mesmo a nos perguntar se para as vítimas de tantos abusos, abusos por uma vida inteira, não parece mais difícil manterem-se dignas, com boa índole e cidadãos funcionais, tamanhas são as reais privações de direito sofridas, se pensarmos bem. Mas a maioria consegue.</p>
<p style="text-align: center;">A questão da legitimação das perseguições por certos grupos dentro de denominações religiosas, empresas, Congresso Nacional, é também importante e nos faz indagar acerca da representatividade nesses espaços e, que tipo de mentalidade estamos criando para o futuro. Estamos mais próximos de reproduzir o ódio do que de encorajar o afeto?</p>
<p style="text-align: center;">A direção de Fabiano de Freitas é segura e, junto ao ator, consegue criar o ambiente para que se fale sobre coisa séria. Coisa séria que quase não se fala, se esconde. A personagem que fala cita Stonewall e se coloca em um cenário internacional, mas poderia ser aqui.</p>
<p style="text-align: center;">Quem for ao teatro assistir vai ter a oportunidade, um momento, para ouvir, de maneiras e em instâncias diferentes, como é que o homem mata o homem há tanto tempo, no que parecem ser ciclos, ciclos repressão à provavelmente mais perseguido de todas as identidades humanas.</p>
<p><strong>Foto: Dalton Valério</strong></p>
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		<title>Gravidades traz contemporaneidade que não se furta de face política</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Mury]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Sep 2019 13:30:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O espetáculo &#8220;Gravidades&#8221;, que ainda está em cartaz na Casa de Cultura Laura Alvim, parece responder a uma necessidade antiga de se produzir uma dramaturgia e uma performance afinada com o espírito da geração que agora se torna adulta. O texto fruto de criação coletiva e a direção conjunta de Julia Stockler e de Laura [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">O espetáculo &#8220;Gravidades&#8221;, que ainda está em cartaz na Casa de Cultura Laura Alvim, parece responder a uma necessidade antiga de se produzir uma dramaturgia e uma performance afinada com o espírito da geração que agora se torna adulta. O texto fruto de criação coletiva e a direção conjunta de Julia Stockler e de Laura Araújo. oferecem uma concepção jovial de teatro. Os atores em cena se colocam como veículos de uma mensagem potente.</p>
<p style="text-align: center;">Questões sérias como a finitude do ser humano são abordadas com surpreendente maturidade por atores comprometidos, mas leves em sua linguagem e na energia cênica que transmitem.</p>
<p style="text-align: center;">Os intérpretes defendem uma trama despretensiosa, mas atrativa. Três amigos vão acampar na Serra do Caraça e uma deles está doente e ainda não noticiou os companheiros. A aventura na mata, à espreita de um lobo nativo, passa por momentos de deleite, estresse e transbordamento de emoções latentes, inexplicavelmente misturadas em um caldeirão de medos, intensidades, gravidades.</p>
<p style="text-align: center;">O repertório é altamente catalizador de identificação pelo público. Nos faz inclusive querer fazer parte daquele grupo de amigos e estar naquele acampamento. Músicas de artistas da época dos milennials brasileiros, como as de Sandy e Junior ajudam a trazer o público para aquela realidade e a nos fazer acreditar na vivência que se descortina naquele espaço exíguo. O repertório de ações e movimentos, apesar de não excessivamente marcados e coreografados, são executados com desenvoltura, mesmo que não se identifique uma partitura espacial-corpórea rígida. Já as situações e a linguagem desenvolvida estão bastante afinados e correspondem a uma classe de jovens adultos verossímil, que podem ser encontrados por aí, no Rio, nas cidades brasileiras.</p>
<p style="text-align: center;">Há muita sensibilidade na montagem, de forma que as questões delicadas das personagens são atacadas na medida, fazendo brotar turbilhão de sensações no espectador, sensações familiares e que evidenciam a impermanência das coisas. &#8220;Entre tudo aquilo que somos e tudo aquilo que podemos ser é onde se situa o espetáculo&#8221;. Julianna Firme, Isis Pessino e Rodrigo Trindade encaram o desafio de construir e desmoronar universos por meio dos afetos, em um palco difuso, ocupado por memórias e vivências de corpos cheios de magnetismo e viço.</p>
<p style="text-align: center;">Acontece a contextualização do espetáculo com fatos da contemporaneidade e de atualidade e ele não se furta de face política. A montagem vale a visita e é um esforço teatral expressivo na cena carioca.</p>
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		<title>&#8220;Mansa&#8221;: Um labirinto de fragmentos sobre um assassinato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Mury]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2019 23:27:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um espetáculo sensível baseado em uma trama macabra, é o que o espectador vai encontrar em &#8220;Mansa&#8221;. As duas atrizes, com muito fôlego e precisão, percorrem um labirinto de fragmentos que contam distorcida e aleatoriamente a história de um assassinato de um pastor evangélico pelas próprias filhas reprimidas, em casa encarceradas e abusadas. São feitas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Um espetáculo sensível baseado em uma trama macabra, é o que o espectador vai encontrar em &#8220;Mansa&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;">As duas atrizes, com muito fôlego e precisão, percorrem um labirinto de fragmentos que contam distorcida e aleatoriamente a história de um assassinato de um pastor evangélico pelas próprias filhas reprimidas, em casa encarceradas e abusadas.</p>
<p style="text-align: center;">São feitas descrições acuradas e o público é levado aos requintes de como tudo aquilo se deu. Lia e Raquel, as filhas do pastor, são retratadas em sua vida carregando o fardo, e as lembranças e causos paralelos contribuem para enriquecer a cena. O terreno da casa assolada pelo crime é um caso à parte, de sorte que ali policiais, curiosos, futuros compradores tecem suas observações e adicionam a informação que vai aguçando os sentidos da plateia.</p>
<p style="text-align: center;">A partitura executada pelas artistas corresponde a uma narrativa ora calma ora abrupta, com a corporificação de mais personagens além das filhas e uma demonstração de certa versatilidade. As escolhas da trilha sonora são bastante adequadas.</p>
<p style="text-align: center;">O cenário e a própria concepção cênica da peça é muito simples e propõe um grande exercício às duas atrizes. Ora taciturno, ora inquietante, o conflito apresentado presta-se mais a ilustrar uma natureza sórdida do homem e de matéria-base para um ziguezague espacial cominado com uma poesia desconstruída que as intérpretes se põem a operar.</p>
<p style="text-align: center;">A direção atenta de Diogo Liberano leva as atrizes Amanda Mirásci e Nina Frosi a um estágio de técnica apurada e semi-sacralidade na pronúncia do texto. O tema da peça, sua trama em si, não suscita grande entusiasmo, mas o cuidado e seriedade com os quais é montado o projeto inspira comentários de bom teatro.</p>
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		<title>Claudio Lins e Soraya Ravenle estrelam musical com temática familiar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Mury]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2019 14:00:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O texto contemporâneo e despojado de Emiliano Dionisi e as músicas de Martin Rodriguez são a pedra fundamental sobre a qual se estrutura um espetáculo de escolhas estéticas impecáveis e tema próprio de um mundo pós-moderno, malgrado sua atemporalidade. É assunto para qualquer época abordado com os códigos da nossa. Trata-se de um musical maduro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">O texto contemporâneo e despojado de Emiliano Dionisi e as músicas de Martin Rodriguez são a pedra fundamental sobre a qual se estrutura um espetáculo de escolhas estéticas impecáveis e tema próprio de um mundo pós-moderno, malgrado sua atemporalidade. É assunto para qualquer época abordado com os códigos da nossa. Trata-se de um musical maduro e original. É raro uma peça de teatro musical que consiga ser tão adulta, sombria e irreverente, ao mesmo tempo.</p>
<p style="text-align: center;">As músicas gozam de grande autenticidade, que, apesar de manterem-se dentro do padrão estilítico do que é um musical comercial à la Broadway, não se parecem com nenhum outro musical &#8211; o que intriga, pois muitas vezes ao assistir a outros musicais tem-se a impressão de que algumas músicas são em verdade variações umas das outras.</p>
<p style="text-align: center;">A dramaturgia concentra-se na parentalidade, com suas vicissitudes. As dores de se ser pai e mãe são o foco explorado por Dionisi e o caráter falho e às vezes monstruoso dos seres humanos em exercício da função pa/maternal é colocada na vitrine e cantada como uma grande ode à essa aventura que é ver sua vida continuada em outro corpo, que é dar vida a e fazer crescer um outro coração. Há espaço para se rir da própria natureza da relação entre pais e filhos, dos erros (recorrentes e inusitados) e há uma espetacularização inédita desta seara afetiva que geralmente é tratada na dramaturgia com conflito tradicional, sentimentalismo, idealização ou saudosismo. É uma abordagem assaz original do que é ser pai e do que pode vir a ser, na consecução natural da vida que passa, a dinâmica mental de pessoas que levam adiante esse desafio de acompanhar e educar uma outra. O fracasso dos pais é um ponto intrigante, o fato de não se saber o que fazer, de não haver fórmula, de poder simplesmente dar tudo errado, é que torna o enredo das personagens Cláudio e Sandra muito real e muito novo.</p>
<p style="text-align: center;">As expectativas, os sonhos, desejos, projeções, tanto dos pais quanto dos filhos são o elemento principal na montagem. São os impulsos e emoções à flor da pele, referentes a uma missão irrenunciável e inexorável na vida de alguém: ser pai, ser filho, o que isso significa?</p>
<p style="text-align: center;">O premiado espetáculo argentino ganha muito com as interpretações dos dois grandes atores brasileiros e a visão de Peralta confere ao musical dramaticidade ímpar.</p>
<p style="text-align: center;">A família como conhecemos é colocada em xeque e o elo fundamental do afeto é colocado sob o microscópio, de forma a permitir reflexão sobre que tipo de pais queremos ser, que tipo de filhos somos.</p>
<p style="text-align: center;">A linha dramatúrgica é simples e quase irregular, no sentido de que as personagens relacionam-se livremente, sem cronologia muito marcada e acontecem verdadeiros quadros, flashes, fragmentos, que vão contando as duas histórias que se cruzam em algum momento. Da mesma forma, a curva dramática é bem trabalhada e, apesar de ter seu ápice do meio cronológico na peça, termina deixando o espectador em grande frisson, termina lá em cima.</p>
<p style="text-align: center;">Para além dos arranjos e acabamento musical muito bem cuidados, a preparação vocal dos atores-cantores é notável e provavelmente é o grande encanto da montagem. Assistir a boas performances de voz cantada é sempre muito bom. Soraya Ravenle tem experiência com musicais teatrais e Cláudio Lins, igualmente, possui formação musical sólida. O encontro dos dois artistas foi bastante feliz.</p>
<p style="text-align: center;">Peralta assinala as temáticas das relações familiares, educação, infância e, a &#8220;dificuldade que temos de nos colocar do lugar do outro, de exercer a empatia”. Para ele, ali &#8220;temos um pai e uma mãe que não conseguem olhar de verdade para os seus filhos e que têm dificuldade de lidar com as expectativas frustradas”. Há três anos o diretor assistiu à primeira montagem do texto em Buenos Aires e acabou por trazê-lo ao Rio.</p>
<p style="text-align: center;">Claudio e Sandra, pessoas aparentemente comuns, e se conhecem porque seus filhos, Francisco e Luíza, estudam na mesma escola. Para eles, seus rebentos são especiais e acima da média, apesar dos probleminhas na escola, com outras crianças, das pequenas faltas do dia-a-dia e das decepções que são quase inevitáveis no desenvolvimento infantil. Esses pais não pretendem admitir facilmente eventuais desvios de conduta de seus filhos, mas também não se conformam com o jeito como eles são. Há um desvendar de uma natureza quase perversa em meio a esse amontoado de emoções e expectativas; essas famílias acabam por surpreender.</p>
<p style="text-align: center;">Do orgulho ao terror, o texto potente com apenas dois atores chama atenção e foi um dos atrativos que determinou a escolha da peça. &#8220;É um desafio para um ator falar das aflições da paternidade e isso é algo com o qual eu me identifico completamente nesse momento da minha vida”, conta Claudio, que tem um filho de 7 anos. Soraya Ravenle ressalta a densidade do texto, que não é habitual nos espetáculos do gênero musical. “É uma peça sofisticada, de dramaturgia contemporânea e fragmentada, que fala muito sobre a violência que nos cerca. Há uma grande incapacidade de enxergar verdadeiramente o outro, de ter calma para compreender quando as atitudes das pessoas não são as mesmas que as nossas. A peça põe em cena uma mãe e um pai que amam os filhos, mas que não conseguem se comunicar com eles”, nota a atriz e cantora.</p>
<p style="text-align: center;">O espetáculo conta com oito canções originais, com tradução e versões de Victor Garcia Peralta e Claudio Lins e novos arranjos de Azullllllll, que assina a direção musical e está em cena com um set eletrônico. Na montagem argentina, os atores eram acompanhados por uma banda, mas, na adaptação atual, a equipe optou por uma produção eletrônica.</p>
<p style="text-align: center;">“Uma sonoridade que aborda do imaginário infantil ao terror para criar uma espécie de realidade onírica e cruel. Há também, nos arranjos, a noção ancestral da relação que temos com nossos pais e nossas paternidades e, por isso, um aspecto sensorial e emocional nas canções. Evoco elementos musicais da nossa ancestralidade brasileira e afro-brasileira e recorro, também, a estéticas eletrônicas, como a das séries “Stranger Things” e “Dark”, buscando a contemporaneidade necessária para dialogar com a diversidade cultural que o povo brasileiro carrega e consome”, define Azullllllll. “Cada música adiciona uma camada ao entendimento da peça, fortalecendo a trama e ajudando a conduzir a energia do espetáculo”, acrescenta.</p>
<p style="text-align: center;">Fernando Rubio assina o cenário, Claudio Tovar, o figurino, e Maneco Quinderé, a iluminação. Este texto foi selecionado em 2015 como melhor projeto de teatro musical na Bienal de Arte Jovem de Buenos Aires. Estreou no mesmo ano, até suas últimas apresentações, em 2018, o espetáculo lotou salas, teve excelentes críticas e cerca de 17 prêmios do teatro argentino, além de montagens no Uruguai e na República Dominicana. Na Argentina, venceu o 1º Prêmio Trinidad Guevara (Melhor trilha original), o 1º Prêmio Argentores (Melhor música), ganhou sete Prêmios Hugo (Hugo de Oro &#8211; espetáculo do ano, Melhor musical, Melhor direção, Melhor atriz de musical, Melhor ator de musical, Melhor libreto de musical argentino e Melhores letras de musical argentino) e quatro Prêmios ACE (Melhor Musical, Melhor direção de musical, Melhor ator de musical e Melhor música original). No Uruguai, venceu quatro Prêmios Florencio Sanchez (Melhor musical, Melhor atriz de musical, Melhor ator de musical e Melhor música original).</p>
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		<title>“Alice no País das Maravilhas” é revisitada sob a ótica do auto-conflito, em &#8220;Alice &#8211; debaixo da terra mora minha mente soterrada&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Mury]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2019 22:44:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lewis Carroll é o escritor responsável por obras como “Alice no País das Maravilhas”, que é a base dramatúrgica da peça-performance &#8220;Alice &#8211; debaixo da terra mora minha mente soterrada&#8221;. Outras referências são a obra “Alice Através do Espelho” e os relatos sobre Lewis Carroll, além de sua relação específica com a personagem Alice, sobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Lewis Carroll é o escritor responsável por obras como “Alice no País das Maravilhas”, que é a base dramatúrgica da peça-performance &#8220;Alice &#8211; debaixo da terra mora minha mente soterrada&#8221;. Outras referências são a obra “Alice Através do Espelho” e os relatos sobre Lewis Carroll, além de sua relação específica com a personagem Alice, sobre os quais o grupo BAK Artes Performativas estrutura uma compilação de movimentos e vivências cenicamente ímpares, que levam o espectador a uma imersão no taciturno e naquilo que é poeticamente distópico, ou disruptivo.</p>
<p style="text-align: center;">A performance complexa que é composta de fragmentos e uma sequência espacial e sensorialmente interessantes, permite-nos discutir temas como a violência, o medo, a infância conturbada, a relação imbricada com familiares e mundo exterior, e um toque de imaginário fantástico, ou, de fantasia imaginária. A composição do espetáculo acumula as urgências do desespero de uma jovem. É uma jovem assustada pelo universo ao redor? Atormentada por circunstâncias indescritíveis, associadas à não aceitação das coisas como elas são, à insatisfação com o que se coloca? Parece que tudo, para essa personagem, toma contornos de penúria e incompreensão.</p>
<p style="text-align: center;">Sem dúvidas, o espetáculo oferece uma experiência sensorial e a dinâmica dos flashs e dos quadros, verdadeiros extratos pictóricos dentro da exibição quase depressiva, assemblam um conjunto imagético-cinético de difícil comparação com o que há por aí na cena teatral carioca. Os sons, as imagens auxiliam a dramaturgia, que não consiste exatamente em narrativa ou drama convencional, mas em coleção de fragmentos que nos contam algo sobre aquela menina para quem o mundo não parece ser fácil de explicar. Há o lúdico, mas este curiosamente conduz o público a um lugar sombrio, de face tenebrosa, e diferente da imagem idealizada e geral que temos da infância.</p>
<p style="text-align: center;">A adolescente, que vive com mãe, pai, irmão e madrinha, é tratada com excesso zelo. Impera a preocupação sobre o “mundo lá fora” que seria perigoso demais para pessoas como ela.</p>
<p style="text-align: center;">Alice desperta de um pesadelo com sua família gritando para que ela vá à escola. A partir de então se colocam impedimentos, nós psíquicos, que a fazem questionar-se sobre quem é, o que e que está a sua volta. São conflitos também relacionados à transição da puberdade, à rigidez e às vezes agressão da chegada à vida adulta, que bate à porta, e pode ser traumática, pode dar certa náusea existencial.</p>
<p style="text-align: center;">&#8220;Ao longo do seu dia, um homem some e aparece em seu caminho diversas vezes, ora oferecendo presentes e cuidados, ora querendo fotografá-la. Alice não aceita, pois não gosta do que vê quando se olha no espelho&#8221;. Possivelmente é descrita uma adolescente que se vê gorda, feia, não gosta da cor da sua pele e nem do próprio cabelo, de forma que em realidade ela tem distúrbios de auto-imagem. É feita uma alusão a Lewis Carroll, pseudônimo utilizado por Charles Lutwidge Dodgson, o autor de Alice no País das Maravilhas, ao convidar Alice para o chá. Sua mãe quer trazê-la para o mundo real, mas ele parece ter a cabeça enterrada em problemas inventados e não parece disposta a sair daquela condição de auto-conflito.</p>
<p style="text-align: center;">A morte de seu gato invisível, a aversão ao coelho, um estupro levam-na a querer fugir, fugir do mundo real, fugir da inexorabilidade do destruição dos sonhos inocentes. Ela se defronta com seus fantasmas, sem saber se está e onde é o seu País das Maravilhas.</p>
<p style="text-align: center;">O recurso à arma de fogo é potente e forte, chega a espantar pelo contra-senso de uma menina delicada empunhar um revolver e não saber o que fazer com ele.</p>
<p style="text-align: center;">Chama atenção, ao menos a pretensão, de ser um espetáculo quase dançado, ou, ao menos, onde a dimensão corpórea dos atores assume um papel preponderante na fala cênica. O espetáculo está em cartaz no Teatro Carlos Gomes e já passou por temporada na Escócia e no México.</p>
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		<title>&#8220;A invenção do Nordeste&#8221; impressiona pela versatilidade dos atores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Mury]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jul 2019 01:11:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Inspirado na obra homônima do Prof. Dr. Durval Muniz de Albuquerque Jr, a direção acurada de Quitéria Kelly garante uma visão atual e tira dos atores algo de brilhante durante a encenação. O texto conjuga reflexões sobre o papel de uma região e como ela é tratada na esfera nacional com aberturas para inserções de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Inspirado na obra homônima do Prof. Dr. Durval Muniz de Albuquerque Jr, a direção acurada de Quitéria Kelly garante uma visão atual e tira dos atores algo de brilhante durante a encenação.</p>
<p style="text-align: center;">O texto conjuga reflexões sobre o papel de uma região e como ela é tratada na esfera nacional com aberturas para inserções de boa interpretação por três atores afinados. &#8220;A invenção do Nordeste&#8221; impressiona a versatilidade dos atores.</p>
<p style="text-align: center;">  Há várias incursões pela política, em pequenos comentários e jogando para plateia imbróglios referentes a personagens atuais da política, que em verdade estão presentes no cenário e no campo semântico nacional há muito tempo, como coronéis e charlatões político-religiosos.</p>
<p style="text-align: center;">A peça oferece uma visão original e polivalente do que é o povo e o indivíduo, homem do nordeste. São apresentadas facetas da personalidade das pessoas daqueles Estados, mas deixando a brecha para o caráter indescritível e indecifrável do que vem a ser um nordestino.</p>
<p style="text-align: center;">Alguns recursos cênicos são utilizados, mas a base do espetáculo é mesmo a dramaturgia e o trabalho performativo dos intérpretes junto com slides projetados e uma iluminação   para reflexões e boas tiradas.</p>
<p style="text-align: center;">O percurso narrativo pela região brasileira tem como pano de fundo o teste-seleção feito por dois atores que pretendem desempenhar um papel de nordestino em uma produção. &#8220;Pode um nordestino fazer papel de um nordestino?&#8221;, esta pergunta é feita e respondida durante a trama-exposição na qual se desvela o tema regionalista.</p>
<p style="text-align: center;">Uma verdadeira viagem pelo fio constitutivo da identidade nordestina é feita. Durante esse teste-seleção, workshop, pelo qual passam esses atores, guiados por um preparador de elenco &#8211; interpretados por Henrique Fontes, Mateus Cardoso e Robson Medeiros -, há um tom de crítica acerca, mesmo, do tratamento que o Sudeste e uma atual classe dominante enfadonha dão às coisas que vêm desse local tão rico e que exportou grandes talentos e que teve criações importantíssimas que nos ajudaram a construir, a inventar o Brasil de hoje. As divisões e segregações brasileiras são rediscutidas.</p>
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